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@azulmarinhouniverse
Aesop Library, Bath, United Kingdom
Sempre fui taxada de pessoa ruim, sempre tive comportamentos impulsivos e explosivos. Eu sou ótima em ser uma má pessoa, em foder com a vida de outras pessoas, manipular as situações e ainda colocar a minha cabeça no travesseiro e dormir tranquila. O meu lado ruim, sempre foi muito forte e sempre me senti protegida dessa forma, tudo pra mim pode ser questão de vida ou morte, e por mais suicida que eu seja, é bem mais satisfatório matar o outro. Tudo se resume em lembranças, histórias para contar na rodinha de amigos e deixá-los desacreditados.
Mas em 2022, eu prometi que tentaria ser uma boa pessoa, mas ser uma boa pessoa é subjetivo, boa pra quem, o que é uma boa pessoa. Me esforcei para não entrar em conflitos, de não me importar com a vingança e focar na paz, em acolher as pessoas que precisavam de abrigo, usei de todo o meu conhecimento em idealizações do que queria receber para aconselhar outras pessoas. Eu fui uma boa pessoa, mais para os outros de que para mim. E isso fez com que as pessoas montassem em mim, fui assediada, abusada, criticada, ameaçada, agredida, até jurada de morte, tudo isso oferecendo o melhor da minha bondade.
Que conclusão temos com isso ? Que pessoas boas se fodem ? Não consigo responder, por mais que eu tenha sido muito a pessoa que fodia boas pessoas. Mas é a lei do carma e eu me permiti aceitar, mas mudou. Em 2023, eu vou ser boa para mim, mesmo que tenha que foder com alguém. Não é a minha primeira opção, mas é opção.
Eu quero ser sinônimo de paz e mudar a ideia de caos que as pessoas tem sobre mim. Quero ser brisa fresca, mas sem esquecer que consigo ser furacão.
O veneno da cobra destila, mas só quando se sente ameaçada.
Eu sempre busco pensar que meus pais fizeram por mim o melhor que eles puderam de acordo com as condições e conhecimento que tinham.
Eu fui a primeira filha de ambos.
Mas isso não significa que toda a dor que eu passei por falta de estrutura sejam justificáveis, só não é totalmente culpa deles.
O que me encadeou uma crise agora foi o fato de lembrar que quando eu morava com o meu pai, eu não tinha espaço na casa para por as minhas coisas, não tinha guarda roupa, não podia por meus cosméticos e produtos de higiene no banheiro e afins, logo, tudo ficava na minha cama. Minha pequena cama de solteiro de cima da beliche, era minha casa. Eu dormia com os meus livros, meus ursos, minhas roupas, meus cremes e etc.
Eu fui acostumada com o pouco, pouco espaço, pouco afeto, pouca consideração.
Sempre me apertei para caber no pouco espaço que me era concedido na vida de outra pessoa, meu pai, minha mãe, minha madrasta, meus irmãos e etc.
E eu nunca curei essa dor, sempre reprimi, porque não tinha espaço, não tinha tempo, não tinha consciência desse sentir.
Eu me esforcei tanto para não deixar essa doença me corroer e quanto mais estável eu fico, mais as crises parecem piores.
Nada se compara ao início, aos surtos de 2016. Mas é como se eu tivesse me libertado da caverna, com os dedos machucados de escavar neve e abrir a passagem, e estivesse escalando a montanha para chegar ao topo e uma avalanche sempre me derrubasse. Nem todas as vezes eu volto ao chão, as vezes eu me seguro firme para me manter no lugar, mesmo que isso me machuque mais do que se deixasse a neve me derrubar e me cobrir por completa. As vezes eu acho que é mais viável permanecer no lugar e aguentar a dor, sem regredir no processo de escalada.
Mas dói tanto e suportar essa dor calada com medo de que se crie outra avalanche com o meu grito, faz com que meu silêncio seja ensurdecedor e é como se eu estivesse de volta na caverna.
Crescer sem mãe me fez ser uma pessoa sem respeito e sem empatia. Não tive quem me colocasse no meu lugar e me proibisse de fazer o que me desse na telha. Em compensação, com o meu pai fui obrigada a ter responsabilidade cedo de mais e cuidar dele.
Hoje eu faço o que quero, sem me importar com os outros e até comigo mesma. Sempre procurando alguém que precise dos meus cuidados, mas sem cuidar de mim. Sem discernimento da cultura social de certo e errado, seguindo minha loucura nesse caos, enquanto tentam me encaixar em padrões que não me cabe, porque não fui moldada para caber. Perdida no tempo espaço, sem direção e sem norte, tentando segui um caminho que me faça sentido com base no sentir, mas sem entender o que sinto.
Escrevi sobre não querer me prender a você,
Por mais que você não saia da minha cabeça.
Escrevi sobre não querer te julgar,
Por um pré conceito existente de relações passadas.
Escrevi sobre como o meu corpo responde a sua ausência.
Escrevi sobre como isso era um mero pecado de luxúria.
Você me dá nó na cabeça
E eu escrevo n intenção de que as informações fiquem mais claras
E de fato ficam,
Mas é momentâneo,
Me livro de você e logo você vem com mais um nó.
Parece que para você é mais fácil o complicado de um nó
Do que formar um laço,
Por fazer exatamente o que eu não queria fazer a você.
Eu queria que a nossa comunicação fluísse,
Da mesma forma que nosso êxtase flui,
Quando os nossos corpos se encontram.
Se não conseguir me entender,
Por favor, eu imploro
Me lê.
Olha no fundo dos meus olhos,
Escuta a minha respiração
Mergulha no meu corpo
E sente meu gozo.
É tudo seu,
Eu sou toda sua,
Quando os nossos universos se encontram,
São dias pensando no pecado.
Às vezes, da um aperto no peito. A gente quer dizer tanta coisa mas sente que não deve e nem pode.
Só esse ano eu já fui várias versões de mim.
Já me encontrei e me perdi várias vezes.
Eu agradeço por saber exatamente quem eu sou, mesmo que as vezes eu me perca em algum personagem.
Eu agradeço por conhecer a imensidão do meu coração e pela capacidade de curar cada machucado feito nele.
Eu agradeço pela mente capaz de ter uma resposta sempre pronta pra tudo, mesmo que as vezes as paranóias me consumam.
Eu agradeço a intuição que nunca me falhou.
Eu agradeço por cada problema que me fez ser a mulher que sou hoje, capaz de passar por cima de tudo sem dependência.
Eu agradeço a serotonina e todos os outros hormônios que me fazem ser excêntrica e livre.
Eu agradeço a capacidade de ser boa, mesmo quando só consigo ver o pior de tudo.
Eu agradeço a força de vontade de levantar da cama e ir atrás dos meus objetivo, mesmo quando tudo parece um caos.
Eu agradeço por ter sabedoria de que cada um é responsável pelas expectativas que cria.
Eu agradeço por não ser obrigada a nada e ter voz, mesmo que as vezes me sinta silenciada.
Eu agradeço o processo e a cada passo dado.
Eu agradeço a vida e a morte.
Eu sou forte, sou grata, sou independente.
Não estou ficando com ninguém.
Fiquei, mas não estou ficando.
Quero ficar, mas não estou ficando.
Eu não quero mais ninguém, além dessa pessoa.
Mas ser solteira é libertador
E eu não quero me prender agora.
Por mais que a minha cabeça
já pareça presa a outra pessoa,
Por mais que meu corpo
clame por ele,
A minha respiração falhe e meu coração pausa,
quando dou por conta da distância.
Os sintomas de paixão são os mesmos de perigo,
Sinto como se estivesse sendo atraída e sugada por você
Eu tenho medo
Porque eu arrisco me perder por completa por você
E isso não é bom
E pode não ser saudável
Eu tenho que aprender a ser sozinha
Por mais sozinha que eu seja
Ainda tem muito a ser aprendido.
Eu não posso cometer o erro de te julgar errado
Por experiências passadas,
Criando um pré conceito
Idealizando...
Por conta do que disseram,
Mas se eu perguntar você responde?
E como vemos, ele tá na minha cabeça
E isso é um saco
Porque nós não nos concentramos no que realmente importa
Amor próprio é tudo
E entre 8 e 80, existe 45.
Eu ainda sou o sol?
Ou o buraco negro já me sugou por completa ?
Existe uma conclusão do ser
A ponto de eu me definir como completa ?
Somos metamorfose constante
Eu sou o sol e o buraco negro.
Eu desisti da vida.
Eu já tive a minha vitória e a deixei ir por luxúria e vaidade. Agora vivo sob esses pecados na intenção de que façam valer a pena a rua que eu decidi virar e entrar pra caminhar na vida.
Maktub?
Assim a luxúria me chama pra me aventurar com um ser familiar, mas em um corpo novo. Enquanto a vaidade canta e se diverte marcando sua presença mesmo só de canto observando.
A insegura grita quando você conta que pode confiar em uma taça de vinho vinda de outra mão, mas o veneno mata.
Me corrói
No zoológico a atração principal é o leão.
Quando você vai parar de mexer com a minha cabeça e me tratar como uma boneca que vive a mercê das suas necessidades?
Inconscientemente, louca por você desde sempre.
Acho que aquele velho maldito me viciou em metáforas em narrativas aleatórias dizendo ser poesia e agora eu entendo.
Entendo o que o levou a viver uma vida miserável de álcool, apostas, sexo e poesias.
Gratiluz
Machistas por esporte, sexistas quando lhes convém, misóginos de prostíbulos, conservadores em família tradicional brasileira, fanáticos religiosos pecadores.
Como me manter limpa de energias negativas quando tenho que conviver em um covio de hipócritas ?
Limpa, limpa, limpa toda a negatividade.
Se minhas personalidades brigam e vai cada uma para um lado, como fico sem as minhas duas de mim ? Qual a melhor solução para lidar com os fantasmas ? Os personagens existem em mim. Ser ou não ser? Todos nós nos exilamos ao decorrer da vida, você ainda está em exílio ? Eu sou dona das vozes e não as vozes dona de mim. Se eu matar a poeta que existe em mim, é suicídio ou assassinato ? Vivemos um monólogo, nos afastando casa vez mais da interação grupal.
Nosso primeiro passeio juntas, um monólogo de Hamlet e o filho do padeiro; primeira vez andando de trem, primeira vez andando de mãos dadas em São Paulo, primeira vez correndo para atravessar uma avenida fora da faixa de pedestre, primeira vez conhecendo caminhos diferentes e se aventurando na esperança de estar indo para o lugar certo (não te prometi que daria certo, mas que iríamos tentar e no final deu certo. Sem expectativas, sem frustrações, só o ver do lado positivo e dar as caras para correr o risco), primeira vez em um teatro (sem ser passeio de escola).
Que tenhamos mais primeiras vezes, mesmo que não seja nossa primeira vez na vida, mas que saibamos apreciar quando for nossa primeira vez JUNTAS.
Já estou com saudade e ansiosa para nossa próxima primeira vez ❤️
você anda triste pela cidade como se a vida te arrancasse tudo
"(...)Esta noite engarrafamos todas as estrelas pra vocês meu jovem (...)"
LEAL
Tenho maturidade pra assumir que não sou madura quando se trata de você. Eu não consigo te ver com outra e eu juro que estou me esforçando pra torce pela sua felicidade e eu quero muito que você seja feliz, mas sinto ciúmes da forma que é feliz sem mim.
Tenho maturidade pra assumir que estou sendo egoísta em querer ter todos e querer que você seja só minha.
E por isso não posso mais ser sua amiga, não porque eu não Quero, mas porque eu não consigo torcer pra você nessa sua fase por mais que eu tente.
Sabe aquela cena que ta a Goya e a namorada dela no carro brigando pq a Goya não quer abrir a porta do carro? Só consegui pensar em você com a frase "obrigada, ninguém nunca me amou desse jeito", porque ninguém nunca cuidou de mim da forma que você cuidou e eu sou problemática, não sei receber amor e nem cuidado, não sei deixar uma personalidade cuidar de tudo. Eu amo você e me machuca ter que te ver de longe, mas sobre a dor eu tenho convívio, não saberia te ter por perto. Você é muita areia para o meu caminhão ou talvez meu caminhão só transporte água e tem dificuldade de mudar.
Você não foi meu sopro de vento, minha maresia, meu jardim de flores e muito menos minha sorte de amor tranquilo. Você foi a leal que diz na música do Djonga, só que pra mim.