06.12.25
Oi, eu sou a B-L-A-M-E e isso é mais uma reflexão do que um desabafo.
Eu carrego muitas cruzes. A maior delas é ser a minha pior inimiga. Me cobro demais, não me dou o devido valor, não me aprecio nem me admiro como deveria e eu nem sei o motivo. Como isso começou? Quando me tornei assim?
A verdade é que por trás do meu esforço tem a insaciável vontade de compensar meu fracasso. Eu sinto que fracassei e sigo fracassando. Aprendi a me cobrar quando fiz dos parâmetros dos outros os meus pela ânsia de alcançar os objetivos que eu queria. Sim, cada um tem seu tempo, mas é normal que o relógio de alguns pareça tão atrasado quando tem outros acelerando na pista pavimentada da conquista?
Eu sei o que eu quero, não sou mais uma pessoa perdida e não é sobre isso. É sobre a felicidade e a sorte que almejei através de algo que ainda não se solidificou. Como não se solidificou, é o problema. Anos e o que eu tenho é a promessa da solidez. O tempo não é meu aliado. "Eu não sou maluca" o suficiente para chegar onde eu quero.
Céus, ou infernos, o que eu estou fazendo? Me torturo em plena madrugada quando deveria estar dormindo para acordar disposta para meu compromisso no primeiro horário.
Sobre isso, meu compromisso hoje cedo, eu não queria improvisar, mas não vejo opção. Ou é isso, ou a inércia e, como diria Chaves: Prefiro morrer do que perder a vida.
Enfim, meu pico de ansiedade já se esgotou, posso me entreter enquanto espero o despertador tocar me distraindo do que me deixa ansiosa, ainda quero falar sobre isso, mas prefiro discorrer sobre em outro momento.












