Pensando em um milhão de coisas. Várias reflexões boas e incríveis e algumas inseguranças e angústias também… Nem sei por onde começar a contar...
Basicamente eu to me sentindo extremamente ansiosa e hiperventilando sobre diversos assuntos ao mesmo tempo. É como se eu não tivesse tempo o suficiente pra todos os assuntos e estivesse tentando me desdobrar pra fazer grandes feitos se realizarem da noite pro dia pra tentar ganhar um pouco do suposto "tempo perdido"
Ontem o instagram me trouxe uma memória de exatos 365 dias atrás em que eu fui num date com um cara que estava se preparando pra viver uma vida de mochileiro. Nesse dia ele me comunicou que não estava disponível pra um relacionamento e perguntou sobre mim e qual era meu momento. Eu menti pra mim mesma e me fiz crer que não buscava nada sério também. Ele estava na dependência de vender o apê dele pra começar a viagem. No fim de maio o apartamento foi vendido e no começo de junho ele foi embora.
Quando ele foi embora eu fiquei despedaçada. Em partes porque a gente desenvolveu uma relação muito bacana em muito pouco tempo, e em partes também porque eu não banquei minhas vontades e eu nunca disse pra ele que eu queria algo a mais e que a gente poderia inventar uma nova forma de se relacionar até eu dar um jeito na minha vida, decidir o que fazer e encontrar com ele na estrada.
E tudo isso me fez pensar em como basicamente a mesma coisa está acontecendo agora entre nós dois, e como a vida é cômica e nos faz repetir determinados ciclos pra nos ensinar algo importante
Ao mesmo tempo que eu me percebo muito lúcida e grata em perceber que definitivamente é hora de mudanças na minha vida, até porque voltar à realidade de trabalho está sendo insuportável, eu também me percebo super insegura
Insegura porque me parece que a resposta está diante dos meus olhos mas eu não tive tempo o suficiente pra digerir a informação, buscar detalhes, preehcer os requisitos e formalidades, e ter um plano de ação consistente em que eu me sinta confiante.
Em outras palavras, e sendo mais objetiva na mensagem, eu andei pesquisando sobre o working holiday visa da Nova Zelandia e parece ser simplesmente fantástico. Ele é uma excelente resposta pra pergunta que eu tenho buscado há muito tempo: "como viajar, ter mais flexibilidade e liberdade geográfica, mas sem torrar todas as minhas economias?"
E eu fiquei num mix de surpresa, encanto e ironia de pensar que faz quase 1 ano (kkkkk ok, faz menos de um mês) que você está me falando isso e só agora eu consegui vislumbrar essa possibilidade como sendo factível
Então com relação a esse primeiro tema (working holiday visa), as inseguranças basicamente são: como fazer, quando, quanto tempo de espera, será que eu consigo chegar lá e depois emitir esse visto, e se não der certo, etc, etc, etc.
E eu sei que a melhor forma de sanar minha ansiedade e insegurança sobre esse tema é pesquisando, me planejando, me organizando, e ativamente tomando ações pra fazer isso acontecer. E tudo isso é extremamente simples, porém essa possibilidade acaba esbarrando em outro assunto importante que é: você
Eu sinto que eu to gostando muito do que estamos vivendo, compartilhando e construindo. Se você me perguntar hoje, eu tenho vontade de continuar nesse ritmo e maximizá-lo. E sinto que se você me perguntar amanhã, a resposta vai ser a mesma. E daqui uma semana também. Daqui um mês provavelmente também. Talvez daqui 3 ou 6 meses acredito que também. Óbvio que não tem como eu afirmar pela Yara do longo prazo, mas hoje me parece algo que faz sentido e que eu to disposta a fazer acontecer, dar certo, e ambos ficarmos mais felizes e realizados do que antes do nosso inusitado encontro.
Essa realmente é uma emoção gostosa de se sentir, e eu quero preservá-la e cultivá-la com carinho, sinceridade, transparência, cumplicidade. Eu sei que eu sou incrivelmente emocionada, mas isso é fantástico porque me coloca pra viver e sentir coisas nunca antes imaginadas e eu me sinto muito viva e radiante nessa condição.
E com relação a esse segundo tema (nosso romance), as inseguranças são basicamente as mesmas: como fazer, quando, quanto tempo de espera, será que conseguimos, será que queremos, e se não der certo, etc, etc, etc.
E a conclusão dessa prosa toda é que "entre o comodismo do antigo o vislumbre do novo, existe o deserto do nada". Em outras palavras, eu sinto que eu estou tão acostumada com o antigo (minha vida atual) que mesmo a nova perspectiva de vida sendo fantástica, até eu chegar nela eu vou ter que percorrer um trajeto que ninguém sabe exatamente qual é ou como vai ser. Então é literalmente o "deserto do nada", não tem aboslutamente nada conhecido nesse percurso, por mais que exista uma promessa, um ideal, de que lá na frente a nova realidade seja bem melhor. Por mais que outras pessoas já tenham percorrido esse trajeto e possam compartilhar experiências comigo, só eu vou viver na minha pele as glórias e frustrações desse caminhar.
E eu quero dar esse passo (esses dois passos!), mas obviamente que não vai ser da noite pro dia que tudo isso vai se concretizar. Não tem como saber absolutamente nada. Eu to literalmente com dinheiro na mão e um sonho que até anteontem eu não sabia que poderia ser real, mas que hoje eu sinto que eu preciso correr porque esse visto tem limite de vagas e idade pra acontecer, então eu preciso muito fazer dar certo e logo se eu quiser mesmo seguir com esse plano.
Mas acho que compartilhei boa parte do que tá girando na minha cabeça. Pelo menos a parte que eu consegui colocar em palavras. Escrever (mesmo que digitando) acaba sendo um instrumento bom de entender o que está acontecendo, organizar as ideias, delimitar o que realmente me aflige, rever os planos de ação, etc.
E compartilha também, por favor, quais emoções você sentiu ao ler tudo isso. Acho que esse é um bom indicativo pra saber se foi too much / overwhelming, ou se está suave / digerível tudo isso. O intuito é só manter a transparência reinando, já que to escancarando minhas emoções do dia aqui