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@bc-jinjoo
bc-daeyeon:
Talvez eu realmente não seja mais o Daeyeon que você conhece, Jinjoo.
Não, não se desculpe. Você disse o que queria dizer, independente de estar bêbada, então deveria dizer. Guardar as coisas não é bom. Está tudo bem. Mas… Como eu devo te tratar agora? Porque você perguntou se eu estava fingindo quando tentei ser seu amigo e agora quer que eu haja normalmente. O que eu devo fazer, Jinjoo? O que você quer de mim?
Acho que nós dois mudamos.
O que eu quero é impossível. Não somos mais as mesmas pessoas, não dá para voltar no tempo e mudar as coisas. Talvez devêssemos fingir que nada aconteceu e começar do zero. Acho que já te fiz mal o suficiente, então é melhor você decidir. Posso ser uma estranha, uma vizinha, uma amiga ou a sua ex-namorada. Eu só quero colocar um final final em tudo isso, antes que tudo piore.
bc-minkyung:
A gente sempre sabe um pouco de bebês. Eles são fofos, né? Disso eu sei. Você já foi ver a filha do Daeyeon, Jinjoo?
Não acho que eu esteja incluída nesse todo mundo. Minha irmã que sempre foi babá lá em casa. Ah, não. Acho que não seria uma boa ideia.
bc-riyoung:
❛Terminava de sugar o macarrão, comidas industrializadas tinha um corpulência que a satisfazia, principalmente em sua quentura que pinicava os lábios. Encostou as costas de forma mais apropriada na cadeira, a presença de Jinjoo não era nem um pouco desagradável, mas havia desacostumado com aquele tom; de alguém falando bem de sua casa. — Ah, que cabeça a minha, como pude esquecer? — Disse de forma amigável, os lábios unidos em um simples sorriso sumia rapidamente. — Tenho algumas coisas para fazer, então comida rápida é uma opção mais conveniente. Acredito que irá aproveitar mais esse jantar do que eu. Nossos pais estão muito felizes que você tenha voltado. — Seu tom era educado e queria verdadeiramente mostrar animação, mas o humor de Riyoung não era fingido e ela não conseguia projetá-lo. — Prometo me alimentar direito. Você veio comprar algo? Pode deixar na minha conta que eu pago antes de sair.❜
Algo não parecia sincero na resposta de Riyoung. Queria acreditar que a irmã tinha apenas esquecido, mas no fundo sentia que era sua culpa. Fazia pouco tempo que tinha voltado e tudo que queria era estar bem com a sua família, já que sua casa era o único lugar da vila que parecia não ter mudado. — Unnie, venha para casa comigo. — Aproximou-se para tentar convencer a mais velha, usando um tom de voz do doce. — Aposto que ainda tem espaço ai dentro. Você pode comer com a gente e depois fazer as suas coisas, hm? — Sorriu para ela de forma carinhosa. — O jantar não é só para mim, é para a família toda. — Disse em um tom de voz um pouco mais baixo, quase decepcionado. — Eu vim comprar mais arroz, mas se você não for... acho que não vamos precisar. — Era triste perceber a distância entre as duas. Sempre quis que fossem mais próximas, mas era difícil quebrar as barreiras que Riyoung havia criado durante os anos. — Tem certeza que não pode vir? Eu queria que viesse. — Tentou pela última veza convencer a irmã.
Make me feel something — with mingjun
bc-mingjun:
O sorriso em tom divertido perdurou-se por mais alguns breves segundos enquanto observava a expressão teimosa preenchendo o rosto feminino como uma criança relutante, o obrigando à engolir o riso preso na garganta. Provavelmente o ofenderia com isso, ou pior, mancharia ainda mais a imagem que parecia ter se formado diante dos olhos de todas as garotas que reconheciam o nome.
Ignorou a ironia que queimou nos lábios rosados, era uma consequência voltada as suas palavras que geralmente não carregavam a seriedade do assunto, pois não sabia lidar com tal. Em todos os momentos recordáveis, ele havia agido covardemente e simplesmente ignorado como ações podiam conter um peso difícil de carregar, recorrendo ao esnobismo e humor, porém nem sempre era o que sentia no interno quando sozinho, e se Jinjoo expressava-se facilmente ali na companhia do quase desconhecido, o fardo provavelmente era pior quando solitária com os pensamentos. Devia controlar sua língua. — Qual o problema em ser idiota as vezes? — Lhe soava compressível a outra ainda nutrir boas lembranças e querer recuperar o sentimento perdido com a partida para que pudesse criar outras novas. Mingjun não tinha uma grande carreira em relacionamentos e nem mesmo se tratando de cinema o romantismo era considerado como seu foco, mas era capaz de entender sobre empatia, e agora as esferas na face transmitiam exatamente tal humanidade.
As sobrancelhas ergueram-se com a distância e mesmo que esperado graças sua ousadia, ainda tinha esperanças que sua explicação a deixasse mais tranquila em relação as suas intenções, por isso, não hesitou em novamente dar um passo em direção à menor. — Exatamente. Você está bêbada mas ainda é esperta. — Os cantos da boca se repuxaram, os mantendo positivos para que não fossem capazes de entenderem do que se tratava o assunto, ainda a fim de render o burburinho no dia seguinte. — Não finja que não está curiosa. Se não tentar, sempre vai te restar a dúvida se ele realmente se importa ou não, e caso a resposta seja sim, imagine o tempo que perderia longe do cara que gosta. — Era uma oferta de ouro, nenhum outro se sacrificaria sem esperar algo em troca como o castanho faria, simplesmente entregando-se pela diversão que poderia proporcionar. — Posso ser bem convincente, na verdade. — Desde que ela permitisse, claro. Inventaria uma história, do tipo que arrancaria suspiros e convenceria, ao mesmo dando abertura para falhas que quem sabe resultariam em uma intervenção. Era o que esperava. Aparentava ser aquela uma noite de riscos, por isso ergueu o queixo fino entre o indicador e o polegar, forçando a jovem à encara-lo entre a multidão, sem espaço para hesitações. — Quer que eu prove?
Entendia que Mingjun provavelmente só estava querendo ajudar, mas Jinjoo não se sentia no direito de pensar daquela forma. Era verdade que ainda tinha sentimentos confusos em relação ao ex-namorado, mas não podia continuar agindo como se a vida dele tivesse que seguir de acordo com a sua. — Eu não posso. Não seria justo e nem saudável para nenhum de nós. — Balançou cabeça em negação. — Além disso, não é o que as pessoas esperam de mim. Tenho que saber o limite das coisas. — Disse e logo o encarou por poucos segundos. Era difícil para ela distinguir o que realmente queria e o que era certo a se fazer. Sempre foi assim, em relação a família, esporte e até amizades. Para a ginasta sempre foi muito importante viver de acordo com as expectativas e talvez por isso vivesse em um conflito com as próprias emoções.
Jinjoo olhava para o garoto com uma expressão desconfiada, não sabia mesmo se deveria confiar nele. Talvez aquela só fosse uma tentativa de se divertir com a fragilidade da garota, ou talvez ele quisesse mesmo ajudar, ainda que não fosse de uma maneira tão convencional. Mingjun era uma incógnita. Tinha seu pé atrás com ele, afinal, durante os anos em que viveu na vila, escutou muitas coisas sobre vários meninos da região e moreno sempre estava incluído em alguma história. Contudo, sentia que se não desse uma chance a ele e aquele plano maluco, estaria perdendo uma oportunidade de recompor sua autoestima e colocar as coisas em novos eixos. — Eu sou sempre esperta. — Arqueou uma das sobrancelhas com um sorriso tímido. Mesmo que aquela ainda não parecesse uma boa ideia, Jinjoo se sentia tentada a se arriscar. Havia algo sobre o garoto que causava esse efeito. Não sabia se era aquele personalidade convincente ou se era difícil demais discordar de alguém com um sorriso como o dele. — Certo. Mas eu não vou fazer isso por causa dele. Vou fazer por mim, porque preciso seguir em frente e só vou conseguir fazer isso quando tudo não estiver me incomodando mais. Quando as pessoas pararem de me perguntar sobre ele, podemos parar. — Explicou. Não queria continuar criando esperanças em relação a Daeyeon, afinal, tinha certeza que ele não daria a mínima para aquela situação, então seu foco seria outro.
A face feminina foi tomada por uma expressão de dúvida. Não sabia que tipo de ideia maluca estava passando na cabeça de Mingjun e tinha até mesmo medo de descobrir. — Por favor, não invente nada que vá me deixar de castigo. — Brincou, soltando uma breve risada. Entretanto, logo percebeu que era a única levando na brincadeira por ali, pois o garoto parecia estar pronto para colocar o plano em ação. Podia ser tudo falso, mas Jinjoo não estava acostumada com aquele tipo de coisa. A aproximação dele fez suas bochechas esquentarem quase instantaneamente. Não estava pronta para começar toda a encenação, mas o álcool que dominava o seu corpo não deixou que ela se afastasse ou dissesse não. Apenas encarou o par de olhos a sua frente, esperando para descobrir como ele pretendia fazer aquilo.
bc-mimo:
Não foi só com você que isso aconteceu. Estou começando a acreditar que esse lugar está amaldiçoado ou algo do tipo.
Não, não. Jinjoo, não é bem assim. Você está julgando o Daeyeon por seguir com a vida dele sendo que foi você que foi embora e nunca nem mandou uma mensagem para saber como ele estava. Todo mundo falou pra ele desencanar de você. Eu falei um monte de vezes enquanto ele chorava no meu ombro, inclusive. Mas não foi tão rápido, não. E a gravidez nem deve ser considerada porque foi um vacilo enorme de dois bêbados com fogo no cu. Olha só, quando começamos o ensino médio, nós ajudamos a decorar o baile de formatura dos veteranos, porque estávamos de castigo. Eu disse que queria que o nosso baile chegasse logo e Daeyeon decretou que não iria. Uma semana antes do baile e ele disse a mesma coisa. No dia do baile também. Ele disse que só iria se fosse com você, mesmo que não estivessem mais namorando. Eu não posso afirmar nada porque só Daeyeon sabe do coração dele, mas quando ele me disse isso, Hyuna já estava grávida e ele já estava de rolo com o Wonshik, mas mesmo assim ele parecia triste, meio chateado, entende? Talvez, Jinjoo, só talvez, não tenha sido tão fácil para ele quanto você está imaginando.
Mas qual é a sua? Numa boa, estava querendo voltar com ele? Voltou com esperanças que isso aconteça? Você ainda gosta dele?
Sério? Também não teve uma boa volta?
Eu sei... No fundo eu sei. Eu tenho agido de uma forma totalmente egoísta desde que cheguei aqui, mas eu simplesmente não consigo esconder o que estou sentindo. Eu sei que a culpa é toda minha e que ele teria todos os motivos para me odiar, mas... talvez eu tenha me apegado em um fiozinho de esperança? Tudo o que eu fiz foi porque eu não queria que ele sofresse. Não queria que ele desperdiçasse a vida dele pensando em mim sem saber se eu voltaria um dia. Mas não é tão fácil seguir os próprios conselhos...
Eu não esperava voltar e encontrar ele ainda apaixonado, mas ver o quanto tudo mudou me deixou muito confusa. Não quero, nem acho que vá acontecer algo entre a gente. Eu só queria poder desligar meus sentimentos e fingir que nada disso está acontecendo.
bc-mingyu:
Eu conheço todos os fantasmas da minha casa e nenhum deles troca o canal da televisão.
Oh… Como vai, Jinjoo?
Não fiz de propósito, só ia desligar para economizar energia. Você parecia estar dormindo.
Ah, eu vou bem e você? Vim aqui para entregar um pouco de sopa para você. Minha mãe fez bastante para todos os vizinhos e está me fazendo de entregadora. Acho que ela só quer que todo mundo saiba que e filha dela está em casa de novo.
Just the same figure, it’s a new inside — with daeyeon
bc-daeyeon:
Como uma pessoa que não sabia agir de outra maneira que não fosse da mais pura sinceridade de seu coração, aquela pergunta era até ofensiva. Para ele, fazia todo o sentido que deixasse sua preocupação transparecer, que sua alegria por ela estar bem, também. Fazia todo o sentido que quisesse sentar na calçada e conversar sobre todo aquele tempo, que quisesse saber se as coisas tinham dado certo para ela. Aquilo era o seu comum, o que ele podia esperar de si mesmo. Ainda que não tivessem mais nenhum envolvimento romântico, não significava que teriam que virar completos estranhos. Não tinha que ser com tanta frieza, um ano era tempo demais para que agissem daquela maneira. Entretanto, estava bastante claro que ela não queria o mesmo e “quando um não quer, dois não fazem”.
Ele escutara tudo, mas não tinha a mínima intenção de apenas baixar a cabeça e se retirar, como teria feito em outros tempos. Daeyeon tinha aprendido uma lição importante depois de tantas surras da vida: não tinha que aceitar. — Honestamente? Espero que esteja se sentindo do mesmo jeito que eu me senti quando você decidiu ir embora de uma hora para outra: confusa e machucada. — Ainda que não se arrependesse de suas palavras, não podia impedir as lágrimas de encherem a linha d'água com uma velocidade impressionante. — O que você escutou que está doendo tanto, Jinjoo? Que eu vou ter um filho ou que eu já tenho outra pessoa? Porque, o quê? Estava esperando que eu fosse parar minha vida por você? Você me deixou para trás, sem nem mesmo uma mensagem por exatamente um ano e se acha no direito de me tratar dessa maneira? Quem você pensa que eu sou? — Toda a tristeza, toda a mágoa que ele acreditara que tinha superado parecia ter voltado naquele momento. Não era de propósito. Talvez fosse só algo que ele queria muito ter colocado para fora há muito tempo, mas não tinha como. Ele acreditava que engolir os próprios sentimentos nunca era uma boa opção, mas o que sentia por Jinjoo, ele não teve outra escolha. — Quem você pensa que é? — Continuou, em tom bem mais baixo, ainda sem desviar o seu olhar do rosto dela. — Se você tivesse me pedido para te esperar, eu teria esperado. Eu era a pessoa que mais estava torcendo para que tudo desse certo para você. Estava tudo bem você ir para longe para seguir seus sonhos. Só não tinha que me deixar para trás, entende? Eu teria estado com você em tudo, eu… Como você volta assim e se acha no direito de me fazer sentir culpado por ter seguido a minha vida, sendo que nunca me disse se ia voltar ou não? Eu não estava sendo só educado, eu estou curioso mesmo. Eu quero mesmo saber como foi, como você está, quais são os seus planos. Mas tudo bem, eu não vou insistir em uma amizade que não vai acontecer.
Mesmo que tivesse dito todas as coisas que apertavam seu coração, Jinjoo não se sentia aliviada. Muito pelo contrário, sabia que se arrependeria de ter agido tão impulsivamente daquela maneira. Gostaria de saber controlar mais suas emoções, mas a garota era tão transparente quanto a água. Ainda que tentasse esconder que não estava lidando nada bem com as mudanças de Bukchon, qualquer um que a conhecesse seria capaz de ler em seus olhos toda a dor que estava passando. Talvez devesse ter escutado sua treinadora. Ali não era mesmo um lugar para ela. Se quisesse ser uma boa atleta teria que se dedicar 200% e enquanto estivesse perto de Daeyeon e do resto da vila, não seria capaz de se comprometer totalmente.
A reação do garoto foi uma surpresa para ela. Mais uma vez Jinjoo havia subestimado o ex-namorado. No fundo tinha um grande peso na consciência por ter acabado com tudo entre eles daquela forma. A proposta para estudar na China surgiu de última hora e tudo que pensou foi que ele não deveria ficar preso a ela, já que nem ao menos sabia quando voltaria. Um ano depois aqui estava ela, esperando que ele não tivesse seguido sua vida. Era contraditório e egoísta, mas a ginasta não sabia explicar tal sentimento. Ouvir aquelas palavras de Daeyeon cara a cara era muito mais difícil do que ela podia imaginar. Sentiu-se colocada contra parede, em uma situação humilhante. Não devia ter falado, não devia ter mostrado o quanto tudo a incomodava. Só queria poder sumir dali.
Queria interrompê-lo, dar seu ponto de vista ou se justificar, mas não conseguia. Era difícil dizer qualquer coisa naquela situação, pois não havia nenhuma mentira ali. Tudo o que o garoto dizia era a mais pura verdade, só Jinjoo que não queria enxergar. Enquanto desviava os olhos para que ele não visse que estava prestes a chorar, ela usava as unhas compridas para marcar as palmas das mãos. Talvez se a dor física fosse forte o suficiente não seria capaz de sentir todo aquele sufoco em seu coração. Quando ouviu a pergunta feita por ele, seu corpo congelou por um segundo. Foi difícil prestar atenção no discuso que veio depois daquilo, pois ainda estava muito focada no peso das palavras escolhidas por ele. — Eu não sei. — Falou baixinho. — Eu não sei porque achei que ainda significava alguma coisa. Não sei porque achei que não seria tão fácil seguir a vida sem mim. Eu não sei, tá bem? — Finalmente encarou o mais novo com os olhos reachados de lágrimas. — Me chame de idiota, egoísta, do que você quiser. Mas não fale comigo dessa forma, como se eu não tivesse sido nada na sua vida. Isso me machuca mais do que qualquer outra coisa. — Confessou, com um nó presso na garganta. — Se esperava que eu agisse de outra forma, me desculpa. Eu não sou tão perfeita quanto todo mundo acha. — Falou, usando as costas da mão direita para limpar o rosto molhado. — Eu não devia ter voltado. — Disse, mais para si mesma do que para ele. Decidiu então recolher os produtos restantes o mais rápido possível, para terminar com aquela tortura.
Nem pensa em trocar de canal, estou escutando o noticiário.
Eu não tentei... Você está vendo coisas, Mingyu-ssi.
“Ei, desculpa incomodar com isso, mas será que poderia me ajudar com as malas? Acabei de chegar de viagem, e não consigo subir com tudo sozinha.”
“Prometo que pago com… Amor e muitos agradecimentos.”
Aish, unnie. Eu sou ginasta, não levantadora de peso.
Mas tudo bem, irei te ajudar pelo amor e agradecimento.
“Esse cobertor? Comprei um pra mim e um pra minha sobrinha. Você sabia que crianças recém-nascidas precisam ficar bem aquecidas, né? Olha só, que delícia que ele é por dentro.”
Não entendo muito de bebês, mas acho que sim. É bem bonitinho, um ótimo presente.
“Vamos logo, nós vamos chegar atrasado se não formos rápido.”
Ah... tudo bem. Onde estamos indo mesmo? Eu te segui porque você disse que era importante, mas... não sei do que estava falando.
— Preciso confessar… — Seokjin precisou admitir enquanto ostentava uma feição levemente confusa unida a um meio sorriso abobado. — …que não entendi muito bem o que você quis dizer com isso.
Jinjoo suspirou alto, mas logo um sorriso se formou nos seu lábios. — Tudo bem, isso não é tão importante assim. — Preferiu deixar para lá do que explicar toda a história novamente. — Desculpa, às vezes eu fico tagarelando sobre ginástica mesmo sabendo que ninguém vai me entender.
bc-bonhwa:
Exército. Essa era alguma coisa que Bonhwa conseguia se identificar com a mais nova, mesmo que 70% desse tempo tenha passado não pensando muito a respeito. — Eu falei que você ia conseguir, não falei? Acho que falei… — Exigir mais detalhes era uma perda de tempo, então deixou que a gentileza ou honestidade de Jinjoo preenchesse as lacunas. — Longe, mas você ainda fica preocupado com o que ele pode achar, nee? Voc- Você sente falta dele? — Cinco irmãos foram para o exército e nas cinco vezes Bonhwa morreu de saudade – até daquele que mais pegava no seu pé. — O bom é que acabou e não vai acontecer de novo, eu espero. Vai tudo melhorar a partir daqui. — Aquela pergunta trouxe o sorriso novamente aos lábios. Bonhwa segurou o queixo e o acariciou com os dedos, fazendo pode de pensador. — Um banho. Um banho real, com água caindo do chuveiro e sabonete em barra. Arrumar uma cadeira de rodas e tentar chegar no templo, para agradecer tudo. E… se eu estiver bem pra comer, ir num churrasco. Eu sinto tanta falta de carne! Quer vir junto?
Deu risada ao lembrar da situação. Por mais que tudo fosse bem difícil quando seu irmão pegava no seu pé, ela realmente sentia muita falta de tudo, até mesmo das reclamações dele. — Claro, ele é meu irmão mais velho. — Admitiu com um sorriso sincero. — Eu senti saudades de todo mundo enquanto estive fora, mas agora que só estamos eu e Riyoung em casa percebi como ele faz falta. Não somos tão próximas quanto eu era dele. — Comentou, um pouco chateada pela relação conturbada que levava com a irmã. — Vai sim, com certeza. Você tem muito tempo pela frente, oppa. — Sorriu, tentando encorajá-lo. Aquela resposta tinha sido um tanto curiosa, pois não havia passado pela sua cabeça como ele estava sendo privado de coisas tão básicas como um bom banho. Aquilo a deixava triste, mas não queria demonstrar na frente do mais velho. — Então já sei o que posso te dar, já que o bolo não foi um presente de verdade. Vou comprar para você um sabonete bem cheiroso. — Disse, animada com a ideia. Jinjoo sempre foi o tipo de garota doce que se importava com as pessoas ao seu redor. Nessa volta complicada para Bukchon temeu ter perdido essa parte de si, mas Bonhwa estava ali para mostrá-la que ainda era a mesma de antes. — Claro! Eu adoraria. Você poderia reunir todo mundo em uma churrascaria, que tal? — Sugeriu, mas logo hesitou, pensando em como seria estranho sentar na mesma mesa que algumas pessoas que não falava há um ano.
bc-mimo:
Qual é, você não teria sabido disso se não tivesse arriscado, já valeu a tentativa.
Poxa, isso é muito bom, Jinjoo. Fico feliz por você, que bom que deu tudo certo e que foi legal. Bom, você sabe que vou ter que defendê-lo, não é? Ele ficou um verdadeiro bagaço quando você foi embora. Eu sei que a situação atual deve ser assustadora, vai por mim, todo mundo ficou em choque, mas…
Só queria que as coisas não estivessem dando tão errado. Eu mal cheguei e minha vida já virou do avesso.
Se você não saísse em defesa dele, até eu acharia idiota. Mas... não é fácil de engolir para mim também. Eu fiquei fora por um ano, mas ele não demorou esse tempo todo para engravidar outra menina. Ele seguiu em frente mais rápido do que eu esperava.
bc-daeyeon:
Perspectiva é algo engraçado, não é?
Mas não precisa sentir, uma hora ou outra tudo entra nos eixos. É a lei da vida. Eh? E por que acha isso?
Você não precisa me tratar assim. Não parece com o Daeyeon que eu conheço.
Eu sei que o que eu fiz foi idiota, mas eu tinha bebido um pouco demais e acabei falando umas coisas que não devia. É só que... foi muita coisa para lidar assim de primeira e eu não estava pronta para isso. Enfim, eu não queria ter te tratado daquela forma. Desculpa.
bc-rian:
“É claro que significa. Você e Riyoung são minha única família. Como é que não significaria? Será que pode tentar ser compreensiva por dois segundos em vez de me julgar por cada palavra que eu falo? Você me conhece a vida toda. Sabe que se dependesse de mim, as coisas seriam diferentes…”
Como quer que eu seja compreensiva se você não quer se abrir? Eu não sei mais se te conheço, para ser sincera. Depende só de você, Rian. Se quer que as coisas sejam diferentes, então aja diferente.