Essa nova trend invadiu os feeds com fotos de viagens, conquistas e festas. Sim, celebrar momentos felizes é lindo! Mas será que felicidade é só isso? Nossa felicidade é sempre fotografada?
Grandes conquistas são marcantes, mas... O dia a dia é onde a felicidade realmente se constrói. As pequenas alegrias formam uma base sólida para o bem-estar. Mas elas são invisíveis no Instagram.
Pense em momentos simples: O prazer de tirar os sapatos após um dia longo. A água quentinha do chuveiro. A primeira garfada de uma refeição deliciosa. Uma mensagem inesperada de alguém querido. Essas coisas trazem alegria, mas raramente ganham um clique. E ainda assim, fazem a vida mais leve, não acha?
Um ano não é feito só de momentos felizes ou de grandes conquistas. Ele é um mosaico de altos e baixos, de vitórias e dificuldades. Nem mesmo suas emoções definem todo o seu ano. É normal sentir tristeza, frustração ou até vazio em meio a momentos felizes. O que importa é como você lida com tudo isso.
Ainda é possível ser triste ainda que você tenha exposto suas conquistas em um carrossel nas redes. Muitos nomes conhecidos já falaram abertamente sobre suas vulnerabilidades ou até mesmo depressão. Nomes como Robin Williams, Lady Gaga, Demi Lovato, Chester Bennington e Selena Gomez são exemplos. Assim, também é possível ser feliz mesmo que no mosaico do seu ano, tenha ocorrido tristezas.
A trend tem gerado comparação, como consequência tristeza no outro. “O outro é tão feliz, e eu...?” / “sua vez”. Apontando para um desconhecimento da nossa própria felicidade. As redes mostram só um recorte das nossas vidas, e esse recorte, muitas vezes, é idealizado.
Assim, sem perceber cria-se um personagem nas redes, que oculta suas tristezas e ressalta suas conquistas, sua “felicidade”. Como vou ser triste em 2024, se ao longo do ano publiquei apenas o recorte feliz da minha vida?
Fico genuinamente feliz caso seu ano de 2024 foi bom, se você encontrou momentos a celebrar. Afinal, não há nada de errado em compartilhar bons momentos, mas há muito o que se pensar sobre o que tem tomado nossas redes.










