Desculpa, eu não fui profunda, eu tive medo de mergulhar no bronze dos seus cabelos, eu tive medo de beijar as curvas dos seus lábios, eu tive vergonha do meu corpo, do meu sentimento, da minha inexperiência, tive vergonha de saber que eu não era quem você buscava ter; eu tive medo dessa intensidade fogosa, tive medo do preto dos teus olhos, das suas palavras mais escuras ainda, da sua postura fria. Eu quis o seu abraço, seu beijo era maravilhoso, mas o medo fazia meu coração tremer, e era real, eu tremia a cada palavra sua que eu ouvia; a insegurança me tomou, eu não estava indecisa, eu apenas não sabia como lidar com tanta coisa nova, uma explosão de novidades que você não soube conter, você não soube ministrar as pequenas doses, a lisergia se transformava num horror, dose quase letal de sentimento. Eu sei que está quase acabando isso aqui dentro, tanto que as palavras estão ficando toscas, mas esse súbito que me acometeu? Sim, é porque eu lembrei de como tremi as mãos ao te beijar a primeira vez, como foi HORRÍVEL e maravilhoso ao mesmo tempo; horrível, sim, em caixa alta, eu odiei aquela sensação, impotência diante de alguém que muito podia contra mim; e eu ODEIO relembrar qualquer coisa com você, eu sinto vergonha alheia de eu mesma ao saber que eu não pude oferecer nada a você, porque enquanto o tempo passava eu apenas sentia meus membros formigarem e meus pensamentos flutuarem, sem nenhuma razão de ali não estarem, dessa forma o tempo passou, o fim chegou e eu, inútil, lamentei. Sem realmente ter o que lamentar. (— tweets aleatórios.)