"Está um da tão bonito lá fora e eu quero brincar, mas hoje não dá"
Chega a ser um insulto
"Faz tanto frio, faz tanto tempo, que no meu mundo algo se perdeu"
Deixe o sol brilhar; eu prefiro a sombra que me cabe
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"Está um da tão bonito lá fora e eu quero brincar, mas hoje não dá"
Chega a ser um insulto
"Faz tanto frio, faz tanto tempo, que no meu mundo algo se perdeu"
Deixe o sol brilhar; eu prefiro a sombra que me cabe
Jeanette Winterson, from "One Aladdin Two Lamps," originally published in November 2025
Olha a bermuda, essa sujeita. Elegante, sim. Vai ficar impecável na cliente, sim. Mas essa beleza toda vem com uma dose generosa de inferno. Tecido que desfia. Fiapo pra todo lado, feito pensamentos ruins num domingo de ressaca.
É uma batalha. Uma guerra de nervos entre a agulha e a trama. E a gente quer gritar, jogar tudo pro alto, mandar o tecido e a cliente pros quintos. Mas aí a máquina ronrona, a linha se enrosca, e você se pega sorrindo.
É uma merda. Eu odeio. Detesto a sujeira, o tempo perdido, a paciência que se esvai como areia. E, no fim das contas, é o que eu amo. Esse caos controlado. Essa luta incessante. É a vida, não é? Linda e te comendo o tempo todo, e a gente continua voltando pra mais.
Quando a bermuda brilhar...quando quem usar estiver se sentindo a própria deusa...Eu, aqui, vou estar com cheiro de linha queimada e a certeza de que o meu prazer reside mesmo é na batalha.
A vontade era enfiar a maldita calça amassada na garganta do cliente. Ele mandou a foto provando a coisa, sem camisa. Desnecessário. Mas o sujeito era bonito. Gente bonita sabe que é bonita, e age como se o mundo devesse algo em troca. Eu só precisava ver a porcaria da cintura, mas a imagem veio com um bônus.
Eu olhava pra cintura e ele queria que eu olhasse pra outra coisa.
A gente não faz isso. A gente pega a máquina, a gente passa o tecido, a gente dá um jeito. Não por eles. Não por porcaria de respeito, nem por amor. A gente faz porque, no fim das contas, isso é o que a gente sabe fazer. E a calça vai voltar pra ele impecável, como ele achou que era quando comprou naquela lojinha esnobe que eles amam.
E ele nem vai notar que eu notei a malandragem. Ele que lute.
Ela veio com essa blusa. Corte estranho. Modelo moderno. "Fashionista", elas dizem. Quando ela tirou da sacola e começou a vestir, eu pensei – mas que m€rd@!
Vestida então era m€rd@ dupla. Não aguentei e falei – mas o que é que é isso?
Ela disse – vou te mostrar a foto da roupa na modelo...
Pois bem, o problema não estava na modelo, muito menos nela que tem corpo escultural. F#dida mesmo era a mente que produziu aquela modelagem. E cabia mim fazê-la caber bem em quem achou que era uma boa ideia comprá-la.
Que me f#da eu mesma. Quem mandou querer ser modista, modelista, costureira. Como ela sempre diz – você que entende, você que lute.
Sábado. Sol de lado. O resto do mundo lá fora se afogando em qualquer coisa, eu aqui, agulha e linha, costurando remendos. Não na roupa, talvez na alma. A Singer ronrona. Bukowski diria: 'Não se preocupe em encontrar uma alma gêmea. Encontre uma alma que você possa f#der.' Eu vou ficar e f#der com os panos. É mais honesto, menos bagunça.
Animais Noturnos -O que te motiva a escrever? -É um jeito de manter as coisas vivas. De guardar as coisas que morrerão um dia. Ao escrevê-la
Reflexões de Batom Vermelho
Vestir um batom vermelho é um ato de identidade. Não é apenas sobre cor, nem sobre vaidade — é sobre saber quem se é, do que se gosta, o
Entre costuras e silêncios, aprendi que estilo também é saber a hora de falar — e de apenas sorrir. As palavras que escolhemos calar dizem tanto quanto as que ousamos vestir.
Com batom vermelho na boca, elegância na alma — e navalhas onde poucos conseguem ver. Porque a verdadeira elegância não está apenas no que vestimos, mas no que escolhemos deixar para trás.
Entre linhas e Silêncios
"Ela sobreviveu. E que bom. Que bom ainda tê-la entre nós. Que essa sobrevida traga mais leveza, menos cobrança. Que seus projetos possam vir com mais respiro. Que ela seja acolhida, de verdade, não só aplaudida. Repito: NÃO SÓ APLAUDIDA."
https://cafecosturabmn.blogspot.com/2025/04/entre-linhas-e-silencios.html#:~:text=
O Livro Dentro de Si
Free Speech !
É a sua essência que te molda como escritora. As vezes quando o escrevemos com muita paixão, arrancamos tudo o que temos em nós, de modo a ficarmos sem nada. Devorados. Todo mundo tem um livro dentro de si. Mas nem todos conseguem trazê-los à luz. E nem todos precisam. Mas alguns de nós se encontram numa encruzilhada: escrever e se autodevorar, ou não escrever e deixar esse folhoso definhar.
"Enquanto eu aprendia, eu ensinava."
Beira de Estrada
Cem Anos de Solidão, livro dos mais importantes da literatura latinoamericana, escrito por Gabriel García Márquez e vencedor do Nobel de Li
Diz-se que o homem escreveu Cem Anos de Solidão aos 40 de idade. Entrado e bem entrado em sua vida adulta, não foi capaz de conter sua prolifera imaginação de voar, cavar, correr, subir e descer. Produziu então, esse danado romance onde a realidade é constantemente distorcida por elementos sobrenaturais, refletindo a forma como a memória e o tempo interagem por vezes dentro de nós mesmos.
Sonhos e Realidade: A Fantasia de García Márquez
"A vida não é o que vivemos, mas o que lembramos." - García Márquez
Leia meu texto sobre como "Cem Anos de Solidão" me fez refletir sobre minha realidade.
Cem Anos de Solidão, livro dos mais importantes da literatura latinoamericana, escrito por Gabriel García Márquez e vencedor do Nobel de Li
#GarcíaMárquez #CemAnosDeSolidão #LiteraturaLatinoAmericana
mal chegou, te ouvi sair devagar
um amor violento, te arranca qualquer paz
Megan🤎
🤍 Happy birthday, Joni Mitchell.
🧡