nome: bellamy knox
apelidos: blade
idade: 29
casta: dois
ocupação: guarda pessoal do príncipe herdeiro
extras: bissexual (não assumido) - virginiano - 1.85cm - 85kg
about:
Há pelo menos três gerações em que o sobrenome Knox carrega consigo o mesmo peso da fidelidade, força e proteção para com o castelo. E não somente isso: mas da habilidade e do destaque entre tantos militares. Como se a profissão estivesse no sangue, sempre fora impensável para qualquer herdeiro que saísse daquele trilho — e não seria diferente com o pequeno Bellamy. Se algum dia seu bisavô se arriscou na linha de frente, trazendo vitórias e conquistas com as próprias mãos manchadas de sangue e terra, então seus sucessores deveriam honrá-lo. Podiam não ser da família real, mas também tinham seu legado para proteger. Foi por isso, então, que a notícia de que o primogênito de Kirius era um garoto que a felicidade e orgulho encheu-lhe o peito. Orgulho este sendo um de seus principais traços de personalidade; aquele que o impedira de perceber quando exatamente havia se perdido em toda a regalia da fama e influência, e passado a ver com pouca e quase inexistente clareza os limites da sensatez. Se ele mandava em um batalhão, então por que não teria o mesmo respeito e obediência de seu núcleo familiar? Era Kirius Knox, por Deus! Cada vez mais viciado no sabor da submissão, parecia inaceitável que sua esposa e mãe do recém nascido Bellamy o contrariasse com tanta frequência. Assim foi que se fez preciso, a seu ver distorcido pela criação dura e posição de poder militar, demonstrar que haveriam consequências se ele não fosse obedecido. Mas Laoghaire não estava pronta para lidar com aquilo, para ver a figura do homem que um dia amara se transformar em um monstro e muito menos para aguentar as consequências. Desesperada após uma noite em que o marido ameaçou lhe findar a vida, fugiu do palácio e da família.
Kirius sempre fez questão de que o filho soubesse que havia sido culpa de seu nascimento indesejado que fizera a mãe fugir das responsabilidades da vida familiar. Era difícil saber se o homem havia efetivamente se convencido daquilo, ou era apenas uma saída para lidar com a situação e procurar um culpado. Ainda sim, Bellamy cresceu com o peso daquela culpa se traduzindo dentro dele em uma necessidade de se provar. Ele precisava ser o melhor, o mais fiel, o mais habilidoso, o mais forte dos Knox. Talvez assim seu pai o olhasse com algo além de desprezo, talvez assim atendesse às expectativas daqueles que conheciam seu sobrenome e, acima de tudo, talvez se ele fosse bom o suficiente sua mãe voltaria. A vida no palácio não o permitia esquecer sua posição. Podia viver no luxo e aproveitar da proximidade e confiança da família real — céus, o futuro rei de Illea era seu melhor amigo desde a pouca idade! Mas jamais poderia confundir seu lugar de servente. Era um súdito, apenas, e sabia seu lugar. Com objetivos bastante delimitados, os anos passavam enquanto recebia todo o treinamento para eventualmente ocupar uma posição de alto escalão no exército real tal qual seu pai. Até lá, era lembrado constantemente de todos os seus pontos negativos e suas fraquezas, com palavras duras e até mesmo punições físicas. Kirius Knox não teria um filho fraco! Não permitiria essa vergonha. E foi o acúmulo desse tipo de castigo que fizera com que o rapaz tivesse um bom par de cicatrizes dispostas em suas costas e parte do abdômen - lembretes, seu pai dizia. ‘A dor é a fraqueza deixando o corpo’, aquela era a frase favorita do mais velho.
Bellamy sempre tivera um grande entusiasmo para ocupar seu lugar, com a sensação de que havia nascido para ser um grande guarda e nada mais. Sente como se a família real fosse a sua, embora saiba que não, e tem grande carinho por todos daquela linhagem. Isso intensifica ainda mais a lealdade já instigada desde cedo, e está disposto a morrer por seu país e seus governantes. Construiu uma forte amizade com o príncipe herdeiro, afinal, cresceram juntos - e foi em partes por isso que o selecionaram para ser o guarda pessoal do rapaz assim que voltara de suas viagens pelo mundo. Claro que a fama de suas habilidades - que não fugiam muito daqueles com quem partilhava laços de sangue - ajudara a embasar a escolha para aquele cargo. Tem um instinto protetor e de justiça forte, mas sua fé na coroa é quase que ingênua, considerando que nunca tivera a oportunidade de entender realmente a situação daqueles menos favorecidos pelo sistema de casta de Illea. Discorda fortemente dos rebeldes, alimentado pela visão superficial de que o grupo não é nada além de violentas pessoas sem motivos consistentes por trás de seus ataques.
headcannons:
> tem várias cicatrizes nas costas, e por isso evita ao máximo se despir do tronco para cima desnecessariamente.
> corre todos os dias pela manhã ao redor do castelo.
> preza muito por organização, então é comum ver seus aposentos impecáveis e bagunça o deixa irritado.
> acredita que foi ele, sim, o responsável por sua mãe ter fugido. por isso não gosta da ideia de se abrir ou apegar a alguém, já que imagina que a outra pessoa também se cansará e o deixará.
> é extremamente orgulhoso a respeito de seu trabalho e sua boa fama. o nome ‘blade’, inclusive, acompanha a reputação de que o rapaz é o melhor atirador de facas de illea.
> tem um hamster de estimação, mas quase ninguém sabe.
> sempre quis aprender algum instrumento, pois acha muito bonito, mas o pai o proibiu já que era ‘coisa de cinco’.
> tinha muito medo de tempestades quando mais novo, e apesar de ter superado parcialmente, ainda fica extremamente tenso com barulhos altos de trovões.












