Um novo olhar sobre o consumo
Se você costuma acompanhar blogs de moda ou sites voltados a sustentabilidade e a novas formas de consumo, com toda certeza já deve ter se deparado com várias matérias sobre moda sustentável. Para você que não conhece esse termo, um breve resumo extraído do Wikipédia sobre moda sustentável:
“Moda sustentável é um conceito definido por metodologias de produção que não são prejudiciais ao meio ambiente. Isto é, a criação de roupas e acessórios sem prejudicar o ecossistema que existe ao redor das linhas de produção deste item.”
Recentemente, Emma Watson compareceu ao Met Gala 2016 com um vestido 100% sustentável. Sua vestimenta foi produzida com garrafas pet descartáveis. Calvin Klein e Eco Age foram responsáveis pela produção, e souberam unir de forma incrível o sustentável com o elegante.
Mas e, para nós, que somos simples mortais e não temos acesso a Calvin Klein para elaborar um vestido maravilhoso e sustentável como o da Emma, como nos encaixamos na era do sustentável?
Antes disso, é importante que você saiba que:
A moda sustentável não é só mais uma modinha, é uma necessidade e uma urgência da humanidade.
Não deve ser tão difícil assim de entender que o mundo não suportará por muito tempo tanto lixo sendo desperdiçado, que leva milhares de anos para se decompor.
É importante também entender que, por moda sustentável, não estamos falando de roupas feias, mal feitas e de baixa qualidade, muito pelo contrário. O Brasil hoje possui artesãos e empreendedores produzindo coisas incríveis, como roupas, acessórios, calçados, tendo como base o reuso e a sustentabilidade.
Algumas peças tem um preço mais alto, mas a ideia aqui não é pagar mais barato. Peças produzidas de forma manual tem todo um carinho, dedicação e cuidado na hora da produção, pois são peças produzidas para durar muito tempo, muito mais que as peças de lojas de departamento, cuja confecção é por escala e não há todo o cuidado e carinho para que a peça possa durar mais, bem pelo contrário.
As produções de larga escala são feitas a baixo custo, duram muito menos, e dali quatro meses você está comprando outra peça igual, pois a anterior já está acabada, e assim você passa os anos se enganando achando que comprar uma peça de roupa no shopping sai mais barato. Comprar em lojas de departamento e marcas que não são sustentáveis sai muito mais caro, não estou falando aqui somente da questão do preço e da duração curta, mas sim das questões sociais e de sustentabilidade.
A conscientização sobre o potencial das peças de segunda mão e da confecção consciente tem levado muitas pessoas a abandonarem as lojas de departamento e partirem para as compras em brechós e em compras com o pequeno empreendedor, ao qual podemos conhecer a sua forma de produção do começo ao fim (desde a escolha das peças para a produção, as máquinas usadas, quem produz...). E hoje são muitas as empresas que estão tendo como palavra de ordem na sua produção o reuso e o desperdício zero (ou muito próximo a isso.).
>> vide camisas DuBalaio na foto abaixo. Moda e sustentabilidade juntinhas e lindas! :) <<
A tendência de hoje - e daqui pra frente - não está em se vestir com marcas caras, mas sim com marcas que tenham em suas premissas a consciência de que o mundo fashion precisa desacelerar.
Seja a Emma Watson dos brechós, e entenda que a cada nova peça adquirida no brechó, é uma peça a menos que está sendo confeccionada, é uma pequena porcentagem de poluição a menos na natureza, é uma nova mente aberta que o mundo recebe e agradece (chuva de florzinhas de gratidão.).
Se todos ajudarmos a nós mesmos e ao Planeta se conscientizando cada vez mais da sua forma de consumo, quebraremos anos e anos de consumo desenfreado e assim, quem sabe, o mundo (e nós) volte a respirar mais aliviado e mais limpo.
Por Déborah Alves - Produtora de Conteúdo da Balloon Gestão de Conteúdo