*.:◥ THE GIMRACK
Sometimes my ribcage holds rotten air
and dead dreams,
but mostly,
it weighs of nothingness.
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flashback with @lovelyhaneul
não era como se hayoon fosse solitária ou algo do tipo, pelo menos em sua concepção, a menina aproveitava a companhia suficiente de colegas. ainda sim, em certos momentos de seu dia, a ahn escolhia aproveitar a própria companhia em pátio escolar. tinha o certo prazer em focar apenas nos raios solares em seu rosto ou quão interessante era o jeito que todos ali se moviam. até mesmo para esfriar mente, qual normalmente saia borbulhante da sala, o momento era valido. hayoon nunca reclamaria, porém, a escola não era gentil a si em nenhum fator, principalmente o emocional. a ideia de não ser o bastante era constantemente relembrada a si em letreiros brilhantes a mente. as constantes notas ruins e desatenção ao assuntos, de alguma maneira, a assustava. se não fosse, ao mínimo, capaz de entender perfeitamente as simples palavras impressas, como hayoon ajudaria a outrem? sua mãe era uma poetisa, por deus, e, ainda sim, a menina não era o bastante para, ao menos, ler certos poemas com palavras rebuscadas de mais. passou a mão pelo pequeno livrinho de bolso que normalmente lhe fazia companhia e continha seus mais novos desafios, com certa melancolia ao ler pausadamente a capa daquele, hayoon o deixou de lado. e aqueles era um dos perigos de permanecer muito sozinha. o intervalo ainda demoraria para acabar, porém, não muito a longe, hayoon conseguiu observar uma de suas colegas de classe ,qual, apesar de um ano mais velha, sempre sentira sentimento amigável voltado a haneul. a face da mais nova iluminou-se por um momento, cumprimentando a outra de longe.
hyejinight:
— Mianhaeyo, por desconfiar de você, Hayoon-ah. As pessoas me pedem tanta coisa que eu acabo esquecendo de que não posso ser assim com todos. De qualquer maneira, obrigada pelos chocolates! Você parece gostar tanto deles, pode ficar com você se quiser, só um já me serve, e qualquer coisa eu compro mais depois com meu salário. Mas para conseguir meu salário eu preciso fazer essa pilha de coisa que o Jaehyuk não teve dó em me passar, e justamente por isso estou muito ocupada. Talvez se o Jaehyuk-ssi tivesse piedade de mim eu teria chance de ir dar um passeio no jardim botânico com você mas se eu botar o pé pra fora desse escritório por um segundo sequer não vou conseguir terminar esse inferno.
❝ -—— ah, ta tudo bem, jinjja. deve ser um pouco cansativo estar em um meio assim, mesmo que isso só acontece por causa sua preciosidade na empresa. mas você esta bem? esta se alimentando direito? dizem que é importante quando se é a secretária mais competente da coreia (...). hm, sinceramente não sei se eles ficam tão gostos assim se não forem divididos. ah, agora faz sentido, é uma obrigação, aish.... precisa de alguma ajuda? não sei se sou muito boa com trabalhos de escritório, mas posso tentar (...) como está jaehyuk-ssi? ele tá bem? as vezes tento rever diana, mas aquela gata se tornou muito exclusiva. isso seria incrível, não é? acho que abriu uma nova exibição de flores tropicais no jardim, e se esse não for uma ótima deixa, eu realmente não conheço outra, a gente poderia até parar para comer bolo, no caminho. de qualquer maneira, eu posso ficar aqui se precisar de alguma companhia ou mais caixas de chocolate.
trashaex:
❝ —— Hm? Legal?❞ a expressão confusa no rosto do rapaz era facilmente despercebida ao que o sorriso debochado tomou forma em seus lábios. A maneira com que a morena a sua frente analisava a tal flor era, no mínimo, curiosa ao seu ver. Como alguém tinha tanto fascínio por algo tão trivial? Levou os próprios dígitos até onde se encontrara e a pegou, segurando com certo descaso ao que virava seu olhar para a garota a sua frente. ❝ —— Seria legal se eu plantasse dinheiro e ele crescesse em dobro, aí sim. Imagina um cara bonito pra caralho como eu tendo uma árvore de dinheiro. Quem resistiria? ❞ um riso insolente surgiu ao que completou sua frase, puxando a mão esquerda da garota e colocando a flor ali, fechando-a logo em seguida. Donghae nunca fora um grande apreciador da natureza e de suas obras, afinal, como poderia ser? Uma pequena flor não iria acrescentar algo em seu cotidiano. ❝ —— Mas valeu pelo aviso, eu não queria continuar andando por aí fantasiado de elfo.❞ talvez a falta de ânimo á tal situação fosse decepcionante para outrem, mas o rapaz não conseguia ser nada além dele mesmo.
❝ —— nee.” afirmou quase silenciosamente, mesmo que palavra realmente não descrevia o amago sobre o assunto, os códigos nunca haviam sido seu forte, de qualquer maneira. ❝ -—— não acha? (...) a probabilidade dela parar ai era... de qualquer maneira, ela teve certa sorte, em te achar, imagino que isso, ao menos, seja curioso ” a voz da menina, ainda que naturalmente serena, caminhava cambaleante em tom lírico, devido a concentração qual a flor prendera no momento. não esperava reações da companhia com a fala, na verdade havia retraído certas exteriorizações devido a noção provável falatório. hayoon tinha a ciência de quantas vezes a arvore qual ser se desprendera florescia ao ano, e como o caminho da flor havia sido longo e difícil até ali, sendo irrefutável o quão singela natureza mostrava-se. era bonito, achava. o sempiterno da natureza. porém exteriorizar fator no momento era em demasiado complexo, e até mesmo podendo beirar ao enfadonho a sua companhia. a atenção a flor fora deslocada devido a fala do menino ❝ -—— ah, sim.” hayoon riu para si com as palavras proferidas, percorrendo o ambiente com as pupilas desatentas ❝ -—— já ouviu falar na galinha dos ovos de ouro, não é?” finalmente os olhos atingiram o garoto, sem esperar alguma resposta. ❝ -—— obrigada” a fala, apesar de instantânea a ação do menino, realmente significava algo, além de clarear o dia da florista, era grata pelo pequeno gesto, aqueles quais importavam, e, mesmo apresentando-se como uma virgula de momento, sendo normalmente despercebidos, eram solenes. a sobra de sua concentração novamente fora voltada a planta, ainda que estivesse atenta ao outro, dessa vez, analisou a flor com os dígitos quentes, perguntando-se se a plantaria na floricultura ❝ -—— ah, não foi nada. sabe, se estivéssemos a algum tempo, você seria confundido com uma dama que anunciara que esta pronta para o casamento. realmente faz pensar se elfo é a pior opção.”
❝ -—— ah, joesonghamnida” a desculpa antecedeu qualquer tipo de exteriorização primaria. era um hábito feio, admitiria, desculpar-se profundamente pelos mais leves incômodos tornava-se banal, porém, tinha ciência de quanto o ato poderia ser desconfortável a outros. ❝ -—— é só que....” os dígitos de hayoon atingira a própria cabeça, em menção a pequena flor que parecia agarrar os fios de outrem, a solitária tibochina mutabilis aparentava brincar entre os cabelos, trazendo sorriso leve a expressão de hayoon, que ainda vislumbrava a flor branca -- coloração que indicava o quão nova a arvore qual se desprendera deveria ser. os dias normalmente eram longos a si, porém nunca iguais, apesar do cotidiano sempre apresentar-se, a toda hora havia a beleza em alguma singularidade normalmente subestimada. observou atentamente se outrem não precisava de ajuda para localizar o pequeno ser. ❝ -—— sabe, se você replanta-la, ela cresce de novo” a ideia sempre fora incrível para hayoon, apesar de anos lidando com o fator. era uma perfeita analogia a esperança, principalmente em meio qual se apresentava, o pequeno ser lutava contra seu próprio determinismo ❝ -—— legal, não acha?”
— Por que você está me oferecendo uma caixa de chocolates?… Olha, até aceito mas eu estou muito ocupada agora para fazer seja lá o que você esteja querendo de mim em troca.
❝ -—— eu...na verdade....ahn, espera...wae? hyejin-ssi, não seja tão desconfiada, esses chocolates só ‘tão realmente muito bom, jinjja, acho que eles são aqueles de ricos, e que vem de países frios, sabe? eu não posso te privar de come-los. aigoo, não existe isso de estar muito ocupada.
lovelyhaneul:
— Ah, entendi! Então trate de descansar bastante após a festa, mocinha. O que acha de dormir na minha casa essa noite? Vem cá, florzinha. — Se aproximou da garota, lhe dando um abraço que durou no mínimo uns dois minutos.
❝ -—— ah, só não se preocupe, ´ta bom? quando chegar em casa a cama sera meu único amor. ah, tem certeza? eu tenho que sair cedo amanhã e talvez te atrapalhe, não acha? não que não seja uma ótima ideia e já esteja animada” não havia nenhuma mentira nas falas posteriores de haneul, hayoon por si só acreditava em abraços e sorrisos, apesar dos próprios não serem mágicos, traziam valores importantes, os da outra tinham características especiais da mais velha, tão restauradores como a própria presença.
a baby omg
Não conseguiu não sorrir com o comentário dela, principalmente pela serenidade com que era olhado. As bochechas logo se ergueram pela felicidade genuína que sequer conseguia esconder, dado fato de que sua semelhante o proporcionava uma ótima sensação com palavras tão simples. Talvez por isso fosse razão pela qual Taehee se tornava outra pessoa quando estava perto daquela de roupas místicas e traços angelicais, ela, desde o princípio, conseguiu arrancar o melhor dele e, mais do que isso: conseguiu passagem direta para seu coração. Era raro nas relações deste, mas haviam poucas pessoas que cativavam-no daquela forma, e Hayoon era a principal da história. Os gostos em comum não só ajudaram, como foram passe de entrada para aquela forte amizade, a qual Taehee prezava e faria de tudo para não perder. Era claro que ninguém conseguiria desbancar Sungmin, nem com muito esforço, mas a morena retirava toda a lixosidade existente no loiro quando estava por perto. “Por quê? Você me vê todo dia.” Comentou, logo em seguida corrigindo-se ao erguer o dedo indicador: “Minto, você me vê quase todo dia. Mas mesmo assim é como se eu ‘tivesse te vendo pela primeira vez. Sempre.” E riu, complementando a singela timidez que sentiu ao final de seus dizeres. Não conseguia se expressar da melhor forma, sequer falar coisas bonitas, mas inspirar-se no momento era a forma mais singela que conseguia para enaltecer as amizades — ainda mais se elas fossem recíprocas como aquela. “O próprio Satanás se apropriou do seu filho, agora eu não posso fazer nada senão ansiar pelo momento que você vai voltar lá ‘pra casa!” A confissão contornada em tom brincalhão, camuflou o modo como ele encontrava de mostrar afeto com relação aos outros, e pequenos detalhes como aquele faziam toda diferença. Pelo menos para ele. “Kwenchana~, ele só o fez por pensar que eu ‘tava brincando. Sei como é normal animais ficarem assim quando estão alegres, e ele, realmente, deve gostar muito, muito de mim.” Repetiu-a, sorrindo ao final com certo orgulho embutido. “Jurar de dedinho, aliás, é muito sério. Espero que esteja ciente disso. Além do mais, não precisa se preocupar com a blusa. Ele fez um favor! Conseguiu replicar a fantasia perfeitamente e eu nem pedi nada, mas, é… Olha como ficou bem realista. Se meus seios fossem maiores, você certamente me confundiria com a Arlequina.” Retirou os fios inexistentes da frente de seu rosto, jogando-os por trás dos ombros, ao que dedilhava o tronco delicadamente, fazendo jus ao dito de outrora.
🌿 por um momento achou-se confusa pela indagação do garoto. realmente, eram raros os sóis qual os pés de hayoon não a arrastavam ao apartamento do menino, se colocava ali não somente para o círculo rotineiro de cuidar dos animais - ainda que estar na ambiência realmente havia inserido-se cuidadosamente na sua rotina, tão comedidamente que quando percebera, sentia-se inquieta ao encontrar-se em seu próprio quarto antes das nove-mas também sua presença em lar alheio era produto justamente do morador. ❝ -—— você sabe que isso não faz nenhum sentido, não é” hayoon exteriorizou riso com toda atenção voltada a taça que tinha em mãos, era burlesco de mais o fato de beber água em taças de champagne, divagara anteriormente, preferia ver o luxo como um comediógrafo do que com seriedade. ❝ -—— a beleza ‘ta no cotidiano, pabo.” apesar de palavras importantes carregarem certo peso, a menina as mostrava com casualidade anormal, hayoon sempre notara que nunca possuíra a conotação sábia e poderosa de seu pai, ou a fala adorável de haneul, suas palavram eram apenas calmas, e nunca gostou do fator ❝ -—— pensa assim... alguém que ta assistindo um drama super legal, eu to falando goblin legal, ela sempre vai ficar feliz de ver o drama, não é? principalmente se for todo dia” a morena voltou-se ao copo, movimentado o mesmo a medida de sua fala ❝ -—— te ver todo dia não vai fazer me fazer ficar descontente em te ver de novo (...) é até mais legal, não acha?” voltou o olhar a tae, arqueando as sobrancelhas, finalmente terminando o líquido da taça. não havia nada mais fácil do que conquistar a simpatia de hayoon, a menina praticamente formalizava questão da gentileza a desconhecidos, ainda sim, para grande maioria das pessoas que conviva, hayoon era quieta, tantas vezes apresentada com um semblante que remetia a melancolia, era a vista abrindo a boca apenas para conversas superficiais, oferecimento de ajuda ou sorrisos, a insegurança não a permitia ir além dos fatores, tornando a menina, realmente, conhecida por poucos, e, mesmo que não tivesse a coragem ou força de desvelar camada fraca de si a taehee (e pretendia nunca incomoda-lo com isso, se possível), o menino fazia parte da pequena parcela que realmente sabia quem hayoon era, tornava-se cômico como as palavras fluiam tão naturalmente, de qualquer maneira, era grata. ❝ -—— ah, isso tava ótimo, eu preciso de outro copo” continuou para si assim que visou a taça vazia. ❝ -—— ah, sim, quer dizer que sempre estou suja de terra e cabelo despenteado.” fazia certo sentido. ❝ -—— sim, muitas entidades gostam de se apropriar do napoleão, prometo que a próxima será o do “bom garoto”” as vezes havia a insegurança do incomodo que causava a taehee, ainda tendo ciência das brincadeiras do outro, mente teimava em pensar no lado desgastante ao amigo ❝ -—— eu vou passar lá amanha, depois do meu turno, posso te esperar para comer se quiser. e é claro que ele gosta, é uma relação beirante ao amor, eu senti. não foi apenas sua bondade o fator do porquê napoleão estar onde está, o destino queria cumprir a vontade dele.” hayoon brincou por um momento com as flores que lhe enfeitavam o fio ❝ -—— já estou madura o suficiente para saber da seriedade e compromisso que envolve uma promessa de dedinhos” em um passado recente, secretamente, a mesma teria jurado de dedinho com uma de suas plantas ❝ -—— aw, you wish, espera, você não está fantasiado de tae em sextas casuais?” brincou, direcionando o olhar ao tronco do outro e depois aos olhos do mesmo ❝ -—— você realmente está lindo, tanto quanto margot robbie sunbaenim”
Em outras circunstâncias certamente ficaria bravo por ter a roupa esfolada daquele jeito; não por menos gostava mais de gatos que cachorros, pela simplicidade e preguiça que existia dentro daquele pequeno serzinho peludo. Mas nem por isso, ainda assim, desgostava de seus bichinhos. Ou melhor, dos de Hayoon. Ou seriam deles? Antes que pudesse responder-se mentalmente, a confusão liberou espaço para que as atitudes tomassem conta de suas mãos, que brevemente viraram a amiga para ficar frente à frente com ele. Ao que teve a atenção desta, esticou a blusa branca suja e toda furada, com os detalhes da personagem, originalmente, e então olhou para a mais baixa. “Adivinha quem foi o ajudante que me deu uma mãozinha com minha fantasia?” Pressionou os finos lábios e arregalou os olhos, na expectativa de que ela lhe respondesse; tão logo completou, segundos depois dos próprios dizeres: “Especificamente com esse buraco aqui.”
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🌿 ainda que festa não anunciava-se como sua noite idealizada de plenitude, hayoon divertia-se com os novos colegas - garçons em suas respectivas folgas prenderam a atenção da mais nova assim que os mesmos adivinharam que não estava vestida de hippie, muito menos de flor, fantasma ou relógio do jardin anglais (pra ser sincera a garota até se afeiçoou a essa ideia devido a criatividade), porém ninfa. não que se incomodasse com palpites errôneos, animava-se com a mente de outros, e, sua fantasia, realmente poderia ser dúbia, as flores no cabelo e pés descalços poderia se mostrar qualquer ser que lhe ajudava a carregar o carro de flores quando ia para o interior. teve de se despedir dos mesmos ao momento que o mais velho exibia a foto de sua caçula no celular, houve certo tempo para devanear sobre a felicidade cotidiana da família do homem até sentir dígitos finos sobre a pele; os olhos não puderam deixar de sorrir assim que reconheceram a imagem a sua frente, por alguns segundo hayoon não conseguiu prestar atenção no que outro falava por apreciar de mais a presença de taehee ali ❝ -—— eu não ouvi nada do que você falou porque eu ´to muito feliz em te ver.”revelou instantaneamente em expressão sóbria, havia certos momentos qual dislexia teimava consigo e não a permitia prestar atenção em palavras ou em nada além do que sentia no momento e, tinha ciência que não teria problemas em ser transparente com outro, ainda que se sentisse mal pelo fato. houve poucos segundos até a expressão dessa mudar devido as palavras que não precisaram ser repetidas; hayoon cobriu os lábios, em surpresa, ja sabendo da retórica de taehee, e quando finalmente libertou-se de estado comotivo, concentrada nos rasgos na blusa do amigo foi capaz de comentar ❝ -—— ele realmente é tão talentoso, não é?” brincou referindo-se ao animal mais velho que residia no lar de taehee. napoleão realmente podia ser um pouco bagunceiro, o cachorro parecia ter certa... energia dentro de si ❝ -—— ah, mianhe, tae! omo, ele está dando muito trabalho, não está? Eu juro de dedinho, sim creio que vou ter de tomar essa media extrema, que eu vou dar um jeito nele, e na sua blusa também, você quer que eu a costure? não, já sei, eu posso comprar uma nova” hayoon observou cuidadosamente a estampa da camisa do amigo ❝ -—— mas sabe, se ele faz isso, é porque gosta muito... muito de você”
her whisper is the lucifer
@blxxmxng
A verdade era que Hayoon deixava tudo um pouquinho mais alegre na vida de Liang. O chinês não estava satisfeito por passar a noite naquela festa mas, após alguns goles de bebidas suspeitas e o encontro com a mais nova, tudo acabava sendo mais suportável. Ao invés de controlar sua impulsividade provocada pelo álcool, Hayoon parecia feliz em incentivá-la, acompanhando Liang em todas as suas decisões questionáveis. Ainda que tal coisa não fosse esperada, não demorou muito para que ambos se direcionassem para a pista de dança, rindo como duas crianças travessas em uma manhã de Natal. Era uma alma velha mas tal coisa não mudava o fato de que tinha sua playlist de k-pop para os momentos mais tristes de sua vida. Assim que Lucifer começou a tocar, foi quase instintivo para o garoto arrastar Hayoon atrás de si. — Você sabe a coreografia disso? Diz que sim!
🌿 aquilo era raro. ainda que normalmente apreciasse dançar as musicas infantis com a sua irmã, ou até mesmo em sua própria companhia, o fato da menina aproveitar a musica de tal maneira em um nightclub poderia ser marcado como algum tipo de data estelar ou evento cósmico. não costumava se divertir com as musicas ou a quantidade de pessoas em metro quadrado nessas festas, ainda sim, mesmo sem efeitos de nenhuma substância alcoólica, hayoon aproveitava o que estava vivendo, seria certa perda de tempo se não, cederia aos edms e som alto justamente ao menino a sua frente. sabia do descanso qual aquele merecia do estresse, a garota havia tornado-se próxima o suficiente para entender, e se incentivar o mesmo a fazer coisas “bobas” lhe desse certo sentimento bom - e sabia que daria, hayoon faria. era engraçado como haviam transmutados em seres próximos sendo que algum tempo atras fugiria da fisionomia do outro ❝ -—— se eu sei a coreografia? você sabe quem ganhou o concurso de dança do colégio estadual de 2010?” não havia sido ela, ainda sim, hayoon assistiu a vencedora e aprendeu dali.
palavras nunca foram amigas íntimas de jiwoo, consequência direta das manipulações mentais que sofrera ao acreditar na bondade de outras pessoas e se decepcionar incontáveis vezes, portanto, uma vez que decidira que, pelo seu bem, deveria se fechar e evitar usá-las, se tornara excessivamente contido, de forma que preferia utilizar o mínimo de palavras possíveis. e, se havia uma única palavra capaz de resumir o que sentia naquele ambiente, não havia nenhuma mais adequada que desconforto. música alta, pessoas demais e interações sociais obrigatórias estavam na lista de coisas que o rapaz se recusava a experimentar, mas que, após muito refletir em sua solidão, constatara que simplesmente não era saudável. a quantidade de tempo naquela instituição e a quantidade escassa de amigos que possuía servia como um alerta de que precisava tentar mais. logo, embora fosse apenas um peixe fora d’água, respirou fundo e conteve a vontade de fugir, optando por utilizar também, uma das bebidas alcoólicas circulando como um incentivo. nada como uma dose de confiança, huh? localizou o alvo e preferiu não ponderar se realmente deveria, apenas foi. ❝—— uh…❞ idiota, idiota, a mente o acusou, e então, abaixou os olhos. ❝—— boa festa? quer dizer, boa festa!❞
encontrava-se contente, e aquilo era um fato. Ainda que não fosse do jeito qual a sensação careceria ser aproveitada em visão geral, uma maioria se divertia, e tal verdade era essencial para aquecer o coração da florista e lhe abençoar com as sombras do sentimento bom. Se pensasse em se ensimesmar, provavelmente não teria nenhum resultado positivo devido ao cansaço, por trás do fino véu de deleite recebidos unicamente pela empatia e apreço que carregava por outros, hayoon homiziava insegurança por sua não conseguir estar tão animada assim, sera que havia algo errado consigo por não querer estar ali? ou apenas os ciscos de um dia longo acumulavam-se dentro de si fazendo alma pesar? havia optado pela segunda opção, saberia que sono seria a resposta qual menos lhe traria dor de cabeça. guardando as inseguranças em si, a mesma distraía-se lendo o cardápio de bebidas, tentando achar algo não alcoólico. seria divertido, se não fosse frustante. as palavras ainda dançavam agitadamente sobre o papel como se zombassem da mesma. hayoon não sabia a quantos minutos residia encarando o papel até dispersão causada por voz, causando sorriso imediato pela fala minimamente atrapalhada ❝ -—— posso concordar, se você estiver se divertindo. —— comentou calma enquanto procurava algum apoio para o papel que segurava. ainda que não conhecesse amago daquele, tinha ciência que se colocaria feliz se outro estivesse ❝ -—— ah, está incrível, jiwoo-ssi, jinjja! você quer comer algo? eu tava pensando em já pedir alguma coisa ——
— Você parece triste, mas a festa está tão legal… Quer um abraço? Dizem que abraços possuem efeitos medicinais!
❝ -—— ah, eu não to triste unnie, eu prometo, só estou com um pouquinho de sono, foi um dia longo, sabe? você parece ter bastante propriedade no que esta falando, e todo mundo sabe que não há como contestar a ciência, nem negar um abraço seu, então, eu vou ter que aceitar, por coerção.
Darling, darling
doesn't have a problem lying to herself 'cause her liquor's top shelf it's alarming, honestly, how charming she can be fooling everyone, telling them she's having fun
(-——✗ 🌿 ・˙ ˖ ahn hayoon as a nymph
☎
☎: for a voicemail not meant for you
[ 15:45 ] … tudo bem, eu comprei a coleira, o laço… mas não acho que nós vamos precisar de tudo isso, não acha?? eu ‘to um pouco insegura, pra ser sincera, é sério, eu acho que eu nunca fiz isso antes, no máximo, no parque perto de casa… com cuidado, obvio, não quero que ele fique traumatizado…ah, de qualquer maneira, acho que a coleira vai ser necessária sim, preciso controla-lo de alguma maneira, você sabe que ele pode ficar muito animado com isso, é um pouco perigoso, só queria que houvesse outra opção além do material com couro, parece agressivo, não acha? (…) enfim… eu tenho que ir agora, você já comeu hoje? Eu estou falando de comida de verdade! De qualquer maneira eu vou passar ai mais tarde, se cuida!! Ciao!!