We're not the same, dear, And it seems to me There's no where we can go With nothing underneath And it saddens me to say But we both knew was true That the ice was getting thinner Under me and you The ice was getting thinner Under me and you

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Color Me Curious
YOU ARE THE REASON

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I'd rather be in outer space 🛸
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[Flashback] The ice is getting thinner | Timmy & Bonnie | December 77
Eles sempre foram assim, confusos, imprevisíveis, algo desgovernado e sem qualquer controle. Bonnie gostava da forma como ela se encaixava no abraço dele, de seu jeito confiante e protetor e de como ele a beijava e por muito tempo esses haviam sido os principais motivos para não fazê-la desistir daquela bola de neve. Porque era isso que eles eram, uma bola de neve que rapidamente se transformava em um devastador avalanche. E quando os avalanches chegavam, ela achava que nunca iria se recuperar totalmente dos danos. A ravenclaw havia perdido a conta da quantidade de vezes que estiveram juntos e se separaram ao longo daqueles últimos anos. Quando escolhiam estar juntos, era como se tudo fosse possível e ela fosse capaz de fazer qualquer coisa porque tudo parecia estar conspirando a seu favor quando tinha Timmy ao seu lado. Ele era o seu amuleto da sorte, sua fortaleza, alguém que ela admirava e gostava de estar por perto, mas não era fácil. Não, não era nada fácil, porque apesar de tentar se mostrar confiante e firme, era impossível não notar a quantidade de garotas que o olhavam quando ele atravessava os corredores do castelo, era difícil ignorar o quanto era uma tarefa árdua fazer aquele barco navegar sem que naufragassem no meio do oceano, sem que se afogassem em seus próprios problemas e brigas bobas.
Uma vez, sua melhor amiga Mafalda lhe perguntou porque eles sempre reatavam apesar de tudo e Bonnie se lembrava de olhá-la com uma expressão indecifrável. Ela não sabia a resposta. Talvez porque realmente se gostassem, talvez porque gostassem do que tinham e da ideia de estarem juntos, talvez porque era seguro, familiar e eles tivessem medo de deixar o porto e explorar o mar aberto. Ela jamais saberia, mas isso não mudava o fato de que sentia falta dele. De que ela desejava que ele também sentisse sua falta.
A ravenclaw não esperava encontrá-lo no meio de sua loja de música preferida em Hogsmeade. Os dois já haviam visitado aquele lugar diversas vezes, já haviam se esgueirado pelo beco de tijolos avermelhados que existia ao lado do estabelecimento para namorar e também já haviam brigado entre as estantes de vinis. Era uma tarde fria de dezembro e a nave se acumulava nas janelas de vidro e, mesmo que tivessem passado tanto tempo sem se ver (dias que na verdade pareciam meses), ele ainda conseguia fazer seu coração disparar. Era estranho e constrangedor e doloroso vê-lo ali, no meio da lojinha que tanto fez parte da história deles, mas seu coração estúpido parecia ter esquecido todas as brigas e as dores sentidas porque no momento em que seus olhos azuis encontraram Timmy, ele havia perdido o controle. She was still crazy about him and she couldn’t deny it.
“Timmy!” O cumprimentou com um sorriso sem graça e uma voz fraca, porque ele já a havia visto e era tarde demais para a ravenclaw dar meia volta e fingir que não o havia notado ali. “Não esperava ver você aqui. Na verdade, nem sabia que você ainda vinha aqui.” Confessou, ofegando porque seus pulmões pareciam ter se esquecido de respirar. Bonnie levou as mãos aos cabelos loiros, cacheados e volumosos numa tentativa involuntário de arrumá-los, mal se dando conta do quanto isso evidenciava que ela estava nervosa em vê-lo. “Como estão as coisas? Faz um bom tempo que não conversamos mas espero que esteja tudo bem. Como estão os seus irmãos?” Tagarelou, mais para quebrar o silêncio desconfortável do que qualquer outra coisa, amaldiçoando a si mesma por ainda permitir que ele mexesse com ela daquela forma.
Freya Mavor by Julien Panié.
[Flashback] First day on a brand new planet | Bonnie & Atlas | September 72
Bonnie Ashford sempre havia sido muito maternal. Talvez isso fosse culpa da sua natureza doce e gentil, ou talvez quem sabe fosse do fato de que tinha mais irmãos do que poderia esperar. A verdade é que, desde muito nova, nunca havia sido somente ela, porque Bonnie sempre precisou cuidar de seus irmãos mais novos, ajudar a mãe com os afazeres domésticos e o pai com a fazenda. Não que estivesse reclamando, é claro, porque adorava cozinhar e tecer na companhia da mãe, divertia-se cuidando das ovelhas e ouvindo o pai falar sobre a melhor forma de cuidar da terra e amava cada um daqueles pequenos pestinhas que tinha como irmãos mesmo quando precisava persegui-los pela casa para que tomassem banho. Contudo, a garotinha de volumosos e cacheados cabelos dourados não pôde deixar de sentir um certo alívio quando partiu com o Expresso Hogwarts pela primeira vez aos onze anos de idade. Lembrava-se de se sentir extremamente culpada por conta disso, como se fosse a criatura mais egoísta de toda a face da terra, mas mesmo que tivesse sentido muita falta de casa nas primeiras semanas, os choros silenciosos antes de dormir rapidamente foram substituídos por horas de conversas com as novas amigas, e então ela entendeu que talvez aquilo fosse uma reação natural para alguém que havia passado onze anos de sua vida no velho rancho no país de Gales. A única realidade que conhecia era a sua família e a possibilidade de desbravar todo um novo mundo sozinha foi simplesmente sedutora demais.
Sentia-se uma pequena exploradora, descobrindo cada corredor daquele castelo e colecionando amigos por onde quer que fosse.
Foi em uma tarde de setembro, logo no início de seu segundo ano que Bo trouxe mais uma joia para a sua coleção de amizades. Uma safira, ela diria anos mais tarde, porque ele trazia nos olhos o mesmo intenso tom de azul de sua gravata. Bonnie havia sentido uma profunda simpatia pelo garoto mais novo desde quando o viu na cerimônia de seleção, tão pequeno e assustado que ela imediatamente o considerou como um protegido antes mesmo que ele soubesse. Estava voltando da Biblioteca (onde Mafalda Hopkirk insistira em ficar para procurar por mais alguns livros de Poções) e virava em um dos muitos corredores de pedra quando o encontrou, sozinho e aparentemente perdido. “É Fawley, não é?” Perguntou a ele com um simpático sorriso no rosto quando estava próxima o suficiente, pensando que ele lembrava um de seus irmãos mais novos. “Você está perdido? Eu posso te ajudar! Está procurando alguma sala? Tenho esse tempo livre e posso te levar até lá se você quiser. Considere como uma gentileza de boas vindas a Ravenclaw, sim?” Disse com um tom gentil, colocando uma mecha dos cabelos volumosos atrás da orelha e gesticulando para que ele a acompanhasse.
Você por acaso está me chamando de fofoqueiro, srta. Ashford? Acredite, “para me atualizar das fofocas” seria provavelmente o último motivo pelo qual eu estaria no banheiro feminino.
I’m a terrible best friend and I have no idea why your life is a total mess. Please update me. What did Kravitz do now?
Estamos falando do mesmo irmão gêmeo meu? Aquele que marcou com uma garota em Hogsmeade, esqueceu e apareceu lá com outra na frente da primeira? É, acho que tenho motivos pra procurar outros conselhos. Yeah, I really really like her. As a friend also, but more than that. She’s a great person.
Oh, e porque você estaria no banheiro feminino? Não, não responda essa pergunta, não preciso saber os detalhes.
Não é somente sobre o Timmy que estamos falando but... you know, things are a little complicated and confused lately. It used to be easier than this, back in the days where I knew exaclty what was going on with my heart. Now I don’t have a damn clue.
Wow. O Fabian realmente fez isso? O que ele tem na cabeça? Titica de galinha? Esqueça o que eu disse, os conselhos dele não valem mais do que cocô de trasgo. Ainda bem que você não o ouviu! E sobre Mary... tenho certeza de que ela é uma pessoa incrível e que vocês seriam ótimos juntos.
You just need to make sure she knows it’s her that you want, that you’re a hundred percent on this, but you also have to be careful so you won’t scare her. It’s not easy but if you really want this, it will work out.
Whoa, calma lá, pequena gafanhoto! Não vamos colocar a carruagem antes dos testrálios. Muita hora nessa calma.
Estamos naquele limbo em que não namoramos nem somos só amigos? Isso faz sentido? Bonnie Ashford! Você é um poço de sabedoria feminina. Como é que não pensei em te procurar antes de procurar o Fabs? By the way, if you’re curious, he advised me to just chill and go with the flow.
Bem, ao menos foi isso que ouvi umas garotas do quarto ano cochicharem no banheiro feminino. Aquele lugar é o local ideal caso alguém deseje se atualizar das fofocas do castelo, acredite.
Poço de sabedoria? Thank you, Gid! Although I don’t agree with you entirely because, you see, I’m great at giving advices and helping other people with their problems while my life is a total mess. Lovely, right?
By the way, mesmo não aparentando, Fabian me parece bom com conselhos também. But before I give you my advice as most people’s love guru, I need to ask you something... do you like her? Dou really, really like her? And I don’t mean as a friend.
Então... os rumores são verdadeiros?
Você e Mary MacDonald, huh? Por essa eu não esperava! Vocês não eram somente amigos? E quando é que você planejava contar essa novidade a sua melhor amiga?
[Flashback] Stargaze | Bonnie & Bertram | March 78
A notícia de que Marte se aproximava da Terra ao ponto de se tornar visível no céu por alguns dias foi recebida por Bonnie como se fosse Natal. Não era novidade para ninguém a sua paixão por Astronomia e, se a ravenclaw já costumava falar bastante sobre o assunto com os amigos, agora eles provavelmente deveriam estar tentados a fazer uso de algum feitiço para abafar sua voz sempre que desatava a tagarelar sobre o quão ansiosa estava para fazer observações noturnas. Para a sorte deles, seus discursos mais entusiasmados eram reservados para Bertram Aubrey, que também era um entusiasta daquela área de estudo e parecia não se importar em falar sobre o assunto por horas a fio. Exatamente por isso, Bonnie o convidou para acompanhá-la em suas observações, algo que vinha planejando e se preparando desde quando o Professor de Astronomia comunicou aquele fato em uma de suas aulas. Os setimanistas teriam aulas noturnas dedicadas a observação de Marte naquela semana, é claro, mas somente isso não era suficiente para Bonnie, veja bem.
“Vamos, Bertie! Ainda temos que arrumar o lugar onde vamos ficar, estamos perdendo tempo!” Apressou o amigo enquanto ainda estavam no salão comunal, fazendo levitar ao seu lado a mochila com alguns lanches, mapas estrelares, pergaminhos, tinteiro, livros e o equipamento para que conseguissem fazer aquelas observações sem muitos problemas. “Já estou levando tudo, Bertie, você não precisa se preocupar com mais nada. Basta tirar a sua bunda daí para irmos andando.” Voltou a tentar agilizá-lo, agora levando uma das mãos ao rosto para abafar o riso. Não havia sido muito gentil, algo um pouco raro quando se tratava de Bonnie Ashford, mas ela e Bertram eram amigos há tempo suficiente para que importunassem um ao outro sem que um deles acabasse chateado. Além do mais, não queria ter seu tempo de observação drasticamente reduzido porque Aubrey estava preocupado com o que iria levar consigo.
[Flashback] Maybe it was written in the stars | Bonnie & Gideon | January 78
Desde que Gideon se conhecia por gente, Bonnie sempre esteve lá, só não há tanto tempo quanto seu espelho, seu irmão gêmeo, tão parecido e ao mesmo tão diferente. Com o tempo, Gid havia desenvolvido o mesmo senso protetor que tinha com toda sua família – como se Bonnie e os Ashford fossem um anexo dos Prewett, e o amor projetado por Gideon sobre sua família se estendia sobre a garota de fios loiros e olhos tão brilhantes quanto as estrelas. “Vitória pessoal? Acho que você nos diferencia melhor do que nossa própria mãe, Bo, mas não diga a ela que falei isso, sh…” Brincou, colocando o indicador sobre os próprios lábios curvados em um sorriso no final da frase. Apesar do tom de brincadeira, Bonnie jamais havia errado de gêmeo, o que não poderia ser dito da progenitora de Fabian e Gideon. O sorriso apenas se intensificou quando Bonnie deu um passo para trás e Gid pode, novamente, apreciar o vestido que a garota vestia. Nem precisava dizer que ela mesma havia feito, pois seu toque era presente em cada detalhezinho da peça e Gid sabia onde encontrá-los. Jamais outra pessoa poderia fazer um vestido como aquele porque era Bonnie Ashford escrito por todo ele, de trás para frente, de ponta cabeça. “Me surpreenderia se você tivesse dito que tinha comprado, porque ele é sua cara.” Deu de ombros, soltando mais um elogio claro e não intencional, ainda que nas entrelinhas.
Pigarreou em seguida do despejo de elogios, dessa vez mais claros e diretos do que Gideon jamais fora. O que estava acontecendo? Um observador de fora ficaria em dúvida ao decidir quem estaria mais constrangido, se o próprio Gideon ou Bonnie. A disputa era acirrada. “You’re welcome.” Respondeu simplesmente por não saber mais o que falar e querer ver aquele seu pequeno lapso no passado. Deu uma risada sonora depois com o comentário de Bonnie, até mesmo inclinando a cabeça um pouco para trás antes de voltar e respondê-la. “Estou muito confortável, srta. Ashford, mas temo não estar vivo ao final da noite se Timothy descobrir que te roubei.” O final da frase foi dito em um sussurro, aproximando-se mais da amiga, mas em tom de brincadeira. Timmy era um grande amigo e Gid apoiava o relacionamento entre eles, apesar de manter-se sempre alerta para que o gryffindor não a magoasse de forma alguma.
“É porque eu já me acostumei com as idiotices de vocês ao ponto de diferenciá-las. E também porque você é ligeiramente mais alto do que Fabian, mas não diga isso a ninguém ou perderei o meu posto.” Murmurou para o melhor amigo, colocando uma das mãos ao lado da boca enquanto falava como se estivesse cochichando um segredo para ele. Em anos de amizade, Bo ainda não havia entendido como simplesmente conseguia diferenciar um gêmeo do outro, como se esse fosse um tipo de talento natural com o qual havia nascido. O segredo estava nos detalhes, ela pensou, porque Fabian sempre tinha os cabelos mais bagunçados e a mania de fazer piada com absolutamente tudo, até mesmo quando o momento não era apropriado. Já Gideon, mesmo que fosse tão engraçado quanto o irmão, tinha uma postura um pouco mais responsável, como se estivesse pronto para dar um jeito em qualquer situação caso algo desse errado.
“Obrigada, Gid.” Respondeu ao elogio do amigo, suspirando rapidamente enquanto sorria, alisando o tecido fluido de seu vestido e sentindo suas bochechas esquentarem. O fato de que ele havia gostado do vestido que havia costurado significava ainda mais, mesmo que Bo não conseguisse entender o motivo. A ravenclaw nunca teve dinheiro para comprar roupas nas lojas onde suas amigas e colegas geralmente visitavam e, mesmo que isso a fizesse se sentir mal, não podia mentir que isso a frustrava. Gostava de costurar e fazer suas próprias peças, sim, mas saber que alguém as achava legais era um incentivo para que deixasse de se sentir tão deslocada. Bo rapidamente mudou de assunto, deixando claro para Gideon que ela estava disposta a dançar a noite toda e que ele seria seu par, quer ele quisesse ou não. “Timmy?” Bonnie virou o rosto na direção do amigo, surpresa pelo gryffindor ter mencionado Kravitz (Bonnie o gryffindor estavam num relacionamento confuso de términos e voltas há mais de um ano). “Ah, nós terminamos. De novo. Não se preocupe, eu duvido que Timmy esteja com dor de cotovelo por conta disso, certamente deve estar muito bem acompanhado. Inclusive, acho que grande parte da população feminina do castelo estava torcendo para que terminássemos mais uma vez.” Disse, gesticulando como se Timothy Kavritz não importasse muito naquela equação. Uma mentira e tanto, porque ela ainda se sentia incomodada toda vez que o via acompanhado de qualquer outra garota. “Além do mais, nós só vamos dançar, não é? A não ser que você esteja esperando alguém, é claro.” Deu de ombros, mal notando o tom ligeiramente enciumado que sua voz assumiu na última frase. “Ora, Gid, vamos!” Exclamou, apressando-se para agarrá-lo pela mão e arrastá-lo para a pista de dança, onde uma animada música de rock tocava e muitos estudantes dançavam com entusiasmo. Ela iria se divertir naquela noite e nada iria impedi-la, nem mesmo Gideon Prewett. Não, ele seria obrigado a se divertir com ela e ponto final.
[Flashback] Maybe it was written in the stars | Bonnie & Gideon | January 78
Levou a o copo de suco de abóbora aos lábios, anotando mentalmente que estava metade cheio (porque ele era esse tipo de pessoa) e esquecendo-se da última vez onde tinha mordiscado os mesmos sem sentir o gosto amargo do malte envelhecido de firewhiskey, bebida mais consumida por ele. Nutria uma leve (nada muito preocupante, pelo menos em sua opinião) impulsão natural por encontrar no álcool o significado para grandes mistérios da vida, ainda que nada fosse misterioso. Para Gideon, o sucesso vinha na simplicidade, em expurgar os problemas jogados nos ombros e responsáveis por desmoronar o espírito de grande parte dos jovens. O gryffindor poderia voar em sua vassoura a noite inteira apenas para se desligar, procurando por resposta alguma: qual o propósito de perder seu valioso tempo com coisas que nem mesmo grandes filósofos tinham resolvido? Deixava nas mãos dos outros, então, se preocupar com futilidade em favor de sentir a energia pulsando em seu corpo e o motivando a continuar em sua jornada. Caminho este que agora poderia estar meio turvo, meio borrado, mas nada muito comprometedor. Importante era sentir os pés firmes nas pedras velhas que compunham a espinha dorsal do colégio mais antigo que a primeira revolução francesa (lembrou-se de estudar a matéria nas aulas sobre os trouxas).
No entanto, naquela noite, decidira ficar apenas no suco de abóbora, pelo menos no início. Tinha como meta pessoal lembrar-se de 80% da noite no dia seguinte, um objetivo ousado, porém facilmente atingível, a menos que esbarrasse com os Marauders ao longo do baile. Sabia que estava facilmente reconhecível, mesmo utilizando uma máscara preta, exigência da ocasião, já que os cabelos cor de fogo evidenciavam quem era seu dono. Ou donos, já que apenas 10 minutos na festa e já fora confundido com Fabian precisamente três vezes – todas garotas.
Ouviu seu nome – o seu, não de Fabian – e virou-se para ver quem o requisitava, encontrando nada mais nada menos do que Bonnie Ashford, sua amiga de infância, acenando com um sorriso que ia de orelha a orelha. Não teve escolha senão sorrir de volta, era involuntário ser contagiado pelo bom humor e pela alegria que emanava da garota sempre que estava com ela, uma sensação de bem estar que não conseguia com ninguém mais. Passou no meio das pessoas que o separavam da loira, cumprimentando-a com um abraço apertado, o que sempre costumava dar quando ficavam muito tempo sem se ver. Tudo bem que tinham se visto no dia anterior, mas, ainda assim, muito tempo na concepção de Gid. “Bonnie!” Quando separou-se de Ashford que pode notar o vestido que a hufflepuff trajava que agradeceu por não ter tomado um gole de suco de abóbora, pois tinha certeza que se engasgaria tamanha era a beleza à sua frente. Ao invés de engasgar, portanto, Gid apenas entreabriu os lábios em forma de “o”, sem saber o que dizer. “Uau, você está…” Pigarreou, em busca das palavras exatas, mas uma confusão de palavras inapropriadas passava por seu cérebro na velocidade da luz. Linda. Deslumbrante. Gostosa. A garota mais bonita daqui. “Linda. Deslumbrante. Gostosa. A garota mais bonita daqui.” Só não havia percebido que, ao invés de somente pensar, havia de fato falado aquilo, nada além da verdade. Pigarreou, visivelmente constrangido por ter sido tão sincero e repassando mentalmente que não havia bebido nada além de suco de abóbora, nenhum teor alcoólico que justificasse tal atitude impensada, digna de Fabian, mas o pedido de desculpa ficou preso em sua garganta. He wasn’t sorry for his words, so to apologize would be a lie.
Desde a suas lembranças de infância mais antigas, Molly, Gideon e Fabian Prewett sempre estiveram lá. O rancho Ashford não ficava muito longe do chalé Prewett, no interior do País de Gales e, como as duas famílias tinham uma amizade antiga que perdurava por gerações, era perfeitamente aceitável que uma amizade também acabasse surgindo entre as crianças Prewett e as crianças Ashford. Lembrava-se de cozinhar tortas de fígado com Molly e a Sra. Prewett, de aprender a costurar com a mãe e a praticar seu tricô com Molly, de tentar acompanhar Gideon, Fabian e seus irmãos mais novos em suas brincadeiras e corridas pelas montanhas muito verdes, de subir em árvores e de jogar quadribol. Eram como uma família muito grande antes mesmo de chegarem a Hogwarts e, mesmo sendo mandados para casas diferentes, nunca deixaram que a amizade morresse, ainda que não conseguissem manter a mesma proximidade de quando eram mais jovens ou de quando regressavam para os verões em Gales. Bonnie loved them like she loved her brothers and sisters, although they weren’t family. She had been remembering that a lot lately even though she did not know exaclty why.
“Uma vitória pessoal e tanto não errar de gêmeo, estou ficando cada vez melhor nisso.” Brincou antes de abraçá-lo, não o meio abraço rápido e sem jeito que era usado para cumprimentar um mero conhecido, mas aquele abraço de velhos amigos que estavam genuinamente felizes em se encontrarem e queriam mostrar isso através da forma como enlaçavam o outro com seus braços. Depois de desvencilhar-se de Gideon e de notar que ele olhava para o seu vestido, Bonnie tomou distância suficiente para que o gryffindor pudesse fazê-lo sem impedimentos, alisando o leve tecido azul marinho salpicado do que pareciam ser pequeninos pontos brilhantes que lembravam estrelas e girando em seu lugar. “Gostou? Eu mesma que costurei. Deu muito trabalho.” Admitiu, visivelmente orgulhosa do trabalho que havia feito. Então ouviu os comentários do amigo e dentre eles adjetivos no mínimo inesperados que a fizeram rir, mesmo que tivesse se esforçado para abafar o riso ao morder os lábios. “Hot? Oh... thank you, I guess.” Disse entre risos, tentando não parecer muito sem jeito ou corar demais, mas logo suas bochechas repletas de sardas já adquiriam uma coloração rosada e suspeita que a denunciava completamente. “Para ser sincera, você também está muito bonito e elegante, sr Prewett. Realmente espero que seus sapatos sejam confortáveis porque dançaremos a noite toda, está me ouvindo?” Sua expressão constrangida foi rapidamente substituída por um sorriso largo e divertido e um entusiasmo que parecia fazer seus olhos azuis brilharem. Merlin, mal podia esperar para dançar a noite toda.
[Flashback] Maybe it was written in the stars | Bonnie & Gideon | January 78
Não conseguiu esconder o sorriso. Alí, olhando o seu reflexo no espelho do dormitório feminino do sétimo ano de Ravenclaw, Bonnie pensou que nunca havia se sentido tão bonita dentro de uma roupa. Por vir de uma família simples e ter uma quantidade anormal de irmãos, desde cedo teve que aprender a dividir suas coisas e entender que dinheiro era algo que não poderia ser gasto em vão. Nunca teve certos luxos que outras garotas da sua idade achavam comuns, como um quarto só para si e um guarda-roupas variado com as últimas peças da moda e, mesmo que não se incomodasse com o fato de que a maioria das suas vestes eram costuradas por ela mesma, era impossível não sentir um pouquinho de inveja quando ouvia suas colegas de casa falando sobre os lindos vestidos que comprariam nas lojas de roupas em Hogsmeade para o Baile de Máscaras que se aproximava. As vezes sentia-se mal por desejar ser como elas, por querer entrar em uma das lojas do vilarejo bruxo e provar todas as roupas que tinha vontade, levando as que mais gostava sem a preocupação com o preço, mas não martirizava-se pela culpa porque, afinal, era humana. Ceder a pequenos desejos de supérfluos não a tornava uma má pessoa pois, no fim das contas, chegava a conclusão de que era perfeitamente feliz assim, com seus muitos irmãos e as roupas feitas a mão. Se não fosse por isso, jamais teria aprendido a costurar ou tricotar e nunca sentiria aquela imensa satisfação que era olhar para sua imagem refletida no espelho e suspirar orgulhosa ao constatar que havia feito um bom trabalho, que o vestido que havia costurado parecia cair em seu corpo como uma luva e que ninguém mais no mundo teria algo como o que ela vestia.
Com um sorriso bobo nos lábios, deslizou as mãos pelo tecido leve e fluído da saia, girando em seu próprio lugar e observando o tecido azul escuro reluzir e refletir a luz, brilhando como se tivesse costuradas nele pequenas estrelas. O encantamento usado havia dado certo e conseguira exprimir o efeito que desejava.
Era como se Bonnie estivesse vestindo um céu estrelado.
“Mimi, pode me ajudar com meu cabelo?” Pediu a melhor amiga, que estava terminando sua maquiagem na penteadeira. Minutos depois, seus cabelos naturalmente enrolados ganharam enormes e volumosos cachos com a ajuda de poções modeladoras e feitiços e, com a maquiagem leve que não escondia suas sardas, estava devidamente pronta. “Você vai encontrar Alec?” Perguntou a Hopkirk quando já desciam as escadas em direção ao salão comunal, levando em uma das mãos a máscara com estrelas prateadas que ela mesma havia confeccionado. Era estranho pensar não somente em Mafalda, mas em Mafalda e seu namorado, e constatar que a amiga já não tinha mais tanto tempo para ela quanto antes. Se Alec Lochrin não existisse na vida de Mafalda, as duas amigas certamente aproveitariam aquele Baile de Máscara para festejar juntas, assim como também usariam os dias de visitas a Hogsmeade para programas divertidos entre garotas. Não que fosse uma amiga ciumenta, mas não estava acostumada com aquela ideia. Além do mais, mal conhecia o hufflepuff que agora acompanhava sua amiga na maior parte do tempo e, mesmo que Bonnie fosse simpática com absolutamente todos, não o conhecia o suficiente para ter certeza de que ele poderia cuidar bem de Mafalda, de que não iria magoá-la. Mas a ravenclaw aparentava estar feliz e isso era o suficiente para tranquilizar parte de suas preocupações. “Vou procurar pelo Gideon, então. Espero que você não passe a noite toda grudada no seu namorado e tenha tempo para suas amigas.” Brincou quando se despediram próximo ao Salão Principal, vendo-a juntar-se ao rapaz que a aguardava no Saguão.
Agora sozinha, Bonnie esticou o pescoço e olhou por todos os lados na esperança de encontrar Gideon Prewett, o gryffindor e seu amigo de infância que conhecia desde suas mais antigas lembranças da infância no País de Gales. Não sabia se o amigo estaria indo ao Baile sozinho ou acompanhado por uma garota e, por um segundo, pensou que talvez esperar por ele não fosse uma boa ideia caso ele estivesse em um encontro. Sua preocupação não durou por muito tempo pois, instantes depois, avistou o rapaz alto de cabelos avermelhados trajando elegantes vestes a rigor. “Gideon!” Gritou para chamar sua atenção, mesmo que talvez aquele fosse Fabian, acenando ao longe com um enorme sorriso no rosto e ignorando o fato de que seu coração pareceu pular quando seus olhos encontraram os dele.
Harry Potter Houses:
”Or yet in wise old Ravenclaw, If you’ve a ready mind, Where those of wit and learning, Will always find their kind.”
[Flashback] This is what makes us girls | Bonnie & Mafalda | November 77
“Mafalda, are you awake?” Bonnie perguntou para o escuro numa voz hesitante e baixa para não acordar suas colegas de dormitório, mas ainda assim alta o suficiente para que a garota deitada na cama de dossel imediatamente ao seu lado conseguisse ouvir caso estivesse acordada. Estava deitada de lado em seu confortável colchão, apoiada em um dos cotovelos e esticando o pescoço para tentar identificar qualquer movimentação embaixo das cobertas de Mafalda Hopkirk que indicassem que ela estava de fato desperta. Não fazia ideia de que horas eram, mas tinha a sensação de que já era muito tarde, especialmente considerando a quantidade de tempo que passara mexendo de um lado para outro em sua cama a procura de um pouco de sono.
“I can’t sleep, Mimi.” Murmurou, sentando-se em sua cama e empurrando os cobertores para o lado, procurando suas pantufas com os pés para evitar de tocar o chão gelado de pedra. “Came on, if you wake up to make me some company, I can share with you my sweets from Honeydukes.” Propôs com um sorriso, sentando-se na extremidade da cama da melhor amiga. “And the ones Mom sent to me.” Acrescentou, porque achou que precisava usar de uma melhor barganha para conseguir fazer Mafalda concordar com sua proposta. Ninguém realmente conseguia negar as deliciosas tortinhas e docinhos de Evelyn Ashford e as guloseimas de sua mãe haviam se tornado um verdadeiro sucesso entre os seus amigos mais próximos desde o seu primeiro ano na Escola de Magia.
Bonnie Felicia Ashford. 7th. Ravenclaw. Half-Blood.
"I alight myself, you watch as I am destroyed but i’ll rise again. From the ash you left, I rebuild my own body." 「Biografia」
Bonnie veio ao mundo no início de outono, a filha esquecida de agosto. Quando abriu os pequenos olhinhos pela primeira vez - uma surpresa. A menina de cabelos loiros, dedos rechonchudos e risada melodiosa trazia uma íris tão azul que lembrava prata derretida e água do mar e a outra num morno tom de verde que se assemelhava a quentes tardes de verão passadas emmeio a árvores e a sinfonia de grilos. Exatamente por isso, seus pais colocaram nela o único nome que pareceu adequado para um pequeno ser tão lindamente estranho. Bonnie, doce e bela.
Sua mãe tinha apenas dezenove anos quando descobriu que carregava uma vida em seu ventre. Evelyn e Craig Ashford, o casal de bruxos que residia em um charmoso cottage localizado nos arredores de uma vila de Devon, no interior da Inglaterra, eram namorados desde os tempos passados na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e estavam juntos há tantos anos que ninguém conseguia se lembrar de quando estiveram separados. Craig era um popular gryffindor em seus tempos na Escola de Magia, o capitão do time de quadribol que conquistou títulos importantes para a casa de Godric e que protagonizou os sonhos de boa parte das garotas do castelo. Eve, como era normalmente chamada por seus amigos mais próximos, era a simpática hufflepuff de sorriso encantador que conquistara a empatia de todos. Pareceu perfeitamente natural que os dois se apaixonassem.
Como todo casal de namorados que estava junto há um tempo considerável, era absolutamente normal que planejassem uma vida em conjunto após a formatura e imaginassem como seria quando começassem a construir uma família. Não esperavam que fosse tão cedo, no entanto, mas não deixaram que a insegurança interferisse no entusiasmo com a chegada daquela criança. Craig estava chamando a atenção de seus chefes do Daily Prophet por conta de sua extrema dedicação ao jornal e a fazenda da família que comandava com o pai trilhava tempos prósperos na criação de vacas e ovelhas e no plantio de trigo, batatas e outros legumes. Era o único filho que tinha decidido continuar a cuidar da fazenda que estava no nome da família há mais de um século, visto que seu irmão mais velho escolhera a Londres Bruxa e suas infinitas possibilidades, mas a ideia de criar seus filhos no campo tornou tudo ainda mais perfeito para a pequena família que crescia, que anos mais tarde não se tornaria tão pequena assim.
A menina cresceu no aconchegante rancho em meio a uma paisagem repleta de morros, florestas e campos de plantação. Sua infância foi cheia de brincadeiras em meio as mudas de trigo, corridas apostadas com os animais, banhos de rio, árvores a serem escaladas, joelhos ralados, tortas de maçã e aulas de piano lecionadas por vovó Cornelia, que acreditava que a neta tinha talento para a música. Costumava ajudar o pai e o avô com os animais desde muito cedo e, ao fim do dia, gostava de deitar-se sobre o feno e observar o céu. Sua mãe costumava cantar enquanto escovava e trançava seus cachos dourados e foi em um desses momentos que Evelyn colocou a mão da filha em sua barriga proeminente e lhe confidenciou que ela teria um irmãozinho dentro de alguns meses. Bonnie só entendeu o que a mãe quis dizer quando o viu pela primeira vez, careca, guloso, chorão e sonolento. No momento em que a mão rechonchuda apertou com força o seu dedo indicador, ela soube que precisava protegê-lo, guardá-lo e cuidar dele até o fim de sua vida, assim como faria com todos os seus outros irmãos e irmãs que vieram ao longo dos anos.
Eram seis crianças Ashford, seis pequenos que traziam momentos de pura alegria e outros de dor de cabeça a seus pais. Como irmã mais velha, Bonnie era dividida entre ajudar a mãe e a avó com os afazeres domésticos e na horta, o pai e o avô na fazenda e a cuidar dos irmãos mais novos, algo que ela fazia com dedicação entre os momentos tirados para aproveitar um tempo sozinha. Afinal, conviver diariamente com uma família de nove pessoas e mais alguns amigos próximos dos Ashford tornava algumas horas de solidão muito necessárias.
A primeira vez que seu sangue mágico se manifestou foi quando tinha oito anos de idade. Bonnie ordenhava vacas e tentava prestar atenção em um de seus irmãos que subia numa árvore próxima ao curral. Ao vê-lo pisar em falso e despencar em direção ao chão, ela não soube exatamente explicar o que havia feito ou o que aconteceu, mas o pequeno parou no ar como se estivesse sendo suspendido por uma corda invisível antes de aterrissar delicadamente no gramado. Três anos depois, ela recebia uma coruja de Hogwarts.
Deixar sua família para trás para ingressar em seu primeiro ano na Escola de Magia não foi algo fácil. Eram onze anos acostumada com a simplicidade do campo, em estar cercada por seus irmãos e ter sempre seus pais e avós por perto. Mudanças nunca realmente a agradaram e aquela era a pior de todas para seus olhos de menina, mas ela encarou mesmo assim, rapidamente descobrindo o quão entusiasmante seria aquela sua nova jornada. Apesar de quase ter sido enviada para Hufflepuff, o chapéu seletor a colocou em Ravenclaw porque Bonnie era curiosa demais a respeito do mundo e como ele funcionava. Chegou até a se sentir culpada por estar gostando e aproveitando tanto a nova escola e por levar mais tempo do que esperava para sentir saudades de casa, mas quando ela enfim veio, chegou de forma tão destruidora que Bonnie fez de seu travesseiro seu confidente enquanto chorava durante a noite antes de adormecer, precisando escrever para casa mais de uma vez por semana antes de poder finalmente vê-los no recesso de Natal.
Sua educação mágica é marcada por esforço, trabalho duro e dedicação. Mesmo que não tivesse uma facilidade natural para determinada matéria, Bonnie nunca se sentia desestimulada a superar seus próprios limites. Apesar de se interessar por Quadribol, sempre assistir as partidas de sua casa e tentar acompanhar o Campeonato Inglês, nunca tentou praticar o esporte ou tentou uma posição no time de sua casa. Mesmo tirando boas notas e se destacando por sua organização e responsabilidade, não foi nomeada monitora, mas o fato de não ocupar algum cargo especial não a torna menos envolvida com seus colegas, professores e sua vida no castelo. Sua paixão por Astronomia se revelou logo nas primeiras aulas e desde então a garota aproveita o prazer que sente em estudar a respeito de constelações, o sistema solar, buracos negros e a imensidão das galáxias para se aprofundar nessa área de conhecimento e talvez trabalhar com algo relacionado ao assunto.
「Personalidade」
Por ter crescido em uma família tão grande, possui um forte senso de proteção para com sua família e amigos e a estranha habilidade de saber se alguém está ou não com um problema apenas tomando um tempo para observá-los. Essa sensibilidade fora do comum e capacidade de conectar com as pessoas a transformou naquela amiga a qual todos procuram para confidenciar seus problemas, desabafar sobre amores mal resolvidos e falar sobre suas dificuldades. Saber tantas coisas a respeito de tantas pessoas e vê-las se abrir dessa forma tão primitiva não é uma tarefa fácil, mas Bonnie, além de extremamente leal ao guardar tais confidências apenas para si mesma, sabe como ninguém fazer com que eles se sintam acolhidos e entendidos, sabe quando precisa recorrer a uma palavra sábia ou quando não precisa falar nada e deixar que eles mesmos percebam que caminho devem seguir.
Trabalho duro é algo que ela leva muito a sério, as vezes sendo meticulosa ao ponto do perfeccionismo. Ao invés de se gabar de seu esforço e suas conquistas, Bonnie é humilde e prefere que as outras pessoas percebam suas qualidades por si só. Por isso, as vezes acaba diminuindo a si mesma e seus êxitos, constantemente achando que eles “não são lá grande coisa” quando na verdade poucos conseguiram chegar naquele objetivo. É muito altruísta e tem dificuldade de dizer não e de impor a si mesma pois não vê mal algum em ajudar a alguém ou doar um pouco de seu tempo e atenção para quem a procura, algo que muitas vezes acaba sendo um ponto negativo pois muitos aproveitam isso para explorá-la e tirar vantagem da ravenclaw. Em trabalhos em dupla ou em grupo, por exemplo, é muito comum que Bonnie faça boa parte do que é pedido apenas porque não se sente bem abordando seu colega e pedindo que ele também colabore. Ashford detesta conflitos e por isso os evita ao máximo.
É cuidadosa e paciente antes de tomar uma decisão e não gosta de deixar as coisas feitas pela metade, além de preferir fazer sua escolha com absoluta segurança ao invés de tomar uma atitude para depois descobrir as consequências. É bastante prática e gosta de fazer algo de forma bem feita ao invés de qualquer jeito para se livrar rapidamente, até mesmo as tarefas mais entediantes e cansativas. Sua dedicação a algo depende muito de seu entusiasmo e, quando acredita verdadeiramente em algo ou uma causa, demonstrará uma dedicação sem igual. Apesar de bastante calma e gentil, é inteligente não se enganar e pensar que ela tolera todo tipo de coisa. Bonnie é o recipiente que suporta determinada quantidade de água mas que transborda incansavelmente quando chega ao seu limite, é o mar parado antes do tsunami, a quietude antes da tempestade.
É muito sensível a negativas e críticas e sempre acaba levando tudo para o lado pessoal e interpretando meras brincadeiras com mais seriedade do que deveria. Por isso, é muito comum que Bonnie se desgaste tentando desvendar pequenos acontecimentos em sua mente, interpretando as atitudes de outras pessoas de mil formas possíveis e afogando-se em seus próprios pensamentos. Tem a tendência a esperar muito de si mesma e acabar sobrecarregando-se por conta de seu sendo de dever e perfeccionismo, lutando silenciosamente para atender as expectativas das outras pessoas e especialmente as suas próprias. Dificilmente fala sobre o que realmente sente, preferindo guardar seus sentimentos para si mesma; ou pede ajuda caso esteja passando por uma situação difícil, sempre reprimindo e protegendo seus próprios sentimentos de julgamentos alheios da mesma forma que faria com um amigo. Isso a torna uma espécie de bomba relógio, prestes a explodir caso a carga que esteja carregando nos ombros seja demasiada. Usa sua paixão pela Astronomia, os livros e o prazer que sente ao tocar piano como um cano de escape, uma forma de fugir de sua realidade. Acha que pode dar conta de tudo e cuidar de todos mas, em alguns casos, é ela quem precisa de cuidados.
「Extras」
Bonnie frequenta o Clube de Astronomia e o de Feitiços. Sua FC é Freya Mavor e sua player a Nanda.
Oh wonderful one, why are you like that? Glow in the darkness, that's how we do it Just like the stars upon your ceiling that put you to sleep after