iwaxmei:
Sua expressão variava entre divertimento e tédio absoluto ao absorver as palavras do garoto, seus olhos se desviaram brevemente para a camisa do mesmo seguindo seu dedo antes de voltarem a se cravar em seus semelhantes. “Eu já estou presa, que diferença faz.” Desdenhou com um sorriso de lado antes de continuar. “Mas admito que fazia um tempo que não via alguém com tanta audácia.” Cruzou os braços frouxamente, seus olhos não paravam de avaliar o maior em momento nenhum, tentando encontrar algum tipo de ironia ou sarcasmo, tendo quase vontade de rir debochado após perceber que não encontrou nada. “Você realmente faz questão que eu responda suas perguntas, huh?” Sua voz saiu arrastada enquanto se aproximava lentamento do outro, até poder sentir suas respirações se misturando. “Eu tenho certeza que não irá gostar nem um pouco das respostas.” Sussurrou perto da orelha do mais velho antes de se afastar até onde estava anteriormente, talvez pudesse brincar um pouco com ele antes de perder o interesse momentâneo que surgira.
Eles já estavam presos, verdade. Maldição, por que não inventara de ser um detetive? Detetives eram mais legais – porém não tinham distintivos, ou tinham? Bem, não importava. O semblante de Booram procurou externar uma expressão séria, digna de um profissional, mas mal sabia o garoto que estava falhando miseravelmente. “Ye! Eu tenho muita audácia. Muita mesmo. Cuidado comigo, uh?” Exagerou a verdade, arqueando uma das sobrancelhas. No entanto, com a aproximação sendo gradualmente firmada, seu corpo iniciou a dar leves sinais de tensão. Sem realmente notar, os olhos admitiram um formato maior, ao passo que reprimia o fôlego; a vontade de recuar, em conjunto, fora grande. Porém, manteve-se inerte, esperando o que fosse acontecer. E então... Um sussurro. A garota tinha de fato uma aparência serena, mas ao mesmo tempo… misteriosa – isso lhe deixava ainda mais curioso. “Eu sou um deteti– err, policial! Policial. É. Minha tarefa não é gostar, e sim analisar os… fatos.” Fatos? “Então… Você vai responder ou não?” Os olhos apertaram num franzir do nariz. Boo não ligaria em ouvir uma mentira, afinal, tão imerso na espécie de “jogo”, que tudo aquilo já era a sua diversão. “Hum?”












