Seu nome é Kenya Louise Odom, mas nas ruas todo mundo a chama de “LADY LETHAL”, tem 19 anos e é [up to player]. Todos que a veem pelas ruas do Bronx andando com a galera da Holy Trinity dizem que ela se parece com Tinashe Kachingwe. Isabela se encontra indisponível.
❝ ʙɪɢɢᴇsᴛ ᴛʜɪɴɢ ɪɴ ᴛʜᴇ ʙʀᴏɴx… ʙɪɢɢᴇsᴛ ᴛʜɪɴɢ ɪɴ ᴛʜᴇ ᴡᴏʀʟᴅ —
Para os falsos moralistas do Bronx, há uma linha tênue entre uma mãe solteira e uma viúva. Uma delas é julgada descaradamente enquanto a outra ocasionalmente escuta cochichos presunçosos aonde quer que vá, a maioria deles acompanhados de um dos sentimentos mais desprezíveis: pena. Kenya, entretanto, nunca enxergou na sua mãe a pobre coitada que muitos pintavam pelos cantos. A menina sempre teve o exemplo de uma mulher forte e com uma fibra moral incorruptível, que trabalhava dia e noite para sustentar a casa e educar ambos os filhos. Por isso, nunca reclamou de sua ausência, pois sabia o quanto ela se esforçava para fugir da medianidade. Também por ter sido forçada a aprender logo cedo os conceitos de autonomia, uma vez que às vezes tinha de se virar sozinha. Por mais que admirasse a mãe, desejava um futuro diferente para si, dentre um dos maiores sonhos estava a liberdade.
Cercada por mulheres que tomavam conta de si mesmas e carregavam o mundo nas costas, a Odom nunca chegou a sentir falta de uma figura paterna. Não conheceu Kendrick, o pai de quem todos falavam pelas ruas do Bronx com certo saudosismo sempre que viam os dois mais novos Odom caminharem lado a lado. Kenya ouviu sobre como seu pai foi um bom homem e não mereceu o destino que teve e ouviu também sobre o quanto Kendrick Jr. ficava mais parecido com o pai à medida que envelhecia. Tampouco conheceu Jordan, o homem de quem não se ouvia histórias, o pai biológico com ações nas bolsas de valores que manteve um caso extraconjugal com sua mãe por alguns meses antes de dispensá-la assim que descobriu sobre a gravidez não planejava. Todavia, a infidelidade forçada que deu origem a Kenya, é um segredo que Shonda levou para o túmulo.
Diferente do irmão, a menina nunca foi uma aluna exemplar, esforçava-se meramente para manter suas médias. O mundo fora das paredes parecia muito mais atraente para alguém que idealizava a liberdade e queria se ver o mais distante possível das amarras de um sistema que nunca a contemplou. E foi assim que Kenya cresceu, uma pessoa prestativa, porém que quebrava algumas regras em prol da diversão. Sua adolescência foi marcada majoritariamente por namoros secretos, inúmeras faltas na escola, um emprego de meio período no salão dos Lucero - parte do dinheiro ajudava nas despesas e o restante bancava as escapadas na calada da noite para frequentar festas. Tudo isso sob um olhar de reprovação tanto da mãe quanto do irmão mais velho. A mulher sonhava com um futuro brilhante para a caçula, talvez como uma médica. A Odom, por sua vez, tinha outros planos, desejava a música, a fama e principalmente desejava não terminar como a mãe, com seus sonhos esquecidos e postos em último plano.
Kenya é uma pessoa desafiadora que enxerga a necessidade de contestar todos aqueles que dizem que ela não é capaz de fazer algo a dúvida é uma motivação para a garota. E essa motivação é que fez com que ela seja, hoje, uma das integrantes da Holy Trinity. Ao contrário do que muitos pensam, seu intuito nunca foi provar alguma coisa a alguém, mas provar a si mesma que é plenamente capacitada para fazer o que quiser e não se deixar ser subestimada. É provocativa, o que pode ser enxergado por algumas pessoas como depravação. É muito enérgica e comunicativa, entretanto, ocasionalmente, a jovem não filtra o que fala e pode acabar caindo em maus lençóis.
Quando almeja alguma coisa, pode ser muito esforçada e se dedica integralmente a conquistar seus objetivos, podendo beirar a teimosia pela recusa à desistência. Tem dificuldades para manter-se focada em apenas uma coisa de forma que inicia vários projetos sem que os conclua de fato, a menos que seja algo que deseje muito. É uma pessoa determinada pela imprevisibilidade e pelos os extremos. É oito ou oitenta, ela ama ou odeia, não existe um meio termo. Assim, por não ser uma pessoa centrada, não é tão complicado tirá-la do sério e ter a garota despejando tudo o que pensa sobre determinada coisa, tampouco incomum ver Kenya se envolvendo em brigas, normalmente para interceder por aqueles que não possuem as manhas de se defenderem sozinhos.
ᴏʀɪɢɪɴᴀʟ ᴄʜᴀʀᴀᴄᴛᴇʀ









