Foto do arquivo de Ruth de Souza. Audálio Dantas, com Carolina Maria de Jesus, na Favela do Canindé. São Paulo, Brasil, 1961.

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Foto do arquivo de Ruth de Souza. Audálio Dantas, com Carolina Maria de Jesus, na Favela do Canindé. São Paulo, Brasil, 1961.
Muitas pessoas apenas envelhecem; poucas realmente amadurecem.
Essa frase de Anne Frank é forte porque desmonta uma ideia comum: a de que amadurecer significa automaticamente se tornar racional e equilibrado.
Ela percebeu algo que muitos adultos escondem atrás de aparência, autoridade ou “maturidade”: o ego continua infantil em muita gente. As discussões entre adultos muitas vezes não acontecem por questões profundas, mas por orgulho, necessidade de controle, insegurança ou incapacidade de ouvir o outro. A “birra” muda de forma — deixa de ser choro e vira ironia, agressividade, silêncio, fanatismo ou necessidade de vencer debates.
O impressionante é que Anne escreveu isso ainda muito jovem, vivendo no meio do caos da guerra e da perseguição nazista. Mesmo assim, teve uma lucidez psicológica enorme sobre o comportamento humano.
A frase também lembra algo próximo do que Friedrich Nietzsche e Carl Jung observavam: crescer biologicamente não significa evoluir interiormente. Muitas pessoas apenas envelhecem; poucas realmente amadurecem.
Rosa Luxemburgo
O Nobel e César Lattes
Ele descobriu o méson pi — a partícula que explica por que a matéria existe. Sem ela, os prótons se repeliriam e nada no universo teria forma.
Mas o Nobel de 1950? Foi só pro chefe dele, Cecil Powell.
Lattes foi indicado 7 vezes. Nunca ganhou.
Ele poderia ter ficado nos EUA. Recebeu convites do mundo inteiro. Mas voltou ao Brasil, fundou o CBPF, lutou pela criação do CNPq e construiu a ciência brasileira do zero.
Hoje, a Plataforma Lattes — com quase 8 milhões de currículos — carrega o nome dele. E o méson pi é estudado até hoje no CERN.
Meu nome é Ozzy e eu mostro a beleza escondida nos dados todos os dias.
Fontes:
Wikipedia - César Lattes https://pt.wikipedia.org/wiki/C%C3%A9…
Agência Brasil - "Nascido há 100 anos, César Lattes fez descoberta que marcou a física" https://agenciabrasil.ebc.com.br/gera…
Ciência e Cultura (SciELO) - "CÉSAR LATTES: vida dedicada à física e ao conhecimento" http://cienciaecultura.bvs.br/scielo….
Jornal da Unesp - "Reminiscências sobre César Lattes" (Rogerio Rosenfeld) https://jornal.unesp.br/2024/05/28/re…
eBiografia - "Biografia de César Lattes" https://www.ebiografia.com/cesar_lattes/
Jornal do Campus USP - "César Lattes, o brasileiro cuja descoberta foi premiada com Nobel" https://www.jornaldocampus.usp.br/ind…
SIARQ Unicamp - "Centenário de Cesar Lattes: A descoberta do méson pi artificial" https://www.siarq.unicamp.br/noticias…
Symmetry Magazine (Fermilab/SLAC) - "The legacy of César Lattes" https://www.symmetrymagazine.org/arti…
Brazilian Journal of Physics (Springer) - "Experimental Particle Physics, Tracking Detectors and Cosmic Rays: A Legacy of César Lattes" https://link.springer.com/article/10….
CNPq Oficial (Twitter/X) - Plataforma Lattes em números https://x.com/CNPq_Oficial/status/166… → Plataforma Lattes abriga quase 8 milhões de currículos.
CNPq - Página oficial da Plataforma Lattes https://www.gov.br/cnpq/pt-br/acesso-… → Currículo Lattes lançado em 1999; padrão nacional de registro de pesquisadores; maior base de dados da ciência brasileira.
Wikipedia - Pion (en) https://en.wikipedia.org/wiki/Pion
NeoFeed - "Cesar Lattes, o físico que merecia um Nobel" https://neofeed.com.br/finde/cesar-la…
SBPC - "A Física brasileira após Cesar Lattes" https://portal.sbpcnet.org.br/noticia… → Indicado 7 vezes ao Nobel; papel crucial na fundação do CBPF e CNPq; citação: "Não é possível pensar a ciência no Brasil sem o Lattes."
Revista Pesquisa FAPESP - "The physicist who saw a bigger picture"
Um Museu de Grandes Novidades
Carolina Sthela já havia saído do Maranhão e estava no Piauí, mas pretendia fugir para um terceiro estado. “O objetivo dela era fugir.
Carolina Sthela já havia saído do Maranhão e estava no Piauí, mas pretendia fugir para um terceiro estado. “O objetivo dela era fugir. Após a repercussão do caso, ela foi para Teresina para pedir abrigo para um tio. Provavelmente iriam para outro estado na data de hoje”, disse o delegado Matheus Zanatta. “Existia a possibilidade de ela pegar um avião não comercial para Manaus”, acrescentou o delegado.
Em depoimento, a agressora disse que está "muito abalada" com tudo o que aconteceu, pois é "cristã" e "temente a Deus". Vale lembrar que Carolina tratou o espancamento da funcionária com deboche ao relatar o caso às amigas, chegando a afirmar que a vítima merecia morrer
Em 2020, Sari Corte Real, então primeira-dama de Tamandaré, deixou o menino Miguel sozinho no elevador do prédio de luxo onde morava. A criança de 5 anos subiu ao 9º andar, escalou uma janela e caiu, resultando em sua morte. A mulher está em liberdade.
Nesta semana, Carolina Sthela espancou uma doméstica grávida e ainda compartilhou o caso com as amigas, em tom de deboche, tamanha era a certeza da impunidade.
Alcolumbre pediu a Lula blindagem contra delação de Vorcaro, mas presidente negou.
Alcolumbre pediu a Lula blindagem contra delação de Vorcaro, mas presidente negou. O pedido ocorreu duas semanas antes da votação que rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF, segundo informou a jornalista Malu Gaspar, do jornal O Globo.
Na conversa, Alcolumbre teria pedido ajuda para se proteger de investigações conduzidas pela Polícia Federal e de uma possível delação do banqueiro Daniel Vorcaro.
O encontro ocorreu nos bastidores da posse do ministro José Guimarães na Secretaria de Relações Institucionais, pasta responsável pela articulação política do governo. Segundo a publicação, Alcolumbre afirmou a Lula que estava sendo alvo de perseguição e demonstrou preocupação com o conteúdo da colaboração premiada de Vorcaro, apresentada aos investigadores nesta quarta-feira (6).
Lula respondeu que não teria como interferir no trabalho da Polícia Federal, do Ministério Público Federal ou do STF. Dias depois da conversa, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias ao STF em uma derrota histórica para o governo federal
O processo de alienação e domesticação no Brasil começa cedo
É mais fácil enganar as pessoas do que convencê-las de que estão sendo enganadas.
O processo de alienação e domesticação no Brasil começa cedo. Muito cedo. Ele entra pela televisão, pela escola, pelos brinquedos, pelos livros, pelos comerciais, pelos desenhos animados e pelas referências de beleza, inteligência e humanidade que uma criança consome desde os primeiros anos de vida. Especialmente crianças pretas, que crescem aprendendo a admirar tudo que se aproxima da branquitude enquanto se afastam lentamente de si mesmas.
A criança aprende quem pode ser herói antes mesmo de entender política. Aprende quem merece cuidado antes mesmo de saber o que é racismo. Aprende quem ocupa os espaços de poder observando quem aparece como médico, juiz, cientista, empresário, presidente ou protagonista. E aprende também quem deve servir, obedecer, correr, se esconder ou morrer.
Esse processo é tão sofisticado que quase nunca parece violência. Parece apenas “normalidade”. A domesticação moderna raramente usa correntes visíveis. Ela atua através da repetição simbólica. Repetem tantas vezes quem é bonito, civilizado, confiável e inteligente, que milhões começam a reproduzir isso automaticamente sem perceber.
Depois de alguns anos, o resultado aparece. O menino preto que desconfia da própria capacidade. A menina preta que aprende a rejeitar seus traços. O trabalhador pobre que acredita que bilionário é exemplo moral. O sujeito explorado que passa a defender o sistema que o mantém explorado. Tudo funcionando exatamente como planejado.
A genialidade cruel do sistema brasileiro está justamente aí: ele produz vítimas que muitas vezes defendem espontaneamente a própria estrutura que as destrói. Faz o oprimido vigiar oprimido. Faz o pobre odiar pobre. Faz a periferia acreditar que seu problema é outra periferia. Enquanto isso, quem realmente controla riqueza, mídia, política e violência institucional permanece distante, protegido e quase invisível.
A alienação mais perigosa é aquela que consegue transformar submissão em identidade. Quando alguém passa a sentir orgulho da própria domesticação, o controle deixa de precisar de força constante. A própria pessoa passa a se autocorrigir, se autopoliciar e atacar qualquer pensamento que ameace abrir seus olhos. Uma grande lástima!
O caso da patroa no Maranhão, acusada de torturar uma trabalhadora doméstica grávida de cinco meses
Existe uma parte da elite brasileira e também uma parcela da classe média que sonha em ser elite, mas que está infinitamente mais próxima da fila do ônibus lotado, da prestação atrasada e do medo do desemprego do que dos verdadeiros donos do poder. Ainda assim, muita gente prefere imitar os hábitos da casa-grande do que desenvolver consciência de classe. É como se humilhar alguém mais pobre oferecesse a sensação temporária de status.
E talvez esteja aí uma das engrenagens mais perversas do Brasil: o desejo de parecer superior em uma sociedade construída sobre desigualdade racial e econômica.
O caso da patroa no Maranhão, acusada de torturar uma trabalhadora doméstica grávida de cinco meses, inclusive com relatos cruéis em áudios divulgados nas redes, escancarou exatamente isso. Muita gente tratou o episódio como uma aberração isolada, quase como se fosse fruto de uma mente “fora do normal”. Mas o problema é mais profundo. Casos assim aparecem porque existe uma cultura inteira que naturaliza pequenas violências cotidianas contra trabalhadores domésticos.
A doméstica que não pode sentar à mesa.
A funcionária tratada pelo primeiro nome enquanto chama os patrões de “senhor” e “senhora”.
O quarto apertado ao lado da lavanderia.
A comida separada.
O elevador “de serviço”.
O olhar de desprezo disfarçado de educação.
A escravidão formal terminou em 1888. A lógica da servidão permaneceu viva dentro de muitos apartamentos de luxo e até dentro de casas simples onde algumas pessoas reproduzem a crueldade que sofreram vida inteira, acreditando que autoridade é sinônimo de humilhação.
E existe um detalhe simbólico importante: o trabalho doméstico no Brasil foi historicamente empurrado para mulheres africanas e descendentes. Isso moldou uma percepção coletiva extremamente violenta. Para muita gente, essas mulheres deveriam “servir” silenciosamente, suportar abusos e ainda agradecer pela oportunidade. Quando uma trabalhadora reage, denuncia ou exige dignidade, parte da sociedade reage com irritação, quase como se ela tivesse quebrado uma regra invisível.
O Brasil adora vender ao mundo a imagem de povo alegre, cordial e miscigenado. Mas basta olhar para dentro das cozinhas, dos quartinhos improvisados e das relações de trabalho para perceber que a estrutura da casa-grande apenas ganhou roupa moderna, internet e condomínio fechado.
Esse caso do Maranhão não revela apenas a brutalidade de uma agressora. Revela um país que ainda convive intimamente com a mentalidade escravocrata.
Uma palavra necessária para um tempo urgente Pastora Helena Raquel Gideões 2026
499K likes, 14K comments - oficialsantiagooliveira on May 2, 2026: "Pastora Helena Raquel | Gideões 2026 — Ginásio Uma palavra necessária pa