Calliope Roosevelt tem 18 anos, e é uma ¼ veela. Está cursando o sétimo ano e foi selecionada para a casa Sonserina em Hogwarts. Algumas pessoas dizem que se parece com a famosa trouxa Candice Accola.
“It’s alarming honestly how charming she can be fooling everyone, telling them she’s having fun”
Varinha: Acácia, núcleo de pele de mortalha-viva, vinte e seis centímetros, rígida
Patrono: Águia
Bicho-Papão: Calliope tem o grande medo de enfrentar à si mesma, de enfrentar sua mente conturbada, então seu bicho-papão é nada mais e nada menos do que si própria
Espelho de Ojesed: Por mais que odeia admitir para si mesma, o seu maior desejo é de se ver unida de seu pai com sua mãe, tendo uma vida diferente da que tem
Clubes, Monitoria e Quadribol: Clube de feitiços, Clube de poções, Clube de duelos, trato das criaturas mágicas, monitora-chefe
A família Pierrot são uma tradicional família russa de bruxos, da qual os primos terem que se casarem entre si para que a família seja intocada quando a possibilidade de paixão ou um casamento minimamente inesperado dentre puro-sangues não ocorria. Nada diferente disso, o grande Dimitry sempre fora um garoto exemplar para a família, sempre seguindo ordens e demonstrando o quanto se esforçava para que todos se orgulhassem do menino. E como toda a família, ele estudou em Beauxbatons, sendo da casa Juste por conta de seu grande egocentrismo, mas também, pelo o seu dom de conseguir manipular muito facilmente as pessoas no estalar de dedos. Sempre fora muito bem comentado em todas as reuniões familiares, alguns dos primos mais velhos tinham até mesmo inveja de toda aquela atenção que Dimitry tinha.
Todos nós temos nosso momento de falha em nossas vidas e, a falha dele não foi tão pequena, pois afetou a sua vida toda, mas nunca conseguiu afetar sua família, ninguém nunca soube que Dimitry teve uma paixão enorme por uma garota da mesma casa que a sua, que ele havia se envolvido demais com ela e acabando por engravidá-la. Depois de perceber a tamanha besteira que havia feito, nunca conseguiu aceitar a filha e proibiu a menina de que contasse aquilo para alguém ou acabaria com vida dela e daquele feto em questões de segundos. Parecia ter sido algo fácil demais de se fazer, aquela pequena besteira que ninguém de sua família nunca havia descoberto, Dimitry aproveitou toda aquela oportunidade para se envolver com qualquer tipo de garota a partir dali, acabando por se perder completamente em todas as grandes festanças que ia.
Mas não estamos aqui para contar sobre a história do filho adorado dos Pierrot, e sim, da garota ao qual ele havia engravidado. Foi uma excelente mulher, corajosa ao contar para os pais da gravidez e que o garoto ao qual colaborou com aquilo não quis lhe ajudar. Ela enfrentou tudo sozinha, havia parado de estudar para que conseguisse cuidar muito bem daquele feto que crescia dentro de si ao longo dos meses. Seu nome era Nicoleta, sua família era muito bem conhecida pelo mundo bruxo pela mãe da garota ser uma veela e ter se casado com um bruxo, fazendo assim com que sua prole nascesse sendo uma meio-veela. Logo, quando Calliope nasceu, não teve dúvidas de que era uma um quarto veela, pois exibia uma linda beleza com seus cachinhos dourados.
Com medo da ameaça que o membro dos Pierrot havia lhe feito, Nicoleta se mudou da Russia para a Irlanda com sua prole. Nunca havia realmente se sentido segura, mas tentava se focar em cuidar de sua filha, fazer com que ela crescesse em um ambiente agradável e que se tornasse uma boa garota. Deu um camelão para Callie quando a menina completou seus cinco anos de idade — para que a mesma sentisse um pouco de amor, já que Nicoleta não deixava-a sair tanto de casa ou nem ao menos visitar os avós —, fazendo com que aquele bichinho se tornasse o melhor amigo da loira, e talvez, o único.
Uma coisa que sempre fazia Callie sentir raiva, era quando perguntava por seu pai, e tudo o que recebia, era uma resposta vaga de que nunca iria conhecê-lo. Aquilo estava virando tortura, todos os anos querendo sair de casa, da Irlanda, tentar conhecer pessoas, e sua mãe lhe proibindo de tudo aquilo. A garota sempre tentou escapar de casa, mas parecia que Nicoleta tinha uma grande mágica em mãos por ser meio-veela, fazendo com que a casa ficasse protegida, ou melhor, mantê-se Callie como prisioneira, mas não era assim que ela enxergava o que estava fazendo.
Quando fez seus devidos onze anos, foi até mesmo proibida de pensar em ir para Hogwarts quando receberá a carta, o que fazia o ódio aumentar, pois sua mãe estava lhe privando de ter algum tipo de contato com o mundo bruxo, e ela queria mais do que tudo conseguir aquilo. Portanto, a menina se fingiu de inocente durante aquele ano, fingiu que estava feliz em estar naquela casa com a mãe, fingiu todas as emoções possíveis que conseguiria, até ganhar a confiança da mais velha, deixando-a finalmente ir para o tão amado Instituto que sonhava.
Sentiu-se bem interagindo com bruxos, mas uma coisa em seu peito martelava, uma coisa do passado, sentia que agora que parecia estar um tanto quanto livre, deveria investigar sobre o paradeiro de seu pai, então ela o fez. Passou longos dois anos procurando por pistas e solucionando coisas que jamais pensaria que um dia chegaria a fazer. Calliope conseguiu, ela descobriu quem seu pai era, o que fez com sua mãe e descobriu ainda mais um pouco da família de seu pai. Aquilo fez com que a cabeça da garota ficasse totalmente perturbada, e agora, ela já não conseguia mais ser uma garota normal, simplesmente fingia todas as emoções que conseguia pelo choque da realidade ter lhe atingido e, a raiva que ainda sentia da mãe por mentir todo aquele tempo para si.
A garota foi crescendo, as emoções foram fingidas, junto com seus sorrisos, e ao longo do tempo, uma vida construída com falsidades. Para muitos, ela era apenas uma garota solidária que parecia estar na casa errada, mas todos estavam sendo muito bem enganados pela psicopata que tinha se tornado. Foram tantas verdades escondidas de si, tantas informações valiosas e gestos que poderiam tê-la tornado diferente daquilo, mas estava tudo bem, Calliope tinha um plano de vida, e tudo está indo em plenos conformes, pois as pessoas que se metem em seu caminho, bom, podem se dizer de passagem.
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