o reconhecimento veio torto. fΓ£s que sabiam seu rosto, nΓ£o sua histΓ³ria. convites vazios, elogios inconvenientes que a deixavam desconfortΓ‘vel. os relacionamentos seguiram o mesmo roteiro: comeΓ§avam intensos, cheios de promessas, e terminavam com partidas inevitΓ‘veis. sempre havia um motivo, ela era intensa demais, difΓcil demais, real demais. e camille ficava. sempre ficava.
Camille estava encostada em uma das estantes mais altas da biblioteca, os dedos passeando distraidamente pelas lombadas antigas tentando encontrar algo que chamasse minimamente a sua atenΓ§Γ£o, o que era difΓcil, jΓ‘ que definitivamente nΓ£o fazia o perfil de leitora. O silΓͺncio ali parecia denso, o que a incomodava e entediava. Quando percebeu a presenΓ§a do mais novo entre as mesas, inclinou levemente a cabeΓ§a. β Eu prometo que estou tentando ser silenciosaβ¦ mas esse lugar me deixa meio inquieta. β Disse em voz baixa, tentando nΓ£o atrapalhar os outros hΓ³spedes. β Mas e vocΓͺ? EstΓ‘ lendo algo de interessante por ai? β
Camille parou diante de uma das obras da galeria, a cabeΓ§a levemente inclinada enquanto observava os detalhes como se tentasse decifrar um segredo escondido nas cores e formas. Os braΓ§os estavam soltos ao lado do corpo, e ela demorou alguns segundos para perceber Clara ali. Sem desviar totalmente o olhar do quadro, comentou em um tom divertido: β Fico tentando entender o que o artista quis dizerβ¦ mas definitivamente sinto inveja das pessoas dessa pintura porque elas podiam andar peladas por aΓ sem qualquer julgamento. β
Caminhava devagar pelos jardins, os passos acompanhando o som suave da Γ‘gua das fontes e o farfalhar das folhas ao vento. Parou diante de uma das estΓ‘tuas antigas, ergueu o olhar para o rosto esculpido em mΓ‘rmore enquanto pegava no bolso do casaco um cigarro solto e seu isqueiro, levando o fumo para os seus lΓ‘bios, prendendo-o ali enquanto o acendia. SΓ³ entΓ£o percebeu a presenΓ§a de outra pessoa ali. Com um meio sorriso divertido, comentou em voz baixa: β Acho que esculpir partes de baixo nΓ£o era a especialidade desse artista... β
Camille estava encostada em uma das estantes mais altas da biblioteca, os dedos passeando distraidamente pelas lombadas antigas tentando encontrar algo que chamasse minimamente a sua atenΓ§Γ£o, o que era difΓcil, jΓ‘ que definitivamente nΓ£o fazia o perfil de leitora. O silΓͺncio ali parecia denso, o que a incomodava e entediava. Quando percebeu a presenΓ§a do mais novo entre as mesas, inclinou levemente a cabeΓ§a. β Eu prometo que estou tentando ser silenciosaβ¦ mas esse lugar me deixa meio inquieta. β Disse em voz baixa, tentando nΓ£o atrapalhar os outros hΓ³spedes. β Mas e vocΓͺ? EstΓ‘ lendo algo de interessante por ai? β
Vivian suspirou, passando mais um tanto de papel no vestido que usava, na Γ‘rea do abdΓ΄men, onde a bebida havia manchado quando um troglodita daquela boate esbarrou nela. Sinceramente, sua sorte nunca foi boa quando estava naquela cidade maldita. Suspirou ao se olhar no espelho, mas sua atenΓ§Γ£o saiu do prΓ³prio reflexo para encarar a pessoa que saiu de uma das cabines do banheiro. Reconheceu Camille logo de cara, e um sorrisinho chegou aos seus lΓ‘bios, assim como fez seu coraΓ§Γ£o disparar pela surpresa. "Sabe... vocΓͺ jΓ‘ me viu em dias melhores." Comentou de bom humor, girando para que ficasse de frente para a mulher. "Acha que dΓ‘ pra notar?" Apontou para o vestido vermelho, onde estava molhado e claramente nΓ£o dava para passar despercebido.