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GOLDIE
Chapter 6: Run Or Dead
'Todos têm uma chance de mudar e eu vou agarrar a minha com unhas e dentes'
"Rose Malfoy Point Of View"
Mas algo dentro de mim me fazia recuar. Eu não queria isso, não para a minha vida. Justin fazia o que quisesse comigo mas eu queria mudar , não queria ser mais a doce Rose que caiu nos encantos de um criminoso. Não iria me render mais uma vez para ele. Estava exausta de ser tratada como nada, ser um nada. Ele iria conhecer a verdadeira Rose Malfoy, aquela que eu nunca mostrei e que iria ser desvendada para todos verem.
Era como se eu tivesse acordado depois de anos, sentia que de alguma forma eu precisava fazer isso. Eu só estava a me destruir ainda mais.
– Sua mãe está á minha espera. – Empurrei seu corpo com um pouco de força, fazendo com que ele me olhasse confuso.
Sai daquele comodo praticamente a correr, tentando fugir á tentação de me render novamente a ele. Talvez fosse idiotice mas Justin abalava-me muito, tudo o que ele faz mexe comigo e isso é totalmente mau.
Cheguei á sala e pude ver Pattie com uma garota com longos cabelos loiros. Conheceria aquela pessoa até a 1.000 metros de distância.
– MADDIE! – Dei um grito impolgado ao ver a minha melhor amiga.
Corri para lhe dar um abraço apertado. Não conseguia conter a felicidade dentro de mim, Maddie é a minha melhor amiga desde sempre. Tudo parecia muito confuso, quer dizer, o que ela faz aqui? Apesar de Madison ter esse jeito todo maluco os pais dela são muito exigentes e não são de deixa-la viajar assim do nada.
– Espera... – Me afastei um pouco dela. – Você não fez aquilo que eu estou pensando que fez pois não? – Fiquei totalmente em pánico.
– Pirou de vez foi? – Maddie riu e eu me mantinha completamente confusa.
– Rose? – Tia Pattie chamou a minha atenção. – Calma. Eu achei que você iria ficar muito sozinha aqui, quer dizer surgiram alguns compromissos e eu não queria deixar você sozinha nesta casa enorme. Falei com os pais da Madison e eles concordaram em deixa-la aqui por uma semana... – Soltei um grito de empolgação juntamente com Maddie, que também não se conteu.
– Oh meu Deus, muito obrigada tia! – Abracei a mais velha fazendo-a rir.
– Não tens que agradecer, deixar-te sozinha nesta casa com Justin está totalmente fora de questão, já que estar com ele é igual a estar com ninguém. – Abaixei a cabeça.
– Mas, ficar sozinha? Aconteceu alguma coisa?
– Não querida, quer dizer tenho que resolver algumas coisas para Justin em Nova York e terei que ficar fora durante uns dias, mas por isso chamei a Madison. – Ela sorriu para Maddie que retribuiu.
– Ai, eu nem sei como agradecer! – Abracei tia Pattie , novamente, com força.
– Não precisa agradecer querida. – Ela sorriu gentilmente.
Ficamos um tempo a conversar as três. Meu pensamento ia longe e podia reparar que as vezes Maddie me olhava desconfiando de algo, mas eu sempre dava um jeito de ignorar.
Tia Pattie recebeu uma ligação e teve que sair apressada. Nunca pensei que ela fosse tão ocupada, quer dizer sei que bem que ela é uma mulher importante, mas não ao ponto de não ter sequer 1 hora livre.
Eu e Maddie fomos para o "meu" quarto e logo ela começou a me atolar de perguntas.
Sentei-me na cama enquanto esperava que ela se calasse, Madison andava de um lado para o outro me encarando vez ou outra, suas expressões eram engraçadas. A forma com que ela dizia tudo saia engraçada, mas foi apenas ela me perguntar sobre ele para eu ficar novamente sem chão. Estava me sentindo uma troxa, minha vida está parecendo aquelas novelas em que a principal morre de amores pelo popularzinho e não pode ouvir o nome dele para entrar em delirio. A única diferença é que comigo isso não tem um final feliz.
– Rose, você por acaso está ouvindo o que eu estou dizendo? – Maddie me encarava com as mãos de cada lado da cintura com um ar de impaciencia.
– Desculpa...
– Ok. Enfim, como anda sua relação com Justin? – Ela se jogou do lado livre da cama soltando uma gargalhada.
– Se eu for te contar tudo o que me aconteceu você não vai acreditar... – Fechei os olhos por breves segundos, procurando relaxar.
– Pode começar a contar, T-U-D-O!
– Bom... – Suspirei antes de começar, seria uma longa história.
Contei exatamente tudo para ela, desde o dia que eu sai daquele avião até a nossa briga algum tempo atrás. Madison e Tom eram as únicas pessoas que sabiam de basicamente tudo sobre a minha vida, Stacy também era uma pessoa muito importante para mim, mas eu não a conhecia tão bem assim, quer dizer, eu estou mais afastada dela. Já Madison e Tom eu conheço desde criança e eu confio neles mais que tudo.
Maddie sabia como Justin era, sabia da maioria dos seu podres assim como eu. Ela sabia da minha paixão completamente maluca por ele a qual ela não apoia nem um pouco. Ela diz que é estranho e ao mesmo tempo muito atraente gostar de um primo, na realidade acho que ela só não aprova o fato do meu primo ser Justin Drew Bieber.
Ela me encarava totalmente chocada, podia ver uma mistura de raiva e piedade em seu olhar. Sentia que ela devia estar me achando uma completa otaria.
– Oh meu Deus Rose... – Arregalou os olhos. – Oh meu Deus... – Repetiu totalmente peturbada.
– Maddie eu não sei o que está acon... – Ela não me deixou terminar.
– Quer saber? Rose você tem que sair desta casa, essa cara é maluco, você mais do que ninguém sabe do que ele é capaz. Como você consegue gostar de uma pessoa como essa? – Ela gritou.
– Eu sou uma idiota, eu sou a culpada disto tudo!
– Viu só? É disto que eu estou falando. O cara tenta te matar e mesmo assim você o defende, você tem noção do quanto isso é grave? – Me manti quieta. – Eu sempre te apoiei, sempre te ajudei como pude mas eu não posso fazer mais nada... Rose, você precisa mudar antes que seja tarde demais e você entendeu muito bem o que eu quis dizer com isso. – Ela começou a andar de um lado para o outro, mais uma vez. – O Justin é frio, manipulador, psicopata e o pior, um CRIMINOSO! – Gritou a última palavra.
– Eu sei disso, sei que eu tenho que mudar, mas eu não consigo tá bom? Não consigo! – Aumentei meu tom. – É mais forte que eu, parece que tudo anda contra mim, eu sempre caio no papinho dele e isso está a me deixar fora do controle. – Desabafei. – Eu preciso que você me ajude a mudar...
– Te ajudar? An? – Madison me encarou confusa. – Eu... Como eu vou fazer isso?
– Maddie você tem esse jeito de quem não se abala com nada, você não dá o braço a torcer para ninguém. Eu estou cansada disto e só você pode me ajudar neste momento, as pessoas acham que eu não tenho opinião própria. Todo mundo fala por mim, estou farta de não ser eu a tomar as minhas decisões, eu quero evoluir. Eu quero que me deem respeito, não quero me abalar com qualquer coisa que me digam e o mais importante de tudo... – Suspirei. – Eu quero me vingar do Justin.
– Se vingar? Como assim Rose? – Ela arregalou os olhos. – Oh.Meu.Deus! – Deu um grito que me fez estremecer. – Você não vai mata-lo pois não? Quer dizer, ele merece, podemos fazer como aquele filme, como é o nome? Ah, Jogos Mortais! – Ela dizia tudo aquilo muito empolgada, confesso que ela estava a me assustar. – Oh vai ser tão legal e...
– MADISON! – Gritei dando um fim. – Eu não quero matar o Justin. Que ideia absurda, eu só quero que ele aprenda a me dar valor.
– Então não vai ter sangue nem facas? – Ela fez uma carinha triste.
– Não! – Revirei os olhos. – Enfim... Você me ajuda?
Ela ficou olhando para mim como se ainda estivesse a processar as coisas calmamente.
– Você já sabe que sim sua idiota! – Ela me abraçou com força.
– Obrigada... – Sussurrei. – Estou feliz por estar aqui!
Acordei sentindo o peso de Maddie em cima de mim, folgada. Ela tinha dormido comigo, já que nós tinhamos ficado a conversar praticamente a noite toda. Levantei-me cuidadosamente para não acorda-la, ela se remexeu um pouco mas voltou a roncar.
Desci de pijama mesmo, a casa estava completamente silenciosa talvez nem mesmo Pattie havia acordado. Fui até a cozinha onde pude encontrar Holga de costas concentrada no fogão cantarolando uma música a qual não pude indentificar.
– Bom dia! – Enconstei-me no balcão do seu lado.
– Ai meu Deus menina! – Virou-se assustada com a mão no peito me fazendo rir. – Quer me matar do coração?
– Desculpe... – Disse a meio de gargalhadas. – Tia Pattie ainda não acordou?
– Ah já ia me esquecendo, senhora Pattie teve que adiantar sua viagem. Saiu hoje mesmo antes do sol nascer, ela voltará daqui 1 semana.
– Tia Pattie trabalha com o que? – A mais velha olhou-me aterrorizada como se eu tivesse lhe perguntando a pior coisa do mundo.
– Desculpe, tenho que voltar ao meu serviço. – Holga virou-se novamente para o fogão, dando aquele assunto como encerrado.
Fiquei quieta, não tinha entendido muito bem o porque de Holga ter fugido do assunto. Fiz uma pergunta normal, certo? Bom, tia Pattie não ia ser nenhuma serial killer para ela não poder falar sobre isso, chega até a ser engraçado pensar dessa maneira. Se bem, que vindo dos Bieber's eu não duvido mais nada, eles são capazes de absulutamente tudo e isso chega a me assustar quer dizer ter criminosos na família, não é a coisa mais normal do mundo. Digamos que eu já me conformei com tudo isso, talvez aquele famoso ditado "não se engane com as aparencias" encaixe perfeitamente com a minha vida. Todo mundo vê a familía Bieber com a vida perfeita, também todos com ótimos empregos, talvez muita gente acha que nós somos a famosa familía perfeita de Hollywood. Não vou negar, acho que os Bieber's têm tudo o que sempre quiseram, deve ser uma tradição para eles. Seguir os costumes dos mais velhos, não sei.
Ás vezes olho para Justin e penso que ele é a grande frustação, ou até mesmo a maior desilusão. Lembro-me de quando tia Pattie dizia que ele ia ser advogado, por sua personalidade forte, gostar de ajudar e seu jeito de querer sempre o melhor para todos. Mas tudo muda... Ele mudou. Eu acho que Justin precisa aprender com os próprios erros, ele não precisa disto, ele tem tudo que qualquer pessoa deseja. Não precisa andar sempre com uma arma ou com 500 seguranças na cola, o Justin é um burro. Sim, um burro! Por não aproveitar tudo aquilo que Deus lhe deu, é como se ele tivesse jogado tudo no lixo. Eu sei bem o quanto ele sofreu, mas não era preciso exagerar, já cheguei a pensar que isto era só um sonho ruim e que logo acabaria, mas parece que errei feio. Isso nunca vai acabar, mas eu também não vou ficar á espera que o circo pegue fogo e sair queimada. Eu vou me salvar enquanto posso, vou mostrar a todos o meu verdadeiro eu. Não sei o que vai acontecer nestes últimos dias, mas de uma coisa eu sei! Não vai ficar pior do que está. Eu quero poder dizer o que penso, sem ninguém para me dizer que é errado, que eu tenho que me comportar. Eu quero ter opinião própria. Por isso eu digo é agora ou nunca, é correr ou... Morrer.
Chapter 5: We have to wake up for life
‘ Não duvides, eu vou te fazer mudar ’
"Justin Bieber Poin Of View"
Era como se eu estivesse fora de mim, como se a ver morta fosse o que eu mais queria naquele momento. Talvez fosse um sentimento de odio, acomulado a anos dentro de mim. Rose me tira simplismistente do serio daquele jeito irônico e doce que destroi a cabeça de cada um.
Senti meu corpo ser impulsionado para trás e logo tive a visão de Chaz, Ryan e Megan envolta de Rose.
– Puta que pariu cara, o que deu em você? – Chaz começou a gritar enquanto eu me recompunha.
– Ela só está desmaiada não é o fim do mundo. – Revirei os olhos com o exagero.
– ELA É SUA PRIMA CARALHO! – Foi a vez de Ryan.
– Concordo com o Justin, a pirralha com um balde de água fria acorda. – Megan olhava para o corpo de Rose com nojo.
– Eu não sei como vocês conseguem ser tão idiotas, se nós não tivéssemos chegado a tempo ele ia mata-la. – Ryan continou.
Só conseguia ouvir Blah Blah Blah, qual é? Iria ser apenas menos uma garota insignificante no mundo, ninguém se importaria.
Chaz e Ryan levaram Rose para dentro enquanto eu ia um pouco mais afastado com Megan. Não gostava quando me diziam que eu estava errado, não nasci para receber ordens mas sim para dar.
Segui-os para dentro e não demorou muito para Rose dar sinais de vida. Seus olhos começar a se abrir levemente, ainda confusa com tudo o que tinha acontecido. Talvez devia estar a se perguntar o motivo pelo qual estava ali.
– Rose? – Chaz bateu levemente em seu rosto. – Você está bem? – Bufei.
– Quanta idiotice, ela já está bem porra!
Assim que falei seus olhar se virou para mim e logo se mostrou uma mistura de odio e medo.
– E-eu quero ir embora... – Sua voz saiu fraca, enquanto ela se remexia no sofá.
– Ninguém sentiria falta... – Ouvi Megan murmurar.
Rose tentou se levantar mas eu não deixei, a jogando novamente no sofá. Ela bateu as mãos irritada no mesmo.
– Você não vai sair daqui até eu mandar, entendeu? – Apontei o dedo em seu rosto. – Sou eu quem dito as regras e você só sai daqui quando bem me apetecer. – Seu olhos começaram a marejar.
"Rose Malfoy Point Of View"
Ryan, Chaz e Megan já haviam ido embora e eu estava trancada dentro do quarto com medo de colocar o meu pé para fora. Eu já não sei mais o que ele pode fazer comigo, eu devia ter dado ouvidos á minha mãe e nunca ter vindo para cá. Justin é um homem com cara de anjo, desejo de demónio e mente de psicopata. O sangue dele é frio, não se importa com ninguém ao seu redor e simplesmente está nem ai para a opinião que as pessoas têm sobre ele. O que realmente importa para ele é o dinheiro e putas. Talvez a máfia tenha destruído o menino que eu conheci anos atrás.
Me lembro tão bem do dia que cheguei na grande mansão dos Malfoy, estavam todos presentes os dois lados da família. Justin foi o primeiro a vir falar comigo, foi tão doce. Apesar de sermos bastante pequenos, sabíamos que era apenas o começo de uma grande amizade. Logo no primeiro dia ele me contou tudo, desde suas brincadeiras favoritas até seu último passo. Eu gostei tanto dele, talvez foi amor á primeira vista?! Pelo menos da minha parte eu sei que foi.
A única coisa é que eu não entendo é como Justin consegue ser tão frio ao ponto de esquecer tudo o que nós passamos, ele estava sempre lá para mim, me protegendo de tudo e todos e agora, se eu me atirasse de um penhasco ele nem se importaria, pelo contrário até me ajudaria.
Parece que nunca mais as coisas vão voltar, quer dizer, nada o trará de volta. Eu estou a começar a cair na realidade e deixar de ser otária, esse amor não me trás absolutamente nada além de dor. A única coisa que eu desejo neste momento é morrer, pelo menos não teria mais problemas.
A porta se abriu com força fazendo com que me levantasse rapidamente da cama onde estava.
– O que você quer aqui? – Ele deu um sorrisinho de canto.
– Calminha meu amor… – Ele levantou os braços em forma de rendição. – Agora parece que além de te aturar dentro desta casa virei pombo-correio. – Bufou impaciente. – Minha mãe te chamou.
– Ok, muito obrigada por me avisar agora você podia-me fazer o favor de sair?
– Não sei porque tem medo de mim, sou tão bonzinho para você… – Justin se aproximou.
– Eu não tenho medo de você! – Minha voz saiu com tanta convicção que até eu acreditei.
Justin caminhou lentamente até atingir uma distância razoável de mim. Ele me olhava sínico, talvez ele estivesse a se divertir com a situação.
– Não é o que parece. – Ele ameaçou-me tocar fazendo com que me encolhesse provocando sua risada.
– Sabe de uma coisa? – Me levantei firme me colocando de frente para ele. – Eu não tenho medo de você nem de nenhum de seus joguinhos de baixo nível. Quando for para me matar pegue em uma arma, mire na minha cabeça e atire. Você não é o rei do crime? – Arquiei a sobrancelha. – Então me mate e me mostre o grande poder que você tem. Quero que fique claro que eu não tenho medo de você, eu tenho nojo, repulsa… – Justin me olhava espantado. – Você é um completo idiota que não tem ninguém nesta vida e acha que fingindo essa pose de machão que não se machuca com nada. Justin… Você não tem ninguém! – Percebi que lágrimas estavam a brotar dos meus olhos.
Justin agora de um jeito confuso, eu sabia que de certo modo minhas palavras o tinham o afetado e pela primeira vez na vida eu não me senti mal. Pelo contrário, eu me sentia tão bem em falar tudo o que eu já queria falar á tanto tempo.
– Eu tenho você, uma otária completamente apaixonada por mim. – Disse ele depois de um tempo.
– Incrível! Nem mesmo quando alguém atinge seu ponto fraco você dá o braço a torcer. Você não me tem Justin. – Gritei a última frase para ele ouvir bem. – Você deixou de me ter quando partiu o meu coração, só que uma hora tudo muda e como você disse eu deixei de ser otária…
Em questões de segundos me via cercada na parede por Justin, suas mãos prendiam os meus braços e suas pernas estavam prensadas nas minhas sem me dar escapatória de fugir.
– Diz! Diz olhando nos meus olhos que não sente nada por mim! – Ele travou o maxilar. – DIZ PORRA! – Comprimi os lábios. – Você sempre vai ser a vadia otária que é apaixonada por mim, que só com um toque meu perde a cabeça independentemente de tudo o que eu faça. Você é a vadia que eu posso ter em um estalar de dedos, você sempre vai estar aqui para mim Rose… – Suas mãos desceram lentamente até pararem na minha cintura. – Sempre!
E mais uma vez eu me encontrava rendida. Ele é o fruto proibido mais desejado por mim, e é nesta parte que ele tem razão. Talvez eu sempre seja a otária da vida dele, que sempre vai estar lá para ele… Sempre.
Chapter 4: Changes Occur When Least Expected
'Me odeio por cada dia que acreditei que você iria mudar'
"Rose Malfoy Point Of View"
As suas marcas ainda continuam presentes em meu corpo, me fazendo lembrar a cada segundo que as olhava de tudo o que havia passado. Era como se ele houvesse destruído a minha alma. Eu sentia que nada que ele fizesse iria mudar o que aconteceu, nada iria me fazer esquecer.
Ele havia me matado por dentro da forma mais cruel, ele esmagou tudo o que eu sentia e jogou no lixo. Tenho nojo do meu corpo, de me tocar, nem com mil banhos eu conseguiria tirar isso de mim.
Meu olhos estavam vermelhos e meu rosto inchado. Vasculhei algumas das minhas maquiagens nas minhas malas que eu ainda não havia arrumado e tirei de lá algumas coisas que precisaria para disfarçar os hematomas.
Entrei no banheiro e me tranquei lá dentro, tirei a toalha que envolvia o meu corpo e senti algumas gotinhas do recente banho que eu havia tomado escorrem pelo meu corpo. Tentei cobrir todas as marcas visíveis, elas estavam doloridas portando cada vez que as tocada sentia um choque passar pelo meu corpo.
Quando terminei, sai do banheiro vestindo um moletom básico preto e umas calças jeans, estava calor mas eu não queria que ninguém soubesse do que havia acontecido. Pelo menos eu teria que me vestir assim até tudo desaparecer.
Prendi os meus cabelos em um coque mal feito e sai do quarto descendo as escadas calmamente sem pressa alguma, encontrei Tia Pattie na sala de jantar lendo um jornal. Murmurei um simples "bom dia" e me sentei do seu lado.
– Bom dia meu amor! – Sorriu com doçura. – Como passou a noite?
– Bem... – Disse baixo deixando minha voz sair em forma de sussurro.
– Me desculpe perguntar, mas aconteceu alguma coisa ontem á noite? Me pareceu ter lhe ouvido gritar... – Me mexi desconfortável na cadeira.
– Eu tive um pesadelo Tia, a senhora sabe como eu sou. – Menti descaradamente, mas eu acho que ela não gostaria de saber que eu recebi tentativa de estupro pelo filho dela.
– Oh, está bem! – Me servi de suco de laranja sem deixar de prestar atenção no que ela falava. – Eu tinha descido para beber um copo de água e ouvi seus gritos, sem querer deixei o copo cair por causa do susto. – Ela riu, mal sabia que havia salvado a minha vida.
Acabei beliscando apenas alguns morangos pois tudo o que eu colocava na boca me dava vontade de vomitar.
Ouvi passos fortes se aproximando fazendo com que meu coração começasse a bater com força e meu corpo ficar em alerta. Com um andar de pato ele se sentou na mesa sem cumprimentar absulatamente ninguém. Óculos escuros estavam em seus olhos e sua expressão não demonstrava nada. Travou seu maxilar e começou a comer.
– Justin eu já estou habituada com sua falta de educação mas sua prima não. – Pude o ver bufar. – Faça-me o favor de a cumprimentar.
– Tia não é necessário. – Disse constrangida.
– Viu mãe? Não é necessário. – Deu um sorriso falso fazendo com que minha tia revirasse os olhos.
E assim o pequeno almoço se prosseguiu, de vez em quando o olhava de canto de olho talvez com medo. Era como se eu tivesse tido a prova que eu não conhecia mais o cara que estava sentado á minha frente.
– Bom, eu tenho que sair. – Tia Pattie se levantou. – Justin cuide de sua prima, se bem eu acha que ela tenha mais juízo que você. – Justin bufou. – Querida eu volto daqui a pouco... – Depositou um beijo em minha bochecha.
Minha tia foi se afastando até sumir completamente da minha visão e apenas deu para ouvir a porta bater.
Eu não sabia como reagir, talvez devesse sair correndo dali ou então fingir que nada tivesse acontecido. Mas que merda eu estou pensando? Eu nunca conseguirei esquecer, nunca. Dei um último gole no suco de laranja e me sai dali apressada em direção ao jardim nos fundos da casa.
Me aproximei comecei a andar pelo local passando por algumas árvores e arbustos. Uma enorme vontade de chorar me consumiu, eu nunca devia ter vindo para esse lugar. Talvez o meu lugar seja mesmo em um convento assim não prejudico ninguém e ninguém me parte o coração. Era assim que eu estava me sentindo, de coração completamente partindo, sem saber para onde ir, me sentia sozinha é como se eu precisasse de ajuda.
Senti meu braço sendo puxado com força, fazendo-me olhar assustada para trás.
– Está fugindo de mim? – Ele tinha um sorriso sarcástico nos lábios.
– Minha mãe sempre me disse para não falar com estranhos. – Tentei tirar meu braço de suas mãos, mas ele era mais forte.
– Então eu sou um desconhecido para você vadia? – Pressionei os olhos para não chorar
– Sabe Justin? Eu realmente achava que te conhecia, mas como o velho ditado diz "nem tudo é o que parece" e ele realmente está certo porque eu não te conheço! – Gritei em mais uma tentativa falha de me soltar.
Ele ficou me encarando sem expressão nenhuma tanto que quando eu menos esperava ele me jogou no chão com toda a sua força. Senti minha cabeça bater com força , minha visão ficou turva. Justin subiu em cima de mim agarrando em meus cabelos, me obrigando a olha-lo.
– Aprende uma coisa, eu quem mando nessa porra toda então vê se abaixa seu tom de voz quando for falar comigo. – Só senti o impacto de sua mão em meu rosto.
Em um piscar de olhos eu já soluçava alto sentindo minha bochecha formigar.
– E-eu não te fiz n-nada Justin, o que q-quer comigo? – Ele deu um sorriso de canto.
– Sua morte séria uma ótima opção...
– Me deixe em paz! – Me debati em seus braços.
Seu olhar mostrava diversão ao me ver desse jeito. Parecia que o miserável sentia prazer em me ver sofrer. Sua visão foi descendo do meu rosto até parar em meu pescoço se fixando lá. Sabia exatamente para onde ele estava olhando, o pingente de asas de anjo cruzadas que ele havia me dado anos atrás prometendo amizade eterna. Total mentira. Não sei porque continuo com ele, talvez eu ache que ele me traga proteção e que o antigo Justin sempre estará comigo.
– Porque tem isso? – Disse com raiva.
– Faz me lembrar o quanto as pessoas mudam de uma hora para a outra e me mostra que eu não devo acreditar em babacas de novo. – Pensei que ele iria me bater novamente, mas não, ele começou a rir.
– As pessoas mudam Malfoy devia aprender isso.
– Pode ter certeza que eu aprendi isso, com o maior idiota do mundo mas aprendi. – Meu choro estava começando a parar.
Em um ato rápido prendeu meus braços no topo da minha cabeça fazendo-me o olhar confusa.
Uma de suas mãos foi até a minha cintura e a apertou me fazendo gemer de dor, meu corpo estava dolorido. Ele pareceu perceber isso, então me apertou com o dobro de força. Gemi alto desta vez. Seu rosto foi se aproximando do meu lentamente e em meio de segundos eu me via hipnotizada em seu olhar.
Eu estava com raiva de mim, depois de tudo que ele me fez eu ainda conseguia o olhar desse jeito, eu devia o empurrar e sair dali correndo mas eu não o fiz. Pelo o contrário. O puxei pela nuca grudando nossos lábios com volúpia. Senti sua língua invadir minha boca começando um guerra por espaço. Eu me arrependeria deste beijo, eu sei que sim, como tudo o que faço. Mas o que eu iria fazer? Sou uma completa fraca.
Era como se o meu corpo não me obedecesse mais, eu não conseguia resistir. O meu sentimento era maior que isso. Pelo menos até eu sentir suas mãos em meu pescoço. Ele o apertava com força, rapidamente desgrudei nossos lábios começando a ficar sem ar.
Batia em seu peito com força mas não adiantava em nada, ele parecia possuído.
– Socorro! – Tentei gritar mas a minha voz falhou.
Comecei a ver tudo escurecer, a minha vida passava na minha mente como flashes mostrando os momentos ruins e bons que tive. As lágrimas haviam voltado e eu só tive tempo de ouvir algumas vozes chamando por Justin até meus olhos pesarem e eu não conseguir aguentar.
Chapter 3: Everything Has Limits
‘Você é tudo que eu achei que nunca séria’
“Rose Malfoy Point Of View”
O voo até Atlanta havia sido tranquilo, eu e Pattie já havíamos chego em casa. Ai você se pergunta, e o Justin? Pois bem, parece que o Bieber está com os hormonios a flor da pele e precisou se aliviar com alguém.
Sim eu estou com ciúmes, afinal acho que ninguém gostaria de ver a pessoa que gosta correndo para os braços de uma qualquer. Megan. O motivo disto “tudo”. Ela conhece o Justin desde a primaria, a mais tempo até que os amigos de Justin. Ela sempre teve uma queda por ele, talvez ele saiba, talvez não. Eu não a via a algum tempo e ela realmente continuava a mesma. Bom ela mudou um pouco, como eu vou dizer, ficou mais bonita?! Esse não deve ser o termo certo mas também se encaixa. Megan sempre teve a mente igual a do Justin. Ela é ambiciosa, manipuladora, egoísta, extrovertida, e a maior de todas, a melhor amiga de Justin Bieber. Enfim, eles nasceram para ficar juntos e só de pensar nisso fico irritada.
– O que tanto você pensa em Rose? – Tia Pattie me tirou dos pensamentos.
– Hum? – Murmurei meio atordoada. – Ah sim, eu? Nada. – Dei de ombros.
– É um namoradinho novo? – Senti minhas bochechas escaldarem.
– Não tia! – Disse com rapidez.
– É o garoto do jantar de ontem não é? Como é o nome dele mesmo, Sam, Thomas... – Ela parecia pensar. – Isso Tom!
– Não, não, não. Óbvio que não, ele é meu amigo apenas isso. – Sentia meu rosto queimando de vergonha.
– Está bem querida, não está mais aqui quem falou. – Ela sorriu me fazendo abaixar a cabeça constrangida.
Ouvi vozes do lado de fora fazendo com que virasse minha cabeça em direção á porta. De lá entraram Justin, Megan e mais três garotos. Se não me enganos, Ryan, Chris e Chaz.
– E ai Rose? Tá bonita ein... – O loirinho disse, me fazendo corar. Se não me engano ele era Ryan.
– Ryan fica quieto sim? – Justin disse com o maxilar travado. Grosso.
– Onde você esteve em toda a minha vida? – Um outro se sentou do meu lado.
– Ô seu bando de preguiçosos respeito que estão falando da minha sobrinha. – Tia Pattie alertou em um tom brincalhão.
– Desculpa ai tia! – Ryan levantou as mãos em forma de rendição me fazendo rir.
– Ei a Holga está ai dentro? – Acho que Chaz, perguntou. Eles estavam diferentes e bom, eu nunca convivi muito com eles. – Ando com uma saudade daquele bolo de cenoura com calda de chocolate dela... Não comi nada o dia inteiro. – Eu ri da maneira que ele falou.
– Além de gordo é mentiroso não é porra? Você se não comer nada morre. – Justin disse se jogando em uma poltrona, Megan se sentou na pontinha da mesma e Justin rodeou os braços em volta de sua cintura. Revirei os olhos mudando minha visão.
– Holga está na cozinha Chaz. – Tia Pattie disse sorrindo.
– Falou tia. – Chaz fez o símbolo da paz indo na direção da cozinha.
– E você Rose? – Megan me olhou com frieza. – Vai ficar aqui até quando?
– Dois meses. – Ela entortou o nariz não gostando muito da ideia.
– Bom, eu vou me recolher pois essa viagem me deixou cansada. – Tia se levantou.
– Eu acho que vou também. – Ameacei me levantar mas ela me jogou de volta no sofá. A olhei confusa pelo ato.
– Fique aqui com eles Rose, ainda é cedo. – Ela sorriu. – Justin cuide de sua prima ok? – Ele deu de ombros enquanto revirava os olhos.
– Mas tia eu... – Me interrompeu.
– Mas nada, você fica e fim de história.
Ela se despediu e saiu, sumindo no segundo andar. Chaz voltou para a sala com um pote de biscoitos na mão e logo eles começaram a falar sobre assaltos, armas, dinheiro, coisas que não combinam mesmo nada comigo.
– Já fumou farinha Rose? – Arregalei os olhos com a pergunta de Megan. Ela fazia questão de destacar meu nome. Fiquei em silêncio fazendo a estalar os dedos na minha frente. – Eu te fiz uma pergunta.
– Eu não sei o que é isso... – Murmurei baixo, mas foi o possível para eles ouvirem. Justin riu baixo.
– Não quer saber o que é? – Ela provocou.
– Megan... – Justin a chamou, mas ela ignorou.
– Ou a santa puritana não pode inferir as regras de Deus? – Senti meus olhos começarem a arder, mas eu não vou chorar. Não vou. – Vai chorar bebê vai?
– Não choro por lixo. – Disse firme, enquanto ela me encarava com um sorrisinho cínico no rosto.
– Ui a freira sabe falar?
– Megan chega... – Justin mandou mas mais uma vez ela o ignorou. Todo mundo assistia aquela cena ridícula.
– Chega porque Justin? – Disse olhando para ele. Minha paciência tinha esgotado. – Não é isso que você sempre quis? Me humilhar a frente de seus amigos? Parece que conseguiu. – Me levantei. – E v-vocês dois, vocês dois... – Dei uma pausa sentindo as lágrimas começarem a cair. – São perfeitos um para o outro! – Disse em um tom alto saindo correndo dali.
Entrei no quarto que Tia Pattie tinha me hospedado e chorei. Chorei como nunca, chorei por gostar mais daquele monstro do que de mim mesma, chorei por não ser aquilo que queria ser, chorei por tudo que me atormenta todos esses anos.
Meu celular começou a tocar fazendo me dar um pulo, o peguei da mesinha de cabeceira e vi no visor “Tom” . Respirei fundo antes de atender.
– Alô? – Atendi com a voz um pouco rouca devido ao choro.
– Rose sou eu, Tom. – Ri.
– Eu sei que é você idiota.
– O que houve? Você está com voz de choro. – Perguntou preocupado.
– Não foi nada Tom. –Murmurei.
– Ninguém chora por nada Malfoy. Foi o Bieber não foi? - Não disse nada. - Aquele babaca não é cara para você Rose, eu sempre te disse isso mas você nem ligava não é mesmo? Agora está ai quase entrando em depressão por causa dele.
– Para, por favor! – Senti as lágrimas voltarem. – Ele não tem culpa de nada disso.
– E você ainda o defende? Rose você enlouqueceu de vez? – Ele disse em tom alto.
– Para! – Gritei a meio de soluços. – Eu estou apenas farta das pessoas querendo mandar na minha vida, estou farta de não poder expor o que realmente sinto e que quero. Todo o momento tem alguém querendo mandar em mim. – Dizia com voz falha. – É fácil ficar julgando quando só se esta de espectador, a minha vida mudou da água para o vinho em questões de dias. Eu tive que ir para o maldito convento, tenho que conviver com gente que não gosta de mim. Minha família só sabe pensar na aparência perfeita. – Dei uma pausa. – Eu só queria ser feliz Tom, só isso...
– Rose, me perdoa não era a minha intenção te machucar. – Ele se mostrava arrependido.
– Tudo bem, estou acostumada. – Me deitei na cama abraçando meu travesseiro. – Boa noite Tom! – Desliguei sem esperar resposta.
Eu posso até ter sido um pouco grossa, quer dizer, eu sei que ele queria me ajudar ou até mesmo abrir meus olhos, mas eu não suporto mais isso. A vida é minha e sou eu quem decido o que devo fazer dela, mesmo que qualquer das minhas decisões tragam consequências.
Tomei um banho rápido e peguei um camisola grande e soltinha de uma das minhas malas, as quais eu teria que arrumar o mais rápido possível.
Me deitei na cama e me cobri tentando achar uma maneira de adormecer e esquecer tudo.
Acordei com o barulho da porta se abrindo com força, dei um pulo da cama vendo Justin com uma expressão ameaçadora. Olhei para ele assustada, sem saber como agir. Ele caminhava lentamente na minha direção fazendo com que o meu coração batesse cada vez mais forte.
– J-Justin... – Minha voz saiu fraca. – O que está fazendo aqui? – Ele sorriu. Simplesmente sorriu da maneira mais assustadora que eu já vira em toda a minha vida.
Me encolhi na cama vendo ele esticar a mão para acariciar meu rosto.
– Você é tão inocente Rose... – Abaixei a cabeça com medo do que ele iria fazer. – Tão inocente que chega a me dar nojo.
– O que você quer? – Falei firme o fazendo rir.
– Realmente o papel de durona não combina com você. Olha para você Rose não serve para absulatamente nada! – Cuspiu as palavras sobre mim. – Tanto que nem os teus pais te aguentão por perto.
– Você não sabe de nada Justin, não sabe... – Tapei meus ouvidos não querendo ouvir absulatamente nada do que sai de sua boca.
– Hoje você se mostrou uma menina corajosa, quis me humilhar na frente dos meus amigos se fingindo de coitadinha...
– Você é um nojento Justin! – Gritei e em seguida senti meu rosto virar com força. Era isso mesmo? Justin havia me batido?
– Acho melhor você calar a porra da sua boquinha se não quiser sair daqui sem os dentes! – Senti meus olhos marejarem. – O mais idiota de tudo é que eu sei que sente algo por mim. – Ele riu alto, me fazendo o olhar surpresa. – Ou o que? Achava que eu não sabia? Garota você pode até ser uma freira mas de santa não tem nada. Você não passa de um vadia qualquer que quer apenas abrir as pernas. – Aquilo com certeza doeu mais do que o tapa que ele me deu.
– Você não pode falar isso de mim! – Disse sentido as minhas lágrimas ganharem uma força incrível.
– Ah é? E porque eu não posso Rose? – Voltou a se aproximar de mim, abracei meus joelhos com medo dele. – Está com medo? - Assenti enquanto sentia as lágrimas continuavam a rolar pelo meu rosto. – Sabe, eu pensei que poderia te recompensar... – Ele arrancou as cobertas que envolviam meu corpo com força.
Olhava para ele assustada temendo o que ele iria fazer. Uma de suas mãos foram para o meu tornozelo o puxando com força para baixo fazendo meu corpo se chocar com força no colchão. Justin em questões de segundos se encontrava em cima de mim fazendo começasse a me debater.
– Justin v-você não pode fazer isso comigo! – Batia em seu peito com toda a força que existia em meu corpo.
– Não torne isso mais difícil Rose... – Ele com uma mão colocou meus dois braços em cima da minha cabeça.
Enroscou suas pernas nas minhas não permitindo mais nenhum movimento. Sua mão livre começou a passear pelo meu corpo me causando repulsa. Quando ele viu que eu iria gritar, grudou nossos lábios com violência. Não foi o beijo que eu sempre imaginei, não foi um beijo com amor ou algum sentimento. Eu senti que estava beijando um monstro e não o Justin.
Sua mão entrou por dentro da minha blusa, começando a subir a extensão da minha barriga até chegar no feixe do meu sutiã, em um ato de desespero mordi sua língua com força sentindo ele afastar seu rosto com a boca repleta de sangue. Seus olhos mostravam uma mistura de ódio e repulsa.
– Então você gosta de violência? Tudo bem. – Enterrou seu rosto na curva do meu pescoço.
Em questões de segundos a camisola e o sutiã haviam sumido do meu corpo, Justin chupava e lambia meu pescoço com brutalidade, com certeza ficariam marcas. Eu não tinha forças para nada era como se ele estivesse tirando tudo de mim. O choro havia sanado e eu havia parado . Era uma dor tão forte. Ela atingia meu peito como uma metralhadora.
Suas mãos apertavam meus seios enquanto sua língua mantinha movimentos circulares no bico do mesmo. Foi descendo seu corpo distribuindo lambidas e chupões até chegar á minha calcinha, senti-me estremecer. Tentou passar os dedos pelo local, mas logo eu tratei de fechar as pernas.
– Não se faça de difícil. – Apertou minhas coxas com força fazendo com que arqueasse o corpo.
– Por favor, não faça isso... – Supliquei mas ele me ignorou.
Justin parecia fora de si, dava para notar que ele havia bebido, o cheiro de álcool ainda era presente em seu corpo. Abriu minhas pernas com brutalidade e afastou minha calcinha para o lado. Senti seus dedos começarem a me tocar. Eu sempre pensei que minha primeira vez fosse cheia de amor e não cheia de odio. Sempre que vinha de férias era obrigada a ouvir Madison e Stacy dizendo que sexo é a melhor coisa que existe, que é uma das coisas mais prazerosas da vida. Mas isso que está acontecendo comigo ao longe me dá prazer.
Dei um grito assim que senti dois de seus dedos me invadirem, parecia que estavam me rasgando no meio. Eles se movimentavam com força dentro de mim. As lágrimas que eu estava prendendo se soltaram novamente fazendo com que no quarto ecoassem apenas os meus soluços e os gemidos baixos de Justin.
Ouvimos um barulho de algo quebrando no andar de baixo, Justin se afastou de mim e aproveitei a deixa e sai daquela cama me encostando na parede, afastada dele. Ele balançou a cabeça e olhou para a cama e depois para mim. Seu olhar demonstrava agora arrependimento mas para mim aquilo era só um disfarce, Justin continuará sempre sendo um monstro.
Tentou se aproximar de mim mas eu me afastei com as mão para cima.
– Rose, eu... – Justin tocou minha mão mas eu a escondi atrás de mim.
– N-não se aproxima de mim... – Disse pausadamente devido ao choro. – Eu tenho nojo de você! – Mais uma vez tentou me tocar mas corri para a outra ponta do quarto. – Sai daqui...
– Eu não... – Não o deixei terminar.
– SAI DAQUI! – Gritei atirando um livro da pequena estante.
E assim finalmente ele fez. Assim que foi embora corri para trancar a porta com medo que ele voltasse e terminasse o que começou. Soluçava alto, enquanto meu corpo ia caindo em direção ao chão. Me sentia suja, usada, maltratada e me arrependia amargamente de todas as vezes que defendi esse canalha.
Mama & Papa!
Hey Brother!
Come on Stacy
Hey Tom!
Rose and Maddie
Chapter 2: It Remains The Same
‘Não importa quanto tempo passa, você sempre ocupará um espaço no meu coração.’
“Rose Malfoy Point Of View”
Ele estava diferente desde a última vez que o vi. Seus braços estavam cobertos de tatuagens e seu corpo parecia ter evoluído. Seu estilo continuava o mesmo. Estranho, mas perfeito para ele.
Praticamente meu corpo havia travado foi como se tudo o que eu queria ter esquecido voltasse com mais força. Eu queria poder dizer tudo o que sentia naquele momento e lhe mostrar que ele estaria sempre em meu coração mesmo que tivessem se passado 4 anos.
– Juxtin! – Jaxon correu em direção do Justin fazendo-me acordar dos meus pensamentos.
– E ai homem aranha? – Justin pegou Jaxon no colo, o pequeno sorria bobo.
– Eu também! Eu também! – Jazzy gritou.
Ele pegou os dois no colo parecendo feliz, após um tempo as pessoas começaram a cumprimentar meu primo sobrando apenas eu. Não sabia o que fazer.
– Priminha bom te ver também! – Justin ironizou enquanto caminhava até mim.
Ele me puxou para um abraço, mas não foi um abraço confortador ou que demonstrasse afeto foi um abraço tão frio, tão seco que por uns instantes eu senti medo.
Estavamos todos reunidos na grande mesa, do meu lado esquerdo estava Stacy e do direito Tom, na minha frente se encontrava Justin. Parecia que Deus estava armando para mim.
– Então Rose? – Justin me chamou, atraindo a atenção de todos. – Já decidiu que carreira vai seguir? Ou pretende se juntar a mim? – Arregalei os olhos me mexendo desconfortável na cadeira.
– Justin! – Tia Pattie o repreendeu.
– O que foi mãe? Só fiz uma pergunta. – Ele deu de ombros enquanto levava o garfo á boca.
– Eu ainda não sei Justin, mas não pretendo ter um dia minha cabeça dentro de um saco como você vai ter. – Disse continuando a comer, enquanto todos me olhavam chocados.
– Chega desse assunto! – Meu pai disse em um tom de voz alto.
Não demorou muito para minha mãe dar inicio a outro assunto tentando esquecer o que tinha acabado de acontecer. Confesso que foi mais forte que eu e aquilo saiu da boca para fora. Quer dizer, é óbvio que eu não quero seguir a carreira de Justin. Se pode-se chamar aquilo de carreira. Justin é um criminoso, eu não sei como ele entrou nesse mal caminho, pode ter sido pelas más influencias do colégio que ele andou. Na realidade Justin nunca foi o social no colégio, ele era o garoto timido do fundo da sala mas quando ele fez 12 anos tudo mudou pois passou de tímido para o bad boy que todas as garotas eram apaixonadas o que era estranho por ele ser tão novo. E na lista destas garotas eu não ficava para trás. Eu me apaixonei pelo meu primo, foi tão de repente e tão singelo. Talvez seja pelo fato que eu e Justin até antes de sua transformação éramos como imã, não nos desgrudavamos por um segundo. Mas isso foi até o dia de o ver matar alguém.Carter Macintosh. O garoto que o zuava desde de sempre acabou morto. Foi tão horrível, ele o matou com as próprias mãos e como se não bastasse os esfaqueou até a sua última gota de sangue. Aquela cena ficou em minha memória por um longo tempo até se passar dois anos e eu não aguentar mais e ter que contar para alguém. Nesse caso, minha mãe. Foi tudo tão rápido, quando minha mãe contou para meu pai ele pirou talvez seja pelo fato dele ser delegado , nem se passou 1 semana e eu já havia ido para o convento. Justin com o passar do tempo foi ficando pior, ele e seus amigos, Ryan , Chaz, Chris e Megan criaram uma gangue que hoje é uma das mais temidas . Eles se mudaram para Atlanta onde dominaram tudo e Justin agora é considerado o “Rei Do Tráfico”,meu pai de vez em quando acaba a ajuda-los a se livrarem de algumas acusações. Sinceramente eu não sei como eles não foram pegos até hoje. Eles começaram assaltando bancos e depois mudaram para exportação ilegal de drogas e mulheres. Mas eu não consigo apagar os sentimentos que tenho por ele, eu juro que eu tento mas parece que cada vez que eu penso até no nome dele tudo cresce.
– Querida? – Minha mãe me chamou. – Filha o que houve? – Reparei que lágrimas quentes desciam pelo meu rosto.
– Desculpe mas perdi a fome. – Tirei o guardanapo do meu colo e sai correndo escadas acima.
Limpava as lágrimas enquanto tentava encontrar o meu quarto que por sorte continuava no mesmo lugar. Terceira porta á esquerda. Tudo estava igual a anos atrás, os mesmos moveis, a mesma decoração, tudo. Pulei em minha cama abraçando meu travesseiro com força.
Eu não gostava nem um pouco de relembrar aquele assunto e sempre que eu ouvia ou pensava nele ficava mal. Ouvi a porta bater mas nem me dei ao trabalho de olhar quem era. O colchão afundou e eu senti uma mão em meus cabelos me fazendo soluçar por causa do choro. Me virei e vi que era Tia Pattie.
– O que houve meu amor? – Perguntou com sua voz calma. Me sentei abraçando meus próprios joelhos.
– Aquele dia tia, aquele maldito dia não sai da minha cabeça. – Ela sabia bem do que eu estava falando pois minha mãe havia lhe contado do acontecido.
– Esse dia está voltando a te atormentar?
– Ele nunca me deixou... – Suspirei liberando outro soluço. – Eu sei que Justin é seu filho, mas sempre que eu o olho tudo o que aconteceu anos atrás vem com força parecendo um meteoro e isso dói. – Ela abaixou a cabeça parecendo pensar em alguma coisa.
– Porque você não vem passar suas férias em Atlanta comigo? – Ela perguntou sorrindo.
– Ter que conviver no mesmo teto que seu filho não me parece boa ideia. – Torci a boca.
– Eu prometo que Justin não ira atrapalhar em nada. – Ela disse mas ainda não tinha me convencido com a ideia. – Vamos fazer assim você fica uma semana e se gostar fica lá até o final das férias mas se não gostar eu não posso fazer nada a não ser te trazer de volta. – Sorriu docemente. – Aliás séria um prazer te ter em minha casa, afinal você ainda não foi lá não é mesmo? – Assenti sanando o choro. – E então?
Demorei algum tempo para responder isso não me cheirava bem. Tudo que envolvia Justin Bieber no meio era furada mas tinha uma parte de mim que me mandava ir e tentar me divertir nem que seja um pouco.
– Tudo bem, eu vou! – Minha tia soltou um gritinho empolgado me fazendo rir.
– Vou falar com seus pais. – Disse ela saindo apressada do quarto.
“Justin Bieber Point Of View”
Rose Malfoy é uma completa patricinha fresca. Menina esquisita, quer dizer o que eu disse não foi para tanto, era preciso sair berrando? Eu acho que não.
Estava no sofá da sala enquanto meus pais e meus tios conversavam aquilo era mais ridículo do que Rose. Quer dizer para que ficar fingindo ser a família perfeita? Ou melhor, ser a família de conto de fadas.
Meu celular apitou e logo desbloqueei a tela vendo que era uma mensagem.
“Estou sentindo sua falta essa noite bebê. XX Megan”
Ri sozinho. Megan era como um dos meus parceiros, a única diferença é que com ela rolava sexo. Só de pensar nela me dava até um calor.
– Anne eu te prometo que Rose vai amar passar as férias em minha casa. – Prestei atenção no que minha mãe dizia.
– Eu não sei Pattie, talvez lá não seja o ambiente certo para ela. – Tia Anne falava, como aquela mulher era tosca.
– Você não pode a proteger de tudo Anne, quer dizer, ela precisa viver e não ficar presa em um quarto. Já não basta ficar o ano todo em volta de freiras? – Tia Anne parecia ter se ofendido.
– Eu só faço isso para o bem dela! – Ela disse em um tom alto atraindo olhares. Logo ela tratou de disfarçar. – Mas, se você diz que isso lhe fará bem... – Deu uma breve pausa. – Sim, ela pode ir. – Minha mãe sorriu radiante.
– Garanto que não ira se arrepender.
Então é isso mesmo? A delicada Malfoy irá passar suas preciosas férias no meu território? Mas que maravilha. Ela que se prepare, pois eu irei fazer com que esses meses sejam inesquecíveis.
“Rose Malfoy Point Of View”
Acordei com a luz do sol em meu rosto. Merda, havia esquecido de fechar as cortinas. Com um certo custo me levantei da cama, sentindo meu corpo um pouco dolorido. Acho que minhas costas haviam se habituado ao colchão duro do convento.
Fiz minha higiene matinal e penteei meus cabelos como o de costume. Vesti umas calças jeans e uma regata branca, calçando apenas umas sandálias. Desci as escadas com calma indo para a cozinha vendo Maria, a empregada, preparando algo.
– Bom dia! – Lhe dei um beijo estalado na bochecha fazendo a mesma se assustar. Comecei a rir.
– Menina Rose, quer me matar do coração é? – Ela disse com a mão no peito.
– Cadê meus pais? – Perguntei enquanto me sentava em uma banqueta do balcão.
– Seu pai foi trabalhar e sua mãe foi ás compras com sua tia. – Ela colocou uma vitamina de banana no copo. – Ah sim dona Anne lhe mandou arrumar as malas. – Me entregou o copo.
– Para que? – Perguntei enquanto tomava minha vitamina.
– Parece que você irá passar as férias com sua tia. – Ela disse enquanto lavava a louça. Como havia esquecido disto?
– Tudo bem irei fazer isso. – Deixei o copo na balcão e segui para o meu quarto.
Minhas malas estavam basicamente feitas, eram 3 grandes e cheias. Confesso que não sou a melhor em faze-las quer dizer, eu nunca sei o que colocar então acabo as enchendo de coisas desnecessárias. Minha mãe já havia me ligado para avisar que iria partir hoje de noite, me causando um frio no estômago. Iria ter que andar de avião e aquele bicho gigante sempre me amedrontou.
Tomei um banho demorado para ver se conseguia relaxar e vesti um vestido soltinho pois tinha ficado bem quente, o que não é assim tão normal no Canadá.
– Posso? – Minha mãe pediu permissão com apenas a cabeça dentro do quarto.
– Que pergunta mãe, é claro. – Sorri e assim ela entrou se sentou na minha cama.
– Tem certeza de que quer ir? – Ela foi direta ao ponto.
– Sim. E antes que diga, eu não vou me aproximar de Justin. – Garanti a fazendo rir.
– Rose você vai conviver no mesmo ambiente que aquele, aquele... – Gaguejou. – Aquele monstro! Eu sinceramente não sei como você conseguiu ser amiga dele, Justin é um perdido. – Me senti ofendida.
– Mamãe! – A repreendi. – Justin pode não ser flor que se cheire mas lá no fundo ele é um homem bom está bem? E por favor não fale da amizade que tivemos no passado porque eu não gosto. – Disse um pouco rude.
– Tudo bem Rose, tudo bem. Mas lembre-se que eu estou lhe depositando um voto de confiança. – Assenti.
– Ok, não irei lhe desapontar... – Estava-me cansando desse assunto.
– Apenas quero que saiba que qualquer erro que cometer não vai ser eu, nem seu pai, nem até mesmo Justin que irá sofrer com as consequências do destino irá ser apenas você. – Disse ela e em seguida saiu do quarto.
É Rose Malfoy, você realmente teve sorte com a sua vida.
Minha mãe me abraçava com força não querendo me soltar de jeito nenhum. Começava a me sentir sufocada.
– Quem olha pensa que nunca mais vão se ver. – Justin murmurou irritado enquanto entrava no jatinho. Revirei os olhos.
– Filha se cuida por favor. – Foi a vez de meu pai me abraçar.
– Eu sei pai, eu sei. – Disse o soltando.
– Seu irmão lhe mandou um beijo, o treino de basquete aconteceu mais tarde hoje não tinha como ele vir se despedir. – Minha mãe disse. Apenas assenti com um sorriso de canto.
Dei um último abraço nos dois e entrei no jatinho. Me sentei na poltrona livre do lado da tia Pattie, que me olhava sorrindo.
– Lhe garanto que essas serão suas melhores férias. – Disse ela.
– Assim espero... – Murmurei a fazendo rir.
SINOPSE: Familia Bieber. Quem os vê pensa que têm a vida perfeita, talvez eles não sabem os segredos que essa família esconde. Entre muito dos membros existe uma jovem chamada Rose Malfoy, filha adoptiva de Augustus Malfoy e Anne Malfoy irmã de Jeremy Bieber. Todos a admiram por sua doçura, bondade e beleza, quer dizer, quem a visse nunca iria pensar que ela escondia o maior segredo da família. Justin Drew Bieber. O garoto o qual roubou seu coração por completo, talvez seja o jeito que ele se mexe, o modo com que sua voz rouca sai de sua boca. Rose chegava a se ver com Justin a meio de pensamentos antes de dormir, os dois em um mundo de aventuras. Mas ela sabia que isso jamais iria acontecer, afinal o que o Rei Do Tráfico iria querer com sua prima infantil?
Aviso: Está fanfic tem cenas de adultério, estupro, incesto, insinuação de sexo, linguagem Imprópria, nudez, sexo, suicídio, tortura e violência.
NÃO RECOMENDADA PARA MENORES DE 18 ANOS, A PARTIR DAQUI VOCÊ ESTARÁ SOBRE SUA E ÚNICA RESPONSABILIDADE
Chapter 1: Reliving The Feelings
‘Você pode tentar, mas jamais irá esquecer.’
“Rose Malfoy Point Of View”
Me olhava mais uma vez ao espelho contente com o via, finalmente poderia usar roupas normais. Afinal qual adolescente de 16 anos gostaria de viver com saia até abaixo dos joelhos e blusas de manga comprida e com gola alta, sem falar naquela fita horrorosa que tinha ficar em meus cabelos. Chegava a ter calafrios ao pensar nisso, mas o bom é que as férias de Verão haviam chego e não tinha mais que me preocupar com isso.
– Senhorita Malfoy, sua mãe está lhe aguardando. – me virei tendo a visão de madre Teresa.
– Tudo bem madre, estou indo. – disse fechando uma das malas.
– Não demore. – assenti e assim ela saiu.
Iria levar apenas duas malas, pois não trazia muitas para o convento já que se usava sempre a “mesma” roupa e na minha casa haviam mais então não tinha com o que me preocupar. Fechei a última mala e ajeitei minha roupa olhando o quarto em geral. Com certeza eu não sentiria falta daqui.
Com as malas na mão sai do cómodo, caminhando pelos grandes e longos corredores até chegar na saída. Haviam alguns carros estacionados, talvez dos pais das alunas já que aqui apenas estudavam mulheres, as madres dizem que os únicos homens que devemos manter convivência são os nossos pais e Deus, o que é completamente ridículo. Algumas madres conversavam com os pais falando sobre o comportamento das alunas ou então sobre o pagamento do colégio, e os minha mãe não ficava atrás disso.
Assim que ela me viu abriu um sorriso sendo correspondido por mim, corri em sua direcção abraçando seu corpo com força deixando as malas de lado. Consegui ver a madre que minha mãe algum tempo atrás conversava sorrir.
– Querida estava com tantas saudades. – ela alisou meu rosto.
– Eu também mamãe. – olhei em volta. – Cadê o papai? – perguntei sentindo falta de sua presença.
– Você se esqueceu? – arqueei a sobrancelha confusa. – Rose a última vez que nos vimos eu disse que iríamos fazer um jantar para comemorar esse tempo que irá ficar com a gente. – colocou uma mão na cintura.
– Desculpe, realmente não havia me lembrado. – dei um sorriso fraco e ela assentiu logo se virando para a madre.
– Bom obrigada madre, temos que ir pois o jantar de família nos espera. – minha mãe disse e assim foi colocar as malas no carro.
– Deus que as guie. Até daqui a 2 meses menina Rose. – madre disse enquanto eu apenas acenei entrando no carro.
Me sentei no banco do passageiro enquanto observava minha mãe trocar umas últimas palavras com a madre. Ela entrou no carro e me encarou com um sorriso no rosto.
– Eu prometi que lhe devolveria nas férias... – ela vasculhou algo no bolso de sua calça. – Então aqui está. – me entregou o meu celular.
– A senhora não se esqueceu. – ri pegando o objecto da sua mão.
– Promessa é promessa. – disse e girou a chave do carro não demorando muito para sair do local.
Muitas pessoas podem achar que meus pais são malvados por me colocarem em um colégio de freiras, mas sinceramente eu os entendo. A família Bieber esconde muita coisa das pessoas que pode me deixar em risco ou a qualquer outro integrante, não sou uma Bieber e talvez nunca serei. Fui adoptada quando tinha apenas 2 anos o que para mim é totalmente normal, já que pais são quem criam. Eu entendo porque eles me afastaram de todos e também não á muito o que fazer, apenas aceitar.
Liguei o aparelho nas minhas mãos, vendo na tela de bloqueio uma foto minha e de Justin quando crianças. Ver aquela foto me trouxe uma tristeza, talvez porque aquele garotinho da foto não seja o mesmo e nunca mais vai voltar a ser. De repente uma certa duvida tomou conta do meu corpo.
– Hum mamãe? – ela me olhou por breves segundos logo voltando a atenção na estrada murmurando um “fala”. – Tia Pattie e Tio Jeremy vão vir para o jantar? – Perguntei meio receosa ainda não chegando no ponto que queria.
– Claro, por essas horas já devem ter chego. – Ela disse sorridente. Assenti.
– Hm... – Abaixei a cabeça. – E Justin? – Perguntei em forma de sussurro com um certo medo.
De repente sua cara fechou ficando com um semblante sério. Endireitou sua postura e pigarreou antes de responder.
– Talvez, Justin é um garoto ocupado, sabe disso. – Ela respondeu grossa me fazendo ficar arrependida por ter perguntado.
Não disse mais nada apenas foquei no celular em minhas mãos vasculhando algumas fotos e mensagens a quais tinha recebido de alguns amigos que deixei para trás como Stacy e Madison. Minhas melhores amigas, sentia tanta falta delas e de suas loucuras. Deixei um sorriso escapar lembrando de tudo o que já fizemos juntas. Nem notei quando chegamos em casa. Os grandes portões verde musgo se abriram dando a visão de uma grama bem cuidada com alguns arbustos com flores e árvores tapando a parte traseira da casa pintada totalmente de branco. Até a garagem havia um grande caminho de pedrinhas, fazendo um certo barulho enquanto o carro passava. Alguns seguranças rondavam a casa com semblantes sérios. Talvez tivesse uns cinco. Não vou negar, minha família sempre teve dinheiro o que não significava nada, já que eles conseguiam ser bem simples, tá bom, nem tanto assim mas eles conseguiam.
Sai do carro assim que minha mãe estacionou, deixando as malas para trás pois tinha certeza que algum segurança as pegaria depois. Esperei pela minha mãe e saímos da garagem indo em direcção á porta principal. Assim que abri a porta havia uma total bagunça. Pattie conversava com meu pai, Jeremy corria feito louco atrás das crianças, simplificando Jazzy e Jaxon, Stacy conversava com Bryden meu irmão, juntamente com Tom e Maddie.
– Filha! – Meu pai foi o primeiro a me ver.
Ele deu uma breve corridinha até meu encontro me abraçando com força. Eu sentia tanta falta daquele abraço acolhedor.
– Olha só como você cresceu. – Tio Jeremy disse se aproximando de mim, me recebendo também com um abraço.
Jazzy veio correndo em minha direcção. Ela era tão linda. Me encheu de beijos e digamos que Jaxon não ficou atrás. Vi meus amigos se aproximarem juntamente com meu irmão, bom ele também é meu amigo mas, bem vocês sabem, é estranho.
– Espero que você tenha ficado menos chata pirralha. – Bryden me deu um abraço de urso.
– Bry ser um ano mais velho que eu não te faz adulto. – Lhe mostrei a língua.
– E ai piranha? Ficou mais gostosa. – Maddie veio até mim gritando fazendo minha mãe lhe olhar feio.
– Madison olhe os modos por favor. – Maddie assentiu com um sorriso de canto.
– Você sabe que eu sou assim mesmo e você está mais gostosa sim. – Ela sussurrou em meu ouvido enquanto me abraçava. Fui obrigada a rir.
Senti Stacy se juntar a nós formando um abraço triplo. Me afastei com a desculpa que estava ficando sem ar. Tom estava me encarando com um sorriso de canto no rosto. Senti-me corar. Me aproximei dele fazendo com que ele rodeasse seus braços em minha volta de um modo confortável.
– Pensei que iria ficar só olhando. – Disse ainda o abraçando.
– Impossível baixinha. – Ele murmurou depositando um leve beijo no topo da minha cabeça.
Após um tempo toda a bagunça voltou e eu notei que ainda não tinha cumprimentado Tia Pattie que no momento se encontrava sozinha em um canto falando ao celular, ela parecia brava. Com cautela me aproximei dela e esperei ela finalizar a ligação, quando ela me notou tomou um pequeno susto rindo em seguida. A abracei e logo depois resolvi lhe perguntar o que estava me matando desde que sai daquele colégio.
– Como está meu primo? – Perguntei me referindo a Justin. Ela suspirou.
– Seguindo a medida do possível, você o conhece Justin é viciado em tudo que lhe faz mal. E também não é nada bom ter alguém querendo te matar a cada passo que der. – Ela disse com um sorriso triste e meu coração se apertou.
– Ele vem aqui hoje? – Pattie estava prestes a falar quando foi interrompida pela porta de entrada se abrindo.
E em um piscar de olhos eu senti tudo o que eu pensava que tinha esquecido voltar como uma bomba prestes a explodir.