Olha só quem os ventos nos trazem… CASSIANO “GASEON” PARK, não é? Que curioso, por um instante, eu poderia jurar que você era SANG HEON LEE, mas sejamos honestos: ele jamais sobreviveria ao destino dos heróis. Os deuses me sussurraram que você tem 27 ANOS, jovem o bastante para enfrentar seu destino, mas velho o suficiente para pagar o preço da herança divina. Sendo filho de HERMES e criado sob as leis do ACAMPAMENTO MEIO-SANGUE, a mudança para um novo lar deve estar sendo difícil para você. Talvez você precise se acostumar a ouvir seu nome seguido do título TENENTE e espero que, até lá, tenha encontrado aliados dignos no ESQUADRÃO BRONZE, SETOR 5. Que os deuses lhe observem e que as Parcas, por agora, sejam misericordiosas.
Ocupações: Criador de armadilhas e enfermaria.
Habilidades aprimoradas: Agilidade ampliada e resistência mental.
Prompt: Aquele que voltou dos mortos.
Poder: Supervelocidade.
Consegue se mover, reagir e pensar em velocidades muito acima do normal, quase desaparecendo aos olhos de pessoas comuns. Ele é capaz de cobrir grandes distâncias em segundos, desviar de ataques, desarmar armadilhas e realizar múltiplas tarefas em instantes. No entanto, quanto maior a velocidade, maior o risco para seu próprio corpo: músculos podem queimar energia rapidamente, ele pode se desgastar fisicamente ou até se machucar seriamente. Em uma dessas corridas, Cassiano chegou a estourar o tímpano de um ouvido, ficando parcialmente surdo, o que serve de lembrança constante dos perigos de seu poder. Além disso, terrenos apertados, obstáculos complexos e cargas pesadas diminuem drasticamente sua eficácia, e seu raciocínio rápido demais durante a supervelocidade pode levá-lo a cometer erros.
Personalidade
Cassiano é uma pessoa observadora, estratégica e costuma manter uma postura segura. Gosta de analisar antes de agir e prefere resolver problemas de forma prática, sem dramas. Tem um humor discreto e às vezes provoca de leve, principalmente para aliviar a tensão ou esconder preocupação. Ele raramente demonstra vulnerabilidade e não gosta de parecer fora de controle. Apesar da confiança que transmite, guarda seus conflitos para si e demonstra afeto mais por atitudes do que por palavras. Ele é leal até o fim: não aos deuses, mas às pessoas que escolhe proteger.
Biografia
Cassiano Park é filho de Minseo, enquanto seu primo, Caspian é filho de Minji: gêmeas que se apaixonaram e se envolveram com Hermes ao mesmo tempo. O deus, como sempre imprevisível, seduziu as duas simultaneamente, resultando no nascimento de Cassiano e Caspian com poucas horas de diferença, sendo Caspian algumas horas mais velho. Os meninos nasceram quase idênticos, o que frequentemente gerava confusão entre as pessoas acreditando que eles fossem gêmeos, confusão essa que ambos sempre aproveitaram com bom humor.
Eles cresceram sem o pai, mas com o amor incondicional de suas mães, que sempre colocaram o bem-estar e a segurança dos filhos em primeiro lugar. À medida que Cassiano e Caspian foram crescendo, suas habilidades começaram a se manifestar, atraindo atenção indesejada. Criaturas e monstros começaram a persegui-los, obrigando os garotos a aprender rapidamente a se proteger e a confiar um no outro, tornando o vínculo entre eles quase inquebrável.
Foi nessa época que o sátiro Nirrus os encontrou e explicou que, se quisessem continuar vivos, precisavam seguir para o Acampamento Meio-Sangue. Pela primeira vez, suas mães contaram toda a verdade, revelando como haviam se apaixonado pelo mesmo homem e como Hermes as enganara. Cassiano ficou cheio de ira pelo que o pai havia feito e nunca perdoou Hermes, mesmo quando foi clamado pelo deus no acampamento.
No Acampamento Meio-Sangue, Cassiano sempre se dedicou a Caspian e aos outros irmãos como protetor. Ele ajudava onde podia, desde inventar armadilhas para a segurança do acampamento até cuidar dos ferimentos e da saúde dos campistas. Sempre atento, combinava esperteza, velocidade e observação, garantindo que todos estivessem seguros, muitas vezes colocando-se em risco para proteger os mais novos. Embora sério e responsável quando necessário, Cassiano também sabia usar humor e pequenas provocações para aliviar a tensão, conquistando o respeito e a confiança de seus companheiros.
Durante uma missão crítica, Cassiano e Caspian sofreram um acidente que lhes custou a vida. Eles morreram defendendo as barreiras do acampamento. Sim, eles morreram. Cassiano viu Caspian atravessando para o outro lado, assim como ele. Eles tinham sido atingidos quase que simultaneamente e estavam mortos. Mas não, eles estavam vivos. O que os atingira fora retirado de seus corpos e eles se regeneraram como se nada estivesse acontecido. A sorte estava do lado deles? Ou hades que estava? O episódio deixou marcas permanentes: sua supervelocidade estava mais fraca e desde então, Cassiano carrega uma mistura de culpa, determinação e respeito extremo pela vida, sentindo que sobreviveu por um motivo e usando isso como motivação para proteger seus aliados e ser o mais competente possível em suas funções.
Traços físicos notáveis
Cassiano é ágil e esguio, com músculos definidos que refletem sua velocidade e resistência. Uma cicatriz discreta no ombro marca o episódio de sua morte e retorno à vida: um segredo que ele mantém apenas para si. Seus olhos atentos e expressão ligeiramente alerta dão a impressão constante de que está sempre pronto para reagir. Ele costuma usar roupas e equipamentos bem cuidados, muitas vezes com pequenos símbolos ou marcas discretas feitas por ele mesmo, refletindo sua atenção aos detalhes.
Arma principal
Uma adaga de bronze celestial, leve e perfeitamente equilibrada para combate rápido e furtivo. Possui uma gravação de asas no cabo que brilha levemente quando Cassiano se move em alta velocidade, sincronizando seus ataques com sua supervelocidade. A arma é ideal para desarmar inimigos, cortar obstáculos e realizar ataques precisos sem comprometer sua agilidade, funcionando quase como uma extensão do seu corpo.
Pergunta de desenvolvimento
Cassiano sente raiva de Hermes pelo abandono e pelas consequências de seu descuido, mas não nutre rancor de todos os deuses. Mesmo quando o pai o clamou no Acampamento Meio-Sangue, Cassiano nunca se reconciliou; ele não aceita desculpas e mantém distância emocional. Apesar disso, Cassiano não é rebelde nem desleal por princípio. Ele se esforça para honrar sua própria responsabilidade e proteger seus aliados, mostrando lealdade verdadeira aos amigos e irmãos, mais do que aos deuses. Sua relação com o Olimpo é de desapego: ele respeita o poder divino, mas foca em controlar sua própria vida e cumprir suas responsabilidades, sendo leal principalmente a amigos e irmãos.
— O futuro é todo o tempo, a partir dos próximos segundos, em que eu estiver viva. — O tom, ainda ácido pelas alfinetadas trocadas, assumiu viés menos venenoso ao continuar falando. — Mas concordo com você. Pensei que se sobrevivêssemos à batalha contra Cronos, haveria algum tipo de perspectiva, só que... Sei lá, estar aqui e ter um lugar pra ficar é ótimo e tudo mais, mas não sei dizer o que vem depois. — Pensou em questioná-lo, perguntar se Cassiano compreendia o sentimento, agora verbalizado, de abandono, mas calou-se tão logo lembrou de como era a relação dele com Hermes. Ele conhecia bem a sensação. Colocou um sorriso no rosto, daqueles que sempre ensaiou para alegrar os rostos mais preocupados quando o Chalé 11 ainda existia. — Realmente não sei dizer. Acho que nunca considerei ninguém assim. E você? Já decidiu a mãe dos meus sobrinhos? Eu seria uma tia muito maneira. — A risada que se seguiu ao empurrão dele foi tranquila; ao menos lhe restava a felicidade de ter os irmãos e amigos ainda por perto.
— E, sendo bem clichê, se esse fosse o seu último dia de vida, o que você faria? — fez a pergunta, ignorando o fato de que tinha pensado naquilo nas últimas semanas. Vivia intensamente como se fosse seu último dia, principalmente depois de sentir a vida saindo de seu corpo. Era uma sensação tão estranha. — Não há perspectiva, porque não sabemos exatamente o que estamos esperando, já que estamos presos aqui. Você não fica sei lá, entediada? — outra pergunta. Era como se falasse de seus próprios sentimentos, mas em forma de perguntas para sua irmã, já que aquele secreto apenas pertencia a ele e a Caspian. — Como você pode ter tanta certeza que eu me envolveria com qualquer pessoa dessa forma? É mais fácil você pedir isso para os nossos irmãos.
A expressão dela foi uma de puro horror ao imaginar crianças que fossem como ela. — Você é tão literal que dá ódio, Cass. E não, já que ser mãe sequer existe no futuro que decidi pra mim mesma. — Para além de seu desejo inexistente por filhos, Sienna sabia que as chances de viver o suficiente para que sequer tivesse tempo de mudar de ideia eram quase nulas. Morreria antes disso, fosse pela maldição de Ares ou por algum infortúnio em batalha. Não disse isso ao irmão, porém, preferindo continuar com suas provocações ao invés de tornar o clima melancólico. — "Eu não sou digno dos seus murmúrios?" — imitou, afinando a voz. — Você até seria se não fosse chato assim,
— E quando é o futuro que você escolheu para você? Não querendo soar melancólico, mas eu mesmo sequer consigo pensar nisso. No futuro — deu de ombros, pensando por alguns segundo e lembrando do fático dia de sua morte. Penso em Caspian também, que passara pelo mesmo que ele e... Será que eles ainda teriam um futuro? Tudo era muito estranho. — Mas você está certa, maninha, tem que pensar mesmo nessas coisas sem pensar em minis ranhetos. Mas me diga, se fosse para ter minis assim, com quem seria? — abriu um sorriso divertido, esperando que Sienna corasse. — EIII, eu não sou chato. Você me adora e não viveria sim mim — deu um pequeno empurrão no ombro dela.
— Pois saiba você, irmãozinho, que eu não disse nada de mais! — Abandonou a caixa que carregava e levou ambas as mãos nos quadris, como se o desafiasse a continuar falando. — Se alguém aqui é obsceno, deve ser você, já que fica pensando nessas coisas quando eu só disse que não quero filhos. — Empurrou um dos ombros dele, seu rosto contorcido numa expressão de puro ultraje. — E se eu fosse contar algo a alguém, definitivamente não seria você, seu idiota.
— Se você está falando disso, você claramente estava pensando nisso e em formas de como evitar mini Siennas aqui pelo acampamento — provocou um pouco mais, afinal se divertia fazendo isso com os irmãos. Cassiano acreditava fielmente que seus irmãos eram ótimas pessoas as quais ele conseguir importunar. — Já temos possíveis candidatos? A dividir a maternidade? — abriu um sorriso divertido, enquanto sentia a irmã empurrar um de seus ombros. — Ah, é? E por qual motivo? Eu não sou digno dos seus murmúrios?
com: @cassthefastest: "You’re just making it worse."
Era exatamente por isso que não queria que Cassiano o visse fumando. Ele conhecia o irmão que tinha. Por mais que Caspian tivesse mudado e não fosse mais aquele jovem delinquente que fora quando mais jovem, a imagem era ainda vívida. Por isso que quando pedia para Sienna ou Enid passarem os cigarros para ele de forma mais secreta era para justamente Cassiano não desconfiasse quando fosse ver a lista de venda dos contrabandos. "Só não jogue água neles, por favor, não estamos mais conseguindo muita coisa e com tudo acontecendo eu preciso deles. Você também não se sente...esquisito?" Falou a última parte mais baixo para que ninguém escutasse.
Depois que voltaram guardaram o segredo entre eles, mas não pode deixar de sentir as noites mal dormidas, os calafrios e a mente que dificilmente sossegava. Por isso voltara a fumar um pouco mais, mas ser pego pelo irmão não estava em seus planos.
— Você acha mesmo que eu faria isso? Eu sou burro, mas não sou estúpido. E você sabe disso — respirou fundo, porque ele e o irmão compartilhavam absolutamente tudo e saber que Caspian pensava assim dele o deixava estressado. — Se você quer se matar com essa droga tudo bem, talvez seja menos indolor do que... — fechou os olhos. Cassiano sabia bem o que estava falando. O irmão também havia sentido e passado por isso. — Esquece. Não quero falar sobre isso.
Livrar-se da tira de couro no seu pulso era, ao pé da letra, libertador. Dificilmente Sienna caminhava de um lugar a outro no acampamento, mas levar alguém consigo em seus saltos de teleporte consumia uma quantidade razoável de energia e, como ela estava literalmente amarrada a Yves, tinham decidido caminhar da forma tradicional. E agora que haviam se separado, ainda que momentaneamente, ela aproveitava para ajudar na organização do festival., esperando não chamar atenção para o fato de que estava sem sua dupla. — Fertilidade?! — A exclamação em voz alta, bem alta, deixou clara a surpresa da filha de Hermes ao saber de um dos significados do festival, quase derrubando a caixa que tinha nas mãos. Passado o choque inicial, ela voltou a se direcionar a muse.— Será que ainda se reza por isso? Digo, hoje em dia? Por que eu não estou planejando ter filhos tão cedo, sabe? Tipo... Nunca.
— É sério que, diante de toda a festividade, você só focou nisso? Como você é obscena, Sienna. Não quero saber do que você faz ou deixa de fazer — ele colocou os dedos na têmpora, encarando a irmã com certa incredulidade. Aquele festival deixava todos os seus irmãos ouriçados, não sabia bem o porquê, talvez fosse o sangue de seu infeliz pai correndo pelas veias deles. — E nem com quem você faz, que isso fique bem claro. Já me basta o Caspian contanto absolutamente tudo.