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By Thiago Braz
One of the best shot of Total Solar Eclipse from 08-04-2024.
Via @nasa-official
Eva Roemer
Did this a few months ago... Just love my robots <3
Querido não amor,
Eu tinha o costume de escrever muitas cartas na crença fiel em sua existência. Tantos anos depois, perdi a capacidade de acreditar em mais de uma coisa. Eu já acredito que Deus me ama, é demais acreditar que um cara poderia me amar também.
Veja bem, só quero ser sincera nesta carta, então conte com doses altas de melancolia e possíveis traços de depressão. Só estou escrevendo mesmo porque li umas coisas velhas, pareceu estranho deixar tantas linhas enganosas sem uma continuação.
Eu te procurei tanto, em tanta gente. Amei tantos que nunca me olharam, nunca me consideraram uma opção. Te esperar, te procurar, acabou com meu coração.
Sabe, são quase meia-noite, mas eu devia estar trabalhando. Eu só trabalho, esse é o resumo da minha vida. O pior é que eu queria deixar isso pra lá, não quero sair de casa e lidar com todas as angústias sociais.
Também estou escrevendo porque sonhei com você esta semana. Já fazia tanto tempo que isso não acontecia. É algo bem cruel, parece uma forma de o meu inconsciente se rebelar dizendo que ainda acredita em você.
Sabia que eu escrevi um livro inteirinho criando uma realidade em que a gente é possível? Uma grande palhaçada, ninguém quer comprar. Claro que eu acho que é bom, acho que é lindo até, mas quem é que vai ler? Parece que preciso fazer as pessoas me amarem para então terem interesse no que escrevo. O problema é que eu não tenho essa capacidade, nunca tive.
Minha mãe orava sempre para que eu fizesse amizades. Eu juntei na vida o total de três amigos e por mérito deles. Eu sei que o problema sou eu, amor. Eu sei.
Eu queria mesmo te amar. Queria mesmo viver e parar de só sonhar. Mas eu não consigo. Não consigo mais acreditar.
Como quem sonha
Mas vou tentar
Eu tenho medo de escrever em lugares que outros irão ler sobre meus verdadeiros sentimentos. Tenho medo do peso das minhas palavras, porque elas já habitam meu coração, tornando essa dor um hábito ruim do qual eu não consigo me livrar, mas podem trazer um peso maior para quem não convive com elas diariamente.
É triste dizer que eu não consigo ser feliz. Que se realizo qualquer sonho que ainda me restou, é só porque preciso fazer alguma coisa para preencher meu tempo. Eu só vivo para ocupar as horas.
Nesse looping infinito de trabalho, volto para as velhas práticas destrutivas. Esqueço com muita facilidade do que é essencial. Desejo com muita frequência a inexistência.
Cometer um erro, ainda que mínimo, cria um ciclo interminável do que poderia ser diferente, do que eu poderia ter feito. Sei que a perfeição é inalcançável, mas dói demais quando isso fica evidente.
E tem os sonhos perturbadores para me assombrar. Memórias revistas de ilusões novas, amores que me destruíram em uma realidade paralela da inconsciência na qual decidiram me amar.
Mas acordo sempre para uma crença imutável de que estou sozinha e sempre vou estar.
As palavras são pesadas, difíceis de guardar. Por isso, vez ou outra, eu preciso sussurrar, preciso dizer que é difícil existir, mas vou tentar.