Eu cria que deveria ler a Bíblia para ensinar a mim mesma sobre como viver e para ter a garantia de que eu era amada e perdoada. Eu acreditava que ela era um guia para a vida e que, em qualquer circunstância, alguém que realmente soubesse como ler e interpretá-la poderia encontrar uma passagem que oferecesse conforto ou orientação. Eu acreditava que o propósito da Bíblia era me ajudar. Com esse pensamento, eu não era muito diferente de Moisés, em pé diante da sarça ardente no Monte Sinai. Imediatamente em sua visão estava a revelação do caráter de Deus: uma sarça em chamas, conversando com ele de forma audível, a qual não era consumida miraculosamente. Quando foi encarregado por essa visão de Deus para ir até faraó e exigir a libertação dos cativos, Moisés, autoconsciente, responde: “Quem sou eu para ir a Faraó e tirar do Egito os filhos de Israel?” (Êx 3.11) Deus responde com paciência, fazendo de si mesmo o sujeito da narrativa: “Eu serei contigo” (Êx 3.12). [...] Se eu ler a Bíblia procurando a mim mesma no texto antes de procurar por Deus, eu posso de fato aprender que não devo ser egoísta. Posso até tentar mais arduamente não ser egoísta. Entretanto, até que eu enxergue o meu egoísmo através das lentes do absoluto altruísmo de Deus, não compreenderei adequadamente a pecaminosidade disso. A Bíblia é um livro a respeito de Deus. Assim como Moisés aprenderia durante o Êxodo, quem ele era não exerceu qualquer impacto no desfecho de sua situação. Quem Deus era fez toda a diferença. Trecho do livro Mulheres da Palavra de Jen Wilkin, lançamento de Março de 2015 da Editora Fiel.
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