olha lá EZRA CHAPMAN saindo da aula de filosofia correndo. será que está atrás de informações para seu trabalho semestral? soube que ele é do grupo SHADOW AND BONES (MALYEN ORETSEV) e que tem VINTE E UM anos. pelas suas redes sociais, parece ser muito CURIOSO, mas os boatos são de que, na verdade, ele é ATRAPALHADO. foi pelo próprio instagram que descobri que ele cursa JORNALISMO e participa de HÓQUEI e JORNAL UNIVERSITÁRIO.
「 twenty one // sagittarius // heterosexual // esfp // journalism major // hockey player // works at the seacrestian // also known as “ez” or “chap” // mama’s boy 」
— ❛❛ // backstory
fruto de um amor de verão, ezra foi criado somente pela mãe num típico estilo de vida de classe média baixa. nunca lhe faltou nada, mas tampouco cresceu rodeado de luxos.
seu pai, herdeiro de uma rica família de empresários, era o típico “pai de fim de semana” ou, pra ser mais realista, “pai de feriados”. foram pouquíssimas ocasiões em que ez pôde contar com a presença do mesmo, mas o rapaz nunca chegou a guardar rancor por conta disso.
apesar da condição financeira do progenitor, sua mãe tentou ao máximo proporcionar um ambiente saudável e confortável para o menino sem a ajuda do ex. a mulher nunca admirou aquele estilo de vida, o qual ia contra os valores que tanto quis passar ao filho.
por volta dos seus 18 anos, seu pai decide por alguma razão começar a fazer parte da vida de ezra. e o dinheiro estava incluído, é claro. os privilégios que o jovem começou a vivenciar foram desde jogos de video game caros e roupas de marca até as mensalidades da universidade pagas e um apartamento localizado perto da mesma.
chapman se encontra então nessa contradição entre aproveitar as novas comodidades que seu pai oferece e, ao mesmo tempo, se manter fiel às suas raízes, já que sua mãe nunca aprovou a natureza fútil do outro.
— ❛❛ // personality
ezra sempre foi uma criança extrovertida, expressiva e bem-humorada. com uma curiosidade nata pelo mundo ao seu redor, gostava de investigar qualquer acontecimento que fosse e não hesitava em fazer perguntas inapropiadas quando surgia a oportunidade.
tendo uma ligação muito boa com sua mãe, a mesma sempre o estimulou a manter um espírito aventureiro e a não desistir dos seus sonhos, ao mesmo tempo que não o deixava esquecer da importância de manter a humildade e sentir gratidão por tudo que tinha.
um pouco agitado, ez tem dificuldade em conter a sua empolgação em algumas situações e já se meteu em problemas por não saber quando parar de falar.
por conta desse entusiasmo, o rapaz também acaba sendo bastante atrapalhado, sendo aquela pessoa que costuma quebrar coisas sem querer e sofrer pequenos acidentes no dia-a-dia.
jogador de hóquei desde a adolescência, encontrou no esporte uma forma de descargar um pouco da sua energia e a aprender a focar melhor nas situações presentes.
— ❛❛ // trivia
ezra tem um largo histórico de acidentes: já torceu o pé direito, quebrou o braço esquerdo, levou pontos no couro cabeludo e no queixo, além de ter várias pequenas cicatrizes pelo corpo.
apesar de não ter medo de se machucar, chap não pode ver sangue que acaba desmaiando.
ama filmes de terror, não importa se são bons ou ruins, e espera ansiosamente pelo halloween todos os anos.
chapman é o sobrenome da sua mãe, já que ezra não possui o nome do pai.
esmee riu assim que ele lhe mostrou o perfil. ❛ ezra, ezra, ezra… o que eu posso dizer sobre isso..? ❜ passou o dedo indicador pela tela, movendo as imagens e fez sua pose pensativa, levando o mesmo indicador e o polegar até o queixo, como se coçasse uma barbicha. ❛ nota oito pela escolha de fotografias. valorizam você, não são muito fakes, é possível ter uma noção de quem você é fisicamente. ❜ livesey cruzou os braços e fez um bico, ainda ponderando sobre o que ele estava dizendo. ❛ eu não daria um like em você se escrevesse isso, se é o que quer saber. sou que nem a maioria, gosto de ter informações. põe seu curso, de onde você é, algo que gosta, o que pretende fazer no futuro… sei lá, qualquer informação honesta é válida. ❜
Abriu um sorriso satisfeito pela aprovação da outra. Não era uma “nota dez”, mas um oito para Chapman, que estava acostumado com muito menos, era mais do que incrível. — That’s what I was going for! — respondeu empolgado, se contendo ao ouvir o restante da opinião da colega. — Você não me acharia boring então se eu colocasse esse tipo de informação? — queria checar mais uma vez antes de tomar a decisão. A opinião de Esmee era uma em que podia confiar sem medo, primeiro porque era uma garota e, bem, uma garota sem dúvidas atraente. — Vou tentar ser breve porque nem eu tenho vontade de ler quando vejo qualquer texto grande. — admitiu, sem a mínima vergonha.
Os olhos corriam pelo aparelho celular, digitando freneticamente um código que havia surgido em sua mente, era perfeito para solucionar o problema de iniciação de seu projeto. “Hã?” A confusão em sua fala foi inevitável, não tinha percebido alguém falando consigo, tentava terminar o que estava escrevendo e acompanhar o que o cara tava dizendo, ao fim não sabia ao certo se tinha entendido direito. “Você parece suspeito ou culpado com essa frase, acho que a maioria das mulheres legais não te daria like… talvez algumas aventureiras, mas do jeito que estão as coisas hoje em dia, acho que até as aventureiras estão tomando mais cuidado”
— Hmm... acho que você tem razão — refletiu por uns segundos, voltando a olhar o próprio perfil na tela do celular — no Instagram fica engraçado porque a maioria ali me conhece, mas no Tinder pode parecer que sou um creep — balançou a cabeça negativamente. Aquilo estava sendo mais complicado do que esperava. — Não queria ir pras mesmas informações tediantes de sempre, tipo altura, curso, signo... — franziu levemente o cenho e olhou em seguida para o celular do outro, sem chegar a entender nada do que via ali. — ...você tem alguma sugestão? Ou é melhor ir com a opção menos arriscada mesmo? — perguntou, mas ainda tentando decifrar o que o colega estava fazendo.
— E aí, o que achou? — levantou os olhos do celular para encontrar o olhar de muse — tentei colocar fotos que representassem cada lado meu, sabe? Uma bem de aventureiro, uma com amigos, outra fazendo palhaçada... — seguiu descrevendo as escolhas feitas para o seu perfil do Tinder que havia acabado de criar. — Só estou com um pouco de dúvida sobre a minha bio, não sei o que colocar. Tinha pensado em deixar somente a mesma frase do meu insta que é “stay cool, hang loose, admit nothing”, mas tenho entendido que mulheres preferem ter mais informação sobre o cara antes de dar um like, né?
‘com licença’ a loirinha pediu com um pequeno sorriso tímido para muse se aproximando delx. tinha acabado de chegar e seu sotaque talvez entregasse isso, mas a verdade era que ela estava perdida naquele campus e não sabia onde ficava nada. ‘sabe onde ficam as salas de aula de filosofia? ou então o refeitório? ou quem sabe a biblioteca? talvez um mapa fosse uma boa ideia!’ suspirou por fim, percebendo que estava falando rápido demais, o que sempre acontecia quando ela ficava nervosa.
Ezra olhou confuso ao seu redor quando ouviu voz da mais nova. Ele não era lá o melhor exemplo de aluno para guiar novatos ao redor do campus, mas sabia sim como ajudá-la. Não deixou de notar o sotaque distintivo da loira e, percebendo seu nervosismo, sorriu com o canto dos lábios. Ela era uma fofa, não poderia negar. Agradeceu mentalmente pela casualidade de ter sido o escolhido para responder aquelas perguntas e virou-se para ela — Sim, eu sei onde ficam todos os lugares dessa lista — assentiu, contendo a vontade de rir do suspiro da outra — mas o que eu queria saber mesmo era o seu nome e de onde vem esse sotaque — viu sua oportunidade e a agarrou, apoiando o ombro na parede do corredor ao terminar a frase.
‘quando o professor disse que vai separar as duplas na próxima aula, será que ele vai separar aleatoriamente ou você acha que ele tem um plano?’ brianna perguntou para muse que estava ao seu lado, apenas para puxar conversa, como ela sempre fazia. ‘porque eu sinto que esse trabalho é planejado e as duplas vão ser as mais cabeludas, nada parece ter sido por acaso, sabe?’ soltou um suspiro enquanto guardava um caderno na pequena bolsa que sempre carregava o seu material. ‘de qualquer forma espero que não dê muito trabalho, porque eu estou com tarefa acumulada desde o começo do semestre passado.’
— Ele vai se dar o trabalho de escolher assim? — Ezra olhou assustado para a colega ao ouvir sua teoría. Não havia prestado tanta atenção assim na explicação do professor e a ideia de que aquilo fosse exigir muito esforço dele o preocupou. — Quero nem imaginar a confusão se ele for colocar duplas que se odeiam pra trabalhar juntas, ele já não é lá um dos professores favoritos da galera — balançou negativamente a cabeça enquanto guardava o material no estojo — quer dizer, não sei se você gosta dele, mas eu tenho uma preguiça dessa matéria e acho que ele sabe disso — soltou uma risadinha baixa, terminando de fechar a mochila. — Acha que vai ser assim, juntar gente que se odeia de propósito?
cooper jogou sua mochila no chão, logo na saída do prédio onde a aula de filosofia era sediada, e o corpo foi deitado ali em seguida. a grama macia era confortável. colocou seus óculos de sol e levou os braços até a cabeça, usando-os como travesseiro, junto com a mochila ( que na verdade não continha nada além de um caderno, algumas canetas perdidas e uma garrafa d’água enorme ) e esbravejou, alto: ❛ é cada coisa que esses professores inventam. ❜ ele alcançou a garrafa embaixo de sua cabeça e chamou a atenção de muse, que passava por ali. ❛ faz um favor pra mim ? enche para mim ? you’re the best. ❜
— Sure thing, buddy — sem objetar, pegou a garrafa do amigo. Já tinha a intenção de ir até o bebedouro mesmo e não lhe custava nada fazer aquele favor a Cooper. Em otra circunstancia talvez jogaria a garrafa no outro antes de dizer sim ao seu pedido. Logo retornou ao local e lhe devolveu o objeto, sentando-se ao seu lado na grama. — Quando vão definir as duplas? — tomando um gole da própria garrafa que também tinha acabado de encher, franziu levemente o cenho tentando lembrar. — Pra falar a verdade eu nem sei se entendi o que é pra fazer, mas quero apostar que quem for a minha dupla sim — deu de ombros — sem essa nota eu termino de me foder nessa matéria. Já tô devendo dois outros trabalhos pra ele.
Benjamin estava no gramado em frente à Biblioteca, aproveitava o período livre para treinar lançamentos com seu amigo, Billy. No seu quinto ou sexto lançamento, acabou exagerando na força, e a bola acabou ganhando velocidade passando de Billy. Prontamente gritou para chamar a atenção de MUSE, que passava pelo local. “Ei, cuidado!!” gritou. Mas, sua tentativa de nada valeu e a bola atingiu MUSE em cheio. Prontamente, Benjamin foi correndo até elx, para ajudar e, claro pedir desculpas. “Ei, você está bem? Machucou?” perguntou, preocupado.
Ez havia se esquecido de devolver os livros da biblioteca na data correta. Uma vez mais. A sua sorte é que a tiazinha bibliotecaria já se havia acostumado com os atrasos do rapaz e sabia que ele sempre acabava retornando os livros no máximo dois dias depois. Sempre era a mesma conversa: uma desculpa esfarrapada de Ezra, uma cara feia da senhorinha, mais um pedido de perdão e uma ameaça do tipo “dessa vez você passa, mas na próxima vai ter multa sim!” Nada fora do normal da sua rotina. Já na saída da biblioteca, escutou um grito e quando girou a cabeça para ver de onde vinha, levou uma bolada em cheio na testa que o faz cair sentado no gramado. — E-eu tô bem sim — respondeu sem muita certeza, ainda meio tonto pelo impacto e colocando a mão sobre o local golpeado — parabéns aí pela força, cara! — soltou uma risada, genuinamente admirado. Tentou levantar com um certo esforço, mas isso só o levou a cair de volta no chão. — Caralho... você tava com raiva de mim? — soltou outra piada, meio atordoado.