Pensamentos sobre o capítulo 1 - PCE
Esquecimento do passado
Foi um dos capítulos que mais possui facilidade para entender e ler, apesar de ser um assunto um tanto contraditório e complexo, contudo Kardec exemplificou de forma magnífica.
Por ter minhas raízes na Umbanda, não consigo deixar de pensar no famoso "véu de Nanã" enquanto li esse diálogo.
A pergunta é bem simples e objetiva: como é possível haver o aproveitamento de lições aprendidas nas nossas vidas passadas se esquecemos tudo? E até tudo começar a fazer sentido, é um caminho longo a ser percorrido.
Kardec faz uma comparação que, para mim, facilitou de forma enorme o entender do assunto. Ele compara cada existência nossa a um aluno passando pela fase escolar, e até que faz bastante sentido... Pensemos: se eu chego ao 8° ano sabendo somar, subtrair, multiplicar e dividir, não importa qual professor me ensinou, como eu aprendi, o sofrimento pelo qual passei para aprender, o que importa é que eu sei e tive méritos suficientes para passar de ano. Aprendi tudo o que deveria? Claro que não, mas, é aquilo que acumulamos para o próximo ano. E é exatamente assim com o processo de olvidarmos nossas existências, viemos para mais essa corrigir aquilo que não conseguimos nas anteriores, mas com o espírito evoluído de forma a lidar melhor com as coisas.
Nossa evolução se faz presente através de intuições e ideias inatas. Muito longe de recomeçarmos do zero a cada vida; aproveitando cada existência e tirando o melhor dela, amplificando seus valores, você sempre voltará um ser melhorado e pode conquistar coisas melhores a cada vida.
E esse esquecimento ainda se justifica por numerosos motivos. Já imaginou, retornar a Terra sabendo que, por sua maldade, foi enforcado? Que assassinou, sequestrou, torturou uma outra pessoa? Que chances as pessoas te dariam lembrando disso? Como melhorar como ser humano com um peso desses nas costas?
"Aos olhos do mundo, sois um homem novo, e aos olhos de Deus um espírito reabilitado"
-CDP










