Os Quatro Amores e Um Coração.
Sonhei com quatro amores.
E não foi apenas um devaneio noturno.
Foi quase uma premonição do que estava por vir.
Dias depois, a vida se encarregou de dar rosto, nome e perfume ao que meu coração já sabia.
A primeira, é uma ex.
Aquela que carrega minha história no peito.
Tem cheiro de passado, mas gosto de eternidade.
Com ela, aprendi a amar — e talvez, a me perder também.
A segunda, minha amiga.
Sempre ali, sempre linda.
Um laço que nasceu da admiração, cresceu no silêncio,
e de repente, sem pedir licença… virou desejo.
O beijo veio como um susto bom — e ficou ecoando.
A terceira, uma lembrança da infância.
Nos perdemos no tempo, nos reencontramos no acaso.
E no reencontro, algo acendeu:
leve, nostálgico, puro.
Como se o tempo tivesse esperado a gente.
E a quarta… ah, a quarta chegou como quem não devia.
No fim da noite, no cansaço da volta,
na ousadia de quem atravessa a madrugada só pra viver.
Morena linda, sorriso que dançava com o meu.
Beijo bom, conversa que fluiu,
mas que veio com o aviso do “vou embora amanhã”.
Quatro mulheres. Quatro amores.
Quatro versões de mim mesmo refletidas em outras almas.
E todas com algo em comum:
só o beijo.
Talvez porque o beijo seja o começo de tudo.
Ou talvez porque, no fundo, meu coração ainda está tentando entender o que quer de verdade.
Não é indecisão.
É intensidade demais pra caber numa escolha só.
Hoje, caminho com o peito cheio.
Não de respostas — mas de perguntas bonitas.
E em cada uma delas, uma chance de me encontrar
num desses quatro espelhos que o destino me ofereceu.
Deti















