se olhe com amor, faça esse favor.

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Xuebing Du
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@coliderar
se olhe com amor, faça esse favor.
Dar é dar. Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido, mas dar é bom pra cacete. Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca, te chama de nomes que eu não escreveria, não te vira com delicadeza, não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom. Melhor do que dar, só dar por dar. Dar sem querer casar, sem querer apresentar pra mãe, sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo. Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral, te amolece o gingado, te molha o instinto. Dar porque a vida de uma publicitária em começo de carreira é estressante, e dar relaxa. Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã. Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem esperar ouvir futuro. Dar é bom, na hora. Durante um mês. Para as mais desavisadas, talvez anos. Mas dar é dar demais e ficar vazia. Dar é não ganhar. É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro. É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir. É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar: “Que cê acha amor?”. Dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito. Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor, esse sim é o maior tesão. Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar.
Luís Fernando Veríssimo.
Amor, quando o nosso vinho amargar ou perder o sabor, quando a maquiagem borrar e as fotos perderem a cor, tu ainda vai querer me aquecer quando não me restar nem calor? E, quando o cigarro apagar, vai ter valido a pena as cinzas e o frescor? Quando a nossa música tocar, tu ainda vai lembrar do ritmo? Quando o mundo me machucar, tu ainda vai querer curar minha dor? Tua voz e tua respiração são meus sons preferidos, mas, quando eu esquecer de viver, teu olhar ainda vai me lembrar quem eu sou. Ainda vai querer acordar com meu toque e minha voz no ouvido? Tua vida ainda vai ter sentido se a nossa for tudo o que te sobrou? Quando chegar o cansaço, meu abraço ainda vai ser teu abrigo, mas, quando a vida acabar, ainda vai querer ir pro mesmo lugar onde eu vou? Ainda vai sorrir quando eu for teu único motivo? Ainda vai ouvir o que eu digo, mesmo quando eu só quiser falar de amor? Ainda vai tentar me entender quando eu não fizer mais sentido? E ficar comigo quando tiver visto o pior lado de quem eu sou?
Luiz Lins.
“Você pode pegar o que não devia, mas no fim você continuará sem ter o que queria.”
— Marca da destruição.
“Não há nenhum problema em não ter alguém pra conversar. O problema é que ao estar sozinho, a mente é a sua única companhia, e ela nem sempre é sua amiga.”
— João Daniel.
Na escuridão da noite, acendo estrelas no papel. A poesia é o que ilumina a vida.
Caren B.
by Artem Saranin
era 02:53, e a insônia virou rotina. os olhos transbordam oceanos revirando cidades em inundação dos corpos [celestes] do meu ser.
ally brücken.
“Não faz meu estilo correr atrás de ninguém. Meu coração é sedentário no quesito “maratona de desinteresse”.”
— Interpretaria
“Esqueça essa história de querer entender tudo. Em vez disso, viva.”
— Faça o seu coração vibrar.
“A pessoa que eu mais precisava, me ensinou que eu não preciso de ninguém.”
— Desconhecido
eu vi você indo embora, b. quando você disse pra confiar em você, eu confiei, mesmo sabendo que era o nosso último dia. vi você indo embora bem devagar como se ainda tivesse dúvida de estar fazendo o certo ou não.
“eu estou carente, só preciso de alguém que me diga que vai ficar tudo bem” eu estava lá, mas não podia ser eu, não é? eu sei, você disse que precisava de um outro alguém porque eu era o motivo da sua infelicidade. não podia ser eu. mas naquele dia eu ainda acreditei que pudesse ser.
e meu deus, eu acreditei na desculpa da carência. era óbvio que depois daquilo você não voltaria, mas eu precisava acreditar porque eu ainda achava que você era a minha pessoa e que esse era só mais um plano pra no final a gente ficar bem e feliz.
e depois você sumiu. e depois já estava se declarando. depois nunca mais ouvi falar de você. e até hoje eu tenho minhas dúvidas do que você é capaz de sentir e deixar de sentir tão rapidamente.
eu pensava: está tudo bem, ele vai voltar quando estiver melhor. você melhorou e ficou por aí mesmo. o que só me confirma que eu sempre fiz tudo bem errado.
eu nunca soube entender um recado pela metade. eu não sou uma boa entendedora e suas meias palavras não me bastaram. eu precisava ouvir explicitamente que você estava abrindo mão das coisas que eu estava tendo esperança de um dia acontecerem.
eu precisava de uma explicação pra saber o porque de você ir dormir dizendo que me amava e acordar dizendo que me amava mas que precisava ficar sozinho um pouco. a verdade é que, você precisa ficar sem mim um pouco.
e tudo bem eu ter que ter entendido isso sozinha, algumas coisas não foram feitas pra serem ditas. ou pelo menos, não pra mim.
assim como Van Gogh, venho lutado pela minha sanidade, todos os dias, e não há nada de poético nisso.