Liesel Eruvien após o jogo no qual foi submetida. Cicatriz em seu rosto.
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Liesel Eruvien após o jogo no qual foi submetida. Cicatriz em seu rosto.
Task Deathy Xmas.
I was swimming | Liesel & Lawrence | Task003
Lawrence observava a cena atentamente, e pensava quanto tempo a garota demoraria para notar que estava em uma armadilha mortal, um jogo onde a única forma de ganhar era seguir expressamente as regras. Um jogo silencioso, agonizante, e decisivo. Uma nova oportunidade, um restart depois de um game over que ela nem mesmo notara, ou ainda, notara e persistia em não enxergar. “Muitos olham, mas poucos observam” ele recordou por um momento, vendo a moça questionar quem é que estaria ali por de trás. A resposta não viera, e a cada instante em que o silêncio se fazia companhia para a ruiva ele ansiava para ver quando seria o desespero a ser o novo visitante inoportuno.
Foi quando sua gravação ecoou uma vez mais, mais firme e finalmente, mais ameaçadora. — A morte é uma surpresa. A não ser, é claro, que já se esteja morto. E para aqueles que não aceitam sua atual condição, e não se desprendem de um passado, a morte apenas significa uma verdadeira nova travessia. Nesta sala encontrara memórias, fragmentos de seus dias imutáveis. Chega a hora em que essa busca massiva por reviver o que já passou tem de acabar, e uma nova página do livro precisa ser escrita. O problema é que nem sempre livros são eternos, as vezes, eles queimam. —a gravação anunciou pouco antes dos documentos, fotos do varal, do chão, em pilhas e nas paredes começarem a queimar. Vários retratos se quebraram com estrondo e a fumaça em pouco tempo já começava a encher o local. Logo o oxigênio começaria a faltar, e as chamas consumiriam qualquer material inflamável, até mesmo as roupas da moça.
— No centro desta sala você tem a sua escolha. Se sua escolha for a vida, uma verdadeira e nova vida, encontre a chave dentro do tanque, ela abrira as portas para seu novo futuro. Mas seja rápida! O destino não espera, e o material corrosivo dentro do recipiente também não irá esperar para lhe poupar. Alguns danos podem te marcar a partir desta escolha, no entanto, se começar a se orgulhar do que é, ao invés de buscar o que um dia já fora, este preço será muito pequeno em razão do que mais poderá vir. Este é o seu teste, e este é o meu jogo. E hoje… eu quero jogar com você; — a voz se calara e quando isso ocorrera o lugar já estava se tornando uma massa densa de fumaça negra.
O homem se ergueu da cadeira a onde estava a observar, e sua mão fora até o espelho de duas faces, observando o pouco que conseguia. Gostaria de saber qual seria a decisão da moça, mas colocar-se em ainda mais perigo, uma vez que sua saúde já era fragilizada, não era uma atitude sensata. Talvez aquele fosse seu último jogo, sua última marca, e sua última missão para livrar o mundo daqueles que não eram dignos de nele viver. Mas até que ele mesmo fosse expurgado da face da Terra, a última coisa que precisaria seria inalar da fumaça do incêndio que ocorria ao lado. Ele apanhara sua blusa sobre a cadeira, e apertando um botão ele fizera com que alguns barris suspensos ao teto da outra sala caíssem ao chão, espalhando mais papeis, e de alguns deles, gasolina. Logo ele se ausentara de sua sala de observação, se apoiando em sua bengala para angariar forças e quando já estava do lado de fora do reino elfico exclamara um simplista “Boa Sorte”, pois a moça precisaria.
Logo depois de questionar quem estava no local, a voz voltou a se posicionar. Liesel rodou o local procurando de onde a voz viera. Aquilo tudo estava realmente estranho, nada fazia sentido para ela. Caminhou pelo cômodo até que amplo e observou as fotografias penduradas. No varal haviam fotos de Liesel num canto qualquer, chorando, e com livros nas mãos. Ela se lembrava que foram momentos onde ela estava triste e se questionando sobre seu passado. Será isso que esse homem está falando? O discurso da voz começou a talvez a fazer sentido para ela. Mas... O que ele queria com isso? Seria uma armadilha? Seu desconfiômetro apitou alto e ela rapidamente correu até a porta: trancada.
Ela parou perto da porta, assustada. Observando o local e pensando numa maneira de sair dali e de qual maneira as coisas que estavam dispostas ali seriam capazes de lhe ajudar. Aproximou-se do tanque e ficou observando, havia uma chave nele, antiga, de tamanho considerável. Era sua única saída. Adentrar no tanque de água e pegar a chave.
Quando percebeu o que teria que fazer, achou tudo muito simples e desnecessário, porém a voz que ainda soava no alto falante lhe disse que não seria fácil. Uma fumaça começou a tomar o local. Os quadros começaram a cair e se quebrar e a pior revelação: o tanque não tinha apenas água, havia ácido e isso não seria agradável. A fumaça já havia tomado parte do lugar e ela levou o braço perto de sua boca e abaixou-se, precisava guardar o máximo de oxigênio que pudesse para enfrentar aquilo.
Mas enquanto caminhava de cócoras pelo tanque pensando numa maneira de adentrá-lo. Ele a estava observando? E porquê? E que espécie de jogo era aquele? Será mesmo necessário? Eu preciso entrar? Ele está falando sério? Me deixaria aqui pra morrer apenas por buscar meu passado? Ela pensou em suas palavras "Que já se esteja morto. E para aqueles que não aceitam sua atual condição, e não se desprendem de um passado, a morte apenas significa uma verdadeira nova travessia." Ela não estava morta e não desejava estar. Ela queria viver, continuar vivendo. Ela havia feito amigos, ou ao menos os considerava dessa maneira. Ela tinha os seus iguais, os elfos. Ela tinha Dorian que se preocupava com ela e que vinha lhe ajudando com poções. havia sido uma enorme surpresa saber que ele era um Fae. Havia a Sirenia, que céus, fora ela quem lhe ajudara com tudo, desde o início e apesar de não terem convivido tanto ela era com toda a certeza sua salvadora. E tinha o Irvin... Ah o Irvin. O Halloween, suas ajudas, as sessões de cinema. Como sentia falta dele quando ele não estava no reino... Ela não poderia deixá-los e não queria. Eles eram tudo o que ela possuía e significavam tanto para ela.
Se sua escolha for a vida, uma verdadeira e nova vida, encontre a chave dentro do tanque, ela abrira as portas para seu novo futuro.
Seria disso que ele estava dizendo? Ela tinha que se apegar a eles? Tinha que valorizá-los? Porque ela realmente nunca tinha pensando o que eles, Dorian, Sirenia e Irvin significavam para ela. O que eles haviam feito por ela realmente e que desde que acordara, haviam sido eles que lhe deram apoio, em todos os momentos. Se não tivesse um disponível ela poderia recorrer a outro. Ela não iria deixá-los. Eles haviam se sacrificado de alguma forma por ela. Fosse permitindo uma estranha no reino, permitindo a confecção de poções no bar repleto de humanos, ou quando Sirenia lhe deu o colar. Nesse momento ela levou sua mão livre até o colar e o apertou. As lágrimas querendo descer. Ela havia feito sua decisão. Ela viveria!
Seus olhos estavam marejados, tanto pela vontade de chorar, sentindo falta de todos eles e percebendo o quanto não havia os valorizado, como por causa da fumaça que ainda preenchia o local de maneira significativa. Ela tossiu. Estava ficando sem oxigênio. Precisava agir rápido. Ela se levantou. O braço esquerdo ainda em frente da sua boca para que não inalasse tanto e a mão direita estava no ar, espalhando a fumaça. Ela se virou para o tanque, o observando. não havia muito a se fazer,o único jeito era tentar pular, e foi o que ela fez. Afastou-se, pegou impulso e correu em direção ao tanque, ao se aproximar, pulou, tentando o fazer o mal alto possível para que pudesse agarrar sua "borda". Inútil. Ela tentou por umas 3 vezes, e se cansou. A fumaça estava lhe deixando fraca, ela estava inalando demais. -- Uma última vez! -- e ela o fez. Conseguiu. Segurou-se com toda a força que tinha e até a que não sabia que tinha. Inicialmente, apenas uma mão estava segurando. Mas conseguiu se segurar com a outra mão. Estava ali, pendurada. Começou a empurrar com o pé pra escalar o vidro que era escorregadio, mas depois de muito tentar e de se cansar, ela conseguiu. Estava se equilibrando, cansada, tossindo. Tirou o calçado que estava usando e com cuidado encostou seu pé no líquido que não lhe causou nada. Aliviada, observou onde estava a chave, sabia que ela iria se mexer se se jogasse. Ao olhar melhor, viu que haviam duas chaves. -- DUAS? -- ela bufou. Sem pensar, ela se jogou no tanque, que para sua surpresa fez sua pele arder. O ácido não era tão corrosivo a ponto de machucar a pele de seu pé que encostou por segundos, mas o faria se ela ficasse tempo demais dentro dele.
Ela olhou para o fundo do tanque e lá estavam as chaves. Mas para que serviria a outra? A menor que aparentava ser mais nova. O TANQUE! Serviria para abrir o tanque, mas ONDE? Se mexeu procurando um local para abrir, e o encontrou. No fundo do tanque, havia um cadeado, havia de ser ali. Ela estava demorando, o ácido estava queimando sua pele, os olhos, as mãos e principalmente a do rosto. Impulsionou seu corpo para baixo buscando as chaves. Fechou os olhos, eles estavam ardendo demais. Tateou o fundo à procura das chaves. UMA. Tateou mais. A quantidade de tempo que conseguiria ficar sem respirar era mínima, precisava se apressar. Seu coração acelerado, se estivesse respirando, seria de maneira intena. Tateava. tateava. Abriu os olhos. DUAS. Com as duas mãos, pegou a menor chave e novamente impulsionou seu corpo para o fundo. Precisava abrir o cadeado. Teve dificuldades para encaixar a chave. Serviu! Ela virou a chave. Estava começando a se aliviar. Sabia que não aguentaria muito mais tempo ali dentro. Estava sem ar e sua pele ardia.
Quando virou a chave, nada aconteceu com o tanque. Precisava empurrar. Com a força que restava, ela começou a bater as mãos, os pés, para que pudesse ceder a estrutura. Depois de muitas tentativas, ela conseguiu.
Uma das paredes do tanque cedeu, caiu no chão, e ela caiu. O vidro, com o impacto da queda se quebrou. Cortou sua pele que já estava extremamente sensível. Ela estava caída, buscando ar. Mas a fumaça a impedia. Tossiu, se arrastou, o vidro cortando-a. -- Eu... Preciso. Sair... -- lágrimas se misturaram com o ácido e com sangue. Se arrastou ainda mais um pouco. Tentou se levantar, meio que de joelhos foi até a porta. Tudo ardia, tudo doía. Na queda e na tentativa de respirar, um pouco do ácido havia sido ingerido. Respirar doía, se pudesse não respiraria. Com dificuldade se pôs de pé, seu corpo tremia, ardia, os cacos de vidros grudados e fazendo seu rosto, mãos e pés sangrarem. A chave, que havia sido segurado com toda a força possível foi colocada na fechadura. Havia entrado, ela estava salva. Ou haviam mais armadilhas? Ela não aguentaria, não sobreviveria. Com o pouco de força que lhe restava, virou a chave e o click que se seguiu encheu a ruiva de alívio. Ela sairia dali. Ainda se arrastando, de pé, puxou a porta. A luz da lua tocando seu rosto e ela fechou os olhos. Deu passos vagarosos para sair do cômodo e estar ao ar livre. Precisava respirar ar de verdade, sem fumaça. Sem forças, caiu, sua visão estava escura, respirar ainda doía, mas ainda era melhor do que vier acompanhado com fumaça. Ela tremia, estava perdendo os sentidos. Estava pela primeira vez sozinha, sem poder recorrer a ninguém e sem forças para continuar por si.
Sirenia e Liesel no Reino Élfico
"Eu gosto dessa história. Mas quando eu disse que vi as luzes coloridas no céu me falaram que eu tava doída.
Você não é doida Siren, só é… criativa?
Você está mentindo pra mim e vai me deixar sozinha lá na clínica de novo?
Olha… as vezes a gente tem que contar umas mentirinhas, é até saudável. Mas não, eu não pretendo te deixar sozinha, ok?
E essa é uma verdade?
Não posso estar mais certa disso. “
Foto tirada por Irvin que olhava ao longe.
I was swimming | Liesel & Lawrence | Task003
Lawrence se sentia um inválido. Não só pela doença, mas por sua falta de planos de ação na vida em si, uma vez que ela estava por se findar. Se sentia inválido de não estar fazendo seu trabalho como psicológico, e ainda mais inválido por não fazer o dever que lhe fora destinado por alguém maior, talvez por Deus. Havia nascido para livrar as pessoas daquele mundo de merda, para dar-lhes paz e faze-las abandonar toda aquela inveja, cobiça, ira, gula, avareza e luxúria que destruía a sociedade. Não era uma missão fácil, mas era uma missão nobre diante a concepção dele. Era seu dever arrancar do mundo aqueles que não mereciam viver, e fazer com que alguns outros enxergassem que precisam começar a viver. Afinal, havia uma diferença entre viver e sobreviver, e assim como ele, muitos apenas sobreviviam. Ele tinha uma álibi, sua doença, mas o que as outras pessoas tinham? Muitas apenas estavam acomodadas demais, com a mente limitada demais, ou apenas cegas, envoltas de um monocromático infinito.
Era justamente esse conceito que o fazia observar a sociedade com suas íris famintas, sedentas por defeitos, por erros. Que quando executados uma vez eram perdoáveis, mas quando se tornavam um vício o fazia questionar se seus donos, seus pecadores e profanos, estavam tão dispostos assim a podar as fragilidades da humanidade, e construir um futuro de deuses em terra. E a algum tempo o que vinha observando era uma moça de cabelo muitos ruivos. Sua doença havia aflorado nele ainda mais criticidade, e seu julgamento já era decisivo. Ela seria sua próxima jogadora. Diferente do que policiais ou detetives pensavam, não iria coloca-la como uma vítima. Ela mesmo se vitimizara, quando passou a se prender a uma passado que não mais existe, quando passou a desvalorizar as proezas que vieram com o amadurecimento. E que amadurecimento ela havia tido, se perdera a vontade de ver a esperança nas coisas mais simples, ou se estava se fadando a infelicidade quando poderia se fazer valer com o que era disposto? Se todos tivessem a chance e a aproveitassem talvez não haveria tanta falta de empatia, tanta ingratidão, tanta cobiça e inveja. E ela precisava aprender que a trajetória dela, que sua missão, só seria concluída quando começasse a andar a diante.
Liesel desde que se conhecia por gente, ao que ele parecia constatar, andava para os lados. Se esquivava, se abaixava de obstáculos. Engrandecia as fraquezas, se fortalecia na depressão. E por isso ele a queria em mais um de seus testes, talvez, seu teste final. A morte não seria uma surpresa, se conquistada, uma vez que ela estava morta por dentro. E por isso ele conseguia observar de uma anti sala, projetada atrás de um espelho de dois lados, como sua armadilha ia se desenvolvendo. Como costumava fazer, uma retrospectiva se passava em sua mente antes de sua convidada chegar ao local, e para reproduzir as possíveis cenas ele tinha em mãos uma cópia da carta enviada para ela. “Como nossa mente é traiçoeira. Traçando uma eterna briga entre o ego e o ID” ele dissera relendo o que dizia, que ela enfim teria as respostas, que enfim encontraria a chave do que estava a muito perdido, do que ela achava ser a felicidade. Pensava como ele fizera para chegar as mãos dela, por um funcionário do trabalho dela. Pensava em seu trabalho para colocar o tanque naquela espécie de galpão, e como suas gravações foram minuciosamente programadas, alteradas na voz, e bem dispostas em sons escondidos no galpão. Como flashes as imagens vinham em sua mente, cada peça daquele quebra cabeça que criara. Também via os televisores que colocara, todos sincronizados como se fossem um só, e todos com uma mesma fita que estaria programada para se repetir eternamente se necessário. Pensava ainda nos diversos varais de fotos, muitas repetidas, que mostravam Liesel em diversos momento, mas todos se flagelando, chorando, ou se lamuriando pela sua vida, nenhuma que desse espaço para se quer pensar ou uma premissa de que ela realmente vivia. Muitas dessas fotos também estavam dispostas pelo chão, e logo na entrada.
E antes que pudesse vislumbrar o que viria a seguir com todo o seu cenário, ouviu um chiar, o sensor de movimento que havia colocado logo depois da porta, a mesma que se fechou automaticamente com um baque. Lawrence fitou o espelho rapidamente, e um arquear de lábios quebrou sua faceta polida. Seus lábios começaram a se mover como na gravação, que logo dizia em alto e bom som para a moça — Alguns são tão ingratos por estarem vivos! Mas você não, não mais.
O antigo reino élfico não era tã grande quanto o atual, mas ele parecia ter sido tão aconchegante como aquele que ela chamava de lar. Seu olhar estava atento à qualquer movimentação, mas ele parecia estar deserto e isso a decepcionou. Esperava encontru o "amicum" e que ele a guiasse.
Começou a percorrer os lugares à procura do que poderia ser "A árvore Geneálogico", que à princípio havia pensado em ser realmente uma árvore com totens que representariam cada membro das famílias. Inocência dela pensar nisso, mas conforme foi explorando os espaços vazios, vei à sua cabeça que a ávore poderia ser uma metáfora e ser qualquer coisa. Sua conclusão lhe deixu orgulhosa e desanimada. Orgulhosa por ter enxergado, desanimada por saber que qualquer coisa ali poderia ser o que procurava.
Depois de muitos explorar as ruínas e algumas salas fechadas, ela se cansou, paru em uma casa em ruínas e aparentemente com um cômodo ainda intacto, e olhou novamente o cartão que havia recebido: nada. Ele não dizia mais nada e não dava mais nenhuma pista. Já estava escurecendo e pela primeira vez desde que havia lido o papel que estava em suas mãos, ela pensou em sua segurança. Mas ela não desistiria. Tinha algum tempo ainda antes de ficar totalmente escuro e ela já havia morado algum tempo na floresta, saberia se virar bem sem algo pra se proteger, era o que achava.
Decidiu por reiniciar sua busca pelo cômodo que estava atrás de si. CAminhou até à porta que parecia mais nova do que todo o resto das ruínas. Abriu a porta e adentrou, a porta que já estava atrás dela fechou e fez um click, mas ela nem se deu conta. Parecia ter encontrado o local, mas algo estava realmente estranho. Havia uma tanque e fotografias na parede, antes que desse seu primeiro paço para visualizar as fotografias, escutou uma voz que fez todo o seu corpo tremer e se arrepiar.
-- Quem está aí? -- questionou, observando todo o cubo em que estava, mas que não tinha nenhum vestígio de haver alguém ali. E a frase dita por ela não fazia sentido algum para ela. Estava curiosa e com medo. O que ele queria dizer? O que eram aquelas fotos? O que significava aquele tanque?
I was swimming | Liesel & Lawrence | Task003
Notícias que o caos se espalhava por New Scotland já havia chego aos ouvidos de Liesel e isso a atormentou. Passou toda a noite trabalhando no bar com olhares bem atentos para qualquer anomalia. Por sorte os Fae que frequentavam o bar àquela noite não haviam sido amaldiçoados e tudo parecia estar bem. No final do seu turno, na manhã do dia 24, véspera de Natal, Evan veio até ela com alguns papéis na mão. -- Liesel, deixaram isso pra você. -- Ele estendeu a mão com dois cartões para ela. -- Obrigada, Evans! -- ela o chamava assim apesar do rapaz não se agradar.
Ela deu uma rápida olhada em ambos o cartões, mas havia o segundo, de aparência mais simples lhe despertou maior curiosidade, e foi ele o que abriu primeiro. Estava todo escrito em uma língua que Liesel sabia que não era nem o inglês, nem o élfico, mas que por algum motivo ela entendia. O cartão, que tinha como remetente "Amicum", dizia saber das origens da bela ruiva e que ela poderia passar um bom natal na presença deles. Tudo o que ela tinha que fazer era seguir as instruções contidas no cartão.
A elfa não pensou duas vezes, largou o cartão colorido no bolso e leu todo o cartão que continha possíveis informações sobre o seu passado. Seus verdadeiros pais. Suas dúvidas seriam respondidas e ela teria uma família e poderia passar o natal com eles se seguisse tudo certinho. Parou no meio da calçada e leu tudo atentamente. A primeira instrução era ir até a árvore genealógica élfica que se localizava no antigo reino dos elfos que lá ela encontraria o que fosse preciso.
Sem demora, ela correu em direção ao que ela conhecia como o Reino Elfo abandonado que já fora mencionado por alguns elfos que havia conhecido. A ruiva não levava nenhuma arma, nem mesmo a sua besta que costumava carregar, estava totalmente a mercê dos perigos da floresta. Correu por cerca de 15 minutos floresta adentro sem seguir nenhum dos cuidados que deveria seguir. Ela havia ficado cega, tudo o que queria no momento era saber quem eram os seus familiares, abraçá-los e perguntar o porquê de abandoná-la.
Ao chegar no local, ela respirava de maneira cansada, nunca havia corrido tanto sem nenhuma parada, sem olhar para os lados. Pegou novamente o cartão que havia recebido e começou sua procura pela árvore mencionada.
Maybe you could be my new mentor {Liesel&Dorian}
Dorian não se preocupou muito quando Liesel pediu para começar a ir mais cedo. Os lucros do bar estavam muito melhor agora com ela lhe ajudando, confiava bastante na moça e gostava de tê-la ali. Afinal, Evan era competente, mas vinha com o pacote extra de “Todos-os-problemas-da-adolescência” embutido, uma fase que Dorian viveu há tanto tempo que várias vezes se esquecia que existia.
Faltando pouco para o anoitecer, estava no telefone com Carol que tagarelava incessantemente insistindo em contar-lhe cada detalhe sobre a super festa surpresa que ela estava preparando. Era a quinta vez que a criança estava ligando num intervalo de três horas, Dorian estava cogitando em atirar o celular dentro do caldeirão. Gostava da inciativa, mas sua “sobrinha” não precisava ficar repetindo tudo toda vez que tinha uma super idéia nova. Ao notar Liesel passar atrás dele com algo estranho na mão, improvisou uma desculpa qualquer — Vai ficar lindo amor, agora, o tio Dorian tem que desligar. A empregada dele ta indo envenenar um cliente… Sim, sim, aquela ruiva, ela mesmo, Tia Lis? É tia Lis… Não, ela não vai matar ninguém. Foi uma piada… Te amo também… Ahn, não, não liga depois não… — disse entre dentes ouvindo-a do outro lado da linha —… Ta bom, fala com sua mãe que eu estou ocupado, e não quero posso fazer nenhum favor, tudo bem?… Até mais. Também te amo… Não, Carol, não é pra ligar mais tarde… Ta… Tchau. — ele apertou depressa o botão de desligar como se estivesse no último segundo para desarmar uma bomba — Eu to muito velho pra isso! — gritou com o aparelho antes de jogá-lo num canto qualquer. “O que é que eu deveria fazer?” se perguntou parando no meio do corredor atrás do balcão e olhando para o nada. Ouviu alguém quebrar algo na cozinha e se lembrou subitamente. Liesel.
Passando a passos largos por dois homem que bebiam e atiravam rum sobre a mesa, cutucou Evan como um sinal de que ficasse atento. Dirigiu-se para a cozinha e fechou a porta atrás de si. Aquela porta nunca ficava fechada. Sorriu quando Liesel o fitou.
A garçonete mal iniciou seus experimentos quando escutou a porta da cozinha ser fechada. Um medo tomou conta de si, seu coração passou a bater mais rápido e de uma maneira devagar e desconfiada ela virou-se para a porta e viu Dorian, seu chefe. -- Dorian! -- ela exclamou. Suas mãos estavam no balcão, tentando esconder as coisas. -- Tudo bem? O movimento aumentou?-- ela o questionou. -- Eu já estava voltando para o salão, não iria demorar eu juro. -- não sabia o que dizer e nem como agir. Dorian não era do tipo que gritaria com ela, mas ele era irônico e isso incomodava Liesel muito. Ela precisaria retirar os ingredientes que estavam no balcão, mas com a presença dele ali seria impossível fazê-lo. -- Dorian... -- ela suspirou esperando uma repreensão do chefe.
It was a good mistake [Summer x Liesel]
- Nate nasceu um tempo depois… Uma de vocês fez o parto, Irvin é o padrinho de Nate. Engraçado é que no início, eu não gostava deste lugar… Hoje não quero mais ir embora, acho que te devo por isso.— ela falou com um meio sorriso olhando para a garota enquanto Nate mordia seu dedo indicador, fazendo Summer rir por vezes — Acho que nunca chegamos a nos apresentar pra ser sincera… Pois bem, prazer em conhecê-la Liesel, eu sou Summer. —ela apresentou-se estendendo a mão para apertar a dela em comprimento com um sorriso nos lábios.
-- Esteve em boas mãos então. -- a ruiva escutava a loira com atenção. -- Esse lugar é maravilhoso. -- suspirou. -- Eu me sinto muito bem aqui, me sinto em casa. -- ela olhou o local ao redor. Estavam no inverno e a neve tomava conta de alguns locais, mas não deixava ser bonito, quase tudo branquinho e ainda iluminado pelo sol que as vezes os visitavam. -- É um prazer reconhecê-la Summer. -- apertou a mão da bruxa. -- Espero que possamos nos encontrar mias vezes por aqui e desafiar o Irv... Digo, Nossa Majestade. -- ficou um pouco encabulada por ter se dirigido ao The Ash de uma maneira informal. -- O que costuma fazer em seu tempo livre por aqui? --
It was a good mistake [Summer x Liesel]
Summer olhava para Nathaniel com um ar encantado, passando os dedos pelos cabelos ainda finos que começavam a crescer na cabeça do menino. Fernand implicava que era impossível ele ter tanto cabelo e Nate nada, impaciente, eela pensava. — Seu pai vai gostar disso filho… Está crescendo cabelo, finalmente. — ela disse com um sorriso enquanto o bebê agarrava seu dedo e levava a boca sem dentes. O murmúrio vindo de algum lugar acima de si fez ela levantar os olhos e encontrar com o rosto da elfa que logo depois pareceu bastante surpresa ao reconhece-la, Summer teve de franzir o cenho e forçar a memória um pouco mais para se lembrar dela, mas logo lhe veio a mente o rosto da mulher, a mesma que havia-a arrastado para dentro do reino elfico e dado a Summer uma nova esperança e também um futuro lar. — É…. sou eu e você… Você é você! — nota mental: aprender a como manter uma conversa e responder uma pessoa. Summer riu baixo, não sabia nem lidar com despedidas nem com reencontros — Nasceu faz quase três meses… Queria que passasse mais devagar.
Liesel ficou um pouco sem graça com a reação da mulher à sua frente. -- Então você o teve logo depois do incidente? -- a ruiva se manteve de pé ao lado da loira e da criança. -- Ele realmente está muito esperto para pouco tempo de vida. -- sorriu. -- Eu não lembro o seu nome, ou eu não sei o seu nome. -- virou-se para a bruxa. -- Eu sou a Liesel. -- estendeu sua mão para ela. Era estranho se apresentar para a mulher depois de tê-la conhecido há tanto tempo.
Maybe you could be my new mentor {Liesel&Dorian}
Liesel estava preparada para sua jornada de trabalho quase que dupla. Por falta de instrumentos para praticar suas poções, a ruiva pensou em possibilidades de onde ela poderia praticar. Suas opções eram pedir ao The Ash espaço no reino élfico ou os utensílios de cozinha do seu local de trabalho. Apesar de saber que sua primeira opção seria a mais viável, seria ela também a que praticaria com menor frequência, já que não era sempre que tinha tempo de ir ao reino e quando o fazia dividia seu tempo entre praticar luta e descobrir mais sobre seu passado.
Sua segundo opção havia sido sua escola. Sua primeira vez testando poções medicinais havia sido um sucesso, exceto por um copo quebrado, o que não importava à Dorian. Conforme ia misturando um ingrediente a outro ela se sentia mais confiante, mas o movimento no bar algumas vezes não a ajudava e já havia sido chamada a atenção por deixar uma mistura estranha em um pote ou copo.
Procurando ser mais cautelosa, Liesel chegou no trabalho mais cedo do que deveria, alegando precisar de mais dinheiro. Iniciando seu turno noturno mais cedo, ela poderia pegar um período mais calmo e poder praticar mais. Os ingredientes pegos na floresta ou no reino ficava em uma polchete que trazia junto a seu corpo.
O movimento estava bem tranquilo e a elfa decidiu iniciar uma poção que havia visto num livro que havia pego. Caminhou até a cozinha, observando atentamente se alguém não a observava ou se estava por perto. Pegou um pote de vidro e jogou ali dois ingredientes, tentando se lembrar das orientações dadas pelo livro.
It was a good mistake [Summer x Liesel]
Summer gostava das tardes no reino elfico, tendia a ser lindo, ainda que tudo ali fosse mágico e encantador. Mas Summer gostava mais das tardes. O sol invadia as frestas das copas das árvores e tocava de um modo gostoso em sua pele clara, assim como na do bebê, sentado em meio as suas pernas, brincando com as folhas secas já a muito caídas no chão. Os passarinhos que habitavam a floresta cantavam alegremente, de uma forma doce e boa de se ouvir. Summer notava o quanto havia mudado em não mais que um ano. Antes, estava rodeada por seus problemas, viciando-se em drogas, bebidas e cigarros e agora, ninguém diria que aquela era a mesma Summer de antes. Ela sorriu, para bem ou mal, gostava de ser daquele novo jeito. O riso sonoro de Nate a fez sair dos devaneios, observando a criança que descobriu que bater com as mãos no chão faziam as folhas pularem e flutuarem a sua volta.
Liesel passava boa parte das noites trabalhando, depois ia para sua casa dormir, ou algumas vezes ia encontrar abrigo no reino élfico, o quel ela evitava fazer logo que saia do bar de Dorian, pois poderia ser seguida por criaturas noturnas. Faziam 3 meses que estava em New Scotland e um pouco menos que havia encontrado abrigo entre os elfos liderados por Irvin, por qual tinha grande apreço. Gostava de passear no lugar em que poderia chamar de "seu lar", ficava pensando em tudo o que havia vivido em seu tempo ali e nas coisas que ainda a incomodavam, seu passado ainda era algo desconhecido a ela. A ruiva passeava vagarosamente e pensativa, mas um barulho leve e doce a chamou a atenção. Quando olhou ao seu redor percebeu que vinha de uma moça loira e um bebê de aparentemente 2 meses, os dois não estavam longe de si. Continiu vagarosamente, mas indo na direção dos dois. -- Boa Tarde! -- disse de maneira suave como se pedindo licensa. Ao se aproximar melhor, reconheceu o rosto da que não era elfa, e sim uma bruxa. A jovem à sua frente havia sido colocada por ela dentro do mundo élfico e isso quase lhe custara a confiança do Rei. -- Por Irvin! És tú. -- abriu um sorriso. -- Vejo que seu bebê nasceu. -- olhou para a criança sentada entre as pernas dela.
NÃO ACREDITO
EU SEMPRE SOUBE! Cientistas descobriram um escudo invisível estilo Star Trek, a milhares de distância da Terra…
E acha possível buscar isso aí? Aposto que Vossa Majestade iria adorar ganhar isso de Natal. Eu poderia presenteá-lo.
Amor Platônico
Eu a conhecia muito bem, me sinto um estranho aqui. É curioso… Gostaria de voltar pra minha terra, pra cá. Mas o destino nem sempre é feito de somente coisas que queremos fazer, e sim do que devemos fazer, não é? — deu de ombros, continuando a caminhar ao encalço dela. E quando a viu abaixar-se franziu o cenho, foi um ato tão subito que ele não associou em primeira instância, mas logo que sua barra foi dobrada e teve o alfinete ele se sentiu imensamente agradecido. — Agora acho que não irei mais tropeçar, e você é a segunda pessoa que me diz isso.
Mas você pode explorá-la sempre que quiser. -- caminhava desviando alguns galhos de sua frente. -- Só tomar o cuidado de não vir ao anoitecer, é bem perigoso -- seus olhos esstavam atentos aos detalhes que te levariam ao local onde acordara. -- Também acho que não, a menos que queria andar de costas. -- virou sua cabeça para ele e ao imaginar a cena sorriu fazendo um barulho estranho, segurando uma gargalhada. -- acho que seria o ideal. És o rei, mas poderia usar roupas mais confortáveis e que te dê mais liberdade. -- parou de andar. -- Chegamos! -- seu olhar estava fixo no tronco em que sua cabeça estava quando despertou.
Tudo bem então, confio no que diz. Só espero não me perder, meu senso de direção é péssimo. Agradeceria sua ajuda sim, obrigada. — dissera arrumando as vestes. — Acho que dois ou três dedinhos de barra já ajudam… seria muito bom se pudesse fazer isso.
Não, fique tranquilo. Conheço bem a floresta. -- abaixou-se, dobrando as vestes dele. -- No momento o que posso fazer é isso. -- Pregou um alfinete que havia deixado em sua blusa enquanto estava costurando a barra de um vestido -- Pronto. -- levantou-se. -- Poderia passar a vestir roupas menos... Compridas.
Que absurdo… São suas e se estiverem indecentes ou não , você é quem escolher o que usar. Esse povo não respeita mesmo. Nojento. Mas não ligue para isso, se não poderá se estressar.
Exatamente. Eu tenho nojo dessas pessoas com a mente tão pequena. mas enfim... Me desculpe. Como está Gwendolyn?
Tem certeza que é por aqui…? Não estou convicto disto, além do que…
Droga de Robe! Me lembre de contratar um novo alfaiate.
Sim, tenho certeza que é por aqui.
Eu já vim a esse lugar várias vezes desde que acordei aqui.
Óh, quer ajuda? -- aproximou-se dele. -- Eu posso tentar diminuir um pouco para ficar mais confortável.