Fotos do Congresso
O Sinpro-SP agradece a todos que participaram do 5º Congresso Pesquisa do Ensino Confira as fotos do evento nos links abaixo:
08/09 - Parte 1 08/09 - Parte 2 08/09 - Parte 3 09/09 - Parte 2 09/09 - Parte 2
10/09 - Dia todo

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Fotos do Congresso
O Sinpro-SP agradece a todos que participaram do 5º Congresso Pesquisa do Ensino Confira as fotos do evento nos links abaixo:
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Veja aqui um resumo do que foi discutido nos três dias do 5° CONPE
O uso da fotografia científica no ensino de Física e de Química foi o tema do minicurso ministrado pelo Prof. Dr. André Amaral Gonçalves Bianco, da Unifesp. Indo de recursos sofisticados a ideias simples, que incluem até a montagem de um pequeno estúdio com papelão, André discutiu a importância da imagem para a divulgação científica e o processo de aprendizagem.
No terceiro dia do 5º Conpe, a Profa. Dra. Maria Eunice Ribeiro Marcondes, do Instituto de Química da Universidade de São Paulo ministrou o minicurso “Uma contribuição para o ensino de Química - oficinas temáticas para o Ensino Médio”.
No minicurso 'Livros didáticos impressos e digitais: alternativas para o ensino de Química', a Prof. Dra. Irene Cristina de Mello (UFMT) explica que o professor muitas vezes se frustra por não conseguir dar todo o conteúdo contido no livro didático. Ela defende que o docente tenha liberdade para decidir quais são os conteúdos essenciais e poder utilizar um tempo maior na construção desses conceitos.
Objetos digitais no ensino de química e as visualizações
O Prof. Dr. Agnaldo Arroio (USP) abordou o paradoxo das TICs no ensino de Química. De um lado estão as escolas que cada vez mais exigem o uso de recursos gráficos como a projeção 3D. Do outro está o professor que, por muitas vezes não teve acesso à formação especializada para dominar o uso dessas ferramentas.
Além disso, Arroio defende que se o uso das TICs não for inserido cuidadosamente no quadro teórico da disciplina, a reprodução visual se torna incompleta e aleatória.
Confira como foi o segundo dia no 5° Congresso Pesquisa do Ensino
Nanotecnologia: uma nova fronteira
Desde 1980 o desafio da indústria tecnológica tem sido diminuir cada vez mais o tamanho de seus chips e pensadores. O que antes era restrito aos filmes de espionagem ou ficção se torna cada vez mais presente na vida cotidiana comum.
Ainda que a fala do professor Leonardo Paterno tenha ares futuristas, as pesquisas que ele apresentou já uma realidade. A nanotecnologia é fundamental para a produção de filmes ultrafinos para captação de luz solar. Ela se faz presente na construção dos polímeros que servirão para confeccionar uma espécie de ‘tinta’ capaz de transformar a luz do sol em energia elétrica.
Paterno ressalta que a é nanotecnologia que possibilita a construção desses painéis solares a um baixo custo, que no futuro, serão acessíveis a população em geral.
Já o professor Ely Antonio Tadeu Dirini (PUC-SP) em sua fala trouxe exemplos de onde a nanotecnologia já é aplicada. Na área da saúde, os medidores de glicose são eficazes graças a eletrodos do tamanho de um vírus. Nos televisores de OLED, a máquina que de fato produz a imagem exibida tem, aproximadamente, metade do tamanho da unha de um dedão da mão.
Quando perguntados sobre por que o Brasil não desponta como uma potência na área de pesquisa ambos os professores culpam a falta de investimento nas pesquisas, que têm custos altíssimos e demandam anos. Os recursos que o governo destina à pesquisa impedem a continuidade do trabalho e consequentemente faz com que o país não tenha condições de ser competitivo.
Ivo Gherardi, professor de Física do Colégio Visconde de Porto Seguro, parte de sua experiência para falar sobre a sala de aula na era da informação.
Na noite de 08/09, o professor emérito da UFMG, Carlos Alberto Filgueiras (esquerda) autografou sua mais recente obra, "Origens da Química no Brasil", publicado pela Sociedade Brasileira de Química em parceria com a Unicamp. O professor-pesquisador e orientador de doutorado na Rede Amazônica de Ensino em Ciências e matemática, Áttico Chassot (ao centro), também esteve presente e autografou exemplares de sua vasta bibliografia. Na foto, eles estão acompanhados do Prof. Dr. Nélio Bizzo, professor titular da USP e coordenador científico do 5º CONPE.
Ensino de Química e cibercultura
No minicurso ministrado pelo professor Claudio Roberto Machado Benite (UFG) o principal questionamento dos participantes era como trabalhar o uso de gadgets em sala de aula sem que o aluno se disperse.
A maioria da plateia já tinha dado os primeiros passos no uso de tecnologia, e até mesmo mídias sociais, no processo de aprendizagem, mas, de acordo com os relatos, os resultados não foram satisfatórios como esperado.
Uma professora que participava do minicurso contou da tentativa de usar o facebook como ferramenta auxiliar. Os alunos deveriam fazer posts sobre o que entenderam da explicação dada em sala de aula. Segundo ela, ainda que a interação com os alunos fosse grande, a maioria das postagens eram rasas e com pouco conteúdo acadêmico.
Benite então contou que que a as tecnologias não devem ser inseridas na educação por modismo, elevado uso de dispositivos móveis ou mesmo pelo crescimento do mercado de TI (que desponta como uma das carreiras profissionais de grande procura pelos jovens). Ele explicou que usar instrumentos tecnológicos requer um planejamento cuidadoso atrelado ao planejamento acadêmico.
O professor da UFG também ressaltou que as novas tecnologias em sala de aula têm se mostrado muito eficientes na inclusão deficientes, pois possibilitam meios de acessibilidade para esses alunos.
Essa tal sustentabilidade
Na mesa-redonda que se dispôs a discutir o tema da sustentabilidade era impossível ouvir o que o Prof. José Eli da Veiga (USP) e o jornalista André Palhano (Virada Cultural), sem autoquestionar o estilo de vida moderna que se leva. Ambos eram certeiros quando precisavam definir o tema em uma frase: responsabilidade com as gerações futuras.
Em sua fala, Jose Eli da Veiga explicou o surgimento do termo sustentabilidade e traçou uma linha do tempo que começa nos anos 1960, onde a sociedade começa a se dar conta das do impacto negativo que suas ações podem ter no biossistema, e amplifica a discussão até ao dias de hoje, em que se entende que o desenvolvimento pode se dar de forma sustentável.
Outra questão trazida pelo professor é a importância de se interromper a associação compulsória da sustentabilidade com questões ambientais. Para ele os temas tem sim relações, contido, a sustentabilidade é infinitamente maior do que apenas a proteção do ecossitema e se liga a discussões políticas e aos direitos básicos da humanidade.
Já o jornalista André Palhano contou como veio a conhecer mais sobre o assunto. Jornalista de economia ele foi convidado a escrever uma coluna sobre sustentabilidade em um caderno econômico de um grande jornal.
Diante do desafio e a necessidade de fontes qualitativas de informação, Palhano foi concorda com José Eli da Veiga e aponta para a dificuldade de encontrar conteúdos de que dissociem sustentabilidade de temas como meio ambiente e reciclagem.
Palhano também chama a atenção para como o tema da sustentabilidade é inserido na vida cotidiana. Para ele é necessário parar com o discurso ecochato e aproximar a sociedade em geral da verdadeira importância da sustentabilidade, garantir que as próximas tenham as mesmas oportunidades e condições que a atual tem.
O professor da Universidade Federal de Lavras, Celso Vallin, fala de como construir um projeto interdisciplinar na sala de aula.
A representação da ciência na mídia brasileira
Na abertura dos trabalhos, o jornalista da Revista Fapesp e coordenador da mesa-redonda, Bruno de Pierro, enfatizou a importância da discussão em torno das relações da mídia com a informação científica. Segundo ele, os próprios pesquisadores é que divulgam aquilo que pesquisam, o que é um fato positivo porque permite que o cientista acadêmico tome contato com a dinâmica da informação que é veiculada nos meios de comunicação e evite que o conhecimento público sobre o setor fique excessivamente em mãos dos jornalistas. Ao mesmo tempo, no entanto, a explosão dos canais de informação provocada pela emergência das redes sociais sem que haja uma atuação intensa do jornalista especializado em Ciência nesse cenário pode provocar “ruídos” de comunicação que prejudicam o nível de acompanhamento da opinião pública.
A pesquisadora da Fiocruz, Carla Almeida, atenta ao esforço da cobertura de temas científicos deve ser feito para assegurar que a profusão de canais de divulgação e a forte presença da ciência no nosso cotidiano não prejudique a qualidade da informação científica, evitando-se a sua vulgarização. Em apoio a essa afirmação, a jornalista citou pesquisa da Fiocruz segundo a qual o interesse dos brasileiros pela ciência é elevado, chegando a 61% dos entrevistados, com uma incidência bastante elevada de pessoas que acreditam nos benefícios do conhecimento científico. Esse otimismo, se transfere ao cientista – um dos atores sociais que desfrutam de mais prestígio junto à sociedsde.
Carla também destacou o baixo índice de consumo de informações sobre C&T nos meios de comunicação junto aos próprios jornalistas ao mesmo tempo em que a fragilidade do espaço que o conhecimento científico tem na sociedade em geral ficou bastante clara no baixo nível de mobilização contra a extinção do Ministério de Ciência e Tecnologia.
Já Alicia Ivanissevich, da revista Ciência Hoje, explica que popularização do conhecimento científico é o principal objetivo da Ciência Hoje. A proposta está na origem da publicação marcada pela transição da ditadura para a democracia e pelos fatos que envolveram os cientistas com a crise política, a exemplo do desafio que a SBPC representou para os pesquisadores.
O projeto representou a superação de práticas que representavam um obstáculo para atingir esses objetivos: popularizar a linguagem científica, trabalhar de forma jornalística com o conteúdo e mobilizar pesquisadores em torno da publicação. O balanço desses 34 anos de existência da revista mostra que uma parte expressiva da comunidade acadêmica “aprendeu a escrever para um público não especializado”. Além disso, a revista tem contribuído para diminuir a distância entre a ciência e a formação na escola, operação que vê o professor de ciência como um agente estratégico dessa integração.
O professor emérito da UFMG, pesquisador sênior do CNPQ e convidado para a palestra de abertura do Congresso, fala do ensino de química e da história da produção científica no Brasil.
O primeiro químico brasileiro
Para a palestra de abertura do 5º Conpe, foi convidado o Prof. Dr. Carlos Alberto Figueira, professor emérito da UFMG e pesquisador sênior da CNPQ. Sua fala foi um mergulho na biografia de Vicente Coelho de Seabra Silva e Telles, mais conhecido na literatura acadêmica como Vicente Seabra, primeiro químico moderno brasileiro.
Filgueiras conta que Seabra, em 1788 então com 24 anos de idade, publicou ‘Elementos da Chimica’ (sic), o primeiro livro assinado por um brasileiro e a primeira obra sobre química em português (o latim ainda era muito utilizado em publicações acadêmicas, assim como o francês e o inglês).
Segundo o professor, quando foi publicado, o livro poderia ser considerado a obra mais importante do mundo, pois além de trazer conceitos químicos inovadores, a obra trazia citações de todos os pesquisadores importantes da época.
O professor Filgueiras também destacou outra contribuição de Seabra que até hoje é importante no ensino da química. Em 1801 o pesquisador adaptou para o português as propostas de nomenclatura apresentadas por químicos franceses, o que resultou nos sulfixos “ITO”, “ETO” e “ATO”, utilizados até hoje para diferenciação de compostos orgânicos.
O coordenador do 5° Congresso Pesquisa de Ensino, Prof. Dr. Nélio Bizzo (USP), fala sobre os destaques da programação