{ paradise by the dashboard light • kelsey&conrad ;; playa pichilingu
keldonovan:
── Já conheci mentirosos piores que você. Gente que se enrolava com a mentira e acabava dizendo a verdade no meio da enrolação toda. Meus irmãos eram assim, quer dizer, ainda são assim comigo. ── O sorriso que estava no rosto dela desde que escolheu Conrad para o passeio continuava no seu rosto, esboçando ainda mais cativação pelo rapaz. Se ele achava-se um péssimo mentiroso, era porque não conhecia Karone e Killian, os mais novos dos irmãos. A cada mentira que tentavam contar, pioravam a técnica. Ou talvez, ela tivesse aquilo que toda mãe jurava ter: O poder de reconhecer a mentira dos filhos. Tecnicamente, os cinco eram seus filhos, ela que os criou, ela que deu amor, carinho e, principalmente, limites e uma boa educação, ao mesmo tempo que ela tinha que se dar educação e limites. ── Eu também sou assim. Na verdade, sou muito mais de ouvir do que de falar, só que… Não sei, só estou nervosa e acho que eu fico meio tagarela. ── Soltou uma leve risada, ajeitando sua franja, levando-a para trás das orelhas. ── Expectativas? Eu realmente não sei. Talvez tenha, talvez não. Te conhecer é uma delas. ──
── Fotógrafo? Que máximo! Vou até confessar uma coisa, eu fiz uns bicos tirando fotos de festas na adolescência, mas nada muito wow. ── Fez o sinal de maravilhoso em língua de sinais, três batidas no ar com as duas mãos, e por um momento, o sorrio quase saiu de seu rosto. Lembrar dos seus clientes surdos a deixava para baixo, já que com ela fora, ninguém iria tratá-los do jeito que ela tratava ─ com amor e atenção. ── Sou psicóloga. Trabalho numa clínica de reabilitação e acolhimento, somente sem-tetos e viciados em tratamento. É difícil, mas eu gosto e eles gostam e confiam em mim. ── Contou, com um sorriso brilhante no rosto e olhos vibrantes, deixando claro o amor pela sua profissão. ── O ponto é que: Eu gosto de ajudar pessoas, mudar a vida delas e todos os dias, lá na clínica, mudo a vida de alguém, para melhor. ──
- Mentirosos piores do que eu? Isso com certeza vai melhorar minha autoestima. – brincou, com um sorriso que já estava praticamente fixado em seu rosto, espontaneamente, é claro. – E eu não poderia me identificar mais com esse comentário, também fico meio tagarela quando o nervosismo resolve aparecer. – concordou, ao se dar conta da semelhança. Conhecê-la com certeza era a maior expectativa de Conrad para aquele encontro, então o rapaz ficou nitidamente feliz ao ouvir as palavras dela sobre também estar esperando isso, mesmo que fosse uma coisa lógica a se fazer, levando em conta que esse era o possível objetivo da existência de encontros como aquele. Porém, existia uma grande diferença entre ter interesse e não fazer questão de se importar com tal coisa e, até o momento, o interesse parecia ser mútuo.
Conforme ela contava sobre a profissão que exercia, Conrad se encontrava completamente fascinado. – Uau, isso é realmente incrível. – logo comentou, sinceramente admirado com o trabalho de Kelsey. – Sempre admirei muito pessoas com a capacidade de ajudar aqueles que mais necessitam de apoio. – disse, dirigindo o olhar diretamente para o dela. – Principalmente quando isso significa usar sua rotina para realizar esse trabalho, deve exigir muito esforço, mas entendo perfeitamente você fazer isso porque gosta. – continuou. – Dizem que aquela frase sobre o amor mover o mundo é baboseira, e eu parcialmente concordo com isso, já que existe muita coisa ruim por ai, mas acredito que quem se deixa mover por amor sincero e realiza suas ações baseando-se nisso, mesmo que por impulso, acaba encontrando a felicidade mais cedo ou mais tarde. – compartilhou a ideia, conseguindo se assemelhar ao pensamento por ter simplesmente insistido no que gostava para conseguir ser fotógrafo profissionalmente. – Aposto que as fotos que você fez ficaram legais, por algum motivo meu subconsciente diz que você daria uma boa fotógrafa. - disse, novamente em tom brincalhão. - No momento estou trabalhando em um estúdio então tudo é mais focado para ensaios e sessões fotográficas, mas já trabalhei em alguns eventos e também possuo uma página onde publico meu próprio trabalho. – contou, tentando ser o mais breve possível. – Mas isso tudo parece ser extremamente sem graça comparado ao que você faz, como teve certeza de que era com isso que deveria trabalhar?













