Ainda que as pretensões para seu futuro não envolvessem ser subjugada por um humano, Beyza havia feito questão de decorar o nome e o título de cada um deles desde seu primeiro dia no Instituto, sendo fácil o reconhecimento do romeno. ❛ Agradecido? Que gentil. ❜ Entoou em misto de deboche velado e provocação sutil, arqueando uma das sobrancelhas para ele. Um leve sorriso fez-se presente nos lábios da venéfica quando viu a mais nova adquirir atenção de outra pessoa, mesmo que os trejeitos de ansiedade ainda fossem evidente. Retornou sua atenção para o humano. Constantin não era muito conhecido, ao menos não por ela, por apresentar um comportamento digno da realeza — se fosse bem sincera, ela reconhecia o comportamento desempenhado por ele em plebeus do subúrbio da Turquia. Era curiosa sobre como havia se tornado mais xucro, por não lembrar desse traço nos primeiros anos, mas não havia sido próxima o bastante para garantir que o outro havia passado por mudanças. ❛ Enrugadas? Imaginei que todos vocês possuíssem mãos finas pela falta de trabalho braçal. ❜ Não costumava ser tão sincera em seus julgamentos, sorriso displicente brincando no canto dos lábios. Mas poderia estar levemente afetada pelo efeito do licor solutus. ❛ Ela se chama Agnes. ❜ Não era indiferente quanto à inexperiência da garotinha, embora corresse o risco de parecer ser. Eventualmente poderia ajudá-la em treinamento futuro, mesmo que ela própria ainda possuísse o que aprender. Contudo, naquela noite as demonstrações eram importantes. ❛ Tenho certeza de que irá ficar feliz com sua solidariedade. ❜
a provocação não passou despercebida pelo julgamento de vladislav e, ainda que minimamente incomodado, deu de ombros, colocando as mãos dentro dos bolsos da calça. diferente do pai, não possuía problemas exacerbados com venéficos, portanto, sua tolerância quanto a eles era maior; uma herança da mãe, acreditava. “ agradecido. conhece o conceito ? ” a provocação fora devolvida com bom humor, num resquício de sorriso, comportamento quiçá raro no duque, observando, com atenção, a recém chegada. percebera, pela visão periférica, a partida da garotinha, mas o foco permeava na turca, ligeiramente intrigado com sua essência. estava se perguntando, até aquele momento, se ela sabia quem ele era, mas, após ouvir o comentário acerca das mãos, teve certeza. a atenção das írises agora se dispuseram sob as próprias palmas, notando a rigidez mesclada com os bons trabalhos dos romenos. “ a do meu pai é, certamente. mas passo meu tempo livre cuidando dos estábulos, então tive uma oportunidade ou outra de fazer trabalho braçal. ” divertindo-se mais do que deveria com as respostas alheias, fez questão de repetir suas palavras para teor de provocação e jocosidade. não era todo dia que recebia respostas atravessadas, e, internamente, agradeceu por alguém o fazer, enfim. “ agnes. anotado. ” cumpridor das promessas que fazia, retirou um pedaço de papel para anotar o nome da garotinha e, depois de todo o circo, conseguir fazer um depósito. “ gentil, solidário, folgado... estou descobrindo várias coisas sobre mim sob seu olhar, beyza. ” proferiu o nome dela com cuidado, temendo não tê-lo ouvido direito quando agnes, agora sabia seu nome, saiu.