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@copying-cat
When I get to the bottom of it I see Seems like nothing I say Ever meant anything But a headline over my head Thought I made a stand Only made a scene There's no peace for the underfed All the unknown dying or dead Keep showing up in my dreams The stand at the end of my bed Have I ever really held anybody but myself?
[Flashback] Q&A | Baseline test #1
Não era a sua primeira vez naquela sala. A bem da verdade, C conhecia bastante bem os poucos metros quadrados ao seu redor. Havia memorizado tudo nas paredes brancas que a cercavam, inexpressivas, do chão ao teto. Sabia, por exemplo, que não havia uma rachadura sequer corrompendo as superfícies muito lisas e anticépticas que a cercavam, e que só tinham sua imensidão alva quebrada pelo ligeiro contorno da porta e por um quadrado saliente a um metro dela, do qual surgia uma lente pequena e alguns furos discretos para a saída de som.
Sabia também que não havia a menor necessidade para tais aparelhos, já que existia tecnologia o suficiente à disposição para que nenhum desses aparatos fosse efetivamente necessário. Porém, quem quer que tivesse projetado aquele cubículo quase claustrofóbico provavelmente quisera dar a quem o adentrasse algum lugar para olhar, algo a que se dirigir. Como um último resquício de humanidade – suprimento em falta dentro do Centro de Treinamento Policial de Gallica I, diga-se de passagem.
A jovem mulher de cabelos muito castanhos sentava-se ereta no centro da sala, a camiseta preta, a calça bordô, de acordo com o que estabelecia o protocolo. Mantinha-se inexpressiva, quase imóvel, como se aquela situação de teste, de prova, não fosse nada de mais.
Não deveria ser. Aquilo era parte da sua vida. Elemento C fora criada para tal.
Algo ruiu no outro lado dos microfones, interrompendo sua análise meticulosa da parede leste, mas ela se conservou imóvel, indiferente.
– Experimento C, pronta para começar? – disse uma voz artificializada saindo do pequeno aparelho.
“Minkowsky?”, pensou, reconhecendo algumas notas daquele tom. Havia, afinal, alguma novidade: seria interrogada por seu novo inspetor, diferentemente das outras ocasiões em que estivera naquela posição.
– Sim, senhor. – foi apenas o que C respondeu, sem titubear, olhando fixamente a lente que a encarava de volta.
– Recite a sua baseline.
– A blood black nothingness began to spin. A blood black nothingness. A system of cells. Within cells interlinked. Within one stem. And dreadfully distinct. Against the dark. A tall white fountain played.
– Informe o seu atual código de identificação.
– Z.1000280-26.2172.0
– Certo. Agora, começando... – disse novamente a voz, suspendendo a última palavra por breves segundos antes de continuar. – Qual seu nome completo, motivo a qual lhe deram esse nome e apelido?
A: Oh well, little C thinks she has everything figure out. Ok, I can play this game too.
A: I know, I know. I didn't mean like that. It is just that I fell responsible, okay?! I am the oldest, it's my job. Not only because I care about you and about B. It is literally my job. WE can't change that.
C: Like you could win it.
C: And look, I'm not giving you a pep talk. That's B's department entirely. But you know you don't have to do this job all by yourself.
A:You would like that, right?! But I won't give it to you so easily. I was impressed, I admit.
A:That is exactly why I worry about her... not that I don't worry about you too, I mean, all of us, after all we are like this somehow dysfunctional family.
C: I spooked you alright. You can't fool ME, you know.
C: Relax. I'm a big girl - I encrypt our own communications and everything. I won't feel jealous if you say you're worried about B. We're supposed to watch over each other. WE, A. As in you and me and her. Not only you. You know that too, right?
A: Não dúvida do seu potencial, C. Ainda lembro quando você soltou aquele virus na simulação durante o treinamento.
A: I don't know. She is a bit... distant these days. Like something is really bothering her. Maybe she is just under too much pressure. You know, she was always more sensitive. I worry about her.
C: I really spooked our trainers, didn't I? Betcha I spooked you too, A.
C: B can take things pretty hard sometimes. Maybe it'd be better if we checked on her.
A: Não quis dizer que não confio nos seus talentos, C. Só prefiro ser cauteloso, você sabe bem.
A: Entendo. Por aqui as coisas estão estranhamente calmas também, mas a aura de problemas ainda ronda no ar. But actually, I am a bit worried about B. She seems a bit 'off' these days, dons you think so?
C: Eu sei. Mas você pode ficar tranquilo. Pelo menos em relação a isso.
C: I haven't seen or heard much of B lately, to be honest. She is... quiet. Maybe something happenend? But wouldn't she tell us?
A: Just to be sure. Afinal, não queremos ninguém de 'lá' receptando essas mensagens, ou melhor, não queremos ninguém, no geral.
A: Something new? Ando com uma sensação de que algo está rolando, mas ainda não consegui 'acessar' certos grupos.
C: Se alguém conseguir nos interceptar, você pode me mandar direto para o manicômio, because I won't be myself anymore.
C: E por enquanto, não. Pelo menos nada de concreto. Tenho minhas suspeitas, but they're quite careful.
A: Tem certeza que essa linha é segura? Just checking.
C: 100%. Não tem ninguém nos ouvindo.
C: Ou lendo, no caso.
// Karma Police.
@copying-cat.
A cerimônia era recheada de blablablá; nada fora do contexto, muitos puxa-sacos espalhados pelo grande e formoso salão, fingindo estarem felizes e impressionados o suficientes para cumprimentar o Comandante toda santa vez que ele passava por perto. Para suportar as cenas entediantes, Jayedn distraía-se nas bebidas servidas por um garçom engomado atrás do balcão.
Absorto, movia um pequeno palito com uma azeitona na ponta dentro de seu martíni, dando-se folga a si mesmo sobre Cleopatra Epsilon ou ter que fingir-se de um policial aplicado e devoto, aquele momento era só dele. Pena que não durou muito. A breve presença do Comandante Marken se marcou não por pedir uma bebida ruim ao garçom — Ew! Gim! — mas sim por sua ordem discreta direcionada ao policial Flannighan: tirar uma tal de Catriona Montag, a garota do staff, da cerimônia e de maneira discreta. E saiu. Sem mais explicações. Deixando um Jayedn com completa cara de “mas o quê?”, sentado e confuso. A aparente funcionária parece que conseguiu tirar Marken O’Donnel do sério. O que ela poderia ter feito? Não fazia ideia. Mas parece que o famoso Comandante por seus métodos únicos de correção não quis estragar sua noite gloriosa e passou a responsabilidade de expulsá-la para Jayedn. Imaginou que seria algum tipo de carma ter que cuidar dos problemas dos outros — ainda mais quando os problemas tinham nomes e eram do sexo feminino.
Soltou um suspiro longo ao mirar a funcionária caminhar pelo salão. Não havia como negar uma ordem de seu Comandante. Dera o último gole em seu martíni e levantou-se para ir atrás da mulher em questão e terminar logo com isto.
Quanto mais rápido fizesse, mais depressa voltaria para o balcão de bebidas.
— Com licença… — abordou a outra assim que se aproximou. Jayedn tinha um sorriso simpático no rosto. — Noite agitada, uh? — …. noite agitada, Jayedn? Ela visivelmente fazia parte da equipe técnica, deveria estar odiando a tal noite agitada, com tantas pessoas importantes naquele salão, gente que naturalmente exalava poder e pressão para que nada desse errado, absolutamente nada. Flannighan não queria estar na pele dos staff aquela noite. Entretanto, aquele ligeiro mergulho em seus pensamentos lhe dera uma ideia. — Parece que houve um problema nos bastidores do palco. — mentiu. — Me pediram para procurar urgentemente por ajuda e, puf, encontrei você. Destino ou sorte? — dali em diante, teria que pensar em como arrastá-la para fora do lugar. Lembrando a si mesmo a todo momento que não poderia simplesmente tacá-la por sobre o ombro e colocá-la do outro lado do portão. Isso não seria nada discreto. — Então, poderia me acompanhar? Deve ser rapidinho.
Aquilo não estava certo. Nada daquilo estava certo.
Era só o que C conseguia pensar ao ver a figura do Comandante Marken O’Donnel se afastar cada vez mais, misturando-se à multidão bem vestida que circulava pelo Order’s Restaurant enquanto recebia tapinhas nas costas e apertos de mão congratulatórios, a medalha de honra reluzindo em seu peito, o título de herói nacional ecoando aqui e acolá. Ela poderia muito bem ter sido uma dessas pessoas que agora o cercavam, com um sorriso decoroso nos lábios e palavras de respeito dirigidas a uma autoridade visivelmente notória. Poderia talvez recostar sua cabeça contra o travesseiro em paz ao chegar em casa, certa de que o melhor por Gallica I estava sendo feito — e não por qualquer um, mas por um de seus melhores. Ela sabia, porém.
Trincou os dentes, os músculos de seu maxilar se retesando, contrafeita. Era difícil digerir a conversa que acabara de ter com o comandante. Um sabor amargo travava sua boca, como se o que ficara por dizer deixasse seus rastros por ali, enquanto os ecos do que fora dito ainda a incomodavam, indigestos. Marken O’Donnel mentira. Mas por quê?
Aquilo não podia estar certo.
No entanto, era inequívoco. Ela havia sido treinada para perceber os mais discretos deslizes, as mais sutis inverdades proferidas por terceiros. Mark sabia disso — ele mesmo havia sido parte de tal treinamento, diga-se de passagem. E embora também tivessem sido ensinados, ambos, a mentir quase igualmente bem, O’Donnell havia deixado um furo — que poderia ter passado despercebido, não fosse por C. Seus olhos não a enganavam, nem seus instintos, sua mente, seu raciocínio. Algo estava, de fato, muito errado. Mas não era ela.
A figura do comandante já desaparecera entre os convidados do governo de Gallica I quando Cat estalou um muxoxo, interrompendo o maquinar furioso de seus pensamentos. Aquele não era um lugar para alguém como ela estar — suas roupas discretas e seu pequeno crachá denunciavam que não fazia parte daquele espaço, não como a grande maioria dos presentes. Precisava se mexer.
Girando em seus calcanhares, a jovem rumou em direção aos fundos do salão. Estudava maneiras de manter discretamente os olhos em Mark durante aquela noite quando foi surpreendida por uma voz masculina. Por um átimo, pareceu levemente surpresa, as sobrancelhas erguidas diante das palavras alheias. — Pois não? — Um segundo depois, já tornara a ser Catriona Montag, especialista em tecnologias contratada para assegurar o bom funcionamento dos equipamentos preparados para os festejos.
A princípio, as intenções do outro não lhe pareceram claras. Por que ele comentava sobre a noite? Qual era o ponto de fazer “small talk” com ela? Resignou-se a anuir com um aceno positivo de cabeça, retribuindo o sorriso simpático que lhe fora oferecido — um sorriso, porém, que não chegava aos seus olhos que, atentos, analisavam com cuidado a postura de seu interlocutor. O que ele viria a lhe dizer em seguida faria mais sentido dentro daquela abordagem, mas estava quase certa de havia algo mais nas entrelinhas daquelas palavras. Afinal, por que alguém colocaria um policial (ou alguém que usava uma farda comemorativa) para fazer aquilo?
Esperou que ele explicasse a situação como um todo para replicar de prontidão: — Ora, claro que sim. É por ali — indicando com outro aceno a direção de uma das portas “exclusivas para funcionários”. Sem demoras, pôs-se a andar para o lugar indicado. O quanto mais cedo terminasse com aquilo, mais tempo teria para concluir sua missão ali. — Você sabe me dizer exatamente o que houve, senhor...? Perdão, didn’t catch your name quite right — disse, plenamente ciente de que ele não havia se identificado em momento algum. — Talvez possamos encontrar a pessoa certa para ajudá-lo com essa situação — completou com um olhar de soslaio, sem saber ainda que ela era a única pessoa certa para aquela situação.
Germany: Do you have a hard time forgiving yourself?
What is there to forgive, though?
I often do.
Soube que conheceu os irmãos Haumea... Alguma impressão sobre a família?
Bem, Trystan e Mirabelle são certamente bons empregadores. Não tenho o que reclamar deles.
Enquanto pessoas… that’s a whole other business.
Qual foi o maior obstáculo encontrando na sua vida até hoje?
A adaptação à vida nova que estou levando há pouco tempo tem sido um tanto desafiadora. As coisas eram um tanto diferentes antes de eu, hm, me mudar.
Já conheceu o Inspetor Minkowsky? O que pensa sobre ele?
Never had the pleasure. Up until now, I didn’t have any falling outs with the law - and I’d rather stay that way, if we are to be honest.
Up until recent events, I thought I was sure about my superiors and who they were. I cannot say I am so sure anymore. Minkowsky seems alright, but time will tell if he really is.
12. Are you more into looks or brains?
Não dizem por aí que “beleza não põe a mesa”? Aparências tendem a enganar, você sabe.
It wouldn’t be quite wise to fall just for the looks of someone.
Do you have any hidden talents? Do people know about them?
If they are hidden talents, how people ought to know them? Wouldn’t it defeat the purpose of the whole hidden part?
Somethings are best kept secret, you know. Only the ones interested should know about ‘em.