Chorei quando cheguei em casa.
Abri o portão, a porta da sala, falei com meu cachorrinho, que veio contente me receber. Destranquei a porta do quarto e chorei.
Sem antes soltar a bolsa. Sem antes tirar a roupa do dia. Sem qualquer outro movimento após entrar nele.
De portas fechadas, com um aperto na garganta, eu chorei. Por três ou quatro minutos.
Depois, respirei fundo, olhei para o teto e rezei baixinho:
— Senhor, eu creio, mas aumenta a minha fé.
Então fui para o banheiro tomar um banho.
Porque esse dia já passou. E amanhã, o sol nasce de novo.


















