As contrações céleres do coração percorriam todo o físico manifestando-se numa sensação de pulsação constante, ecoavam em seus tímpanos como o estrondo de tambores nada harmoniosos. Os pensamentos difusos em seu cérebro formavam um emaranhado que não sabia ao exato distinguir entre seus ou ecos alheios; deveria retornar à calma, mas havia estorvo em suas emoções, o temor ao inevitável que era óbvio ao tornar-se conseguinte de uma reação que jamais deveria ter sido tomada. Precipitado, tentando não só de forma completamente errônea de tomar o controle de sua situação frente aos demais; também egoísta, por separar-se da pessoa que com ele formava dupla, afirmando que estava em plena forma e em plena capacidade de recolher algumas coisas por conta própria. O papel onde havia lista com escrita curvilínea ditando os bens necessários para o acervo da Cosmic Freaks, jazia entrededos da mão trêmula.
Quem ou o que estava perseguindo-o, afinal? Francamente, não sabia. Possuía algumas ideias, pressupostos atribuídos em base da situação geral onde se incluía ele. Se porventura pessoa fosse, sem dúvidas provinha do grupo adversário, provavelmente armadx, e convenhamos, do que conhecia de sua habilidade apenas lhe acarretava tormento, nada de vantagens; não necessitaria também ser alguém fora dos fatores familiares, a maioria dos indivíduos que conhecera na metrópole de raízes genuinamente novaiorquinas, possuíam temperamento impaciente como característica primária, presumivelmente, somente o ato de tentar comunicar-se em inglês com alguém adversx em seu estado acarretaria sua morte. Ao mesmo passo de que, se tratava-se de um verdugo, bem… talvez ele pudesse berrar a plenos pulmões por ajuda, pois esta seria sua única tangente viável.
Prosseguia em seu percurso com destino à lugar nenhum, quando deparou-se com uma porta emperrada. Praguejou mentalmente, chacoalhando o que empatava sua saída pela maçaneta. Ao desistir desta opção e virar-se para procurar por outra fonte de escape algo atingiu-o perto do crânio, tomou o objeto fincado a limiar em mãos, observando-o e em seguida tendo como foco seu local de origem. ¡Puta mierda! Esbravejou mentalmente.
Um alvor provavelmente oriundo de uma lanterna vulnerabilizou-lhes as íris, fazendo-no levar as mãos à face, as palmas viradas para quem quer que tivesse atacando-o. – No tan rápido! No quiero causar ningún daño a nadie. ¿Qué hay de bajar las armas? Te prometo que no te ataque, sólo quiero permítanme decir unas últimas palabras en su idioma, ¡¿ o algo así?! Quero dizer… matar mutantes pra que?! Pra comer?! – O monólogo aturdido talvez fizesse com que seu ou sua predadorx o permitisse mais alguma tentativa de fuga.