↳ Seu nome é Cyrus Abernathy Nott
↳ Nasceu em 13 de julho de 1995.
↳ Está em treinamento para ser auror.
Stephen e Amelia eram, de uma forma que surpreenderia a maioria daqueles que foram casados através de contratos entre famílias puristas, um casal feliz. Gostavam um do outro, sentimento este que foi concretizado na forma de dois lindos filhos para o casal. Nada poderia ser melhor do que aquilo, mas havia certa mentira em toda a perfeição de seu relacionamento. A fachada de marido perfeito e honroso de Stephen Nott estava prestes a cair em um único e catastrófico deslize. Ocorrido esse que colocaria o nome da família em risco e faria os negócios, que já não estavam lá muito bons, irem de mal a pior. Stephen se evolvera com uma mestiça que conhecera por um acaso no Ministério da Magia. Alguém fora de sua classe social que, além de ter sido criada quase totalmente entre trouxas, tinha em seu sangue linhagens trouxas, com ambos os pais mestiços e profundamente amantes da cultura trouxa. Wylla Abernathy era proibida, mas tão linda e sedutora que o homem não pôde resistir aos seus encantos. Por muito tempo escondeu de todos seu envolvimento com a mulher, mas o que ele não esperava era que aquela única noite fosse gerar uma criança, visto que Wylla escondeu este fato de todos. Quando Cyrus nasceu, Wylla o amou como pôde. Levou-o para longe, para o interior da Irlanda, vivendo apenas com a herança de seus pais que tão jovens faleceram. Cuidou do pequeno com todo o amor que lhe fora reservado, mas jamais esperara que tivesse tão pouco tempo com ele, mesmo que já esperava que algo fosse lhe acontecer. Ela mexera com gente perigosa enquanto trabalhava no Ministério, e as consequências de seus atos logo pesariam sobre sua cabeça. E elas vieram. Cyrus tinha pouco mais de um ano de idade quando Wylla saíra para fazer compras, mas no caminho de volta percebeu estar sendo seguida. Sabendo que um dia aquilo aconteceria, ela fez a única coisa que lhe veio à mente e mandou uma mensagem via patrono para Stephen, apenas com seu endereço, logo em seguida sendo assassinada por Comensais da Morte que conheciam seus pais e sabiam de suas origens. Cyrus fora deixado sozinho em casa, e por ali ficou por dois dias. Stephen não vira sentido na mensagem que recebera, e quando resolveu verificar se deparou com o menino pequeno agarrado a uma carta ensopada com as suas lágrimas que continuavam a jorrar mesmo depois de dias. O homem, apesar de envolvido até o pescoço com os ideais puristas e extremamente adepto à causa, tinha um bom coração por detrás de sua faceta racista. Tomou a decisão mais complicada de sua vida ao decidir levar o garoto para casa, assumindo de forma pública que havia traído sua esposa.
Levá-lo para casa causou uma confusão com Amelia, visto que ela acabara de dar a luz a Thomas, o filho mais novo do casal. Ela não podia se separar dele, visto que seu casamento era um contrato que não podia ser quebrado. E seu amor pelo homem era muito maior que aquilo, mesmo que o rancor ainda permanecesse ali como um fantasma impregnando a relação, a mulher decidiu que direcionaria toda a sua frustração com aquela situação ao jovem Cyrus, que nada tinha a ver com aquilo além do fato de ter nascido – mesmo que jamais tivesse pedido por tal. Mas Stephen estava decidido a cuidar do garoto e moldá-lo de acordo com seus ideais. Sua esposa concordou com uma única condição: Que toda e qualquer memória de sua vida com sua mãe fosse retirada de sua mente, mesmo ele tendo tão pouco tempo com a mulher. E assim foi feito. As lembranças do garoto foram apagadas, não deixando nada de seu passado em sua memória, criando assim uma nova criança, que os obedeceria e seguiria seus ideais. Ou pelo menos isso era o que eles esperavam. Mantiveram é claro a lembrança de que ele era apenas um bastardo, alguém indigno de fazer parte daquela família mesmo que carregasse o peso do nome Nott em seus ombros. Mesmo que Thomas e Julian o acolhessem como um irmão, ele ainda era tratado como um forasteiro, e isso era sempre frisado nos jantares puristas onde era privado de sentar-se à mesa com aqueles de nascimento nobre e obrigado a comer na companhia dos empregados, babás e até mesmo elfos domésticos que acompanhavam seus senhores em tais eventos. Cyrus cresceu sendo criado de acordo com as ideologias puristas, mas o tratamento que lhe era dispensado por ser um bastardo contribuiu para que ele jamais se considerasse um purista, apenas concordando com a cabeça toda vez que seu pai lhe dizia algo sobre tal assunto e sempre tendo o cuidado de não ignorar, mas também não dar importância para o tratamento azedo de Amelia para com ele. Apagada toda a sua agitação de criança junto com as lembranças da mãe, tudo o que lhe restou foi um humor negro, uma inteligência notável e uma incessante sensação de vazio que ele não conseguia preencher de forma alguma.
Ao receber a carta de Hogwarts, o garoto tratou o fato com indiferença, como fazia com a grande maioria das coisas em sua vida. Mas seu pai vira nisso uma grande oportunidade dos Nott voltarem a ser reconhecidos na escola e reerguer o nome da família depois da decepção que Julian tinha lhe causado. Talvez Cyrus fosse sua salvação, e com essa crença o menino foi mandado para lá sem muita escolha, e mesmo quando ainda estava sozinho no trem teve a certeza que seria mandado para a Sonserina. Parecia óbvio que iria para a mesma casa que toda a sua linhagem, mas acabou decepcionando seu pai pela primeira vez assim como seu meio-irmão fizera anos antes. Parece que o Chapéu resolveu brincar com o destino do garoto, pois o mandou para a casa rival, a morada dos bravos, a Grifinória, afirmando que notou que ele era muito mais do que apenas mais um garoto purista da Sonserina, que havia uma parte dele escondida que talvez um dia ele viesse a conhecer que definitivamente não pertencia à Sonserina. Apesar de sua criação e da personalidade fechada, ele logo notou que estava no lugar certo. Gostava de viver entre os grifinos e via neles, de uma maneira geral, uma segunda família, apesar de não conseguir estabelecer muitos vínculos verdadeiros, assim como não o fez no resto das casas, com apenas duas exceções. Observava-os de longe, e mesmo que até conversasse com alguns mais que com outros, muitas vezes não sentia-se verdadeiramente incluído no grupo social da casa, assim como não se sentia incluído em nada na sua vida. Aquele era o destino de um bastardo, dizia seu pai, e ele devia se acostumar com tal.
Conforme o fim da escola ia se aproximando, parecia certo em seu futuro conseguir um emprego no Ministério da Magia para ajudar a reerguer o nome de sua família, mas antes mesmo de terminar a escola ele aprenderia que não havia lugar para um bastardo em tais cargos de alto porte. Mesmo com as fortes influências de Stephen, ninguém parecia disposto a aceitar o menino para o cargo de estagiário, o que apenas foi decepcionando o homem a cada dia que passava. Mas foi quando terminou a escola que Cyrus soube o que realmente devia fazer. Tinha acabado de voltar para casa após o fim de seu último ano letivo, quando ouviu uma conversa de seu pai com sua madrasta em que ele dizia ter apagado a memória do filho para que este pudesse ser moldado como um filho exemplo, e aquilo o enfureceu. Durante toda a sua vida sentira que uma parte de si estava faltando, e naquele momento finalmente entendeu o que o Chapéu Seletor lhe dissera no dia em que ingressara na escola. Ele realmente não era um Sonserino purista e nem nunca devia ser, apesar das tentativas frustradas de agir e pensar como um. Aquela vontade de se provar nunca fora algo dele, na verdade era algo que fora implantado em sua mente no lugar das memórias de sua mãe. Ainda não as tinha de volta, mas exigiu que Stephen lhe contasse tudo o que sabia sobre Wylla antes que ele finalmente saísse da casa dos Nott para morar com Julian. Estar longe das influências do pai o fazia finalmente pensar em si mesmo, e foi com certa surpresa que percebeu o que ele percebeu o que realmente desejava fazer. Suas notas eram boas, de qualquer forma, e não foi difícil ser aceito no treinamento para aurores. Ao contrário dos cargos mais democráticos do Ministério, eles não procuravam alguém de família importante com um sobrenome conhecido e de nascimento nobre. Procuravam homens inteligentes e com coragem, características que jamais faltaram no jovem Nott.
+ Leal, Corajoso, Inteligente.
- Estressado, Sarcástico, Solitário.
↳ Por ser extremamente introspectivo, quase não fez amigos durante os tempos de escola, sendo Dorcas Meadowes uma das únicas que conseguia fazê-lo sair de seu isolamento no salão comunal. A menina muitas vezes servira de sua conselheira e ele a vê como uma irmã mais nova.
↳ Por algum motivo, sente um grande fascínio por Abigail Gallagher. Não compreende bem o porquê, mas quando a menina está por perto, a sensação de vazio que está sempre com ele parece quase inexistente. Se sente culpado até os dias atuais por não ter conseguido ajudá-la como prometera e ter terminado a escola enquanto ela ficou para trás.
↳ Sempre foi extremamente habilidoso com Feitiços, arriscando até mesmo alguns feitiços mais avançados que não eram ensinados na aula. Lia-os com frequência em livros da seção reservada, à qual conseguia autorização do professor de Feitiços para visitar, por ser um dos melhores em sua matéria. Tal habilidade continua a ser muito bem utilizada em seu treinamento.
↳ Apesar de todos os problemas com sua família, Cyrus se orgulha pelo bom relacionamento que possui com seus meio-irmãos. Julian e Thomas nunca pareceram ver problemas no fato de que ele não era um irmão legítimo, sempre o tratando como parte da família. Por esse motivo escolheu morar com o mais velho quando decidiu sair de casa, e este como sempre o acolheu de braços abertos.
CYRUS NOTT é um OC retratado por JEREMY ALLEN WHITE e é interpretado por ANGIE.