Deu vontade de escrever sobre você, sobre a paz do encontro, sobre o conforto que foi aquele dia em que encostada no teu corpo eu senti a calmaria de um amor sereno. E como poderia eu, em um primeiro encontro sentir tudo em sintonia aqui? O calor do seu abraço, da sua língua em minha língua e no meu busto. O toque das suas mãos que passeavam pelo meu corpo, que se demoravam na curva do meu quadril que não parava de mexer sobre você. Seus olhos fechados, sua respiração pesada, e tudo em mim pesava, também, de prazer, apesar de sentir toda a leveza que era estar contigo.
Um silêncio confortável. Conforto. Íntimo. Próximo. Fluido. Tentador. Tantas coisas naqueles poucos minutos que eu desejei ser sua sem validade.
Desde aquele dia não houve um dia em que não conversamos. Mal acostumada me encontro. Feliz aqui me demorando nas longas horas de videochamada, olhando cada expressão do seu rosto, tentando decifrar o que você pensa quando se cala, tentando não morrer de vontade de você, rindo das suas piores piadas, nas mensagens do bom dia ao boa noite, na construção diária de quem deseja uma vida a dois.
Você que me conquistou como quem chega insidiosamente e vai construindo uma casinha tijolo por tijolo cimentado na tentativa de não haver chuva que derrube.
Você que é lindo, sensível, atencioso, carinhoso, ouvinte atento, um homem que me faz esquecer números de idade e de distância, que se faz presente o tempo todo. Você que faz o mínimo, mas também o máximo, e me conquista todo dia.
Sinto saudades, quero você, escrevo pensando em você e todas estas coisas boas que nos envolvem.
"Estranho seria se eu não me apaixonasse por você..."