I still have to do a fuckton of Ava’s Demon sprites but in the meantime here’s the hugest spider8itch ever ;:::)

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I still have to do a fuckton of Ava’s Demon sprites but in the meantime here’s the hugest spider8itch ever ;:::)
keep yourself away, far away from me
just drawing some Vriska hell ye
Cuidava com muita atenção e dedicação cada uma das flores presentes em cada um dos inúmeros vasos que possuía. Eram centenas de tipos diferentes, cores, formas e aromas desiguais e únicos, talvez fosse essa variedade que chamasse tanta a atenção da anjinha e a fizesse ter um interesse ainda maior sobre suas preciosas plantinhas. Por esse motivo, tentava manter o local da estufa sempre com uma boa aura, um ambiente propício e calmo para um bom desenvolvimento para as flores, e para isso usava de boa música, ar fresco ventilando e até Às vezes lia para seus pequenos tesouros, Zoë podia ser um pouco dedicada demais de vez em quanto.
Entretanto, durante mais uma de suas leituras — Dessa vez deveria ser “O Pintor Chinês” de um livro de contos — uma atmosfera pesada adentrava no local rapidamente, aproximando-se de onde se encontrava Zoë e seus pertences. Ao contrário do que muitos Anjos fariam com a proximidade de uma auro obviamente pertencente a um Demônio, a garotinha apenas esperou a chegada da outra para mais perto, com um sorriso doce nos lábios pequeninos, ainda mais sendo um dos Demônios que Zoë lembrava-se de ter acompanhado no Exorcismo, apenas auxiliando de longe.
— Ah, Emily! Está melhorando? — Talvez ela não se lembrasse, o que era bem capaz de ser a situação atual, muitos Demônios não sabem ou sequer desejam saber quem os exorcizou ou auxiliou no processo, mas era como se Zoë não desse a mínima para esse detalhe. — Como está seu braço? Sem ferrugens, certo?
「♏」-- As melhoras estão sendo bastante eficientes; é como se eu me sentisse humana de novo. E meu bRaÇo está muitíssimo bem, funcionando normalmente, obrigada por perguntar.
Mentira.
A única parte verdadeira era sobre o funcionamento do braço mecânico da mais alta. E apenas isso. "As melhoras estavam sendo eficientes"? "Humana de novo"? Como se isso fosse possível. Emily jamais poderia voltar a ser humana de novo. Aliás... Ela já fora humana alguma vez? Poderia se considerar pertencente de uma raça tão inferior como aquela, mesmo que tivesse passado toda a sua vida em uma ilha que sequer era conhecida por humanos comuns, tendo uma linhagem real carregada naquele seu sangue tão azul? E toda aquela maldade escondida por detrás de palavras tão bonitas organizadas em uma frase semi formal? E aquela aparência que, apenas em sua ilha, era considerada um ícone de beleza?
Não. Ela não poderia ser considerada uma humana com todas essas coisas as quais levava nas costas, desde dezoito anos atrás - onde talvez o seu nascimento deveria ser marcado como uma das datas as quais o mundo estaria um passo mais próximo da sua completa destruição -, e com muito prazer, devo acrescentar. A morena gostava de ser tão imponente daquele jeito, de saber que nunca pertenceu e nunca iria pertencer àquela raça tão nojenta que persistia em poluir aquele mundo (igualmente nojento) em que estavam. Poluir não apenas com suas máquinas que insistiam em falhar e falhar, com pouco avanço tecnológico - principalmente se comparadas às quais Emily conviveu com -, mas com a sua própria existência.
Todos esses pensamentos invadiram a mente da exterminadora de uma só vez, assim que a menor - cujo rosto, vendo-o mais de perto, era estranhamente familiar - terminara com as suas simpáticas perguntas. Emily sentiu vontade de rir e, ao mesmo tempo, atravessar o seu braço mecânico no corpo da menor, por causa daquela aura... Tão... Pura, que cercava o pequeno corpo da outra. Uma anja, com certeza. A morena não sabia do porquê tinha que ficar perto de criaturas tão horrendas como aquelas. Ela suspeitava de que era o pagamento pelos seus pecados... Mesmo ela achando que nunca houvesse cometido nenhum.
De qualquer forma, engolindo em seco, discretamente, com o olhar tão doce e simpático, o qual escondia por completo todas essas lembranças, pensamentos e sentimentos que subitamente vieram-lhe a mente, inclinando o corpo azulado para a frente, apoiando o cotovelo de carne e osso em uma parte livre da pequena bancada cheia de plantas, deixando com que o queixo descansasse na mão, virando o rosto e os olhos heterocromáticos para a anjinha - que não lembrava o nome, por mais que o rosto insistisse em incomodar-lhe -, perguntou-a: -- Mas e a senhorita? Como se encontra?
X open
O dia estava belíssimo: Um céu azul anil com poucas nuvens, uma brisa morna e ao mesmo tempo fresca, com o cheiro das flores da Botânica preenchendo cada canto da Matriz assim como o som dos pássaros que por ali passavam de hora em hora. Era incrível, as melhores sensações proviam de dias assim.
Zoë olhava pela janela aberta, com um desejo reprimido de poder passar o resto daquele dia no Pátio Aberto ou na estufa da Botânica cultivando as flores e ervas ali presentes.
— Ah… — Suspirava, abrindo um leve sorriso por ter suas pequeninas narinas preenchidas com o cheiro das flores das laranjeiras. A brisa morna lhe tocava os cabelos, distraindo a pequena Anjinha de suas inúmeras tarefas para o dia.
「♏」Emily adorava dias ensolarados. Digo, quando era uma nobre - ela ainda era, por mais que o único local que já havia governado na vida já tivesse sido consumido em chamas... Não que isso viesse ao caso -, preferia evitar por completo os raios solares (não é para menos que a pele dela é tão azul). Mas agora, presa em Sancti Sacramentum, dias belos de sol significavam paz de espírito para a exterminadora, que poderia arranjar alguma desculpa para escapar de seu pequenino quarto nas masmorras barulhentas e completamente irritantes.
Carregava no rosto, como sempre, o delicado sorriso simpático e falso, que podia ser decifrado por tão poucas pessoas - e, até agora, só uma única pessoa já conseguiu falar que a demônio não era tão boa quanto ela aparentava ser (Lilith). Porém, ela queria carregá-lo por menos tempo possível. A falante de latim seguia, à passos largos, para a Botânica, lugar onde tinha o menor número de pessoas da Matriz, para que pudesse pensar com tranquilidade - coisa que ela não conseguia fazer nas masmorras.
Porém, a linha de raciocínio de Emily - que ia desde os seus planos para construir um novo reinado até a sua lista de aliados que já havia conquistado naquele lugar (pequena demais para o seu gosto, por sinal) - foi interrompida quando a garota abriu a porta da Botânica e se deparou com uma criatura que emanava uma pura aura que a dava nojo. Uma anja, só podia ser. A expressão iluminada que apareceu no rosto da exterminadora, internamente, era substituída por uma de completo nojo. Por que ela sempre tinha que se deparar com essas criaturas horríveis, por quê?
-- Boa tarde! -- disse, como qualquer simpática pessoa faria, acenando para a outra, fechando a porta da Botânica atrás de si, ajeitando as madeixas negras nos ombros, além da própria camisa preta com símbolo de escorpião. Andou até a garota, esperando que ela não se assustasse com sua exótica aparência, que teria que carregar para o resto da sua vida (pois aqueles chifres, o braço mecânico, a pele azul e o olho azul com sete pupilas eram desde antes de virar um demônio). Quando chegou bem perto da outra, abriu um sorriso ainda maior. -- Como eStá se sentindo hoje, senhorita?
ϟ Kjeder
É, ele tinha escutado. Na verdade, não havia muita coisa que ele não escutasse agora. Não havia muita coisa que não escutasse, na verdade. Ele escutava os passos das pessoas no corredor, sentia seus cheiros e podia discerni-los. As pessoas tinham cheiros diferentes e ele podia senti-los de onde estava, deitado no chão. Aquilo era um pouco perturbador, mas a verdade era que ele não ligava. Comparado ao que já tinha acontecido com ele, sentir cheiros e ouvir demais não era nada.
E, pelo visto, sua acolhida fria não tinha sido o suficiente para desencorajar aquela garota estranha. Não sabia o que ela pretendia, mas duvidava seriamente que estivesse ali por gostar de ser tratada com desinteresse. Ela parecia gentil e animada… O que significava que ela queria alguma coisa. Eles sempre queriam, quando usavam aquele tom de voz. Ao menos com Freyr.
Ele suspirou, dando-se por vencido. Preferia que ela fosse direta. Ele provavelmente daria o que ela quisesse, caso ela dissesse o que era. Mas duvidava que ela dissesse, mesmo que ele pedisse. Então deixou que ela fosse pelo modo difícil, de qualquer jeito.
— Meu nome é Freyr. — E olhou para ela, como se estivesse aguardando por mais instruções do que deveria dizer ou fazer.
「♏」 Os pensamentos de Freyr estavam brilhantemente corretos. Emily queria alguma coisa com o moreno, de fato. Por mais insignificante que fosse, ela queria - na verdade, ela ainda tinha que decidir se ele poderia ter a honra de se tornar seu súdito, ou se ele apenas seria mais um qualquer em seu futuro reino... Até lá, as intenções da demônio com o semelhante eram praticamente nulas -, e ela não falaria ou demonstraria seus desejos de forma direta, de maneira alguma.
Além do mais, por que falar agora? Para deixar todo o seu disfarce de um ser bonzinho e arrependido dos próprios pecados ir por água abaixo? Contar para apenas um único demônio que parecia não estar nem aí com nada que lhe era dito, para ele sair contando para quem ele quisesse e - aí sim -, sua imagem sendo manchada cada vez mais e mais? Não, obrigada - Emily preferia deixar do jeito que estava (e aquele jeito era o que estava mais dando certo e caminhando para a vitória).
O olhar doce e heterocromático - levemente assustador, devo acrescentar (se bem que a mistura de cores em ambas as orbes e o tom carinhoso o qual elas tinham era o que deixava os olhos da falante de latim um tanto aterrorizantes) - era retribuído pelo seco de Freyr. Não que Emily se importasse. Ela só teria que tentar conquistar a confiança do garoto deitado à sua frente - e, caso ela não conseguisse alcançar seu objetivo, apenas a sua imagem boazinha seria o suficiente (aliás, existem outros milhares de seres que poderiam servir de ótimos súditos por aí).
-- Nome interessante, Freyr. -- disse, com seu normal tom semi-formal, balançando a cabeça positivamente, ajeitando, de leve, os óculos de armação gigante no nariz, empurrando-os para cima com o dedo anelar da mão de carne e osso. Juntou ambas as pernas ao peito, abraçando as duas com os dois braços, e, querendo dar uma continuação à conversa, sorriu, amigavelmente. Tombou a cabeça para o lado, em um gesto de curiosidade. -- Mas me diga. Qual tipo de demônio vOcÊ é?
Neglegenda.
Já andando em direção aos Jardins, parou e olhou para trás quando a outra disse que esqueceu de algo. Pensou que fosse algo importante - não que aquilo não era importante -, pela reação da outra, mas ela estava um tanto alegre e envergonhada demais. Mas quando quando ela apenas se apresentou, quem ficou um pouco envergonhado foi ele, por ele mesmo ter se esquecido disso. Discretamente suas bochechas coraram e levou sua mão esquerda para trás da cabeça.
— Desculpe me… eu é quem esqueceu de se apresentar… — Retirou a mão da cabeça e tocou a mão não metálica dela, se aproximou, levou as costas da mão da outra até seus lábios e lhe deu um leve beijinho. — Sou Leonard, e o prazer é todo meu. — Disse com um sorriso a olhando nos olhos.
Depois de alguns longos segundos o anjo se afastou e voltou a andar, ainda com um sorriso nos lábios.
Continuaram o caminhos em silêncio, e quando chegaram na entrada dos Jardins, Leonard olhou para trás, meio para certificar que ela ainda estava atrás dele e adentrou ao local. Foi andando em direção a uma porta que era restrita a exorcistas e anjos, a abriu e percebeu que não havia ninguém, o que era melhor. Era uma sala quase vazia, com uma mesa redonda no meio acompanhada de algumas cadeiras, alguns armários, uma pequena cozinha e várias flores de decoração. — Entre por favor, aqui estaremos mais tranquilos.
「♏」 Que nojento.
Claro que a morena não demonstrou qualquer pista de que o movimento do albino ter pego a sua mão metálica e ter depositado um leve beijo nela tenha feito ela querer vomitar. Ela nunca demonstrava - isso fazia parte do seu teatro contínuo, que jamais podia parar. Emily apenas levantou uma sobrancelha para o anjo, enquanto ria, discretamente. -- Que é isso. O prazer é meu.
Leonard. Guardaria esse nome em sua mente nada pura, cheia de planos e segundas intenções. O nome do anjo o qual a falante de latim passaria a detestar, com todas as suas forças, apesar do portador ser um bom aliado... Facilmente substituível por qualquer semelhante da espécie dele, claro. Mas ainda sim, enquanto um mais forte ou de melhor utilidade não aparecia, ele servia.
A caminhada ao lado dele parecia que jamais iria acabar. Os Jardins pareciam cada vez mais longe, e isso só porque a companhia do outro fazia a exterminadora querer vomitar o almoço, ela apostava. Mas tudo bem, ela conseguia aguentar ficar ao lado dele - Leonard não era tão nojento daquela maneira, afinal de contas. De qualquer jeito, suas mãos seguraram os cotovelos de lados opostos, aproximando-os do corpo magro, o olhar perdido no chão.
Quando a demônio adentrou o local, fingiu que não tinha visto a placa de apenas exorcistas e anjos, também agradecendo o fato de que não havia ninguém lá - se bem que, mesmo se tivesse, Leonard poderia inventar qualquer desculpa para deixá-la entrar. O olhar heterocromático percorreu todo o olugar, e um pequeno sorriso de canto, tranquilo e inocente, abriu-se nos lábios da morena - satisfeita em ver que ninguém estava por ali -, que apressou-se para uma das cadeiras.
Apoiou o queixo em ambas as mãos e cruzou as pernas, fazendo contato visual, apenas. O silêncio prevaleceu na conversa dos dois até um suspiro escapar dos lábios da menor, que, arrumando uma das mechas do cabelo negro atrás de uma das orelhas pontudas, perguntou, de maneira curiosa, como se quisesse só puxar assunto, mesmo: -- Então, Leonard... -- começou. -- Você está em Sancti Sacramentum há mUiTo tempo?
ϟ Kjeder
O lado bom de não ligar mais para nada é que ele não se preocupava mais em causar boas impressões. O Freyr de antes teria levantando para cumprimentar a garota, teria tentado ao máximo não demonstrar surpresa face à aparência dela, teria tentado começar uma conversa e ficaria constrangido quando os dois estivessem sem assunto, pensando que talvez estivesse sendo chato e falhando em entretê-la, como se este fosse o seu dever ou qualquer coisa do tipo.
Mas agora não importava mais. Ela podia pensar o que quisesse a respeito dele. Ele não ia ganhar nada causando uma boa impressão nela. Não queria mais amigos ou qualquer coisa do tipo porque tudo o que acontece quando ele faz amigos é contagiá-los com o seu azar ou simplesmente ter trabalho com eles. Não gostava de ter trabalho tampouco de ter de se responsabilizar pelo azar que causava aos outros. Então não ia fazer esforço nenhum para que ela se sentisse bem-vinda.
— Sua presença não me incomoda. — respondeu em tom tranquilo, mas entediado — Mas não sou a melhor companhia para uma conversa, se é o que você quer. Na verdade, seria mais fácil você fingir que não tem vizinhos.
Com isso, ele não queria afrontá-la. Não, longe disso, afinal brigas dão muito trabalho. Ele só queria informá-la de um fato que não ia mudar. Ele não era interessante. Ela não ia ganhar nada falando com ele. Estava apenas querendo poupar os dois de terem o trabalho sem sentido de conversarem um com o outro para resultar em nada.
「♏」 O comentário do moreno sobre Emily fingir não ter vizinhos a fez rir, levemente - por mais que, apenas dentro da cabeça dela, aquela risada tenha sido mais irônica e maldosa do que qualquer outra coisa. Arrumou uma mecha dos cabelos rebeldes, ao mesmo tempo em que olhava para a direita, como se pudesse ver os quartos ao lado, e não apenas as paredes.
-- Isso é meio que uma tarefa impossível. -- respondeu. -- Não sei se você já tomou cOnHeCiMeNtO, mas tenho um vizinho extremamente perturbado do meu outro lado. -- o que significava, resumidamente "Não sei se você já ouviu os berros dele". -- Pelo menos, tentar conhecer você melhor, algum quieto e que não grite o tempo todo, seria algo agradável. -- falou, enquanto adentrava o quarto do outro (pois achava que ele lhe dera permissão para tal), fechando a porta atrás de si.
Ajeitando, mais uma vez, o sobretudo nos ombros - a movimentação até a frente do moreno quase derrubara-o, na verdade -, e sentou-se, com as pernas cruzadas, com seus olhos heterocromáticos fixados nos do semelhante, o queixo apoiado na mão metálica e a cabeça levemente tombada para o lado. -- Mas me conte sobre você. Qual seu nome? -- perguntou. -- Ah, aliás. Sou Emily. -- acrescentou, antes dele poder responder, para que não se sentisse incomodado ou qualquer coisa.
▶ worry
Comecemos com uma seguinte pergunta. “O que diabos estava acontecendo?”
Se sentia mais estressado e incomodado que o normal. Estava comendo muito mais do que geralmente comia, e diferentemente das outras vezes, mesmo que comesse, a comida nunca parecia boa o bastante. Não que ela fosse boa antes, mas ela era melhor. As vezes invadia o quarto dela, esperando que ela estivesse por lá para poder ao menos se sentir melhor rindo da cara alheia, mas nem isso. Não estava lá, ela havia ido para aquele tal evento perigoso e tudo mais.
As vezes se pegava pensando no que aconteceria se ela morresse. E daí se ela morresse, ele retrucava a si mesmo. Já tinha visto um bocado de pessoas que eram úteis morrendo, certo? Era o ciclo da vida. As vezes ferramentas quebraram, então eram substituídas por outras. Simples.
Não parecia simples. Luna deveria ser um daqueles brinquedos legais que você se apega e tem pena de doar, mesmo que não brinque mais com eles. Bobagem, ele suspirou caminhando pelo pátio e chutando pedrinhas. Mas que droga, queria alguma coisa para se ocupar. Apanhou uma das pedrinhas no chão e se aproximou do laguinho artificial do pátio, onde tinha uma estátua de um anjo. Frustrado e irritado, jogou de uma vez. A pedra deu 2 pulos, bateu na estátua e quebrou um pedaço do braço.
「♏」 Adivinha quem estava no pátio aberto naquele momento?
Sim. Emily. Naquele dia, ela não estava se importando com as pessoas que falavam mal de sua aparência - não que ela já se incomodasse normalmente -, então os olhares curiosos ou estranhos que a lançavam eram como mini holofotes, os quais a exterminadora adorava e se aproveitava um pouco - não suficiente para que sua máscara de demônio simpático caísse, claro. Aliás, andar por entre aquela escória, que não tinha uma pessoa sequer que nem serviria para ser seu aliado, era reconfortante.
Mas enquanto a falante de latim estava sentada em um dos bancos do lugar, seus olhos heterocromáticos estavam distraídos, observando um grupo específico de exorcistas quaisquer, fazendo anotações mentais, até que ouviu um barulho, que chamou sua atenção. Ajeitou a coluna (que estava levemente curvada para a frente), ao mesmo tempo que arrumava os óculos no nariz, levando ambas as mãos para as laterais das hastes e empurrando-as para cima. E o que suas orbes focalizaram a fez sorrir de uma maneira impressionada e levemente doce, com uma pitada de inocência.
Claro que aquele sorriso escondia um muito mais tenebroso e malicioso. O que chamara sua atenção fora um rapaz - ligeiramente bonito, até - que havia quebrado um braço de uma estátua com apenas uma pedra. Oh, finalmente alguém que prestava naquele cenário, que chegava a dar repulsa na morena. E foi aí que ela se levantou, ajeitando rapidamente a blusa preta com o símbolo de escorpião azul estampado, e andou na direção do outro. A primeira coisa que percebeu, ao observar suas feições, foi a irritação que praticamente emanava dele - uma boa desculpa para um início de conversa.
-- Algum... Algum problema? -- perguntou a exterminadora, parando de andar assim que chegara ao lado do outro (respeitando o espaço pessoal dele, claro), com seu tom de voz delicado de sempre, cruzando os braços atrás das costas.
ϟ Kjeder
Mas que saco. Todo aquele marasmo era um saco. Mas o que poderia fazer a respeito? Não faria nada se pudesse, imagine então não podendo. Não importa onde estava, era sempre um saco. Nas ruas era um saco. Na sede estranha era um saco. Entretanto, a opção a esses dois seria voltar pra casa - e ser expulso de lá sem que sua família pensasse duas vezes - seria mais que um saco. Seria doloroso. Então ele ia ficar naquele lugar estranho. Disseram que não teria que fazer outra cirurgia dolorosa como aquela no dia em que chegara e que eventualmente poderia dormir. Era um saco, mas tinha um propósito.
Apesar de terem dito que era impossível, ele ainda não tinha desistido de tentar dormir. O motivo de estar deitado ali lamentando vagamente a falta de piscinas no local era porque talvez, eventualmente, perdesse a consciência. Fora nadar, o que ele mais queria naquele instante era apagar por completo e não sonhar com nada. Dormir e eventualmente não acordar, talvez. Esquecer da própria existência. Caso tivesse algum sonho, podia sonhar que era outra pessoa. Alguém com sorte comum e e azar comum, nada de anormal demais como ele era.
E, pela segunda vez no mesmo dia, Freyr teve interrompida a sua tentativa de suicídio com menos jeito de tentativa do mundo. Primeiro aquele sujeito estranho de cabelo verde que parecia uma menina e esperava esfriar. Agora uma menina de expressão fofinha, pele azul-acinzentada com chifres e um sobretudo estava parada na sua porta pedindo pra entrar. Ok então. Depois de descobrir que você pode muito bem se transformar num demônio, nada mais ia surpreendê-lo. Sua expressão continuava entediada mesmo depois de virar o rosto na direção dela. Ele não se deu o trabalho de levantar-se. Olhou-a de onde estava mesmo, deitado no chão.
— Pra que? — Foi o que respondeu a ela.
「♏」 "Pra quê?"
Por algum motivo, aquelas duas simples palavras, sendo uma até uma abreviação, ressoaram na cabeça da morena-azulada, como se o cenário onde os dois estivessem tivesse mudado de um simples quarto nas masmorras para uma ampla caverna. Não que estivesse confusa por causa delas ou sem resposta para dar. Era mais... Indagação, talvez? Não era como se ouvisse constantemente aquela "resposta" para a sua pergunta, nas vezes que a fazia.
Mas manteve as expressões que eram contrárias aos pensamentos - confusas, até mesmo chegando a adicionar o traço "curiosa" à elas. Fingiu, muito bem, por sinal, estar um tanto desconfortável pela pergunta do moreno, arrumando o sobretudo nos ombros. E, fazendo as bochechas adquirirem um leve tom de azul mais forte, Emily primeiramente desviou o olhar heterocromático para o chão, antes de focalizar nas orbes do outro novamente.
Sorriu pelo canto dos lábios, sem mostrar suas grandiosas presas, de uma maneira um tanto tímida - ah, como seu teatro era fantástico. -- Eu só queria conversar com você. -- respondeu. -- Você é... Meu, hm, novo vIzInHo. -- disse, apontando, com o polegar da mão direita - a de carne e osso - para o quarto de mesmo lado. -- Achei que seria interessante te conhecer. -- completou, assentindo com a cabeça. Por fim, brincando nos calcanhares por apenas dois segundos, voltou a perguntar. -- Então... Posso entrar?
Neglegenda.
Como a moça deixou a escolha com o anjo, por um breve momento ele parou e pensou onde poderia levá-la, provavelmente ela preferia ir em algum local mais fechado sem muita movimentação de pessoas. Então na cabeça do anjo veio em mente um lugar não muito frequentado. Os jardins, ou como a maioria preferia chamar, a botânica.
— O que acha de irmos nos jardins? Lá poderíamos tomar alguma coisa e relaxar, sem muitas pessoas por perto. — Disse sorrindo e inclinando uma das mãos para a direção a ser seguida.
Ele não sabia os hobbies, ou o que ela preferia fazer em seu tempo livre, não que aqui os demônios tinham muito o que fazer além de ficar preso na sua cela, ou geralmente preferem ficar sozinhos do que socializar com os anjo ou humanos tão desprezados por eles. O que fez Leonard pensar um pouco. Emily estaria ali por que queria ou se sentia obrigada a seguir o anjo para ganhar um extra como uma boa demônio boazinha? Isso o anjo nunca iria saber se ela não falasse ou fizesse algo para desconfiar.
「♏」 Ouvindo sobre a parte dos jardins, Emily sorriu. Ela gostava da Botânica, fingindo ou não. Era uma das poucas partes tranquilas de Sancti Sacramentum, a qual ela podia frequentar sem problemas. Internamente, soltou um suspiro aliviado, pois até que o albino não era tão burro assim, afinal. Sabia como agradar as pessoas. Concordou com a cabeça, fazendo os fios negros dançarem conforme o movimento. -- Uma belíssima escolha.
Deu um passo, um tanto receoso, na direção que o outro apontara, como se estivesse tentada a dar o primeiro passo para irem depressa, mostrando que queria sair de perto das masmorras o mais rápido possível - transmitindo uma mensagem corporal de "Vamos para um lugar com uma aura menos pesada, por favor", que só contribuiu para a imagem de demônio bonzinho. E foi aí que suas orbes heterocromáticas acabaram encontrando as douradas, lembrando-se de algo essencial, que poderia contribuir ainda mais para sua pequena encenação.
-- Ah, como poderia me esquecer? -- disse, dando um pequeno pulinho no próprio lugar, com suas bochechas adquirindo um pequeno tom azulado mais forte - corando, na verdade. Com a mão metálica livre, pegou uma mecha dos cabelos, e colocou atrás de uma das orelhas, abrindo um doce sorriso, aproveitando também para arrumar os óculos no nariz. -- Meu nome é EmIlY. -- apresentou-se, tombando a cabeça levemente para o lado. -- É um prazer lhe conhecer.
ϟ Kjeder
Disseram que iam cuidar dele. Que ele ia voltar a ser o que era antes. Que ia voltar a dormir, a ser um humano normal e que não precisava mais se preocupar. Só que ele não estava preocupado. Voltar a ser humano? Para que? Ele não tinha lugar nenhum para voltar. Não tinha lugar nenhum para ir. Não podia ser simplesmente deixado onde estava, imóvel e inútil, sem que ninguém interferisse na sua - por falta de um nome melhor - vida? Só que disseram que ele machucaria as pessoas se ele continuasse assim. Mesmo que ele não lembrasse ou não tivesse interesse em machucar ninguém - dava muito trabalho. Se os outros quisessem se machucar, que fossem se machucar sozinhos - ele agora estava preso naquele lugar horrível.
— Aqui… Não tem piscina.
O murmúrio veio da forma inerte que era Freyr. Estava deitado no chão do seu - também por falta de denominação melhor - quarto. De certa forma, era um avanço. Algum tempo atrás, ele estivera morando num beco frio na Noruega. Então agora ter um quarto confortável - ainda que naquele ambiente escuro e assustador - era um avanço… Não era?
Não. Que diferença fazia se estava confortável ou não? Quente ou frio, com teto ou sem teto, no beco ou no lugar com aparência de castelo assombrado - não que ele tivesse que temer fantasmas enquanto ele mesmo era um demônio - tudo era a mesma coisa. Tudo era chato, tudo era sem sentido, sem propósito. Ele já havia desistido por completo de tudo e todos. Como estava deitado no chão do quarto, estaria deitado no chão do beco. Como estaria deitado no beco, estaria deitado em qualquer lugar. Que diferença fazia? A porta estava aberta e qualquer um que passasse - não que muita gente passasse por ali - o veria largado daquele jeito.
— Não tem piscina… — Repetiu. Aquela era a única coisa que fazia diferença. Mas não tinha piscina ali. Então aquele lugar não era diferente do beco em que estava morando antes. Porque no beco também não tinha piscina.
「♏」 Disseram que um demônio novo iria ocupar um quarto ao lado do seu, há não muito tempo atrás. Quer dizer, não diretamente para ela - fora isso o que Emily ouviu dos exorcistas e anjos que normalmente passavam por ali, (os mesmos que davam tanto nojo à morena-azulada). Mas ainda sim, informações eram informações; e não bastou muito tempo para que um novo vizinho se realmente estabelecesse. Aquele, pelo menos, parecia quieto, em relação ao outro.
Porém, parecia tão desinteressante quanto. Durante os momentos que Emily ficara no quarto dela, esperando qualquer reação do outro, a única resposta que recebera fora... Absolutamente nada. Nada. E sua curiosidade em saber o que ele estava sempre fazendo lá (porque dormindo não poderia ser) atormentava-a mais e mais. Foi aí que, em um dos raros dias que o demônio conturbado que sempre a irritava - em outras palavras, o vizinho antigo - estava quieto, a morena saiu dos seus aposentos, e resolveu fazer uma pequena visita ao rapaz novo.
Vestindo a usual máscara de "demônio bonzinho em processo de purificação", pegou o próprio sobretudo marrom claro e colocou sobre os ombros pequenos e magros, sem vesti-lo totalmente, ao mesmo tempo que abria a própria porta do quarto, fechando-a atrás de si, com um rangido levemente incômodo. Uma cara inocente e curiosa estendeu-se pelas feições da exterminadora, ao mesmo tempo em que, com os nós dos dedos, batia três vezes na porta do semelhante, ouvindo um baixo murmúrio - o qual não conseguiu distinguir as palavras -, ignorando completamente o fato da porta já estar aberta.
--... Posso entrar...? -- perguntou, o tom de voz igual às feições.
suddenly a Vriska appears
Anonymous: I HAVE A RANDOM REQUEST VRISKA BEING FOLLOWED BY 30 PENGUINS PLEEEEEEEEASE
4 penguins will have to do hahah
.Emily
Ansel inclinou a cabeça para o lado, escutando nada pacientemente enquanto a outra reclamava de seus problemas. Será que ela não percebia que aquilo soava apenas infinitamente irritante e não produzia comoção alguma? O francês apenas assentiu, impassível diante da cara de cão sem dono que ela insistia em exibir.
Ele sequer desconfiava que tudo aquilo era apenas de fachada, tão superficial fora a breve análise que ele fizera da garota. Sorte de Ansel ela não tê-lo atacado ou algo do tipo - se tivesse tentado, ele provavelmente teria demorado a reagir.
“Pois acostume-se. As pessoas não serão dóceis com você." Disse, tentado a acrescentar um ‘levando em consideração a sua aparência’, mas ao menos dessa vez teve o bom senso de manter para si seu mal humor. Ao invés disso, apresentou-se brevemente. “Eu me chamo Ansel."
E somente isso. Seco como sempre.
「♏」 Bom, muito bom. Aquele rapaz era tão rude que Emily, internamente, simpatizara com ele. De uma maneira sincera, o quão mais seco as palavras dele soavam, mais a morena gostaria de se tornar próxima do outro. Ele poderia ser de tanta utilidade... Se bem que seria um aliado difícil de conseguir. Não que ela fosse do tipo que desistisse facilmente.
O sorriso gentil continuara no rosto - fingiria que a frase não-amigável do moreno não a atingisse... Mas não por conta da simpatização, e sim por causa da inocência que sempre fingia (muito bem) em ter. Tanto que a mão de carne que fora deixada sozinha, estendida, parou na própria franja cor da noite, enrolando os dedos nos fios ondulados.
-- Me acostumarei. -- disse, por fim, com as suas orbes heterocromáticas bizarras (tanto que uma era vermelha, verdadeira, mostrando seu lado demoníaco, e outra azul, falsa) focadas nas do maior. -- E é um prazer te cOnHeCeR, Ansel. -- falou, inclinando-se levemente para frente, em um gesto curioso, para tentar dar continuidade ao assunto - e saber mais sobre ele. -- Diga-me. Você está aqui, em Sancti Sacramentum, há quanto tempo?
Homestuck/Supernatural