sabe usar a timidez do olhar,
sem precipitar, por estar só e feliz assim estar,
e no balanço da rede eu vou, me enrosco, mexo, deixo-me ir.
e UM dia depois... um slackline de 100km me proponho a atravessar.
que travessia: menina travessa!
atravessei o portal da ilusão. nem um carrinho, velotrol ou bolhas de sabão.
senti a montanha em mim quando a sós deixei-me estar.
o dia era noite. e as brumas.... todas elas, me abraçavam. tinham vários dedos indicadores enquanto eu imaginava dedos médios.
estamos chegando? onde é esse lugar que os indicadores nos coloca?
é farofa, é fagulha, é fé na fábula. estou faminta, por favor não minta, eu amo menta e vem cá me esquenta. não? agora, não?
até nunca. até que a vergonha não mais apareça e deixa que eu esclareça o escarcéu que a sua presença me fez experimentar.