aro não estava esperando um ataque tão cedo, mesmo que tivesse previsto que haveria um. preferira acreditar na fantasia que estariam preparados “da próxima vez”, mas a próxima vez chegara cedo demais para bolar um plano infalível, mesmo com a ajuda de outros centuriões, do senado, dos pretores ou mesmo dos guardiões dos acampamentos. aquilo era irritante. com um bom romano, gostava de planejamento e das bases bem estruturadas numa guerra, não de pura sorte.
ao que ouviu os sons de metal do lado de fora e os gritos misturados com rugidos, soube que o tempo tinha acabado. agarrou as vestes de ceifador que guardava no fundo de seu guarda-roupas, assim como seu anel e a máscara maldita que lhe trazia as memórias das tantas almas que ceifara, hesitando em colocá-la. guardaria aquilo para se fosse necessário.
as vestes negras de ladino vestiam bem ao seu corpo, assim como as botas de combate, ao que saiu da coorte, não tendo que andar muito para encontrar seu primeiro adversário, ninguém menos que o próprio causador de toda aquela situação: érebo. juntou-se aos outros que lutavam com o deus, pensando em como poderia ajudar, calculando seus ângulos. ouviu a voz de crystal bastante abafada pelo som das batalhas travados ao seu redor, mas soube imediatamente o que ela quisera dizer quando o deus se voltou a ele.
o anel em sua mão se dissolveu em sombras, formando, em seguida, a figura de sua foice com detalhes em azul brilhante, sem forma definida, como fumaça. “in nomine thanatos.” recitou, vestindo a máscara negra que cobria parte de seu rosto, sentindo se formar a aura de morte ao seu redor, afetando adversários que olhassem para ele. sabia que aquilo não seria de grande ajuda contra um deus, mas seria bom para chamar a atenção de érebo.
avançou com um impulso rápido de seus pés, erguendo a lâmina sombria com o alvo marcado na perna do deus, cortando sua canela e vendo o deus urrar de dor ( dado seis ), no entanto, a alegria durou pouco. foi parado ao que as sombras ao seu redor agarraram-se às suas pernas, preso ao local, sem poder reagir. tentava se forçar para fora dali, mas quanto mais se movia, mais parecia se grudar no toque frio da escuridão.
imobilizado, pôde apenas levantar os braços, com a foice protegendo seu corpo, ao que a mão do deus veio em sua direção ( dado sete ), jogando-o alguns metros para longe. rolou alguns centímetros após atingir o solo, podendo sentir a falta de fôlego e o braço quebrado, mas se levantou mesmo assim, pondo seu cotovelo no lugar por pura determinação.
nesse momento de confusão, tendo batido a cabeça na queda, perdeu a concentração de sua máscara, vendo o deus se virar para norman, seu irmão grego. “cuidado com a sombra, norm!” avisou num grito, mesmo que ele provavelmente tivesse visto o que havia acontecido com aro momentos atrás. não conseguiu elaborar mais no assunto, sentindo a dor lhe percorrer o corpo.
para norman, aquele dia começara como qualquer outro, mas o clima havia mudado rápido. antes de tudo começar, estava com marlowe em casa e com os cães. ursula, estranhamente, estava aos pés da semideusa – algo atípico para norman. como de costume, estava treinando alguns campistas menores quando o ataque começou.
sabendo da proporção e gravidade de que o ataque poderia tomar, norman correu até sua casa para pegar a dainsleif, que estava guardada junto à sua bainha. ursula o acompanhou, mesmo que norman não quisesse deixá-la sair. se xingou mentalmente por ter perdido os seus poderes após o enfraquecimento. caso contrário, poderia apenas se teletransportar pelas sombras para onde fosse necessário. droga de ataque – pensou. logo encontrou com o seu meio-irmão, crystal e amber e se juntou ao grupo. “hey, guys. é com esse merda que vamos lutar hoje?” norman deu um sorrisinho debochado para o deus.
primeiro havia visto amber, depois crystal e depois aro atacaram. norman entrou depois, tentando enfraquecer o deus de qualquer forma. manuseou dainsleif bem o suficiente para que fizesse um corte profundo na costela do deus (d14), mas sabia que precisaria de mais que aquilo. o rugido de dor não parou norman de tentar acertá-lo novamente. queria mirar em seu pescoço, mas errou feio pelo desvio que érebo havia dado (d2).
norman assentiu para aro, sem desviar a atenção do adversário que os atacava. “tudo bem, aro. valeu pelo aviso.”, gritou para que ele o escutasse em meio à tanto barulho no campo de batalha. ursula ainda não tinha atacado, pois norman não tinha mandado ainda. ao apontar sua espada ao deus, o cão infernal já sabia o que fazer. suas patas agiram de forma rápida, a impulsionando para morder o antebraço de érebo, o fazendo soltar a arma que segurava (d13). “boa garota!” falou, norman, com orgulho. quando ursula finalmente o soltou, foi para longe e voltou para pegar impulso o suficiente para cravar os dentes no pescoço do deus, o fazendo cair, enquanto balançava sua cabeça instintivamente como uma forma para decapitá-lo. norman sabia que não seria o suficiente (d11). deu o comando para que ela pudesse voltar a atacá-lo novamente, desta vez na costela machucada pela espada do filho de hades (d15). antes que érebo pudesse atacá-la, em protesto à dor que sentia, pelo estrago que o cão infernal fez, ursula desviou das mãos do deus, soltando-o, mas livrando-se do ataque (d4).
norman ordenou que ela corresse para longe, para que o deus, quando se reerguesse, não voltasse sua atenção para ela. assim, o obedeceu.
para chamar a atenção de érebo, foi de encontro ao deus para que ele não machucasse o seu cão infernal golpeando-o no braço e no abdomên, acertando um dos golpes parcialmente, mas o segundo, o deus havia conseguido se defender (d7, d5), ao segurar a mão de ataque de norman, golpeando-o com a outra mão livre com um soco em seu estômago (d6). felizmente, o golpe havia sido mediano, mas ainda tirou o fôlego do semideus, o fazendo cair aos joelhos à procura desesperada de ar.
🥀 Um arrepio percorreu todo o corpo de Crystal enquanto observava a cena de caos se desenrolar na sua frente, bem como os ferimentos nos corpos dos aliados, um arrepio percorreu o corpo feminino e ela sentiu novamente o peso na região da barriga levando a mão mais uma vez até ali. Porém, sabia que não podia parar ali simplesmente pela sensação estranha que estava sentindo e observou o deus virar em sua direção, soltando um xingamento baixo em português e deu um passo para trás, tentando pensar rapidamente no que poderia fazer.
Soltando um suspiro pesado, a filha de Perséfone ergueu uma das mãos para o céu, usando toda a concentração que tinha para invocar uma pequena chuva de espinhos venenosos sob o deus (d14), mas sabia que aquilo apenas serviria para o atrasar e irritar. E foi exatamente o que aconteceu, quando o imortal virou-se irritado para a morena, erguendo a espada que tinha nas mãos pronto para lhe atacar e rezou a sua mão para que conseguisse desviar daquilo, conseguindo parcialmente (d8), mas sentindo a lâmina da espada pegando na lateral de seu braço — Que merda — resmungou sentindo o sangue escorrendo, mas agradecendo por não ser nada mais sério.
Rapidamente, a semideusa colocou-se ao lado de Aro, torcendo para que ele tivesse algum plano que não envolvesse eles simplesmente atacarem às cegas — ou fugirem — e voltou a atenção rapidamente para o filho de Hades — Tem algum plano, Aro? — indagou interessada e preocupada, mas antes que pudesse perguntar mais alguma coisa o deus preparou-se para atacar mais uma vez. — Ah que ótimo — resmungou novamente, apoiando o joelho no chão e torceu para que o que estava pensando desse certo. Uma fenda abriu-se no chão (d14) e para a felicidade da morena, três espectros saíram de lá… soldados que haviam morrido anteriormente — felizmente ser filha da deusa do submundo era uma vantagem com aquelas coisas — Ataquem — mandou observando os espectros avançarem assim como Érebo, mas o deus acabou errando o golpe (d4) e dois dos espectros acertaram as lanças no deus, causando um ferimento que rapidamente iria melhorar, mas era o bastante para lhes darem tempo de fazer alguma coisa.