Nunca imaginou que Dominique fosse escolhê-lo. Pensou que fosse caso de vê-la fazer aquilo com Rose ou alguma de suas outras primas, ou até mesmo com qualquer cara, Sebastian por exemplo. Agora ele? O mesmo cara que ela adorava atiçar e nunca deixava passar de uma provocação? A ruiva realmente estava afim de matá-lo.
Segurou-se na parte de baixo do seu assento, não ousando colocar as mãos onde realmente queria: nas coxas dela. Não queria estragar aquele momento, e tinha a impressão de que qualquer movimento brusco assustaria a garota que fugiria como um animal arisco. Acabou por morder o lábio inferior ao senti-la puxar seus fios, a respiração antes descompassada agora ficava ofegante. Não podia evitar que algo entre as suas pernas começasse a dar sinal de vida, também, era praticamente impossível com Dominique o tocando e falando daquele jeito.
“O que você quer de mim, Weasley?” Perguntou baixo, não sabendo se o restante da roda poderia ouvi-lo ou não, mas honestamente nem se importava mais. Os olhos penetravam os dela com desejo, que não era novidade para ninguém ali, todos sabiam o quanto ele a queria.
Em um único movimento segurou as coxas com ambas as mãos, se levantando com ela no colo. Ele estava de saco cheio das provocações de Dominique, e se ela não quisesse mais olhar na cara dele depois do que ele fizesse, bem, então que não olhasse. Ao menos ele conseguiria (ou tentaria) superá-la se ela não estivesse o tempo inteiro o instigando. Paciência tinha limite.
A colocou no chão e segurou sua mão, andando na frente da garota até o banheiro da Sala Precisa, um lugar que ficava mais afastado da onde todos os alunos estavam festejando. Empurrou a garota para dentro de uma das cabines, fechando a porta atrás de si em seguida. Por sorte não era um espaço pequeno, então eles não estavam esmagados um contra o outro ainda.
“Você adora me provocar, não é?” Perguntou enquanto se aproximava, por mais que pudesse ser uma pergunta retórica. Era óbvio que ela gostava. “O que você quer de mim, Dominique?” As mãos pousaram uma de cada lado da cabeça ruiva na parede. “Vai me dar mais um fora?” Colou o corpo no dela, pressionando o quadril contra o seu com força, fazendo com que ela sentisse o que fazia com ele. “É isso que você queria? Que eu ficasse assim?” Sussurrou, colocando o rosto em seu pescoço, lhe distribuindo mordidas enquanto uma das mãos segurava a sua nuca, a outra puxando uma de suas coxas para sua cintura. Ela podia dizer que não, mas se o fizesse seria a gota d’água para Frank, e ele não daria em cima dela novamente.
ela adorava ver as reações de frank, fossem elas na expressão ou no corpo dele, biologicamente falando. ela também tinha aquelas reações, mas era tão mais fácil de esconder, que ela acabava ficando viciada em incitar frank e vê-lo ter que lidar com o que ela lhe causava. em contrapartida, dominique estava aproveitando aquele momento. ela nunca deixava de aproveitar aquele tipo de tempo que tinham um com o outro, mesmo sendo bagunçados do jeito que eram.
ela sorriu quando a respiração dele ficou descompassada, e quase se esqueceu que estava na frente de todo mundo. ouviu a voz baixa e mais grave de frank, e seus olhos fitavam os dele, sabendo que o desejo transbordava dela, mas não sabia se ele perceberia. bem, o desafio era eles encenarem, não era? ela respirou fundo, e assim, seu quadril se moveu contra frank, e ela conseguia senti-lo contra si.
não conseguiu repetir o movimento mais do que uma vez, porque tão rápido quanto conseguiu, frank segurou-a pelas coxas e se levantou da cadeira com ela no colo, fazendo dominique parar de sorrir e fitá-lo um tanto confusa. ❝ frank? ❞ o que diabos...? ele estava mesmo a rejeitando, só por ela o rejeitar outras vezes? aquilo a fez revirar os olhos antes de ser colocada no chão, e sentir a mão de frank na sua, a puxando com ele.
seu coração estava acelerado porque não sabia ao certo o que frank queria. ele parecia quase irritado com ela, e dom quase o impediu de levá-la para onde queria. não o fez, porém, e assim foi empurrada contra uma das cabines, o peito subindo e descendo rápido, parte por conta do desafio feito anteriormente, parte pela ansiedade do que viria a seguir pela parte dele. ela não demorou muito para entender que seus pensamentos sobre ele a rejeitar estavam errados. aquilo mais parecia um ultimato. seus olhos escuros não deixaram os dele por nenhum segundo desde que entraram na cabine, e a voz dele cortou o silencio, mesmo que ele falasse baixinho, para ela escutar.
o sorriso voltou ao seus lábios quando ele perguntou retoricamente se ela gostava de provocá-lo. ah... como ela gostava. frank chegou mais perto de si, deixando as mãos de cada lado de sua cabeça, e dominique automaticamente colou as costas na parede, e uma de suas mãos segurou um dos braços esticados de frank, apoiando-se ali. ele perguntou o que ela queria dele, e ela estava mais do que pornta para sussurrar "você" baixinho, mas frank não lhe deixou tempo, lhe fazendo outra pergunta em seguida, e colando o corpo contra o seu, pressionando os quadris e inevitavelmente fazendo dominique arfar com o movimento, desregularizando a sua respiração, que saía agora baixinho pela boca, ao mesmo tempo que a mão que estava no braço dele apertou ali. ❝ eu... ❞ ela tentou dizer, mas ele alcançou seu pescoço distribuindo mordidas e a deixando desconsentrada novamente, sentindo-o puxar sua coxa até a altura da cintura dele.
a cabeça dela se virou e fez seus lábios encontrarem a pele de frank, e roçou-os ali, na bochecha, no lóbulo da orelha, na mandíbula, sentindo a pele arrepiar durante os movimentos. droga, frank... você conseguiu. ❝ frank ❞ ela verbalizou, juntando todas as suas forças para que a voz saísse um pouco mais alta e séria, atraindo a atenção dele. ela poderia se arrepender depois, mas verbalizou com todas as letras ❝ eu queria sim ❞ disse, genéricamente, mas seus olhos desceram rapidamente pelo corpo dele, e ela sabia que ele tinha entendido que ela estava respondendo a sua pergunta anterior. antes que pudesse pensar em qualquer outra coisa, a mão de dominique o trouxe para si, colando os lábios nos dele.