HAKON ALBERT “ HAK ” ZWEIBRÜCKEN DE HESSE, Primeiro de Seu Nome, o “Jovem Lobo”, descendente da Casa de 𝘔𝘖𝘖𝘕𝘚𝘛𝘖𝘕𝘌, Herdeiro de ANGELES, Comandante das Tropas Ranudenses e Senhor de Forte Príncipe
... já era esperado que viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ele é um PRÍNCIPE vindo fugido de ANGELES, RANU (EUA). Não que seja elegante perguntar, mas sei que ele já conta com seus TRINTA E QUATRO ANOS, e não esconde a fama de MANIPULÁVEL, mas é sabido que seu lado OBSTINADO compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é um descendente direto de MILES TELLER, porque não poderiam ser mais idênticos!
more: 𝐂𝐎𝐍𝐄𝐂𝐓𝐈𝐎𝐍𝐒 ‚ 𝐏𝐈𝐍𝐓𝐄𝐑𝐄𝐒𝐓
( i ). Havia certa inquietação na Corte de Angeles quando se falava em herdeiros, pois era a rainha Kestrel, aparentemente, incapaz de gerar filhos. Já tinha passado da casa dos trinta e cinco anos sem conceber qualquer rebento, deixando o rei apreensivo e agressivo diante da possibilidade de que não haveria continuidade à Dinastia de Hesse, especialmente em vista da ameaça que seus irmãos e sobrinhos representavam – verdadeiros abutres ansiosos pela morte do monarca. Assim, tomou medida drástica e da qual possivelmente se arrependeria mais tarde: adotou uma concubina, Kisa; jovem que acabara que completar vinte anos, visitando os aposentos da mulher até que esta estivesse seguramente grávida, tudo debaixo do nariz da esposa, para o sofrimento desta. Kestrel ainda foi obrigada a se recolher pelo período de nove meses, proibida de vir a público e de se pronunciar a respeito, sendo anunciado em todo o reino que “a rainha estava indisposta por conta da gravidez”. Um milagre!, diziam os mais desavisados, crendo fielmente que um herdeiro legítimo estava para nascer. O segredo deveria, aliás, ser mantido a sete chaves – mesmo do próprio Hakon – e a existência de Kisa não deveria ser conhecida. À mulher foi prometido que receberia propriedades na Dakota do Sul, tornando-se mais rica do que jamais fora. E como poderia Kisa Rosberg recusar tal honraria? O que não sabia, no entanto, era que estava correndo em direção à própria cova. Era o pagamento por seus préstimos à Coroa.
( ii ). Hakon cresceu como o príncipe que não era, imaginando que a mãe era a rainha Kestrel. Não entendia por que a mulher, por vezes, lhe encarava de maneira amarga, mostrando-se dura em sua criação — decerto porque perdera o filho mais novo cedo demais, de modo que Hakon não poderia exigir mais dela. Pouco afeto enxergava na figura da genitora, porém, isso não devia ser problema para uma linhagem de reis que nascera não apenas para liderar, mas também para o embate. O rei Zircon queria um herdeiro forte e fora exatamente isso que Kisa lhe dera. Mostrava nenhuma ou pouquíssima aptidão para a diplomacia, rejeitando livros e aulas de bons modos, bem como todos os debates inúteis que a Corte de Angeles considerava interessante. Hakon – ou “Hak”, como fora apelidado pelo rei – era um excelente soldado, tendo encontrado nos treinos sua maior realização e nas armas suas melhores amigas. Na adolescência, já participava dos Conselhos de Guerra, da feitura de planos, de missões em localidades desconhecidas. Há anos que a RANU estava em guerra com o Canadá e o México, conflitos que pareciam não encontrar um fim próximo. Era Hakon um dos combatentes mais interessados, e Zircon adorava a vivacidade do filho e a disposição para se meter em empreitadas suicidas.
( iii ). Foi por conta disso que, com o passar dos anos, à medida que endurecia e via o mundo por seus olhos de soldado, o jovem de Hesse percebeu que tratados internacionais e alianças matrimoniais eram uma tremenda perda de tempo. Os convites para a Althara eram verdadeiros suplícios que ele tinha de atender anualmente, em razão de sua posição na ordem de sucessão.
( iv ). Mas nem toda a sua devoção à Coroa e a Zircon foram capazes de salvá-lo do escândalo arquitetado por Kestrel quando o rei se foi. De início, o moreno havia pensado que a mudança viria na forma de uma coroa em sua cabeça, porém, mal sabia que o que lhe esperava era a forca, assim que Kestrel descobriu que seu herdeiro legítimo estava vivo. A madrasta orquestrara um golpe para garantir que o único a se tornar rei, um dia, fosse o meio-irmão de Hakon, e sabia que apenas enviar o príncipe para as masmorras não seria suficiente, considerando que ainda tinha o amor do povo. Temendo que algo pudesse se abater sobre ele, fugiu sem deixar rastro - a fuga sendo percebida pelo círculo real somente no dia seguinte, quando ele já se encontrava em mar aberto, apoiado por um séquito fiel de membros de sua corte anil. Imaginava que quanto mais longe fosse, menores seriam as chances de ser encontrado por Kestrel.
( v ). Mesmo odiando a possibilidade, Hakon via na Althara a única chance imediata de arregimentar aliados poderosos para sua causa. A rainha, por sua vez, aproveitou a fuga do príncipe para expôr ao mundo, com requintes de detalhes, que a RANU atravessava uma crise, contestando abertamente a ordem de sucessão, vez que Hakon não era um filho legítimo da Coroa - e só os deuses sabiam se Zircon não tinha se deitado até mesmo com uma vermelha!
Personalidade: é difícil descrever uma pessoa como Hakon, mas no mínimo você descobrirá que ele é preciso, observador e assertivo, existindo aqueles que o detestam por conta de sua bruteza e falta de tato. A convivência com Zircon também fez com que naturalizasse certos comportamentos, podendo ser bastante possessivo e traiçoeiro, sem mencionar ambicioso e belicoso. Não tem disposição ou paciência para as picuinhas da corte, especialmente com todos os reinos reunidos num só lugar e querendo mostrar maior importância, acreditando que há reis e rainhas demais para pouco metro quadrado. Apesar de tudo, o rapaz tem um senso de justiça e honra que faz com que não apresente a mesma maldade e preconceito outrora visto no pai e na madrasta.
𝐸𝑋𝑇𝑅𝐴𝑆
MONARCA ZIRCON DE HESSE (in memorian);
RAINHA REGENTE KESTREL ZWEIBRÜCKEN DE HESSE;
DOIS HERDEIROS HOMENS, sendo Hakon o primogênito e herdeiro destituído do trono e um irmão de anos mais novo.
( 🎖️ ) O Reino da América do Norte Unida ou, simplesmente, RANU, foi construído sobre as ruínas da antiga república dos Estados Unidos da América, mantendo parte da hegemonia econômica de outrora. O governo consiste hoje numa monarquia absoluta, que teve, até pouco tempo, por rei, Zircon de Hesse, descendente da Casa de Moonstone, e por rainha consorte Kestrel Zweibrücken, ex-princesa da Finlândia. Seus herdeiros legítimos são Hakon, o primogênito, e o príncipe James, dez anos mais novo, o qual desapareceu por longo período após sequestro. O reino se dedica à exploração de territórios, investindo em invasões a reinos menores para ampliação de suas riquezas, chegando a destruir as culturas locais em busca de ouro. Tem por possessões os territórios de Guam e Porto Rico, influenciando fortemente a política do Panamá e da Albânia, sendo estes verdadeiros braços da RANU fora da América do Norte. Já a economia está centrada, principalmente, na mineração, na indústria têxtil e no fabrico de armamento bélico.
Taticamente não neutro nos conflitos mundiais, RANU enfrenta problemas até mesmo no próprio “quintal”, sendo que anualmente perde uma quantidade significativa de vermelhos em decorrência das baixas da guerra com dois de seus países fronteiriços (Canadá e México). Ainda assim, o rei Zircon sempre se recusou a ceder e Kestrel não está disposta a seguir uma linha muito diferente. Sofreu com a grande estagnação, uma vez que toda a tecnologia foi descartada quase por completo em benefício da guerra, ocasionando a derrocada do país e o crescimento dos índices de desigualdade, especialmente entre azuis e vermelhos. Diante da revolta não só com a desigualdade, mas também com o fato de que estão sendo usados como “bucha de canhão”, núcleos rebeldes vermelhos vêm surgindo em todo o reino, contrários à forma de governo.
𝑃𝑂𝐷𝐸𝑅𝐸𝑆
( 🐺 ) Mimetismo lupino: desde a primeira geração da Casa de Hesse, o poder manifestado, ou maldição, é apenas um. Seus membros podem se transformar em gigantescos lobos, com altura entre um metro e meio e dois metros sobre quatro patas. O tom da pelagem varia de uma pessoa para outra, mas aqueles destinados a se tornarem reis sempre tendem para uma coloração escura. A de Hakon é cinza granito, sendo que começou a dominar suas transformações apenas aos quinze anos. Quando na forma animal, o príncipe pode se tornar extremamente destrutivo, aguçando os sentidos mas, ao mesmo tempo, perdendo parte da consciência. Nessas ocasiões, o Hesse não tem total controle sobre o que está fazendo, podendo passar dos limites e até mesmo ser responsável por carnificinas. Em contrapartida, quando está em sua forma humana, suas presas pouco mais proeminentes são perceptíveis para aqueles que chegam muito perto. Bem ainda, sempre que experimenta episódio de raiva extrema, garras crescem em suas mãos, revelando a besta existente em seu interior.












