Já era esperado que GAYANE SATENIK ARAKELYAN-LĂZĂRESCU BAGRATUNI viesse para a Ilha de Treatan, afinal, ela é uma RAINHA vinda do REINO DA ARMÊNIA. Não que seja elegante perguntar, mas sei que ela já conta com seus VINTE E OITO ANOS, e não esconde a fama de PROMISCUA, mas é sabido que seu lado ASTUTO compensa. Se não tivesse sangue azul, eu diria que é uma descendente direto de MADELAINE PETSCH, porque não poderiam ser mais idênticas!
HEADCANONS
TW: Atenção, o texto abaixo contém age gap de 15 anos e breve menção a tentativa de suicídio.
Os Arakelyan são uma família muito forte dentro do Magisterium, com boa parte de seus membros dedicando sua vida inteira a fé anil e nada além disso. Yeva Arakelyan não tinha título, mas o poder religioso sobrepunha isso e acabou por ser mais do que o suficiente para que o conde romeno, Vladan Lăzărescu a tomasse em casamento. Vladan já tinha uma filha do primeiro casamento onde a mãe morreu no parto, nascida como Doina, foi renomeada quando o conde se mudou para a Armênia e casou com Yeva. A segunda esposa de Vladan acolheu Doina/Gayane como sua, a criando como a mais velha entre as duas filhas que teve com Vladan. Enquanto Vladan, um guerreiro em seu cerne queria que a filha casasse com um nobre militar de alta patente, Yeva tinha ambições maiores e usou da influência dos Arakelyan dentro do Magisterium para casar a própria filha com o rei Tigran Bagratuni. Como uma boa filha e querendo poupar as irmãs mais novas de preocupações futuras, ela não foi contra a ideia do casamento mesmo que o rei fosse uns quinze anos mais velho que ela.
Tinha recém feito dezoito anos quando se casou com Tigran, de inicio tudo parecia ser ótimo e ela até acreditava que o rei verdadeiramente estava encantado com ela. E talvez estivesse, mas havia um pequeno detalhe que não havia sido mencionado antes do casamento, até aquele momento Gayane não havia demonstrado nenhum sinal de poder mesmo que seu sangue fosse azul. E isso fez aos poucos com que o encanto nos olhos de Tigran sumisse, ele de distanciava cada vez mais e nenhum dos santos pareciam ouvir pelas preces de Satenik, o estopim para a rainha foi quando depois de dois anos de casamento o flagrou na cama com sua irmã do meio, sendo o suficiente para matar sua alma por dentro. De coração partido, Gayane fugiu do palácio em meio à madrugada, montada num cavalo preto que roubou dos estábulos reais. Cavalgou sem rumo até alcançar os penhascos de Geghard, onde o vento era tão cortante quanto os pensamentos que a perseguiam. Atordoada pela dor, decidiu pular, querendo apagar da existência tudo que um dia foi. Mas no exato momento em que seu corpo deveria se despedaçar contra as pedras, o sangue azul que nunca havia despertado finalmente reagiu. O poder do mimetismo vampírico emergiu, salvando sua vida e transformando-a naquilo que ninguém esperava: uma vampira.
Desesperada e sem saber como controlar o que havia se tornado, buscou refúgio com a mãe. Yeva não questionou, apenas a acolheu e a presenteou com um colar antigo, encantado com magia azul, que lhe permitia andar sob a luz do dia sem ser queimada. Com o tempo, Gayane fingiu ter perdoado a traição do rei e da irmã, retomando seu lugar como rainha consorte com uma expressão serena e um novo propósito escondido por trás do olhar calmo. Usou a influência dos Arakelyan dentro do Magisterium para corroer a reputação dos Bagratuni. Em paralelo, manipulou as conexões militares dos Lăzărescu para enfraquecer o apoio interno ao rei. Armou meticulosamente um escândalo, forjando provas de que Tigran mantinha uma amante vermelha da fé rubra. O escândalo tomou proporções incontroláveis e deu início à primeira guerra santa do reino da Armênia em mais de um século.
No campo de batalha, Gayane revelou sua verdadeira forma. Usou seu poder como guerreira vampira para exterminar a linhagem Bagratuni até o último descendente, proclamando que o fazia em nome da fé anil. No fim da guerra, quase morreu ao enfrentar o próprio marido, mas sobreviveu, o que gerou comoção popular e a simpatia de parte da elite religiosa. Mesmo com resistência dentro da corte, o povo e os Arakelyan-Lăzărescu exigiram sua coroação. Gayane deixou de ser apenas rainha consorte e foi proclamada oficialmente como a legítima rainha da Armênia, fazendo dos Arakelyan-Lăzărescu a nova família real. Ainda que nem todos fiquem felizes com uma romena liderando o país, mesmo com Gayane tendo crescido seguindo os costumes armênios e sua cultura. Ela se tornou uma governante muito mais apelativa para o povo armênio, fosse por ser querida ou temida. Alguns nobres ainda sussurram pelos cantos, ideias de usar uma das meia irmãs de Gayane para usurpar o trono mais uma vez.
E tudo seguiria bem, se não começassem a surgir rumores sobre as saídas noturnas de Gayane e ações controvérsias frente ao Magisterium. Mas rainha foi esperta antes de abraçar sua natureza com mais liberdade, ela fez questão de montar dossiês com provas bastante incriminatórias tanto dos membros da corte quanto dos membros do Magisterium, incluindo membros de alto escalão da Ordem dos Véus, tudo graças as conexões dos Arakelyan dentro do Magisterium e da própria Ordem. Na primeira tentativa de a tirarem do trono, ela não retrucou com violência ou qualquer coisa do tipo, apenas uma caixa cheia de cópias de documentos comprometedores daqueles que estavam se opondo ao reinado dela. Satenik vê o mundo de maneira simples, continua mantendo a fé anil como suprema na Armênia e faz questão de exterminar qualquer rebelde vermelho, em troca, ela faz as regras sobre a própria vida. Ainda que isso lhe renda uma boa quantidade de inimigos dentre os seus, Gayane pode até cair, mas irá morrer feliz sabendo que levou todos juntos com ela.
EXTRAS
Tigran Bagratuni, falecido rei da Armênia
Gayane Satenik Arakelyan-Lăzărescu, a destruidora, atual rainha legítima da Armênia.
O Reino da Armênia é um território montanhoso e devoto, onde a fé anil dita a ordem das coisas e o Magisterium tem mais poder que a própria coroa — ou melhor, tinha. Durante séculos, a Casa Bagratuni governou com respaldo religioso, mas essa dinastia caiu de joelhos quando Gayane Arakelyan, a rainha consorte devota desmantelou o reino de dentro pra fora ao promover um golpe. Hoje, a monarquia é liderada pelos Arakelyan-Lăzărescu, uma fusão explosiva entre poder religioso e militar. Gayane, a rainha vampira, reina com punho de veludo e veneno, mantendo o Magisterium na coleira com uma coleção de segredos podres e dossiês bem guardados. O reino ainda se diz fiel à fé anil, mas ainda existem sussurros sobre os praticantes da fé rubra nas partes mais pobres do reino planejando uma revolta contra a rainha.
A capital segue dividida entre fanáticos da fé anil e rebeldes secretos da fé rubra, especialmente depois da guerra santa que quase destruiu tudo. O Magisterium anda na ponta dos pés no território, e qualquer tentativa de derrubar Gayane termina em silêncio ou chantagem. Oficialmente, a Armênia é pura, sagrada, defensora da santidade anil. Extraoficialmente, é um reino de sombras, manipulação e poder concentrado nas mãos de uma rainha que não esquece. E que nunca perdoa. A Armênia se mantém em pé através de sua longínqua, e agora abalada, relação com o Magisterium e pelo forte poderio militar, mas a guerra os deixou completamente falidos e digamos que um torno usurpado não carrega muitas alianças externas. Já fazem seis anos que a guerra santa acabou, mas o reino ainda não se recuperou por inteiro dos estragos deixados pela batalha e os vermelhos são os que mais sofrem com as consequências disso.
PODERES
Mimetismo vampírico - Em sua forma plena, o mimetismo concede força sobre-humana, regeneração acelerada, sentidos aguçados e uma longevidade quase imortal, mas tudo isso vem à custa de um apetite constante por sangue e um lento apagamento da própria identidade. Gayane pode adquirir feições, movimentos e até padrões de pensamento das presas, o que torna o poder perigoso, volátil e difícil de controlar. Quanto mais se mimetiza, mais tênue se torna a linha entre quem se é e quem se consome. Por algum motivo, o único sangue parece a manter mais saciada e viva é o sangue azul, o sangue rubro é 5 vezes menos eficiente em sustância.
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