É que nada resiste ao tempo… mas o tempo, também… não resiste a nada. De que adianta a saudade, se no fim, ela só faz doer e machucar, torturar… não quero mais sofrer por algo que não vai voltar. Já não sei se saudade é bom. É que são tantos tipos de saudade… mas no fim, nenhum tipo é bom. É o filho que cresce, o pai que envelhece. Dos dias felizes, a saudade faz doer… já, os tristes… que passem logo, que acabem logo, que não sejam lembrados, e a falta de saudade vira vantagem… tá vendo? Esse tempo relativo, estranho, pouco e escasso. E quando a gente começa a entender alguma coisa que seja… de repente, o próprio tempo acaba. Evapora. Junto com a gente. Qual a solução, então? Acho que não tem. E já que escolheram esconder os porquês da nossa existência de nós… Só nos resta sorrir o máximo que a gente puder. Já chorei mais que o suficiente. Me deixa, por favor. Vou aqui, ali e já volto. E quando eu voltar… o que será que ainda estará aqui? Tenho certeza de que a vida é também sobre desapego. Não é possível tantas provas com saudades diversas e tempos remotos. Se for isso, mesmo… constatamos então que saudade não é bom. É que saudade… é o que vai e também fica. E se daqui desse plano, não levamos nada… melhor que a gente não queria ficar é com nada e dê muita risada da cara do ego. deixa esse assunto de saudade pra lá.








