seu namorado pode atĂ© ser viciado em trabalhar, mas Ă© mais viciado em vocĂȘ !! â â leitora đđđ * w.c? descubra
đđđđ miserĂĄvel igual a autora, nĂŁo revisado (qualquer coisa vai avisando)
making out â contĂ©m mordidas e um leve spitplay se vocĂȘ olhar com o coração, dry humpring, puxada de cabelo (coisa besta), muito chororĂŽ, apelidos bobos (gatinho/a, amor, meu bem, linda & etc.) porque nem sĂł de humilhação vive o homem, negação, nerds patĂ©ticos se achando dominantes (nĂŁo sĂŁo), leitora carente porque eu nĂŁo sei escrever lobas, se nĂŁo gostou morra.
âââ Amor? âââ VocĂȘ chamou, abraçando uma almofada contra o estĂŽmago, se remexendo no sofĂĄ com uma expressĂŁo sofrida fingida, esperando feito uma pirralha impaciente.
âââ Quinze minutinhos, linda âââ ele responde sem tirar os olhos do computador. Pela terceira vez em duas horas.
Ultimamente encontrar seu namorado e nĂŁo encontrar era quase a mesma coisa, porque fora as vezes que ele estivesse caindo de bĂȘbado depois de um rolĂȘ ele estava, invariavelmente afundando em qualquer que fosse seu hiperfoco da vez. NĂŁo era algo que vocĂȘ costumava reclamar, na verdade, uma das coisas que mais gostava nele era sua dedicação tudo que ele se comprometesse. Ele mergulhava de cabeça em qualquer projeto, nĂŁo aceitava menos que o melhor do melhor. Mas Ă s vezes isso exigia sacrifĂcios, e talvez vocĂȘ tenha ignorado no começo do namoro que o tempo de qualidade de vocĂȘs seria um deles.
VocĂȘ murmurou alguma reclamação, mas o rapaz a sua frente nĂŁo moveu um mĂșsculo na sua direção, te fazendo revirar os olhos para o teto, encarando a cĂąmera imaginĂĄria que te perseguia em situaçÔes irritantes.
VocĂȘ suspirou, saindo de fininho da sala "conjugada" ao local de trabalho dele e se encaminhou Ă cozinha. Decidindo afogar sua derrota em um cafĂ© com canela. Quando retorna, ele estĂĄ reclamando sozinho contra alguma coisa na tela.
VocĂȘ chega por trĂĄs, uma caneca de bebida jĂĄ fria em mĂŁos, espiando o notebook, sua respiração resvala no pescoço dele, fazendo te seguir com o olhar. O esboço de um sorriso se desenhando no rosto dele no automĂĄtico.
âââ Que que cĂȘ tem aĂ, hein? âââ Ele pergunta agora que vocĂȘ estĂĄ na Ăłrbita dele, o braço indo de encontro Ă sua cintura, outro gesto automĂĄtico, assim que vocĂȘ se aproxima. VocĂȘ o beija na bochecha antes de ser puxada pro colo. Deixa o copo descansando na escrivaninha. A atenção dele se dispersa por um momento ao objeto, vocĂȘ franze o rosto com um incĂŽmodo bobo
âââ Besteira âââ VocĂȘ devolve, acomodando seu corpo sobre o dele. A cadeira pende um pouco com o novo peso, mas logo volta ao normal. E logo vocĂȘ estĂĄ sentada sobre uma perna dele, uma das mĂŁos brincando com a barra da sua blusa âââ E o que Ă© que vocĂȘ tem que esqueceu de mim?
Ele inspira um "hmm" junto de algumas explicaçÔes superficiais que mais soam como reclamaçÔes se escalonando em uma bola de neve, voltando ao mundo da lua. Ou melhor, ao trabalho dele. VocĂȘ passa os olhos pelo conteĂșdo na tela. Facilmente podia ser grego ou ĂĄlgebra, programação nĂŁo Ă© exatamente o seu tipo de hobby. NĂŁo era sua culpa que vocĂȘ começasse a divagar tambĂ©m! Principalmente quando ele fica tĂŁo lindo focado no trabalho </3 a perna tremendo em baixo de vocĂȘ nĂŁo ajuda muito a lidar com a situação, tinha certeza que o inĂștil do seu namorado nem estava notando o quanto aquela fricção estava te adoecendo atĂ© seus quadris começarem timidamente a acompanhar o ritmo dele, tentando aliviar a tensĂŁo.
Ă sĂł aĂ que ele parece ser chamado de volta pro planeta, o olhar dele te acompanha, dando uma de desentendido. As mĂŁos deixam o teclado, voltando a se firmarem na sua cintura. Bem melhor assim. Ele ri baixinho, primeiro surpreso, depois interessado.
âââ Sinto que interrompi alguma coisa âââ Idiota.
VocĂȘ quer reclamar desse sorrisinho pretensioso dele, desviar os olhos e fingir que nĂŁo tem nada rolando, mas antes que possa fazer menção de sair, sente os dedos longos aprisionando a carne no lugar.
âââ NĂŁo, nĂŁo, gatinha âââ A voz dele sopra suas costas, a boca roçando a curva do seu ombro com beijos superficiais âââ fica comigo.
As mĂŁos dele vĂŁo passeando pelo seu corpo, amassando sua roupa e procurando proximidade, enviando arrepios fraquinhos. VocĂȘ murmura alguma coisa que ele cala com um selinho demorado. Isso Ă© novo. Normalmente ele se deixa ser guiado pela sua vontade com prazer, mas poxa, nada piorou tanto o ego dele te ver carente assim. Saber que ele tem a chance de te cuidar como bem entender.
As mĂŁos descem pelas suas pernas, te puxando para encaixar melhor no colo dele. VocĂȘ ri quando ele fica todo desnorteado ao sentir o quĂŁo molhada vocĂȘ estava sĂł por causa dele. NĂŁo importa hĂĄ quanto tempo vocĂȘs façam, ele sempre fica em choque.
Logo, vocĂȘs recomeçam com aquele vai e vem meio preguiçoso por cima das roupas. Gemidos sofridos escapam dos lĂĄbios trĂȘmulos, tĂŁo convidativos. Bons de beijar. VocĂȘ planta selinhos pelo rosto dele como uma trilha, do canto da boca ao pescoço, o pomo de AdĂŁo. A cabeça pende pra trĂĄs, oferecendo mais. VocĂȘ aproveita pra retomar o controle da situação.
Os beijos vĂŁo tomando intensidade, ficando mais desesperados, mais barulhentos, mais desastrados â um fio de baba escorre pelo seu queixo no breve momento em que vocĂȘs separam por fĂŽlego e ele nĂŁo hesita em espalhar com lambidas que te deixam com cĂłcegas. VocĂȘ mantĂ©m as mĂŁos agarradas aos cabelos bagunçadas do namorado, como se dependesse disso para se ancorar a realidade. As dele alternam em beliscar suas coxas e apertar sua bunda com força contra ele, forçando seu quadris, estocando contra seu pontinho molhado forte, mas descompassado.
âââ NĂŁo para âââ VocĂȘ geme baixinho, o acompanhando. Pode sentir o sorriso orgulhoso surgindo no rosto dele quando a prĂłxima estocada Ă© mais fraca.
A risada rouca desce do seu ouvido atĂ© sua espinha âââ Pede direito, amor.
VocĂȘ tenta se mover para compensar, em vĂŁo, com ele te prendendo pouco acima de seu volume dolorido. Sua vĂȘnus pisca, grudando nas roupas Ăntima sĂł de pensar em ser preenchida por ele.
âââ Porra... âââ VocĂȘ choraminga, para o prazer dele.
âââ Mal educada, âââ provoca, mordendo seu ombro preguiçosamente, pra conter a vontade de ceder ao momento: nem tenta mais se mexer, sĂł quer aproveitar o espetĂĄculo que Ă© te ver bagunçada assim âââ tenta de novo...
JĂĄ se vĂȘ arrependendida antes de proferir âââ Por favor, amor.
E porra, ele Ă© patĂ©tico o bastante pra gozar sĂł com isso. Tem que fazer um esforço hercĂșleo pra nĂŁo se deixar levar assim. E mais outro pra nĂŁo levar sua ordem a sĂ©rio e continuar provocando.
Instintivamente, suas mĂŁos fincam nos fios da nuca dele, forçando-o a pender pra trĂĄs e encarar vocĂȘ. Pode ver por um momento, um lampejo de nervosismo nos olhos dele, toda a pose caindo por terra sob a possibilidade, ainda que minĂșscula, de ter te decepcionado
âââ NĂŁo brinca comigo âââ reclama, manhosinha.
âââ SĂł um pouquinho, linda. âââ pede, imitando seu tom. Te rouba um selinho âââ NĂŁo? Tudo bem âââ e mais outro, retomando suas exigĂȘncias. Deixando vocĂȘ fazer ele de brinquedo como bem entender.
Porque seu nerdinho Ă© viciado em trabalho bem feito, mas mais viciado ainda em servir Ă vocĂȘ.
Talvez vocĂȘ deva se meter no trabalho dele mais vezes.
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