And so, you built a life on trust, though it starts, with love and lust. And when your house, begins to rust, it’s just, metal and dust. We argue, we don’t fight
Você acaba de entrar em um reino erguido sobre o SILÊNCIO e TRADIÇÃO. Aqui, o poder não grita, ele observa. Cada aliança é calculada, cada palavra tem peso significativo, e cada nome carrega uma história capaz de proteger... ou condenar.
DOMAINHQS é um rpg only tumblr baseado em BRIDGERTONS e A SELEÇÃO.
NAVEGAÇÃO RÁPIDA
conheça a HISTÓRIA DE DOMAIN.
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antes de entrar no reino deve conhecer a FAMÍLIA regente de cada região.
Gostaríamos de informar que o rpg está fechado, a partir de hoje. Agradecemos quem aplicou e jogou nesse espaço curto de tempo. Sentimos muito e desejamos que todos fiquem bem! Obrigada.
Ao cair da noite, convites selados com o brasão real foram enviados às principais casas, distritos de Domain e figuras de influência do reino. O chamado era simples e por isso mesmo era impossível de ignorar: uma convocação oficial para o Salão Alto da Capital. Enquanto isso, semanas antes, os nomes dos jovens camponeses eram colocados dentro de uma caixa para que fossem selecionados dois representantes dessa classe social.
Sob lustres acesos e tapeçarias antigas, representantes do reino se reuniam. Membros do Conselho tomaram seus lugares, enquanto os nobres ocupavam o salão com conversas baixas e murmúrios, olhares disfarçados e expectativas altas. Foi quando o rei Takeda Arashima e a rainha Justine Arashima se fizeram presente em frente ao trono fazendo com que o murmúrio cessasse e todos os reverenciavam.
Sem discursos longos ou explicações mais detalhadas, foi iniciado o Crivo; um processo conduzido pela Coroa e observado pelo Conselho, destinado a selecionar aqueles considerados dignos de maior proximidade com o poder real. Nenhum critério foi oficialmente revelado. Apenas a certeza de que a Coroa e o Conselho observam… e julgam.
Enquanto alguns enxergam oportunidade, outros reconhecem o perigo de se estar ali, pois o objetivo do Crivo não é apenas selecionar os escolhidos, mas também separar os descartáveis.
E assim, mais uma vez, Sanela muda o seu curso.
INSTRUÇÕES PARA OS PARTICIPANTES DO CRIVO:
Podem estar ou não acompanhados de seus familiares neste primeiro momento;
Podem interagir com outros candidatos, nobres ou membros do Conselho;
Pense: o Crivo é uma honra, uma ameaça ou uma armadilha ao seu nome?
Não há provas neste momento, seja inteligente.
INSTRUÇÕES PARA OS MEMBROS DO CONSELHO:
Seu personagem acompanha o anúncio em posição de autoridade;
Pode observar, comentar, julgar ou dialogar entre os conselheiros;
Neste momento o Conselho ainda não vota, mas pode sim formar opiniões.
ATENÇÃO PLAYERS:
Este evento é livre e introdutório, sendo assim, não haverá eliminações, o foco é a ambientação, relações e primeiras impressões. O tempo desse evento será de duas semanas, contando de hoje até o dia 25/02/26 às 23:59min. A tag para interações é d::starter
Vocês deverão escrever um POV contando sobre como seu personagem foi escolhido para participar do Crivo ou ser membro do Conselho. Pode contar a reação deles, como foi a preparação para ir até a Capital se o personagem for de fora. Vocês são livres para contar o que quiserem. O POV deverá ser feito até o dia 28/02/26 às 23:59min.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois a nossa querida Hyacinth Greywater está descendo as escadas, parecida com Anamaria Vartolomei
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Heavy Gaze e tens vinte e seis anos. Como Cinth é a sobrinha da Viscondessa-Regente está preparada para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Cresceu cercada pelo silêncio carregado de informações que nunca podiam ser ditas em voz alta. Em Aldavallen, palavras eram mais valiosas do que ouro, e segredos valiam mais do que títulos. Filha do irmão mais novo do falecido Visconde Alastair, ela nunca esteve destinada ao centro do poder, mas tampouco era invisível. Desde cedo, aprendeu que sua família não governava com exércitos ou decretos, mas governava com conhecimento.
Sua infância foi moldada entre bibliotecas vastas e corredores onde diplomatas sussurravam como se as paredes tivessem ouvidos — e talvez tivessem. Lady Seraphine, sua tia, enxergava nela algo incomum, não apenas inteligência, mas uma inquietação de quem não se contentava em observar. Hyacinth não queria apenas compreender o jogo político, desejava participar ativamente dele. Esse desejo, no entanto, não nasceu puro.
Quando tinha dezesseis anos, ela foi enviada para uma temporada em outra região com o propósito de “refinar sua educação social”. O que deveria ser um intercâmbio diplomático tornou-se uma experiência que marcou sua vida. Em um ambiente onde não possuía o respaldo direto da família, foi tratada como moeda de barganha em negociações veladas de casamento, exposta a humilhações sutis e à constante tentativa de reduzir sua presença a um adorno elegante e obediente. Nunca existiu um escândalo público, mas houve algo pior para ela: a sensação de que sua voz não possuía peso algum fora das paredes de Aldavallen.
Hyacinth retornou diferente. Mais contida nas palavras, mais afiada nos olhares. Aprendeu a sorrir sem revelar concordância, a ouvir sem ceder, a falar sem entregar intenções. Foi nesse período que nasceu sua ambição de poder, pelo anseio de conquistar sua autonomia. Ela passou a enxergar o matrimônio como ferramenta estratégica, uma aliança que poderia lhe conceder influência real… mas a ideia de ser novamente empurrada para uma união indesejada a repulsa profundamente. Desde então, esse conflito se tornou parte do eixo de sua personalidade. Ela deseja escolher, não somente ser escolhida.
Intelectualmente brilhante, herdou o apreço dos Greywater por registros e comunicação, mas não se limita aos arquivos. Ela possui uma habilidade natural para ler ambientes e pessoas, percebendo tensões antes que se tornem visíveis. Seu temperamento é firme, sua postura elegante, mas sua força não se manifesta em confrontos diretos. Quando pressionada, não explode, mas se torna impenetrável.
A participação no Crivo é mais do que um dever familiar. Hyacinth sabe que ali não será apenas observada pela Coroa, mas também pelas grandes casas, e entende que cada gesto pode consolidar ou destruir seu futuro. Parte dela deseja sair desta experiência com uma aliança que amplifique o alcance dos Greywater e, consequentemente, sua própria relevância política. Outra parte teme que a Seleção seja apenas a versão sofisticada da mesma armadilha que quase a apagou anos atrás.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois a nossa querida Sevilay Ceylan Ferraz está descendo as escadas, parecida com Biran Damla Yilmaz
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Unseen Daughter e tens vinte e seis anos. Como Sevi é a segunda bastarda do Conde está preparada para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Não é herdeira. Não é a mais protegida. Não é a favorita. Sevilay não sabe se pertence ou não àquele lugar desde que nasceu. Um sentimento ambíguo, considerando que por ser reconhecida como uma das filhas do Conde Ferraz, ainda que bastarda, ela estava em uma posição confortável o suficiente para poder dizer que estava dentro da nobreza econômica de Domain. Mas por ser a representante do meio e por ter perdido sua mãe por volta dos cinco anos, sempre sentiu que viveu em meio às margens da própria família. Irmãos mais velhos e mais novos sempre tinham outros privilégios que a filha do meio não. Ela também não tinha mais a mãe Burcu para acolhê-la.
Às vezes tinha a impressão que até o próprio pai não parecia considerá-la para grandes atos e isso a fez guardar ressentimento dele. (Talvez isso se deva ao fato de Sevilay não ser apenas filha de um caso extraconjugal que não foi para frente. Na verdade, ela não é filha biológica de Ferraz, mas fruto de um caso de Burcu com um comerciante estrangeiro que estava em Callax a negócios com o Conde. Como o Conde tinha um carinho especial pela mulher e também já tinha se envolvido com ela, resolveu reconhecer Sevilay para assim evitar escândalos que pudessem dar problemas em seu acordo comercial. Ainda assim, ele escondeu isso dela e até hoje Sevilay tem suspeitas, mas nenhuma certeza de nada).
Justamente por isso, Sevilay cresceu em meio a um tipo diferente de liberdade. Por não ser tão requisitada quanto os outros, conseguia passar despercebida pelos corredores e deixava para aprender mais com criados, mercadores e guardas do que com tutores. Acabou se tornando muito próxima dos funcionários da casa e com suas saídas constantes, conheceu histórias, segredos e as necessidades do povo de Callax, criando uma rede de afetos que ninguém nunca considerou importante o bastante para levar a sério. Essa convivência deu a Sevilay uma visão prática e humana da política, diferente da maneira como o Conde pensava em agir.
Naturalmente alguém que gosta de desafios, enxergou no Crivo uma maneira de finalmente ser vista como algo além da “segunda bastarda dos Ferraz”. Era uma oportunidade de provar seu valor. Acredita que seu triunfo é o seu carisma natural, poder de manipulação e sua inteligência prática em conseguir criar laços com todos. Não vê a hora de poder decidir o próprio futuro, em vez de continuar sendo uma breve nota de rodapé nos livros de história do condado de Callax.
Tem uma personalidade corajosa e naturalmente carismática. É esperta sem parecer arrogante e dona de um humor leve que tem poder de desarmar ambientes tensos. Não é alguém de nariz arrebitado, realmente gosta de conhecer o ambiente onde está e costuma se dar bem com todos, graças a sua inteligência social. É curiosa, rápida para aprender e muito melhor em improvisar do que em seguir protocolos rígidos… E esse talvez seja o que poderia tirá-la de seu momento de brilhar. Está acostumada a resolver as coisas por conta própria e é impulsiva. Não tem muito jeito para a parte de negócios da coisa toda, o que é realmente complicado, considerando o fato dos Ferraz estarem no meio da economia. Ela espera conseguir usar seu talento para improviso e aprendizagem rápida nesses momentos para não perder sua grande oportunidade.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois o nosso querido Alexander Brooks Carpenter está descendo as escadas, parecido com Oliver Stark.
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Lone Wolf e tens vinte e oito anos. Como Alex é um camponês está preparado para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Alexander é órfão dos 2 pais. Marie e Leo eram aquele casal retirado diretamente dos livros de romance. Dois melhores amigos que cresceram um perto do outro tendo que sobreviver diante das adversidades que a região provocava na vida deles. A pequena vila Luyen da região Callax sempre acreditou que aqueles dois iriam acabar em um casamento com uma grande família. Dito feito. Quando chegaram à maioridade, ambos se casaram e tudo parecia começar a ser um final feliz.
O primeiro filho nasceu e recebeu o nome de Alexander. Tinha os olhos de Marie e o sorriso de Leo, mostrando ser uma junção do casal. Alex não foi o único, e sim que tinha uma irmã gêmea junto com ele, A infância na vila foi tranquila. Alex tinha uma família amorosa, poderia brincar com as outras crianças, não tinha muitas coisas, mas era o suficiente para viver. Tudo mudou quando ele completou seus 12 anos. Era o seu aniversário e seus pais desejavam fazer uma surpresa para ele e sua irmã, mas precisavam ter mais dinheiro. Então, pegaram um turno a mais nas minas da região. Só que algo estava errado naquele dia.
A região estava tomada de tempestades que não tinham há muito tempo, o que causavam estrondos altos e perigosos. O ideal seria que todos estivessem em casa, mas a camponesia não tinha outra escolha a não ser trabalhar para viver. Então, um acidente aconteceu quando pedras começaram a rolar e uma parte da mina desabou deixando uma boa parte dos empregados feridos, e outros acabaram falecendo. Alex e sua irmã acabaram se criando sozinhos. Ambos aprenderam a sobreviver com o que havia restado. As pessoas tinham pena deles, mas não o suficiente para querer ajudá-los, já que tinham suas próprias questões.
As coisas pioraram quando ele completou 16 anos e precisou trabalhar na mineração. Apenas a possibilidade de pensar estar dentro daquele local causava calafrios pelo corpo todo de Alex, muitas vezes, ele tinha crises de ansiedade. No entanto, ele precisava sobreviver junto com sua irmã. Foi o apoio dela que o ajudou a trabalhar. Ele conheceu o seu primeiro e último amor ali.
Alex trabalhou na mineração até o seu nome ser sorteado no Crivo. Embora nunca fosse sua intenção estar naquela seleção, não havia outra escolha, ao não ser apenas aceitar. Seus sentimentos são mistos. Ele precisa guiar todas as suas ações para poder seguir na linha. A única coisa que o mantém ali é a sua irmã. A missão de Alex, atualmente, é cuidar dela, custe o que custar.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois o nosso querido Douglas Miller está descendo as escadas, parecido com Dylan O'Brien.
Dizem por aí que ele pode ser conhecido como The Stray DOG e tens vinte e oito anos. Como Doug é o camponês está preparado para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Doug nasceu e cresceu nas ruas. Não teve família estável, nem proteção real, nem um futuro garantido. Desde cedo aprendeu a sobreviver com inteligência rápida e uma lábia afiada, observando pessoas, lendo intenções, escapando de situações perigosas por pouco. Nunca foi o mais forte, nem o mais disciplinado, mas sempre soube se virar. A sorte parecia andar ao lado dele de um jeito torto: as coisas davam errado, mas nunca errado o suficiente para matá-lo.
Ele nunca quis grandes responsabilidades. Preferia passar despercebido, viver um dia de cada vez, em um tipo de estoicismo prático. Apesar da aparência despreocupada, Doug é leal a quem considera “seu” e surpreendentemente determinado quando encurralado. O humor irônico é a forma que encontrou de lidar com um mundo que nunca foi gentil. Ele encara desafios com uma mistura de ousadia e despreocupação, sempre improvisando, sempre encontrando uma saída improvável. É um sobrevivente nato: alguém que talvez não vença pela força ou pelo status, mas que quase sempre consegue sair vivo, e às vezes até por cima.
Ser um dos sorteados é, para ele, a prova de que é possível sobreviver mesmo dentro de um sistema tão corrupto. Aquela era a brecha perfeita para ter acesso ao que nunca lhe foi garantido: comida regular, abrigo seguro, circulação pela capital, a oportunidade de aprender a ler e escrever de verdade e, quem sabe, subir um pouco na vida. Por mais fantasioso ou perigoso que fosse, Doug assume a “nova identidade” que estava tão relutante de incorporar: Douglas Miller.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois o nosso querido Ellijah Rowan Ward está descendo as escadas, parecido com Jonathan Bailey.
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Cosair e tens trinta e dois anos. Como Ellijah é o capitão da Marinha e representante do conselho de Burvik está preparado para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Nascido e crescido às margens do mar D'Arelys, Ellijah antes de ocupar uma cadeira no Conselho, Ellijah Ward construiu sua vida longe dos salões de Domain, criado entre o sal do mar e o rigor da disciplina naval de Burvik, aprendeu desde muito cedo que autoridade se impõe com resultados e não com títulos herdados. Sua ascensão na Marinha veio através de campanhas bem-sucedidas, proteção de rotas e decisões frias tomadas em momentos em que outros capitães hesitariam.
Com o tempo, sua presença tornou-se indispensável às engrenagens políticas do reino, Ellijah passou a ser convocado não apenas para missões navais, mas para reuniões onde acordos e tratados eram firmados e palavras tinham o peso de uma sentença. No Conselho, ele raramente levanta a voz, prefere ouvir, observar e registrar. Sua influência não está em discursos exagerados, mas no controle silencioso do que entra e sai de Domain pelos mares.
Enquanto o Crivo se desenrola sob os olhos atentos da nobreza, Ellijah permanece à margem do espetáculo, consciente de que sua posição exige certa neutralidade aparente. Ainda assim, cada escolha feita pela Coroa, cada aliança formada entre as Casas, impacta diretamente as rotas que ele protege e aquelas que oficialmente não existem nos mapas de Domain.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois o nosso querido Elliot Kingsley está descendo as escadas, parecido com David Corenswet.
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Strategist Quiet e tens trinta e dois anos. Como Eli é o primo do Duque está preparado para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Numa das fortalezas frias de Burvik, nasceu Elliot, segundo primo do duque Garrick Kingsley. Cresceu entre marchas de treino e o eco de tambores militares. Curioso e observador desde criança, tinha mais interesse em ler mapas, estudar táticas e aprender idiomas do que buscar glória nas lâminas. Seu pai, um comandante respeitado, sempre dizia que “força sem lógica é apenas um peso morto” e Eli segue fielmente essa filosofia.
Antes de ser convocado para o Crivo, serviu como oficial júnior nas fronteiras montanhosas, comandando pequenas unidades de reconhecimento que patrulhavam trilhas desertas e vales traiçoeiros. Tornou-se conhecido pela capacidade de manter seu grupo vivo mesmo nas piores emboscadas, por isso, acabou se tornando Capitão da Guarda de Operações Especiais.
Quando a convocação chegou, Elliot se sentiu imediatamente em alerta. Aquilo não parecia uma honra e sim algo grande demais para ser ignorado. Conhecia o Crivo não pelas histórias romantizadas, mas pelas entrelinhas: jogos de poder, alianças frágeis, decisões que pareciam estratégicas no papel, mas eram cruéis longe dos holofotes. Mesmo ele sabe que nesse novo jogo, alianças podem ser mais afiadas que espadas.
Seu primeiro pensamento foi “por quê agora?”. Estava mais do que ciente de que o Crivo não selecionava apenas os melhores — selecionava os necessários. Pessoas capazes de suportar pressão, manipulação e culpa. Isso o incomodava profundamente, porque significava que alguém acreditava que ele estava pronto para sacrificar mais do que táticas e números.
Aceitou a convocação com a mesma postura com que entrava em combate: calmo por fora, calculando por dentro. Parte dele enxergava como uma oportunidade rara de influenciar decisões antes que elas se tornassem batalhas irreversíveis. Outra parte, mais silenciosa, temia se tornar apenas mais uma peça no tabuleiro — alguém convencido de que estava fazendo o certo enquanto ajudava a sustentar um sistema cruel. O que realmente o inquietou não foi competir com outros herdeiros, mas a certeza de que não existe neutralidade. Não participar ativamente é, por si só, uma escolha. Elliot sabe que será forçado a tomar lados, mesmo quando todos estiverem errados.
Seu senso de dever e responsabilidade é maior do que qualquer coisa e por isso, ele vai. Mesmo sabendo que sua participação pode custar sua reputação, suas alianças e até mesmo sua paz. Entretanto, se negar a participar traria consequências irreversíveis e seria muito pior.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois a nossa querida Lucile Marie Kingsley está descendo as escadas, parecida com Holliday Grainger
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Opulent e tens vinte e quatro anos. Como Lucy é a primeira filha do Duque está preparada para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
Lucile é a primogênita da casa Kingsley, mas seu temperamento é distante do que se espera da herdeira de uma casa de tamanho poderio militar. Lucy encanta lordes com sua personalidade agradabilíssima e demonstra todo o poderio da casa Kingsley não em armamento militar, mas em bailes suntuosos e vestidos de seda importada. Há quem diga que a mulher é uma simplória garota mimada, mais interessada em fofocas do que em politica, mas isso não a ofende e não se esforça para parecer o contrário. É uma verdadeira dama da sociedade, bem integrada ao mundo dos bailes e cortes reais, entendida das normais sociais e das pequenas regras de convivência não ditas – e a inteligência silenciosa é sua maior arma.
Apesar da personalidade que se destaca, Lucile sabe manter-se em silêncio quando necessário, sendo uma excelente observadora, embora seu temperamento sofra de uma teimosia aguda e, quando certa de algo, torna-se imparavel até obter o que deseja. Para além de suas virtudes e defeitos, é também uma grande apreciadora de arte, tendo a pintura e a ilustração como seu principal hobby. Quando está pintando, é o único momento em que fica verdadeiramente em silencio, para o respiro dos membros de sua casa.
A seleção para o crivo foi recebida com a maior das honras, embora tenha vindo em uma hora muito inoportuna. Ficou meses afastada da sociedade devido a uma doença que tirou suas forças, passou muito tempo descansando no campo e, ao retornar, está sutilmente mudada. Olhares atentos dizem que parece abatida, com um olhar entristecido e seu temperamento estonteante parece, por vezes, forçado.
Um silêncio reina no salão para que, em seguida, as trombetas sejam tocadas! Avisem a Lady Whistledown, pois a nossa querida Mirabella Kingsley está descendo as escadas, parecida com Halle Bailey.
Dizem por aí que ela pode ser conhecida como The Guileful Belle e tens vinte e quatro anos. Como Bella é a segunda filha do Duque está preparada para dar o seu melhor nesse Crivo, pelo menos foi o que os rumores falarem.
A história até aqui...
A segunda filha do duque Kingsley ocupa um lugar ambíguo dentro da família. Não carrega a responsabilidade direta da sucessão, mas também não está totalmente à margem das disputas políticas. Essa posição lhe garante uma liberdade relativa, conveniente o suficiente para ouvir conversas que não lhe eram destinadas, transitar entre diferentes círculos e se relacionar com uma diversidade de pessoas. É a partir disso que passa a perceber, pouco a pouco, as contradições entre o discurso oficial da paz e a realidade vivida fora dos muros da fortaleza dos Kingsley.
Sempre foi curiosa, mas, com o tempo, essa curiosidade se transformou em questionamento. Começou a refletir sobre qual era, de fato, o papel da família dentro do reino e sobre a forma como a força era utilizada para manter a ordem. Aos poucos, passou a considerar que talvez aquela não fosse a melhor posição para se estar. Estar próxima da Coroa já não parecia tão agradável quanto antes, especialmente quando comparada à época em que ainda era ingênua e aceitava as coisas como lhe eram apresentadas.
Desde a Rebelião de Kilgore, tudo mudou de forma brusca, como um efeito dominó. Sua irmã tornou-se distante por motivos que, para seu incômodo, ela desconhecia. O pai, por sua vez, assumiu uma postura ainda mais reservada, reforçando a ideia de que certas informações não deveriam ser compartilhadas, nem mesmo entre aqueles que dividiam o mesmo nome. Isso quebrou sua expectativa de confiança dentro da própria família.
E então veio o Crivo, a estratégia clara da Coroa para reforçar alianças e, ao mesmo tempo, manter sob vigilância as grandes famílias do reino. Para ela, tornava-se cada vez mais evidente que não se tratava apenas de política, mas de controle sobre escolhas, vínculos e destinos. Sua única esperança é conseguir atravessar e sobreviver ao Crivo sem se tornar apenas mais uma peça previsível do jogo, enquanto busca, mesmo que com cautela, alguma forma de liberdade daquele sistema de controle absoluto.