Minhas três obsessões de 2025
Depois de, o quê... ? Três anos? Finalmente reapareci e pretendo postar de vez em quando. Aconteceu tanta coisa nesse tempo...
Mas vamos ao que interessa... não fiz essa página pra ficar de firula ou conversnado com leitores (a maioria imaginários). Fiz pra registrar resenhas e afins.
Feliz 2026 e vamos que vamos! Abaixo, três obras que me deixaram doida (no bom sentido) ano passado e ocuparam meus sonhos e pensamentos:
Cem anos de solidão (Cien Años de Soledad)
Sinopse do livro: Em Cem anos de solidão, um dos maiores clássicos da literatura, o prestigiado autor narra a incrível e triste história dos Buendía - a estirpe de solitários para a qual não será dada “uma segunda oportunidade sobre a terra” e apresenta o maravilhoso universo da fictícia Macondo, onde se passa o romance. É lá que acompanhamos diversas gerações dessa família, assim como a ascensão e a queda do vilarejo. Para além dos artifícios técnicos e das influências literárias que transbordam do livro, ainda vemos em suas páginas o que por muitos é considerado uma autêntica enciclopédia do imaginário, num estilo que consagrou o colombiano como um dos maiores autores do século XX.
Imagino que o livro de Gabriel García Marquez dispense apresentações em plena metade da segunda década do século XXI, né? A história de várias gerações da família Buendia foi uma das leituras do clube de leitura da Rede de Bibliotecas Escolares de Campinas (na qual trabalho) ano passado e eu jamais imaginei que ficaria tão viciada. Era um livro que estava há anos na minha lista de leituras, desde que me tornei uma leitora viciada, mas nunca tive coragem de ler por medo de não entender. Todo mundo sempre falava do quanto é um livro confuso. De fato, são muitos personagens - com nomes iguais, aliás - mas não entender um acontecimento ou outro não faz a menor diferença. Compreender situações ou cronologia muitas vezes é até desnecessário. A riqueza deste livro está na linguagem, na poesia da narração, nos personagens maravilhosos criados pelo Gabo. Eu já havia lido outros livros dele (Do amor e outros demônios e Amor nos tempos do cólera) que gostei muito, mas Cem anos de solidão é mesmo incomparável. Eu jamais imaginei que ficaria com uma ressaca tão braba após a leitura e que não ia querer desapegar. Cheguei a dar uma espiadinha na série da Netflix (e fiquei obcecada pelo Edgar Vittorino, que interpreta o José Arcadio Filho adulto e no ship José Arcadio Filho e Rebeca - juro, gente, olhem esse edit que lindo) mas não cheguei a assistir, nem pretendo. Me parece que está linda e uma boa adaptação, mas não faz meu tipo de série. Tem um ritmo de passagem de tempo que, no audiovisual seriado, não me agrada.
Enfim, enfim… esse livro me lembrou, e não foi pouco, a saga As Crônicas de Gelo e Fogo (vulgo “livros de Game of Thrones”) e a série Dark, duas outras obras que também amo muito!
Eu certamente não precisava ter tido medo e esperado tanto pra ler, mas as coisas acontecem quando acontecem, e só posso dizer que, de fato, valeu muito a pena!
A Esposa do Meu Marido (내 남편과 결혼해줘)
Sinopse da minissérie: É 2023 e Kang Ji-won sofre de câncer gástrico terminal. Após flagrar a melhor amiga e o marido juntos, ela é assassinada acidentalmente por ele, que planejava ficar com o seguro após o falecimento da esposa. No momento de sua morte, ela acorda dez anos antes, em 2013, lembrando-se de tudo que aconteceu ou, aparentemente, está para acontecer. Agora, com uma segunda chance, e determinada a não sofrer o mesmo destino, Ji-won tentará fazer com que a melhor amiga assuma seu futuro e se case com seu marido, ao mesmo tempo em que promete a si mesma que, desta vez, viverá sua melhor vida, sem se arrepender.
Baseada na série de quadrinhos Nae Nampyeongwa Gyeolhonhaejwo, de Sung So-jak.
Depois de oito anos como dorameira finalmente um k-drama tirou o primeiro lugar de Minha Vênus (meu primeiro dorama ever) do meu pódio pessoal. Mas também… com esse mocinho absolutamente principesco, não tinha como. Aqui temos a história de Kang Ji-won, que tem câncer em estado terminal e, ao descobrir que a melhor amiga (a quem ela chama de alma gêmea) está tendo um caso com seu odioso marido, acaba sendo assassinada por ele. Quando isso acontece, ao invés de deixar de existir, de acordar no pós-vida ou em outra reencarnação, Kang Ji-won acorda dez anos antes do ocorrido, e aí tem a oportunidade de mudar o rumo de sua vida. Decidida a se vingar dos que lhe fizeram mal, ela fará o possível para dar à “melhor amiga” o destino que seria seu, fazendo com que ela se case com seu aquele que será seu marido no futuro.
Pra começar eu já adoro o tema viagem no tempo, qualquer obra que tenha esse recurso no enredo já me pega. Há não muito tempo, inclusive, eu assisti A vingança do casamento perfeito, outro k-drama com um enredo praticamente igual, que eu gostei (principalmente porque o Sung Hoon não interpreta um protagonista babaca pela primeira vez), mas que nem se compara a esse aqui.
Longe de mim querer ficar babando ovo de mocinho, mas o Yu Ji-hyuk é maravilhoso demais, ainda mais interpretado pelo lindo, gosto, tenho certeza que cheiroso e alto Na In-woo. Nunca tinha visto um dorama com a Park Min-young e, pelo que li por aí, a gata aparentemente tem química com todos os mocinhos. Não posso afirmar sobre os outros, mas aqui, com esse ator que é nove anos mais jovem (amei?!!!) a química exala. O primeiro beijo deles é tudo, quase não parece beijo de dorama (é um elogio) e a história do casal é lindamente construída. Aquele mocinho que se apaixona primeiro, cuida da mocinha e, o que a maioria dos shippers odeia e eu AMO: não quer ficar com ela para protegê-la.
A Kang Ji-won é uma mocinha pamonha como a maioria, mas nesse caso eu achei crível, principalmente porque ela vai deixando de ser, mas não a ponto de perder sua bondade tão grande. O que pra mim faz dela uma das mocinhas mais adoráveis que já vi. A gente torce demais por ela!
Pra quem curte um novelão, é a pedida!
Guerreiros do Sol
Sinopse da minissérie: Ambientada no sertão nordestino das décadas de 1920 e 1930, a trama acompanha o amor entre Rosa e Josué, dois jovens pobres que se apaixonam, mas são separados quando Rosa aceita se casar com um poderoso coronel para ajudar a família. Vivendo na casa do marido, Rosa e a irmã Otília enfrentam a violência do enteado ganancioso, enquanto Otília encontra afeto e amor em Jânia, mulher à frente de seu tempo que a ensina a ler. O romance proibido entre Rosa e Josué provoca um conflito entre famílias que leva ao assassinato do pai de Josué e de seus irmãos. Em busca de justiça, Josué e três irmãos entram para o cangaço, onde disputas internas e a inveja de Arduíno levam à ruptura entre eles. Expulso do bando, Arduíno se alia à polícia para caçar o próprio irmão, que se torna uma figura lendária conhecida como o “Governador do Sertão”.
Eu gosto de chamar de minissérie, que é como sempre chamamos as mini-novelas aqui. Essa novela de 45 capítulos estreou ano passado na Globoplay e não sei o que dizer além de que: me tirou o chão!
Acho que posso dizer que essa obra, inspirada na história de Lampião e Maria Bonita, é tranquilamente a melhor produção nacional que já vi. Elenco todo primoroso, personagens, efeitos especiais, direção de arte, tudo. Perfeição define! Eu sinceramente queria que uma obra desse porte tivesse todo o reconhecimento que merece. Se passa basicamente entre Pernambuco e Bahia. É uma história dessas que precisava estar na boca do povo. A força feminina é um ponto alto na história, o amor fraterno é outro. O que dizer dos irmãos Alencar? Na época que vi saí indicando pra geral. Fazia tempo que eu não assistia uma série que me deixava com o coração na boca como essa. Cheia de capítulos no melhor estilo “dedo no cu e gritaria”, que fazem o espectador roer todas as unhas. Cenas de ação que não perdem pra nenhum (bom) filme Hollywoodiano no quesito efeitos e tensão. Também foi bem difícil de desapegar. Despertou a minha curiosidade sobre o cangaço e partes do Nordeste das quais nunca ouvi falar. Um autêntico regional. Acho que não dá pra dizer que é melhor que O Auto da Compadecida, mas quase. Nunca mais verei o Irandhir Santos da mesma forma. Vilão com V maiúsculo. A odiosidade do personagem só nos mostra o quão completo ele é como ator. Eu diria que a série se divide em três fases, todas diferentes e é sempre impossível prever o que vai acontecer no momento seguinte, a série foge dos clichês e eu pulei no sofá, chorei em vários momentos e fiquei pensando e querendo falar com sotaque nordestino por semanas. hahaha
Dito isso: Guerreiros do Sol bota Peaky Blinders pra mamar.














