Bloodlines • D&E.
Quando a correria começou, Emmeline só queria poder aparatar pra longe dali, mas seu dever de monitora não lhe permitia tal ato. O dever sempre falava mais alto para a morena, não podia deixar os mais novos desprotegidos. Graças a sua condição sanguínea sabe que nada de ruim lhe aconteceria, mas não se pedoaria caso acontecesse algo com uma das crianças que estavam sobre sua proteção naquele momento. – Eu preciso que vocês respirem, não tenham medo e corram, por favor. – Emme tentava acalmar as crianças, ao mesmo tempo que fazia com que elas corressem numa direção mais segura e não parava de contar quantos quintanistas da sua casa estavam ali. Faltava um, Elliot estava ali alguns segundos atrás e logo depois não estava mais. Apesar da preocupação com o irmão da amiga, ela não podia perder tempo procurando-o enquanto não tivesse as outras crianças a salvo. Tentou apenas pensar que Dorcas havia o encontrado e aparatado com ele sem que ela tivesse tempo de ver ou notar a presença da amiga. A outra amiga lhe passou pela cabeça. Lily corria perigo. Resmungou baixo por não poder sair correndo dali procurando pelos seus amigos, já que sua conciência não lhe deixava fazer isso.
Dividindo a atenção em contar as crianças, correr com elas e tentar protege-las de qualquer coisa, Emme já estava completamente tonta e cansada quando finalmente chegou a saída do vilarejo. Ainda conseguia ouvir os gritos das pessoas que corriam naquela direção. Recontou as crianças e tentava ajeita-las na esperança que algum professor aparecesse e retirasse elas dali. – Fiquem calmos, vocês estão seguros aqui. Por favor, mantenham se juntos não quero ninguém saindo daqui de perto. – Dava as coordenadas as crianças enquanto tentava respirar fundo. Não era fácil pedir calma para vários alunos desesperados, ainda mais quando ela não estava calma. Sem sinal dos amigos, o coração de Emmeline só parecia apertar mais. Ao ouvir uma voz conhecida chamar pelo seu apelido, a corvina viu sua amiga se aproximar. – Doe! – Tinha um leve alívio no seu tom de voz, sabia que pelo menos um deles estava a salvo. – Elliot? Ele estava com o meu grupo de alunos, mas depois ele sumiu e eu achei que tinha ido atrás de você ou que você tivesse ido atrás dele. Deve ter uns dez minutos que o vi. – O tom de desespero havia voltado. Se o irmão da amiga corresse perigo, Emme provavelmente se cuparia pra sempre. – Não vi Lily e nem os meninos. Eu queria procura-los, mas não podia deixar as crianças sozinhas, tinha que salva-las. – A garota nunca tinha ficado tão desesperada em toda sua vida igual estava naquele momento. Assim que vi um dos professores vindo naquela direção, a morena respirou fundo. – Se quiser ajuda pra procura-los, eu vou com você. Deixo as crianças por conta dos professores.
O olhar de Dorcas buscou em cada uma das crianças mas novas presentes no lugar os traços semelhantes e bastante familiares de Elliot Meadowes, sentindo seu coração acelerar a cada rosto desconhecido que passava por seu campo de visão, até encontrar novamente os olhos castanhos esverdeados de Emmeline, fazendo com que a loira, imediatamente, se concentrasse em sua voz e não nas piores hipóteses do que poderia ter acontecido. – Eu... Eu estava com Lily e Remus um pouco antes de tudo isso, mas não sei se eles estão seguros. – Explicou num tom mais alto pelo barulho ao redor e de forma acelerada, por conta do nervosismo presente desde a primeira explosão. – Você tem certeza de que ele não disse para onde iria? Elliot... – Franziu o cenho buscando qualquer lugar que seu irmão poderia ter ido para procura-la ou para se proteger. Os lugares mais prováveis para isso eram exatamente a saída do vilarejo, os arredores de Hogwarts e a Zonko’s, por ser a loja preferida dos dois. Se não estivesse ali e sim em Hogwarts, Dorcas ficaria extremamente aliviada em saber que, pelo menos ele, estava a salvo perto da escola. Ter certeza daquilo, no entanto, era improvável de onde estavam e a Gryffindor sabia que não poderia abandonar seus amigos ali, ainda que também soubesse que não poderia simplesmente abrir mão de procurar pelo irmão mais novo.
Assentiu breve e firmemente para a amiga, que parecia igualmente preocupada e aflita com os amigos que ainda não haviam aparecido. Buscou rapidamente um dos professores que havia se aproximado de onde as duas estavam e pediu de forma rápida e direta para que, caso Elliot voltasse, ele o fizesse permanecer ali e o avisasse que ela estava bem, mesmo que o professor em questão parecesse relutante à ideia de deixa-la ir, Dorcas sabia que assim como ela, Emme, também não pensaria duas vezes antes de procurar os amigos. Foi a única coisa que lhe passou pela cabeça: Elliot voltar e querer ir procura-la por impulso. Mas isso certamente os colocaria em risco e ela não se perdoaria se algo acontecesse com o mais novo. – Para onde você acha que eles podem ter ido? – Perguntou para a Ravenclaw, já acelerando o passo em direção ao vilarejo novamente. – Sirius estava no Três Vassouras da última vez que o vi, Lily e Remus na Dedos de Mel, mas com certeza devem ter aparatado para algum outro lugar. – Completou rapidamente, deixando que sua mente lhe guiasse por entre a multidão, rezando mentalmente para que todos estivessem a salvo.











