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Mulheeeer! Não te faz de doida!!! Pode postar maisss! Quero saber oq vai acontecer nessa saida dos doisss
Me fazer de doida? Eu?? Oi? kkkkkkkkkkkkk vou posar mais
Capítulo cinco.
Aquela mulher era um mistério, eu queria desvenda-la, ficava cada vez mais difícil a cada tentativa. Toda vez que eu dava um passo a frente, ela recuava dois.
Entrei na lanchonete e lá estava ela, sentada na última mesa, lendo um livro.
— Oi. - ela me olhou assustada - Posso? - perguntei apontando para a cadeira
— A vontade. - ela sorriu - Por que está aqui tão cedo?
— Senti falta do café daqui. - respondi dando minha pior desculpa
— Tá, vou acreditar... eu preciso dizer, você está se saindo um bom perseguidor.
— Eu não estou te perseguindo, quero conversar com você, você é uma pessoa legal e eu preciso de amigos como você... - falei sincero
— Como eu? Tipo prostituta? - perguntou ríspida, com um sorriso irônico no rosto
— Não fala assim. - pedi num sussurro - Você não é uma prostituta!
— Você não vai ganhar nada sendo meu amigo, por que insiste?
— Eu gosto de você! Vamos fazer assim, me da uma chance, eu sou realmente bom em fazer amizades.
— Luan, você não precisa fazer isso por pena, é sério...
— Para de dizer isso, não é pena, eu realmente gosto de conversar com você.
— Eu também gosto. - assumiu ela - Mas eu não trago nada de bom na bagagem, se você quer ficar bem, se afasta de mim. Talvez eu não seja essa pessoa que você acha que sou.
— Por que sempre diz isso?
— Eu... - ela suspirou antes de concluir - não sou uma pessoa que as pessoas querem por perto.
— Mas eu...
— Eu sei, você já falou. Mas é uma dica que eu te dou, como amiga, se afasta.
— Então somos amigos? - sorri como quem ganha uma batalha
— Você é impossível. - ela riu - Cade seu terno e sua gravata? - perguntou zombando
— Estão em casa. Vim te fazer um convite! - ela me encarou curiosa - O que vai fazer hoje a tarde?
— Você tá maluco! - soltou uma risada gostosa - Nada, hoje a tarde, como todas as outras não vou fazer nada.
— Você quer ir ao cinema? - perguntei esperançoso e ela fez uma cara preocupada, por dentro eu sabia que ela não achava boa ideia, mas eu queria tentar, de verdade, eu precisava dessa garota perto de mim - Quer?
— Tá bom, eu vou.
— Você não vai se arrepender. Então vamos?
— Espera, agora?
— É, a gente vai almoçar no shopping e ir pro cinema, a primeira sessão.
— Mas eu preciso tomar um banho, me arrumar...
— Ah, tudo bem, eu te espero. - respondi antes que ela desse alguma desculpa para não ir.
Fui até o balcão, paguei a conta dela e levei ela para casa, enquanto ela estava no banho fiquei sentado na cama dela que ainda estava bagunçada. Havia uma camiseta em cima da cama, provavelmente ela havia dormido com ela.
A camiseta estava com seu cheiro, aquele perfume que ela sempre usava, doce e envolvente. Por vezes me deparei no clube com aquele perfume, o perfume dela era único, era a cara dela.
Fernanda narrando.
Só no banho me dei conta da burrada que tinha feito, o que eu ia vestir? Eu não tinha roupa nem pra ficar em casa imagina ir ao cinema, nunca nem fui ao shopping...
Nunca havia deixado ninguém, nem mesmo Guilherme, se aproximar tanto quanto eu estou deixando Luan se aproximar, o que eu estou fazendo? Por um minuto, um insano minuto, havia me esquecido que sou uma prostituta que quebra tudo que toca.
Saí do banho e me enrolei na toalha, abri a porta que dava para o quarto totalmente envergonhada. Ele já tinha me visto em situações piores, vestindo apenas uma lingerie, mas era diferente...
— A gente só vai ao cinema mesmo, né? - perguntei abrindo a porta
Ele me encarou e paralisou. Seus olhos penetraram em meu rosto ainda meio molhado, sua única expressão foi um sorriso.
— Ah, sim... só vamos ao cinema. - finalmente respondeu
Escondi a vergonha e atravessei o pequeno quarto, abri o guarda-roupas e peguei um moletom cinza, uma blusa básica branca e um short jeans.
Sentia minhas bochechas queimarem, corri com a roupa de volta para o banheiro e ouvi uma risada vinda do Luan.
Luan narrando.
Aquele corpo era incrível, eu nunca iria me cansar de admira-lo. Ela era inacreditável, suas bochechas coradas a deixaram com um ar ingenuo, era engraçado vê-la toda desastrada tentando fazer as coisas o mais rápido possível.
Eu simplesmente travei, não tive reação. Já a vi com tantas lingeries diferentes, eu sempre tentei reagir normalmente, mas dessa vez eu simplesmente travei.
Capítulo quatro.
Carlos não gostava que nós conversássemos muito com os clientes, então eu tentava falar o mínimo possível com qualquer um ali.
— Por que está me ignorando? - perguntou o rapaz confuso
— Eu não posso conversar com “clientes” no trabalho, no caso, eu só posso transar com eles ou servi-los com whisky. - ri
— Desculpe, mas isso não pode ser considerado um trabalho...
— É a única coisa que eu consegui arrumar pra pagar meu teto e minha comida, desculpa se te ofende.
— Desculpa, eu não deveria ter falado assim, desculpa...
Servi ele com mais um pouco de whisky e sai de perto, eu concordava com ele, porém eu não era dessas que trabalham aqui, é humilhante, mas além daqui, eu não posso trabalhar em mais nada porque não me aceitam. E sem o dinheiro que recebo aqui, eu não como...
Como era de se esperar, o clube fechou quase às seis da manhã, estava cansada demais para ir comer na lanchonete, então fiquei em casa dormindo, já que Carlos não “permitia” cara de cansaço no trabalho.
Juntei algum dinheiro para pagar duas corridas de táxi até o bairro nobre mais próximo dali, onde meus “pais” moravam, não me fazia bem ir lá, mas era um incentivo para eu não desistir de sair daquele lugar nojento.
Eu tinha ódio deles, do que eles haviam feito comigo... como é possível alguém abandonar uma criança de 5 anos? Um ser humano como eles eram dignos de pena. Depois de uns anos, ficaram ricos e tiveram um filho, como se nada tivesse acontecido antes.
— Olá, você quer alguma coisa? - perguntou um dos seguranças da casa
— Não, eu só estava passando e me impressionei com a beleza da casa.
Eu nunca chegava tão perto da casa quanto cheguei dessa vez, o filho deles estava na piscina com os amigos, pude ver algumas meninas tomando sol... era incrível como aquele garoto deveria ser mimado, todo cheio de mordomias.
Sai dali antes que mais alguém me visse, peguei um táxi e voltei pra casa.
Dona Geneci estava preocupada comigo, Guilherme foi até minha casa e ficou comigo lá até a hora de eu ter que ir ao clube.
— Tá tudo bem mesmo? - perguntou mais uma vez ele
— Claro que está tudo bem. Obrigada pela companhia, fala com a sua avó, amanha cedo vou lá. - sorri e dei um beijo no rosto dele
2 MESES DEPOIS.
Luan continuava indo ao clube, eu nunca entendi o motivo dele frequentar aquele lugar, ele não precisava daquilo.
— Por que você vem aqui?
— Como assim? Eu gosto de beber, aqui é longe de tudo, nunca me procurariam aqui.
— Mas, tem tantos bares na cidade, isso é uma espelunca! E tem prostitutas aqui, inclusive está conversando com uma.
— Para com isso, Fernanda, você não é prostituta. Você sabe que não, aliás eu não me importaria se fosse, você é gente boa, eu gosto de conversar com você, apesar de você nunca me dizer nada, só me escutar.
— Eu gosto de te escutar. - ri
— Qual a sua história? - perguntou ele com um tom sério
— Eu... minha história? Como assim?
— Por que veio parar aqui? O que aconteceu? Seus pais...
— Eu não tenho história... só, sei lá, eu não tenho história. Vim parar aqui por necessidade, fim.
— Você, como assim? - riu ele um pouco confuso - Todo mundo tem uma história, de onde você é?
— Eu não tenho história, sou daqui.
— Me conta, você sabe toda minha vida quase, eu só sei que você se chama Fernanda, mora aqui perto, tem 20 anos...
— E é tudo o que precisa saber! Carlos não gosta que eu converse com clientes, não insista, eu não tenho história.
Joguei o pano em cima do balcão e saí de perto dele. Não iria contar minha vida a um estranho, eu não era louca igual a ele.
Finalmente vc voltou mulheeer! Ja tava ficando agoniada! Cadê esses capitulos??? Demora p postar n pelamor de Deusss
Vou postar um capítulo sabado e outro domingo ;)
Volta logo com os capítulosss, mulherr! A ideia da história da sua web é sensacional. Muito diferente do convencional e isso é muito bomm!
Obrigada, fico feliz em ler isso. <3
Capítulo três.
Entrei em casa e vi meus pais andando de um lado para outro na sala e Bruna com celular na mão.
— Meu filho, graças a Deus. - indagou minha mãe assim que me viu
— Luan, o que aconteceu com você? - perguntou minha irmã
— São cinco da manhã, o que fazem acordados? - perguntei confuso
— E quem dorme sem saber onde você está?! - disse minha mãe
— Você é um irresponsável mesmo não é?! Sai, desliga o celular, volta com cheiro de bebida e com os olhos inchados e cheio de pontos, o que é isso? Cade a educação que eu te dei? Não te ensinei a sair por ai arrumando confusão.
— Não fala o que você não sabe! - joguei a chave do carro na mesa e fui para meu quarto
Tomei um banho quente e fiquei um tempo no banheiro, pensando em Fernanda. Será que isso já havia acontecido com ela? Escovei meus dentes e tentei afasta-la de meus pensamentos.
— Ah, pelo amor de Deus, tá de brincadeira? Bruna, vai dormir!
— O que aconteceu Luan?
— Não vou falar sobre isso, vai dormir!
— Você já me manteve acordada até agora e eu não vou sair enquanto não me contar!
— Eu fui a um bar, precisa esfriar a cabeça, provavelmente você sabe que eu e o papai brigamos hoje na empresa, mas enfim, eu fui até esse bar e bebi um pouco, haviam mulheres lá e você sabe, eu só bebi! Quando estava voltando pro carro vi dois caras prestes a abusar de uma garota, mais ou menos da sua idade assim.
— Ai você foi bancar o herói e apanhou?
— Eu não apanhei! E eu não podia deixar eles abusarem da menina...
— E ela está bem?
— Sim, agora vai dormir! Me deixa em paz...
— Não vai dormir por muito tempo, sabe que sete hora o papai vai vir te acordar para ir pra empresa.
— E eu não vou! - encarei ela - Tchau!
Infelizmente não pude dormir muito, nove horas acordei e tive que ir para a empresa, eu queria ter certeza de que a garota estava bem, porém eu não tinha tempo de ir fazer uma visita pra ela.
— O que tem de tão importante hoje? - perguntei entrando na sala do meu pai
— Temos uma reunião com os acionistas, como você sabe a produção está indo bem só que eu não consigo evitar as despesas que estão aumentando mais que a produção. - ele parecia irritado, mas não parecia que ia gritar e se descontrolar como na última vez - Você fez sua parte?
— Tá brincando? Era sério aquilo? Você me dá um dia para fazer um plano de economia e corte de gastos e quer o que? Que eu faça como se fosse mágica?
— Agora você não tem mais um dia, agora você tem até as sete horas da noite para ter esse plano pronto e apresentar para os acionistas. Você pode ir!
Era inacreditável, ele queria que eu fizesse uma coisa que levaria semanas em poucas horas, ele queria ver meu fracasso.
— Bruna, você vai passar o dia comigo e me ajudar! - falei antes que ela pudesse dizer alo
— Do que você tá falando? Luan, não vou a lugar nenhum.
— Vai sim, se não tudo o que você vai escutar daqui em diante é eu e o pai brigando! Saiu do escritório em quinze minutos, esteja pronta!
Ela ficou sem acreditar, me encarou e começou a rir.
— Para, não tem graça, você tem que me ajudar porque o pai enlouqueceu.
— E você vai apresentar um plano que ainda nem começou a fazer para os acionistas com essa cara toda quebrada e os olhos roxo? Luan, você tá louco.
— Eu não, eu tenho consciência de que eu não ia conseguir sozinho, por isso você tá aqui.
— Isso é loucura Luan.
— Eu sei, mas você tem que me ajudar.
Pedimos um café e nos concentramos ao máximo em cada ponto que a gente precisava, até o almoço já tínhamos uma ideia do que eu ia apresentar e começamos a fazer as pautas. Não estava sendo fácil, quase não demos conta de tanto número e tanto gráfico, as vezes tínhamos que parar para descansar e isso era perda de tempo.
— E com isso terminamos, já tem em mente como vai explicar tudo isso?
— Sim, não, mais ou menos...
— Que horas são?
— Seis e meia. Não dá tempo de chegar...
— Dá sim, vamos logo.
Quando entrei na sala de reunião, todos já estavam lá, inclusive meu pai com o celular na mão e cara fechada.
Assim que terminei de apresentar o plano, todos se viraram para meu pai.
— Bom, é um plano ousado, mas que pode dar certo. - falou Mauricio
— Bom trabalho garoto, vamos estudar nossas possibilidades e se colocarmos em prática esse plano, a empresa pode vir a ter mais lucros que está tendo.
— Eu acho loucura. - disse meu pai - Mas a escolha é da maioria, vamos votar.
Acabei naquele clube de novo, estava cansado de tantas críticas do meu pai e eu não queria ficar no mesmo ambiente que ele!
— Oi, você por aqui de novo?
— Eu precisava beber, e como você está?
— Estou bem, não achei que ia te ver de novo.
— Ué, por que não?
— Porque esse não é um ambiente que você parece frequentar.
— Eu queria saber como você estava, parece que ontem te ajudar foi a única coisa certa que eu fiz em meses...
Continuaaaa
Capitulo dois.
Era tarde e toda vez que eu tinha que voltar para casa entre às quatro e meia, cinco horas da manha eu tinha um medo incontrolável. Da minha casa até o clube tinha um beco e nesse beco tinha vários drogados, que sempre que podiam assaltavam qualquer um que passava ali e eu sempre passava ali. Eles sabiam que eu sempre tinha algum dinheiro, eles sabiam onde eu trabalhava, eles viviam incomodando todo mundo ali do bairro.
Hoje não era diferente, porem estava mais perigoso, a algumas semanas os guardas do bairro tinham feito a limpa naquele beco e queimado todas as drogas que encontraram, o que resultou em uma onda de assaltos, tudo o que varia alguma coisa era roubado e com o dinheiro da venda dos objetos, eles compravam drogas. Era a primeira vez na semana que eu precisava passar por ali, pedi para que Carlos me acompanhasse até em casa, mas ele não fez questão nem de escutar o motivo. Haviam poucos clientes no clube e a maioria já estava indo embora.
Coloquei todo o dinheiro que eu havia recebido de gorjeta aquela noite no sutiã, coloquei o vestido que eu tinha ido pro clube uma jaqueta por cima para me proteger melhor, estava frio e por mais que a caminhada para casa não fosse tão longa, ainda assim era o suficiente para me resfriar.
O sapato cortava meu pé e me impedia de andar mais rápido, escutei a voz de dois caras no beco, não sabia se eles dois eram os únicos ali hoje ou se haviam mais deles. Prendi a respiração e fingi não saber por onde passava.
— Olha que delicia hein? - gritou um deles
— Ela é uma prostituta, será que nos serviria sem irmos ao clube? - zombou o outro e então os dois caíram na gargalhada
— Qual foi gatinha? Vai ignorar dois clientes famintos?
Ouvi o passo deles e tentei aumentar o passo, o que foi em vão.
— A gente sabe que você tem dinheiro, não somos estupidos... Mas hoje só queremos ver o que você esconde por baixo das roupas!
O maior deles me empurrou na parede e começou a me encarar, o outro ia abaixando a calça. Eu não conseguia me mexer, o que me segurava era muito forte e apertava meu braço com tamanha brutalidade que eu já podia sentir meus dedos começarem a formigar.
— Você com cara de medo me deixa com mais vontade de foder você todinha.
— Um de cada ou os dois juntos? - perguntou o que me segurava
— Solta ela! - gritou um cara correndo em nossa direção
— Fica de fora disso cara, se não você tá ferrado!
— Larga a garota se...
— Se não o que? - perguntou o que me segurava
O cara deu um murro tão forte em um deles que ele caiu e bateu a cabeça no chão, esse não teve reação, então o cara que me segurava me jogou no chão e foi para cima do outro.
— Você mexeu com as pessoas erradas.
— Eu mandei vocês largarem a menina! - ele mal terminou a frase e já deu um soco no rosto do grandalhão
— O almofadinha acha que pode comigo? - enquanto ele e o cara trocavam socos, eu sentia minha cabeça sangrar por ter batido no chão e provavelmente em uma pedra, ao lado do cara desmaiado havia uma garrafa, não consegui pensar em outra coisa a não ser quebra-la na cabeça do grandalhão, o que só fez ele se desequilibrar e cair, mas foi o suficiente para que o cara pudesse dar uns socos na cara dele e ele desmaiar.
— Vamos sair daqui! - disse o moço pegando sua carteira do chão
— Você tá sangrando. - falei assustada com a quantidade de sangue que escorria do nariz e do supercilio dele
— É, você também. - respondeu ele
— Eu moro logo ali, posso fazer algum curativo em você...
Ele sorriu e pediu para que eu indicasse o caminho.
Assim que entrei em casa e acendi a luz, pude finalmente ver o rosto do rapaz: era ele, o cara da lanchonete, o cara do balcão mais cedo.
— Pode sentar aqui. - falei tirando o travesseiro da beira da cama
— Você mora aqui? - perguntou ele
— Eu vou pegar uma toalha e uma gaze para tentar parar o sangramento. - falei e sorri gentilmente
— Então... Parece que nos encontramos bastante hoje.
Voltei com a toalha e tudo o que eu tinha para fazer um curativo descente nele. Limpei o sangue em seu rosto e tentei parar o sangramento em seu supercilio.
— Você fez um corte feio aqui, vai precisar de pontos, vou fazer um curativo e você vai ter que ir a um hospital...
— Você também precisa ir ao hospital, sua testa ainda esta sangrando.
— Foi só um corte, está tudo bem comigo.
Terminei de fazer o curativo e limpei o resto de seu rosto. Ele tinha traços únicos e era muito bonito. Sua camisa branca agora tinha sangue por toda parte, ele cheirava a whisky mas não parecia bêbado.
— Você não gosta muito de falar né?!
— Tudo o que eu tenho para falar é muito obrigada, sério, eu não sabia o que seria de mim hoje se não fosse por você. Não faz mais isso, eles poderiam estar armados...
— Mas eles não estavam e eu jamais deixaria isso acontecer com qualquer um! Você não precisa me agradecer, faria isso de novo.
— Obrigada mesmo assim. - sorri e ele sorriu de volta - Você aceita um pouco d'água?
— Não, na verdade eu preciso ir. Obrigado pelo curativo, prometo ir ao hospital e se cuida.
— Obrigada você, mais um vez... Obrigada.
Ele abriu a porta e deu um passo, porem parou.
— Meu nome é Luan, espero nos encontrarmos por ai...
— Meu nome é Fernanda. - sorri
— Boa noite Fernanda, se cuida.
Ele abriu um sorriso e saiu porta afora.
Ja estou amando a sua fanfic! Continuaaaa! Tenta postar com mais frequência, pff se n vou endoidarr
Oiii que bom que esta gostando s2
É meio complicado, mas eu to me esforçando o máximo pra postar com mais frequência, prometo que até sexta sai mais dois capitulos!
Capítulo um.
Juntei o pouco da gorjeta que recebi na noite passada e fui até a cafeteria, Dona Geneci já me esperava para o almoço, como todos os dias - ou quase.
— Mais uma vez me desculpa pelo que aconteceu hoje de manha, eu não tive a intenção de causar transtorno.
— Minha querida, está tudo bem, eu entendo. - respondeu ela
— E ai Fer, o que vai ser hoje? - perguntou Guilherme sorridente
— Alguma coisa que dê para pagar com 25 reais, por favor.
Algumas pessoas que sempre almoçavam e tomavam café ali todos os dias, me olharam torto. Me senti como um parasita, como um vírus, algo que não era pra estar ali. Abaixei a cabeça, essa era minha rotina, homens do bairro sorrindo pra mim como se dissessem “eu sei o que você fez noite passada!” e mulheres me olhando torto, como se a culpa dos maridos delas forem ao clube todas as noites fosse minha! Eu já estava acostumada, mas ainda sim era constrangedor.
Comi de pressa dessa vez, haviam muitas pessoas ali e todas estavam zombando da prostituta que estava ali, apontavam e gesticulavam, comentavam o acontecido pela manhã. Uma mesa que havia quatro mulheres soltavam gargalhadas cada vez que uma fazia um comentário sobre minha pessoa.
— Fer, não liga pra essas pessoas, a gente sabe que você não é esse tipo de mulher. - disse Guilherme e deu um leve sorriso
— Exceto que eu sou, né?! - respondi com a voz tremula e deixei o dinheiro em cima da mesa, tomei meu último gole de suco e sai porta afora
Isabella me ligou e disse que precisaríamos estar mais cedo no clube.
— O que aconteceu? - perguntei assim que cheguei
— Reunião, já sabe né?!
— O lance da Vic? - perguntei preocupada
— Com certeza.
Vic estava grávida, ela iria ser demitida e todas nós iriamos levar uma bronca. Era sempre assim, toda vez que acontecia alguma coisa, todas eram culpadas.
Fomos todas para a sala de Carlos, ele começou a falar assim que Vic entrou na sala. Ele falava como se aquilo tivesse acontecido porque ela queria, falava como se a “reputação” dele e daquele maldito lugar estivesse em jogo.
— Vamos abrir mais cedo hoje e a partir de agora, com uma a menos não terá mais a desculpa de que “eu sou somente a garçonete sexy”.
— Mas...
— Você fica calada! - disse para Vic - Com você me acerto depois.
Fui para o quarto onde todas se arrumavam e coloquei a lingerie mais decente que pude, se é que era possível.
— Boa sorte hoje. - falei a Isabella
— Pra você também.
Logo o clube começou a se encher, homens de todas as idades e os “camarotes” para as despedidas de solteiro já estavam arrumados esperando os seus respectivos donos.
Tudo aquilo me dava nojo, me dava ânsia, se eu saísse daquele lugar passaria fome, ninguém iria contratar uma ex-prostituta, tudo o que a vida me reservou estava naquela rua.
Fui para o balcão, não havia tantos homens escorados lá. Isabella estava lá também, não tinha uma cara muito boa, mas ainda assim era educada com todos aqueles babacas.
O cara de camisa social e gravata se sentou na ponta do mesmo e encarou o nada. Fui atende-lo, mas assim que cheguei perto, reconheci o rosto daquele homem, era o da cafeteria, cujo tive que me sentar ao lado de lingerie molhada.
Engoli a seco e sorri. Me aproximei mais e perguntei o que ele queria.
— Uma dose de whisky, por favor. - respondeu e me encarou - Eu... eu acho que eu te conheço.
— Eu acho que não, a menos que seja um cliente. - falei colocando o copo de whisky no balcão.
— Eu não sou cliente, te vi essa manhã no café ali na frente.
a play só vai ter no spotify ou voce vai colocar as musica aqui tbem?
não será só no spotify, vou colocar aqui também e criarei uma page para colocar todas as músicas que estiver na playlist ;)
Playlist on Spotify.
Galerinha, estou fazendo uma playlist para a fanfic, se você tiver qualquer indicação de música pode mandar na ask, com certeza eu adicionarei na playlist (que é no Spotify) e assim que ela estiver completa, disponibilizarei aqui pra vocês.
Quando teremos mais capítulos?
logo logo ;)
Prefácio.
Corri para dentro da cafeteria, a chuva estava muito forte e aquela roupa não ajudava nada. Vivia esse inferno sempre! Em uma ponta da quadra é onde eu trabalho, no meio da quadra é onde eu moro e na frente do lugar que eu trabalho é a cafeteria ‘pobrezinha’ que eu tomo meu café da manhã. O vento lá fora estava muito forte e não consegui segurar a porta, ela bateu com tudo e todos que estavam ali me encararam. Abaixei a cabeça e segui para o balcão.
Um dia eu ainda vou me livrar desses malditos olhares, dessas malditas pessoas, desse maldito lugar. Iria recomeçar, esquecer tudo isso! Ser feliz.
Minha bota está encharcada, meu cabelo todo molhado e minha micro saia branca… bom, preciso nem dizer. O sutiã estava tão molhado que precisava segura-lo.
Me sentei no único lugar vago no balcão, infelizmente ao lado de um cara bonito, de terno, bem jovem… classe alta! Ele me olhou e sorriu, educadamente sussurrou um “bom dia”, eu apenas sorri de volta, estava muito envergonhada para dizer qualquer outra coisa.
— Bom dia Fernanda, o que deseja? - perguntou Dona Geneci
— Um chocolate quente, por favor.
— Só isso? Faz quatro dias que não come nada no café, vai ficar doente desse jeito. - falou ela
— O dinheiro tá curto… - falei um pouco envergonhada novamente.
— Pelo visto acabou de sair…
— Não consegui sair mais cedo e… bom, tive que vir pra cá assim, perdão.
— Tudo bem, desde que não aconteça novamente…
O cara ao lado me encarava, cruzei os braços de um modo que tentasse tampar meus seios e a barriga, foi em vão, mas ficava menos exposta. Comecei a balançar minhas pernas tentando me aquecer, o frio me fazia de vitima.
— Fernanda, tome logo esse leite, sua boca está roxa de frio.
— Dona Geneci, poderia colocar num copo em que eu possa levar para casa?
Num instante ela me trouxe uma sacola com um pão de queijo dentro e o meu copo de chocolate quente dentro.
— Eu não posso pagar por isso, por favor…
— Por conta da casa.
Agradeci, peguei a sacola e sai da cafeteria chorando de vergonha. Odiava que as pessoas me vissem daquele jeito, odiava meu trabalho, odiava minha vida.
A chuva ainda estava muito forte, mesmo com minha bota encharcada corri meio quarterão e entrei em ‘casa’. Coloquei a sacola em cima da mesa torcendo para o pão de queijo não esfriar e fui para o banho, graças a Deus ainda podia pagar por um chuveiro elétrico.
Tomei meu banho e coloquei meu pijama, me sentei na mesa e comi o pão de queijo com o chocolate, aquilo me aqueceu um pouco… me deitei na cama e me cobri com o edredom branco e grosso que tinha economizado meses para comprar.
As lágrimas logo molharam o travesseiro, a chuva lá fora me fazia pensar nos dias bons - e poucos - que tive ao lado do que eu achava ser família. As vezes eu ia até o novo endereço deles e via como eles eram felizes, como eles nem se lembravam de mim, como eles tinham conforto e comida todos os dias…
“Eu não me importo com quem você passa a noite, desde que você fique pela manhã comigo!” — Doce Veneno.