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@e-a-l
âO meu problema Ă© esperar que as pessoas façam por mim o que eu faço e faria mil vezes por elas. Ă pensar que ser leal e companheira Ă© o bastante. Ă ficar anos e anos servindo de curativo para as feridas dos outros, enquanto que as minhas feridas nunca pararam de sangrar. O meu problema Ă© estar presente o tempo inteiro, Ă© ser atenciosa e nĂŁo fingir quando resolvo expor os meus sentimentos. Eu tenho muitos problemas, entende? AliĂĄs, esse Ă© um dos: esperar que me entendam quando tento me explicar.â
â Rebeca Lopes.
Tenho pensado com mais frequĂȘncia do que eu gostaria sobre os motivos que nos levam a se apegar em coisinhas tĂŁo simples de pessoas que jĂĄ partiram. Uma escrita torta, uma pelĂșcia no Ășltima gaveta, uma camiseta ou moletom, quem sabe um chaveiro, um adesivo, um pontinho na janela. VocĂȘ se apega fĂĄcil em singularidades vividas? Um momento? Uma expectativa?
Fico me perguntando se quando alguĂ©m parte da nossa vida em busca de novos horizontes se essa pessoa chega ao menos a imaginar como iremos nos sentir, sem nenhuma explicação ou nenhum adeus. A verdade Ă© que sabemos que as coisas nĂŁo sĂŁo eternas mas querĂamos ao menos uma explicação da partida, Ă© tĂŁo difĂcil dizer adeus?
Pioneers of Soviet architecture : the search for new solutions in the 1920s and 1930s by Khan-Magomedov, S. O. (Selim Omarovich).
âO que eu peço Ă© que vocĂȘ seja sempre de verdade tambĂ©m. Que me queira assim, imperfeita e cheia de confusĂ”es. Que saiba os momentos em que eu preciso de uma mĂŁo passando entre os fios de cabelo. Que perceba que Ă s vezes tudo o que eu preciso Ă© do silĂȘncio e do barulho da nossa respiração. Que veja que eu me esforço de um jeito nem sempre certo. Que veja lĂĄ na frente uma estrada, inteiramente nossa, cheia de opçÔes e curvas. E que aceite que buracos sempre terĂŁo.â
â Clarissa CorrĂȘa.Â
Esse texto talvez seja o primeiro ou o Ășltimo que irei escrever sobre vocĂȘ, depende do rumo que isso irĂĄ tomar, vocĂȘ jĂĄ faz parte da minha coleção de textos, apesar de eu nunca ter tido certeza que leu o primeiro, muito menos que irĂĄ ler esse. Mas no fim, nĂŁo Ă© sobre vocĂȘ ler e sim sobre eu escrever, eternizar vocĂȘ nessa escrita torta que eu tenho, eternizar vocĂȘ no meu texto pois de certa forma sinto que vocĂȘ jĂĄ se eternizou na minha alma. VocĂȘ, de cabelos loiros e olhos verdes, que brilhavam tanto quando eu fazia vocĂȘ rir, vocĂȘ com seus jeito brincalhĂŁo e muitas vezes inconveniente que fazia eu rir mesmo quando queria te matar de tanta raiva que eu sentia. Ă, vocĂȘ mesmo que me abraçava forte e dizia que me amava, que falava que ia envelhecer do meu lado e que nunca iria me abandonar. VocĂȘ que tinha mil e uma qualidades e o dobro de defeitos, mas que no fim era perfeito. VocĂȘ que dizia que era mal humorado mas era a pessoa mais calma em tudo que fazia, nunca vou deixar de achar que vocĂȘ sempre procurou ser visto dessa forma e agia como se nada te atingisse pois assim vocĂȘ se sentiria mais forte. Mas nĂŁo Ă© verdade, no fundo vocĂȘ detesta sentir tanto e nĂŁo conseguir expressar nem metade. E isso, Ă© algo que ninguĂ©m poderĂĄ mudar ou tentar te ajudar. VocĂȘ que me ensinou que o amor Ă© muito mais do que apenas dizer que ama, Ă© sentir esse desespero louco pelo bem-estar da pessoa, Ă© nĂŁo se importar em fazer algumas coisas por ela. NĂŁo, nĂŁo estou falando de abrir mĂŁo da nossa vida, mas Ă© aqueles pequenos gestos como assistir um filme que a gente nĂŁo gosta, fazer pipoca ou atĂ© pegar aquele copo de ĂĄgua na madrugada. VocĂȘ melhor que eu demonstrava seu amor nesses pequenos gestos, fazia eu me sentir uma pessoa importante sem nem ao menos vocĂȘ precisar falar. Queria que vocĂȘ pudesse sentir um pouco da sensação de paz que me transmitia, assim entenderia que o lugar mais segura para eu estar seria com vocĂȘ, no seu abraço, no conforto da sua companhia, queria poder assim acordar todos os dias, olhar para vocĂȘ dormindo e sentir o quanto eu sou sortuda por ter vocĂȘ, o amor da minha vida, do meu lado. Ă loucura falar que vocĂȘ Ă© o amor da minha vida? A pessoa que eu imagino estar daqui 4 anos, daqui 10 anos e daqui 50 anos? Mas no fundo sabemos que nĂŁo era isso que a vida nos reservava. E agora, que acabou, sĂł posso olhar e pensar, o amor da minha vida terĂĄ outro amor da vida dele e, infelizmente, serĂĄ o amor da vida de outra pessoa. E eu ficarei aqui, escrevendo alguma coisa amarga enquanto tento superar tudo que o meu coração nĂŁo suporta mais superar, mais uma perca.
âNĂŁo te culpo por ter ido embora, se eu fosse vocĂȘ, tambĂ©m iria. Afinal de contas, eu havia me tornado um pĂ©ssimo lugar para ficar.â
â Forever, remember?
Todo mundo olha para a minha vida perfeita e me perguntam por que das reclamaçÔes â White people problemâ quantas vezes eu jĂĄ escutei os meus amigos falarem isso, quantas vezes me vi perdida e questionei se realmente os meus problemas eram tĂŁo pequenos, depois disso, comecei a me questionar todas as vezes antes de pedir ajuda âĂ© uma coisa tĂŁo pequena, por que irei incomodar as pessoas com isso?â. Dia apĂłs dia engolindo todos os meus problemas, a felicidade dos outros sempre foi mais importante, para que incomodar as pessoas com assuntos tĂŁo fĂșteis, por que pedir ajudar e ser julgado por estar preocupado com isso? Para que e por que, essas palavras ecoam nos meus ouvidos como se estivessem em um eco, por favor faça parar.
Por que as pessoas se matam? Por que elas nĂŁo pedem ajuda? Por quĂȘ?
Hoje faz uma semana que nĂŁo durmo, faz uma semana que sinto esse vazio, faz uma semana que as coisas começaram a desandar. Faz uma semana que sinto que estou de mĂŁos atadas. Esse vazio que sinto nĂŁo tem explicação, Ă© sĂł como se aos poucos tudo que eu tocasse virasse pĂł, queria ser mais do que eu sinto, mas o sentimento de impotĂȘncia tambĂ©m me acompanha, queria mudar, ser mais ativa, desligar meus sentimentos e seguir, mas como eu sigo se nem sei para onde ir? Minha casa se foi, a pessoa com quem pensei em construir uma vida tambĂ©m. No fim, ficou apenas eu e esse vazio que me consome.
As palavras machucam, as palavras cortam e as palavras matam. Sejam as ditas ou as que guardamos nos nossos coraçÔes.Â
Me pergunto quando as pessoas tomaram consciĂȘncia da força de uma palavra, se ela for boa vocĂȘ salva uma vida, se for ruim mata alguĂ©m.