“Ashley...” dissera o nome do rapaz em um tom de aviso pelo claro exagero que o mesmo fazia. Sair dali com ele no colo realmente talvez não fosse a melhor de suas ideias, mas Edward tinha a vantagem de ser mais alto e um tanto mais forte também que o garoto mais jovem, então não poderia ser assim tão difícil. Não era como se fosse deixá-lo segurar em si e na hora de levantar, despencar com o garoto no chão. Confiava em sua capacidade, por isso estava oferecendo ajuda; além de que, quanto mais rápido conseguissem sair, mais rápido veria se ele estava machucado como temia.
Porém, mesmo no escuro, Ed conseguia imaginar a feição conflituosa que o rapaz fazia. Pela voz o mesmo soava surpreso, mas ainda feliz. Isso o tranquilizava mais pois o seu salto, aparentemente, não havia sido maior que as pernas. Teria ficado extremamente constrangido se houvesse lido errado as ações de Ash ao longo dos dias que passavam juntos; não tinha dúvidas do que queria, todavia, não podia decidir sozinho. Já passara da idade de ser aventureiro e ter vários casos durante o mês, precisava criar laços com alguém e o fotógrafo parecia ser o certo. Mesmo com tão pouquíssimo tempo ao lado dele, Ed conseguia criar uma lista enorme das coisas que o fazia adorá-lo. Ele riu baixo pela reação alheia, mas acariciou-lhe a coxa para acalmá-lo. Embora, tal carinho não pareceu servir de muito pois o garoto logo estava tentando abraçá-lo e em seguida, gritando de dor.
“Droga, seu idiota, como é que esqueceu do machucado?” perguntou-lhe em um tom deveras preocupado. Por sorte — ou azar, porque ver a expressão no rostinho de Ashley fez seu coração atrasar algumas batidas — as luzes acenderam naquele mesmo momento e o moreno apertou os olhos fechados por alguns segundos para minimizar o desconforto. “Agora com energia, podemos ir para um hospital, certo? Tem que pegar alguma coisa na sua mesa? Ou ah, você quer que eu dê beijinho para melhorar?” ele tentou dizer em um tom mais leve para descontrair, mesmo que por dentro só estivesse preocupado. “Agora posso tirá-lo no colo sem tropeçar no escuro, meu amor. Não dá mais para reclamar ou duvidar.”













