KIROKAZE
untitled

#extradirty
No title available
Show & Tell
art blog(derogatory)

Origami Around

tannertan36
let's talk about Bridgerton tea, my ask is open

ellievsbear

PR's Tumblrdome
No title available
Cookie Run:Kingdom Official!
cherry valley forever
Monterey Bay Aquarium
Keni

No title available
Misplaced Lens Cap
Sweet Seals For You, Always

Game Changer & Make Some Noise
seen from Austria

seen from Norway

seen from Ukraine

seen from United States
seen from Switzerland
seen from United States
seen from France
seen from Austria

seen from Greece

seen from Japan
seen from Germany
seen from United States

seen from Vietnam
seen from United States

seen from United States
seen from United States
seen from Bulgaria

seen from Netherlands

seen from United Kingdom
seen from France
@eletromgnetica
ғхcĸ-тrυe-love
Le Petit Soldat (1960)
by glamcult http://ift.tt/25jFX3H
Flower Shop, Paris, 1950s by Victor Meeussen
me esquece devagar como se precisasse pensar em mim para a vida ser um pouco menos terrível
object without desire
Sensibilidade
Larissa Rosa
deixa eu te dizer antes que o momento se perca n’algum mundo paralelo e as coisas deixem de fazer sentido. deixa eu te tocar como se nunca mais fôssemos nos ver porque a efemeridade me possui e afoba. eu quero que você saiba do meu amor nesse exato minuto em que te vejo perdido entre fotografias, porque o sentir vive em fase metamórfica e em horas poderá se tornar algo completamente diferente do que penso agora. nós conversamos o tempo todo além das palavras. busco seu colo cerca de dez vezes ao dia e me entrelaço em você antes de dormir. eu nunca gostei do excesso de proximidade até sentir suas mãos no meu cabelo, desde então nunca tive tanto medo do fato de não residir temor algum em amar. já não digo que te amar é uma certeza porque se tornou imutável, sentir você em cada poro é um fator comum das minhas células. e te digo sem pausa pra que você sinta cada terminal nervoso implícito, e te digo repetidamente como a rotina de quando você chega e me escondo na curva do seu pescoço. eu colo o lábio no seu ouvido pra te dizer todas as coisas belas. do lado de dentro muros tentam se reerguer, você teima em destruir a obra antes da metade. nós parecemos enredo de cinema argentino mas a verdade é que nosso amor é feito pra se moldar em qualquer fresta. a única coisa que ouso fazer é segurar seu rosto e pedir para não me deixar desfazer todos os verbos que nos fizeram. você é aquela do tom, do cícero e de tantos outros que não é preciso mencionar.
sentir me dói em cada rastro de pele. não negarei que vezenquando me vem o ímpeto de renunciar todo e qualquer afeto porque amar me põe em carne viva. não negarei que nos últimos dias isso me tomou porque a espera me faz triste. o mundo me transborda, meu amor. o mundo me transborda e eu só sei implodir. você me transborda porque eu te amo como se parte de mim fosse feita para esse fim. você me toca como se não houvessem remendos e campos minados dentro do peito. eu te toco como quem se entrega pelos olhos. vivemos nesse desassossego que ninguém renega, porque eu quero tirar seu juízo enquanto você tenta me libertar. sinto suas mãos apertando meus braços como se alguém pudesse partir a qualquer momento. meus braços te rodeiam o pescoço para calar todas as negações. diria que é dependência mútua, se não fosse uma escolha. direi um tanto de coisas, belas, desconexas, contraditórias. bem sabe todos os silêncios que faço e os chamados que neles moram. você diz com os olhos um tanto de promessas que não ousamos mencionar, aceito todas. eu calo tristezas porque minha dor te dói também, você as lê antes do término de cada rascunho.
o momento se perdeu no meio do segundo parágrafo, o sentir tornou-se distinto, ainda que essencialmente imutável. eu quero que você saiba que dentro de mim moram tristezas, silêncios e abismos. vezenquando todos eles me tomam de uma só vez, sinto ganas de fugir, tornar-me pó. nesses momentos eu nada sei. eu fecho os olhos e falo só, sou só em cada canto, enxergo tristeza em cada vão. absolutamente todas as coisas são capazes de me tocar e o mundo me dói sem pausa, são coisas essas que você sabe. as certezas se esvaem, o seu amor sempre fica.
G.
nem o choque entre os planetas explicam a agonia de não pertencer. quedas. estou caindo e meu pés movimentam-se sem ter onde pousar. os ombros, os músculos, os lábios e todo peito triste, já não suportam a mão pesada de um deus que me olha e nega a minha existência.
amar, como eu amo, é quebrar os próprios ossos e não aceitar a dor da culpa.
v.