HOW TO GET AWAY WITH MURDER: 6x02 “Vivian’s Here”

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@elodark
HOW TO GET AWAY WITH MURDER: 6x02 “Vivian’s Here”
Olha, eu queria só paz nesse local. || Turno: Eleonor&Elliot
Apesar de ser um filho de Ares, Elliot tinha em si um quê de pacífico. As noites de cantoria e contação de história ao redor de uma fogueira eram suas preferidas e ele sentia falta delas durante o tempo em que mudara-se para fora do Acampamento, mas tinha que concordar que preferia não estar revivendo uma da forma como acontecia, sob constante ameaça. Veja bem, não se engane. Todos os romanos, bem, em sua maioria, eles haviam sido amigáveis. Mas preferia estar em paz vivendo com Cerberus e Crystal em sua casa do que ser obrigado a recolher-se novamente entre as paredes de outro Acampamento por medo do mundo que considerava atual.
Todavia, aquele era seu primeiro momento de paz depois de um par de boatos sem fundo algum de verdade e ele adoraria aproveitar. Mesmo Cerberus havia se juntado aos dois naquela noite, passando de pessoa em pessoa para receber seu carinho. Elliot adoraria ter seu momento de glória, mas não estava tão certo de que estava ansioso para vivê-lo, principalmente agora com Crystal ao seu lado. Se pensasse bem, talvez até mesmo preferisse que nunca tivesse seu nome escrito numa grande história de aventura grega; somente àquela que contava a história de seu amor era o suficiente. Ainda assim, não resistiu a avançar quando, após se distanciar brevemente da esposa, escutou os avanços do caos vindo da entrada do Acampamento.
Ele aproveitou que sua morning star estava junto de si para disparar na direção de onde se dava a ameaça. De longe, escutou os gritos desesperados por ajuda de uma filha de Tártaro e aproximou-se atingindo na barriga (dado 12) o que identificou ser uma dracaenae. A criatura sibilou com o impacto e desviou sua atenção para o filho de Ares antes mesmo que ele pudesse ajudar Eleanor a se levantar, recebendo um golpe (dado 11) da espada que a mulher brandia no rosto e se afastando como resposta para evitar mais cortes. Ele grunhiu, sabendo que agora sangrava na bochecha, mas nada o suficiente para pará-lo, então limpou o sangue e fixou o olhar no inimigo.
“Que tal enfrentar alguém do seu tamanho, huh?”, desafiou a criatura, querendo chamar a atenção para si e dar tempo para a semideusa se recuperar. Ouviu outro sibilar na sua direção e outra vez lançou sua arma contra o monstro (dado 9), atingindo-a com a parte cheia de espinhos em uma de suas caudas. Como resposta, sentiu a lâmina da criatura rasgar sua pele (dado 10) e empurrou-a para longe. O sangue escorreu de seu braço, tornando-o dolorido e liso o agarro de sua mão na arma. Elliot rodou a morning star, erguendo-a no ar para descê-la na direção da lâmina que ela usava e ouviu o som desagradável do peso de sua arma se chocando contra o braço da dracaenae (dado 10), conseguindo desviar de um ataque de suas caudas (dado 4) e desferindo outro golpe na direção alheia (dado 11). Esperava que Eleanor se recuperasse, não sabia quanto tempo aguentaria lidar com o monstro sozinho. Além disso, ela havia se posto bem no caminho entre Elliot e a filha de Tártaro, impedindo-o de ajudá-la.
Eleonor torcia para que o filho de Ares tivesse escutado seu pedido, porque ela não se sentia totalmente poderosa e confiante para poder derrotar aquele monstro sozinha. Desde o momento em que soube que os semideuses tinham tido seus poderes enfraquecidos, ela tinha começado uma nova rotina de treinamento mais dura, mesmo assim não se sentia no mesmo nível de antes. Até mesmo com a presença da deusa Selene, estava complicado estar como antes. Mas, a ajuda acabou chegando no momento que a criatura tentou lhe dar um golpe em seu rosto (dado 2). Vendo que estava sem o monstro em cima de seu corpo, Eleonor levantou-se com um olhar raivoso apontando sua lança, agora com as duas partes juntas, em direção ao monstro.
Começou a procurar alguma abertura na armadura alheia, enquanto observava também a luta que estava sendo travada entre o semideus e a criatura da sua frente. Até que conseguiu captar um pequeno espaço entre a barriga e uma das pernas, ou tentáculos (Eleonor nunca sabia como dar o nome para aquelas coisas), e dirigiu-se até lá enfiando sua lança em um golpe mediano (dado 9). A criatura gritou de dor virando seu corpo para dar atenção para filha de Tártaro que tinha um sorriso animado surgindo em seu lábios, avançando em direção à garota causando um corte quase perfeito, o qual poderia ter decapitado o braço esquerdo de El (dado 13). Eleonor tentou impedir aquele golpe, mas acabou falhando miseravelmente (dado 5) por causa da força que a dracaenae tinha colocando na sua arma contra o corpo da garota.
No entanto, ela não iria desistir, principalmente porque queria decapitar aquela cabeça horrível. Então, avançou para as pernas, causando diversos cortes com sua lança que tinha dividido-a em duas partes (dado 11). O sangue verde jorrava intensamente e Eleonor riu com a situação. — Parece que não é tão forte assim né... — A criatura sibilou irritada e tentou avançar com as pernas cortadas, mas estava tendo uma certa dificuldade. No entanto, não iria desistir, por isso tomou fôlego colocando forças no seu corpo e dando um soco na barriga de Eleonor (dado 10). A garota ficou sem ar por um segundo, mas não foi muito intenso. Conseguiu se recuperar e já se preparou para atacar de novo a criatura. El deu um giro e avançou em direção ao monstro, no entanto, no que ela pensou ser a barriga da dracaenae, era na verdade, a barriga de Elliot (dado 1).
Eleonor congelou. Ela tentou tirar a lança (dado 1 e 2), mas não conseguia mexer a sua arma. Era como estivesse presa entre os ossos e os órgãos da barriga. Sua respiração estava ofegante e ela já conseguia ver o sangue aparecer na blusa alheia, encarou os olhos azuis do filho de Ares e puxou com mais força a lança (dado 9). — El-ll-liot, fale comigo, meus deuses. Não pode estar acontecendo. — Ela estava desesperada. Largou sua arma no chão e colocou as mãos na ferida alheia tentando estancar aquele corte horrível. Eleonor não percebeu que a criatura, enquanto observava com um olhar curioso, aproveitou para enfiar a sua lâmina nas costas (dado 11) de Eleonor. Fazendo com que ela gritasse de dor e ficasse mole por um instante, fazendo com que seu corpo inclinasse em direção ao corpo alheio com uma espada nas suas costas.. A pergunta que fica era se eles irão sobreviver..
FLASHBACK
Sorri, achando graça da afirmação de Eleonor e de sua postura como um tudo: a cabeça inclinada para cima, os olhos escuros fitando as nuvens como se tentassem afugentá-las, dissipá-las para que não atrapalhassem seus planos.
—É, talvez seja só uma nuvenzinha. — Concordei, buscando em mim mesmo algum resquício de otimismo para unir ao de El e, quem sabe, limpar o céu. Certamente não daria certo, a julgar pelo meu histórico.— Lutar na chuva, quis dizer. — Apontei, dando de ombros. — As condições ficam sempre piores, é mais difícil enxergar, menos pontaria, mais peso no corpo, mais resistência do chão… — Minha voz foi perdendo volume e eu já não tinha mais tanta certeza de que aquilo seria uma boa ideia, ainda que El, desviando os olhos do céu e direcionando-os a mim, não parecesse julgar minha sugestão.
Antes de descobrir quem era meu pai, havia a estranha sensação de nunca me sentir acolhido, não longe de minha mãe e Ben. E, depois que descobri ser um dos herdeiros do submundo, as coisas não mudaram muito. Os próprios semideuses ainda sentiam a influencia da minha origem em mim e, assim, preferiam se manter afastados. Mas não El. Talvez tivessemos mais em comum do que eu era capaz de perceber, mas ela certamente percebia. E, desde que nos conhecemos, havia um laço fraternal cada vez mais aparente entre nós, que ficava claro em sua preocupação.
Senti as maçãs do rosto se aquecendo com a oferta, não por ver no gesto algo diferente de cuidado, mas justamente por esse fato. Eu não estava habituado ao cuidado. Havia anos que eu era o responsável por minha mãe e não o contrário. Acenei a cabeça, mordendo o canto do lábio para conter um sorriso tímido.
—Quero, pode me emprestar? —Pedi, a voz saindo mais baixa que o esperado.— Ah, nada melhor pra dormir, realmente. Os campistas de Apolo que me perdoem, mas nada pode ser melhor que uma xícara de chá, um par de pantufas e uma série dos anos 90 na tv com a chuva caindo do lado de fora.
— Tem que ser só uma nuvenzinha, Vin. — Encarou-o com uma voz confiante, embora temesse em estar errada. Caso chovesse, teria que inventar-se para passar o resto do dia ocupada... Já estava pensando em algumas opções, como dormir ou passar um tempo com o mais novo, caso ele topasse se houvesse um convite no futuro. — Você tem razão... É muito mais complicado, mas, pensando por outro lado, talvez seria bom, já que podemos entrar numa batalha a qualquer momento e o inimigo nunca vai facilitar, certo?! — El não esperava por uma confirmação, pois já tinha vivenciado diversas batalhas quando estava com as Amazonas, e cada uma delas tinha sido complicadas para ser terminadas. Ela sorriu quando o mais novo aceitou a sua oferta, tirando do bolso de seu casaco, que estava amarrado em volta de sua cintura, um pequeno protetor soltar e abriu a tampa. — Você quer que eu passe ou não? — Decidiu que era melhor questioná-lo para não assustá-lo em algo relacionado a toque, pois, como filha de alguém que vive no submundo, El sabia como era complicado os assuntos que envolviam tocar a pele de outra pessoa. — Isso é verdade. E se eles reclamarem, é porquê estão fazendo errado... Vin, se chover, você me acompanha numa maratona de The Office? Tô’ louca para rever alguns episódios especiais... — Questionou-o curiosa olhando outra vez para o céu percebendo que as nuvens estavam ficando mais cinzas e densas.
Uptown Girls (2003) dir. Boaz Yakin
Olha, eu queria só paz nesse local. || Turno: Eleonor&Elliot
Agora eu sei. Exatamente o que fazer… Bom recomeçar, poder contar com você… Pois eu me lembro de tudo irmão… A voz de Eleonor parecia ecoar por todo acampamento, quando a garota começou a cantar a música brasileira que tinha escutado há um tempo atrás. O idioma portugues brasileiro não era um dos melhores ditos por ela, mas isso não desanimava-a. Na verdade, apenas lhe dava mais animação para continuar cantando. Oh, canto e fogueira. Era uma combinação apaixonante para El, adorava, desde que se lembre, ficar em um círculo ao redor do fogo cantando e brincando com as pessoas. Tinha presenciado várias vezes aqueles momentos quando estava com suas irmãs amazonas e estar passando por essa experiência no acampamento, apertava seu coração devido à saudade que sentia do seu antigo lar. Um local que acolheu-a depois de ter passado anos e anos num cassino que tinha destruído, aparentemente, uma boa parte das memórias de Eleonor. Ela não sabia quem era, mas, as Amazonas tinham lhe dado um propósito e uma identidade para viver.
Eu estava lá também… Um homem quando está em paz… Por isso que quando ficou sabendo sobre a reunião do acampamento com uma fogueira no meio, ela aceitou de primeira a oportunidade. Sabia que iria adorar a cada segundo sendo aquela pessoa animada chamando todo mundo presente para cantar e contar fatos bons. E é claro que fez isso. Depois de ter organizado algumas coisas com outros campistas, Eleonor sentou-se na frente da fogueira com um violão na sua mão e começou uma música que tinha aprendido há um tempo atrás devido ao fato de que as letras acabaram tocando seu coração de forma especial. Tinha dado um sentimento especial para aquelas palavras brasileiras, como sempre fazia quando uma música acabava parecendo que estava sendo falado para ela. Música era uma forma de escapatória e ela iria continuar usando aquela forma de fuga.
Não quer guerra com ni… A voz de Eleonor cessou no mesmo segundo que escutou o barulho vindo em direção à entrada do acampamento. Uma invasão. Pensou na mesma hora em que se levantava. Notou que alguns semideuses começaram a correr em direção aos seus dormitórios, mas El não. Ela não iria fugir de uma luta que tinha estragado a sua noite perfeita. Então, suas mãos foram em direção ao par de brinco que estava em suas orelhas e puxou-os facilmente, visto que eles eram acessórios fáceis de tirar e colocar. Na mesma hora, transformaram-se em partes de uma mesma lança e ela foi em direção ao primeiro inimigo que viu aparecer na sua frente. Uma dracena com o tronco lindo de uma mulher, mas as caudas esverdeadas acabavam transformando-a em um monstro. Eleonor tentou acertá-la (dado 2) em direção a uma das caudas da inimiga, mas acabou errando feio ao notar o monstro desviando com facilidade do ataque para devolvê-lo na mesma medida (dado 11) no corpo da filha de Tártaro ao acertar a barriga de Eleonor empurrando-a para um pouco longe.
Eleonor, cuspiu um pouco de sangue, e rosnou levantando-se com força brutal e indo contra o monstro outra vez (dado 5), mas acabou tropeçando em um galho idiota que tinha surgido no meio do seu caminho. O monstro gargalhou fortemente e aproveitando que a garota tinha caído lançou-se contra ela, atacando seu braço esquerdo com a espada que tinha nas mãos (dado 13). Eleonor gritou de dor na mesma hora. Quase tinha sido um corte profundo, mas era possível ver o sangue manchar a sua blusa azul. Então, rapidamente, ela olhou para o lado esquerdo e viu Elliot ali perto gritando para o rapaz em um tom de voz de desespero: — FILHO DE ARES, ME AJUDA, POR FAVOR. —
FLASHBACK:
☁️ Dmitry aproveitava a noite para caminhar um pouco pela extensão do acampamento em uma tentativa de talvez se acostumar novamente com o local e com os semideuses que sempre ficavam para lá e para cá. O cigarro entre os dedos era apenas para relaxar um pouco até o sono chegar e ao longe, viu alguém ao longe, uma silhueta feminina, acabando por se aproximar lentamente e de modo que a jovem pudesse lhe escutar — a última coisa que queria era assustar alguém, principalmente com toda a merda que estava acontecendo e que viria a acontecer — Achei que as pessoas já fossem estar dormindo por aqui — disse alto o bastante para ela lhe escutar e esboçou um sorriso mínimo — Aqui é bem mais quieto agora do que antigamente — o comentário saíra antes que eles pudesse conter, mas era uma verdade. Quando estava no acampamento, em qualquer horário poderiam escutar conversas e risadas dos semideuses.
@elodark
A sua chegada no acampamento foi tranquila. Eleonor não precisou enfrentar nenhum monstro, o que acabou deixando-a um pouco frustada. Ela precisava saber se estava em um nível suficiente para lutar naquela guerra que estava se expandido o tempo todo, por isso ela treinava em qualquer horário que poderia ter livre. Isso não seria diferente no novo local que estava. Mesmo se cansando em alguns momentos, treinar tornou-se um costume para ela e seria difícil mudá-lo... Então, naquela noite, resolveu ir correr no coliseu quando escutou uma voz grossa e virou-se em direção ao som um pouco assustada: — Céus, Dmi. Tem certeza que não é filho de Hermes?! Para andar na sutileza... Eu estou indo treinar, porque esse horário não tem ninguém e eu estou muito elétrica. — .Deu de ombros como se fosse algo normal e concordou com ele. — Sim, imagino que seria a mesma coisa se o acampamento meio-sangue estivesse inteiro ainda... Todos nós estamos com medo, você também está? —
FLASHBACK
Aceitou a ajuda de Elo no mesmo segundo em que a garota lhe estendeu a mão para levantar-se, e com certa dificuldade Audrey levantou-se do chão, limpando um pouco sua calça que agora estava bem cheia de areia. “Estou bem sim, acho que não machuquei nada, talvez um arranhão ou outro mas nada grave. Graças aos deuses.” comentou ela e notou que a amiga agora ria da sua situação. “Ei! Não vale rir, Elo!” repreendeu porém não durou um segundo, pois já começou a rir juntamente com a semideusa. “Ok, ok, tá tudo bem pode rir sim porque foi bem engraçado mesmo.”
— Ainda bem, porque teríamos que ir para enfermaria logo. Só para confirmar, Rey, tem certeza que está bem? — Perguntou-a com um olhar um pouco preocupada com sua amiga. — Eu tô tentando não rir, sério! — Embora tivesse falado séria um segundo atrás, Eleonor já estava rindo outra vez porque a cena tinha sido hilária. Continuou ao ver que a amiga também ria. — Eu deveria ter filmado... Será que alguém fez isso ou você pode refazer?? Tô’ brincando... Será? —
FLASHBACK:
Pois é, depois vou agradecer o sorvetão por isso. — Comentou sorrindo e foi até o celular. — Conheço, vou colocar! — Acabou colocando outra aleatória da pasta que tinha criado. — Eu adoro essa!
- Sorvertão?! - Perguntou surpresa dando uma gargalhada bem alta depois. - O melhor apelido de todos!!! Depois dessa, também vou agradecer. - Continuou dançando com a música. — Qual é essa agora? —
FLASHBACK
Ajudar Eleonor a reestabelecer seu equilíbrio fez o meu próprio vacilar, ao menos o emocional. Consequentemente, um riso fraco e encabulado surgiu, indo de encontro ao dela, enquanto meus olhos pairavam sobre a filha de Tártaro. Às vezes, me pegava pensando em quão irônica a vida podia ser. Aos vinte e um, sendo filho do deus do submundo, é natural que eu já não titubeasse (muito) ao encarar monstros. Eles apareciam com mais frequência do que eu gostaria e, de certa forma, apesar das palpitações e da adrenalina, lidar com eles não era aterrorizante. Por outro, estar tão próximo assim de uma pessoa, sem que houvesse uma adaga tentando perfurar o meu pescoço, isso podia ser bastante… Inusitado.
Arqueei as sobrancelhas levemente com a menção do apelido. Tinham certeza de que Eleonor era filha de Tártaro? Para mim, a prole do titã deveria ser menos agradável.
—Talvez. — Pontuei, ajeitando a camisa por baixo do peitoral de couro e fitando o céu. —É o que parece… Mas essa não é bem minha especialidade. Entendo de assuntos mais… undergrounds. —Franzi os lábios, sentindo uma nova onda de palavras afoitas a caminho e, antes que pudessem surgir, de fato, mudei a direção. —Acho que você pode treinar outra forma de luta se chover, de qualquer maneira. Nunca se sabe o que os deuses farão pra atrapalhar.
Ponderei acerca de seu questionamento. Eu gostava do sol, mas a relação entre seus raios e minha pele não é assim tão agradável. Assim como milhares de outras coisas.
—Prefiro chuva, pra ser honesto. —Admiti, dando de ombros. — É mais fácil de… —Me esconder, minha mente completou, mas as palavras morreram na boca. —É mais difícil de me queimar.
— Quando você fala talvez, eu tenho certeza que isso vai acontecer com todas as minhas forças. — Suspirou levemente e, embora pudesse parecer chateada com o comportamento do mais novo, havia um tom de brincadeira em sua voz pelo fato de que não conseguia ficar chateada com nenhuma fala do rapaz. Pelo menos, não lembrava de já ter ficado chateada com algo dele. — Então, vamos manter um pingo de esperança ainda. Talvez seja só uma nuvemzinha pesada e depois ela vai desaparecer... Isso é verdade, também não tenho nenhuma base, mesmo também não tendo nenhum conhecimento sobre o mundo debaixo. Isso é mais por uma opção minha. — Ela tentava, desde que se lembra, fugir do estereotipo que seu pai tinha e algumas vezes tinha sucesso... Outras ocasiões, era fracasso puro. — Outra forma? Você tem alguma ideia, Vin? — Embora já tivesse treinado em outros contextos, ela não conseguia pensar em alguma forma de contornar aquela situação. — Falando em se queimar... Eu tenho protetor solar, pode servir. Quer passar? Mas, realmente, chuva é bom por causa disso. Além de que é bom ficar dormindo... —
FLASHBACK
Enquanto limpava umas espadas, Becca riu alto da frase da amiga, ela via Elo como uma figura de irmã mais velha então sempre soltava-se mais que o normal com a semideusa. “Ok, eu vou lhe poupar o surto para não te dar mais trabalho do que já normalmente te dou.” comentou a ruiva apontando uma espada na direção de Elo, em um tom brincalhão. “Não sei o que eu faria sem a sua ajuda, sério, provavelmente ficaria aqui por dias até terminar tudo, então… Meus sinceros obrigada, Elo. Fico te devendo uma.”
— Olha, apesar de eu ter falado para não surtar, não seria nenhum problema se isso acontecesse. Tô’ aqui para te ajudar em qualquer coisa, cabelinho de fogo. — Comentou sincera encarando rapidamente para filha de Hécate. Havia formado uma bela amizade com a garota desde o acampamento meio-sangue e ficava feliz que, mesmo com a distância do passado, ainda a amizade se mantinha forte. — Provavelmente. A tarefa é muito trabalhosa... E de nada, nada de me dever nada, Becca. Vamos continuar porque estou com fome. — Falou, enquanto terminava de guarda a espada.
What happened to the seventh-grade Nini who used to belt this song out in the backseat of my mom’s minivan? She grew up. Nuh-uh.
— E a faixa rosa é rosa tipo aquele gin. Vai rebolando, vai rebolando essa bunda. — Continuou cantando com um sorriso nos lábios. — Pois é, nunca tinha dançando desse jeito, essa musica é maravilhosa.
— Nessa festa. Eu quero ver você dançar pra mim. — Continuou acompanhando-a. — Acabou trazendo a magia para nós duas. Espero que tenha mais músicas divertidas. Você conhece mais uma? —
Os dias de treino eram cansativos, mas Rebecca gostava de sentir aquela sensação de cansaço com um sentimento de satisfação por ter se saído bem, o que a filha de Hécate não gostava tanto era da parte de arrumar o bestiário, por sorte dessa vez tinha companhia para tal atividade. “Juro que se eu ver mais uma arma por hoje, eu surto.” brincou ao falar com @elodark. “Ainda bem que você estava disponível para me ajudar nessa tarefa.”
Dependendo da tarefa que era apresentada para ela, Eleonor agiria de forma diferente. Naquele caso era de boas, visto que era uma atividade já acostumada por ela devido ao fato de que tinha feito diversas feitos aquela arrumação quando estava com as Amazonas. — Não surta porque vai ficar tudo para mim, por favor. — Riu levemente anotando algumas coisas no papel. — Claro que vou te ajudar, Be. Por isso que você tem essa linda aqui. — Piscou para amiga voltando a arrumar.
Quedas eram algo comum para Audrey pelo acampamento, por ela viver distraída e fazendo várias coisas ao mesmo tempo, a garota acabava tropeçando com facilidade e isso acarretava algumas quedas diárias. E infelizmente aquele dia não ser o seu dia de sorte, Rey acabou tropeçando num galho no chão, indo com tudo ao chão. “Oh merda.” exclamou baixinho e então olhou um par de pés perto de si de @elodark. “Oi, vai uma ajudinha aqui? Por favorzinho?” pediu com um sorriso forçado sentindo a dor em seu joelho aumentar.
Estava indo para o Campo de Marta para o seu treino martinal quando escutou um barulho vindo do lado esquerdo fazendo com que sua atenção fosse atraída para lá. Notou que era a filha de Poseidon e, embora não fosse normal de rir de seus amigos, El não conseguiu evitar que um sorriso aparecesse rapidamente em seus lábios. Mas, andou até lá e ajudou-a levantar-se: — Audrey, você está bem? Machucou algo? Amiga, você precisa olhar para o chão... — Riu um pouco, porque não conseguiu segurar mais, mas depois parou. — Desculpa, não evitei. —
Campos de Marte, uma tarde qualquer.
—Eu sinto muito, eu estava distraído pelas nuvens. — Tagarelei, ao sentir o corpo colidir com outro corpo, imediatamente procurando meus pés. —Elas já estavam lá mais cedo, mas se tornaram mais largas e maiores, cresceram na direção da atmosfera durante a tarde. Isso é bem comum na verdade, ainda que já não estejamos no verão e eu fiquei um pouco preocupado, porque quer dizer que uma chuva intensa…
Eu nunca fui muito bom com interações sociais. Eu costumo ficar a maior parte do tempo escondido no chalé justamente evitando momentos assim, onde as palavras saíam por meus lábios como se minha mente pensasse rápido demais e os estímulos fossem prontamente atendidos e, por fim, tudo escapasse sem filtros. Eu já era estranho o bastante de boca fechada.
Senti o rosto corar, o cenho franzir e minhas mãos suadas se apertarem no cabo da espada.
— Mas isso não importa. Você não se importa.— Tagarelei, uma ultima vez, desejando ter todos os poderes de volta para, quem sabe, ser capaz de abrir a terra aos meus pés e permitir que me engolisse. — São só nuvens.
Treinos. Eram normais na vida de Eleonor. Todo dia com preferência na manhã ou na noite, ela ia para os Campos de Marte onde passava uma boa parte treinando sozinha ou acompanhada. Naquele dia, ela decidiu que treinaria sozinha lutando contra um boneco de pano para ver como estava seus golpes de combate. Só não esperava trombar contra um corpo no momento em que desviou o seu olhar para o lado esquerdo. Imediatamente, segurou nos braços alheios para que seu corpo não caísse para o lado e riu um pouco com o susto: — Desculpa, eu não te vi... O quê?! Não se preocupa, Vin. Não é sua culpa. — Ela escutou com a atenção, após soltar devagar os braços alheios e encarar as nuvens. — Você acha que vai ter uma chuva? O que vou fazer agora? Preciso treinar... Acha que dá certo? — Questionou-o encarando com um olhar preocupado porque, se não treinasse agora, iria ter uma falta em seu hábito e Eleonor ficava fortemente agitada, caso não descarregasse sua energia. Ela franziu o cenho com as últimas palavras alheias, arqueando a sobrancelha também: — É claro que me importo. As nuvens são importantes porquê precisamos saber se terá sol ou chuva. Eu prefiro sol, e você? —
Living Single, Wake Up to the Breakup (S03E17)