Seu nome é Emma Cassandra Vanity, possui dezoito anos, nasceu dia 28 de outubro de 1997, é uma pureblood e está em seu sétimo ano em Hogwarts.
Dizer que Emma veio de uma família puro sangue característica é uma forma simplista demais, no entanto, é a mais pura verdade. Seu pai, Nicolai Vanity casou-se com Carolyn Yaxley assim que saiu de Hogwarts. Era mais uns daqueles casamentos arranjados, onde amor só existia na teoria. Mas apesar disso, não demorou para que ela engravidasse do herdeiro. Edward nasceu num dia ensolarado, e era tudo o que eles podiam pedir. Ninguém esperava que cinco anos depois a mulher fosse engravidar novamente. Pra quê? Eles já tinham o que precisavam, um primogênito. Ninguém esperava também que essa gravidez trouxesse complicações médicas para Carolyn, e consequentemente sua morte.
Emma havia nascido antes do tempo, e agora estava sozinha. De inicio, seu pai e seu irmão a deixaram aos cuidados de terceiros. Eles ainda a culpavam pela perca da matriarca. Apenas com o passar dos anos que as coisas começaram a se arrumar, mesmo que de forma lenta. Emma criança se mostrava cada vez mais com a personalidade parecida com a de sua avó paterna, da qual herdara um nome. E fisicamente, com Carolyn. Era solitária, aprendeu muito cedo que a solidão pode ser uma boa companhia. Emma não tinha amigos a sua disposição todo o tempo, mas ela nunca se queixou. Pelo contrario, sequer se importava. Teve que lutar pelo seu lugar na casa, e mesmo com tão pouca idade, fez com maestria. Era persuasiva, e dona de uma dialética que impressionava as visitas e seu pai. Devorava os livros da biblioteca quando não estava voando, e rapidamente se tornou alguém que sabia conversar sobre os mais diversos assuntos quando convinha. O único que se mostrava ainda hesitante, era Edward. Para ela, o menos importante. Aliás, foi durante uma briga com ele que apresentou magia, fazendo com que todos os cristais da mesa se quebrassem.
A garota queria ir para Hogwarts desde o primeiro momento em que ouviu falar sobre a escola. Sabia que entraria lá e conquistaria o seu lugar no time de quadribol, como artilheira e capitã. Aos onze, já tinha um plano pragmático para isso acontecer. Mesmo que fosse de uma família puro sangue classicista, não sentia as coisas da mesma forma que alguns de seus amigos de infância. Tinha conseguido ter uma infância muito boa, apesar de saber que se enturmar com nascidos trouxas era algo não permitido. Mas sabia também que status de sangue não seria algo que a influenciaria no que faria depois, não afetaria em nada sua decisão. Duvidava que o fosse, mesmo que tivesse sido obrigada a desprezar alunos inferiores. Ninguém faria Emma mudar de ideia sobre ser uma jogadora de quadribol profissional.
Quando foi pegar o trem pela primeira vez, carregava sua vassoura. O mais novo presente de seu pai, que trocara a antiga. E seu malão com suas iniciais. Mesmo sem ter certeza, se relacionou com as pessoas certas nesse primeiro momento. Sua primeira companhia fora Clarissa Avery, que se tornou sua única verdadeira amiga nos anos que se seguiram. Graças em parte por terem as duas sido selecionadas para a mesma casa e acabarem dividindo o mesmo dormitório. Emma não é a slytherin com mais características da casa aos olhos de estranhos. Não agride quem é inferior apenas por o ser, prefere ter seus próprios motivos. Mas não pense que por ser quieta, não pica. É um engano que muitos cometem e se arrependem depois. Ela adora quando isso acontece, quando a subestimam. Adora também que conforme foi crescendo, o pai foi apoiando-a cada vez. A cada dia que passa ele parece mais inclinado a deixar Emma seguir seu próprio rumo, a tomar a frente das coisas de bom grado e não faz questão de esconder isso dos filhos. O que ele não fala para ela, é que adotou essa postura para que ela cada vez menos tenha chances de se envolver com ideologias. É neutro, e morre de medo do que pode acontecer se os filhos tomarem partido em algo.
É considerada uma aluna modelo, nunca se atrasando e com notas exemplares. Daquelas que tem todas as matérias em dia e é sempre elogiada pelos professores, mesmos os de outras casas. No quinto ano muitos achavam que Vanity iria ser escolhida como monitora, mas ela anunciou assim que teve oportunidade que não queria o cargo. Seu apreço pelas regras não era tanto, e juntar mais uma função iria fugir do seu foco. A única distração que se permitiu foi quando entrou para o Clube de duelos no sexto ano. Havia começado a sentir falta de uma preparação maior para que o estava para acontecer do lado de fora de Hogwarts. Uma exceção da regra, algo que exigia um esforço para que não interrompesse. Sua necessidade de ordem e rotina cobrava muito, principalmente nesse sentido.
↳ Já visitou New York algumas vezes, e é sempre sua viagem preferida. Sempre que está de férias e o pai está lá a trabalho, vai com ele para poder aproveitar a cidade.
↳ Emma tem um feitio rígido a primeira impressão, mas é fachada. Ela apenas é focada quando o assunto é quadribol. Mas todo o resto para ela é bem relativo. É figura carimbada nas festas e sexo casual é algo que aprova. Seu único cuidado é em não ser pega quebrando regras. Quem come quieto, come duas vezes.
↳ Tem um amasso chamado Félix que comprou no terceiro ano numa visita ao Beco Diagonal. Queria uma coruja na época, mas não tinha encontrado uma que agradasse. Vive com dificuldade em encontrar o animal de estimação pelo castelo, o que a deixa muito irritada.
↳ Sua ambição futura é chegar a capitã do Holyhead Harpies. O time formado apenas por mulheres para Emma exemplifica bem o que ela quer para o seu futuro, toda a independência que deseja.
↳ Sua matéria preferida é runas antigas. Não é como a maioria, aprecia a matéria pela dificuldade que ela carrega. Para ela ser boa em algo considerado difícil e/ou chato é um mérito.
↳ Adora morangos, mas tem alergia. Quando criança ficou duas semanas internada no St.Mungus após comer uma torta da fruta. Nunca mais tentou experimentar.
↳ Desde os onze anos viu Edward apenas uma vez, no quarto ano durante recesso do natal. Brigaram, e depois disso o irmão nunca está em casa quando ela volta para lá.